Cobaias de teorias

Em sintaxe clubista: sou bem mais do Rui Tavares (e por isso um tanto isolado, nesta casa) que da Helena Matos.

Mas ontem a senhora – no debate dos dois sobre a inteligência dos desfavorecidos e sobre a escola pública, que hoje prossegue no Público – escrevia o que segue, e que é muito, e muito, acertado:

Os filhos dos pobres não são nem mais nem menos inteligentes que os filhos dos ricos. Tiveram sim foi o azar de os seus pais não ganharem o suficiente para os poupar a esse papel de cobaias de teorias que tanto vêem na ignorância o estado supremo da perfeição igualitária, como entendem que aprender tem de ser divertido e fácil.

Lembram-se do eduquês? Lembram-se dos destravados que, no ministério da educação, comandam à distância as salas de aula, os seus sujos laboratórios para relatórios tão limpos?

Pois é. Era disto que se falava.

9 thoughts on “Cobaias de teorias”

  1. A Helena também não terá claque, cá na casa. Suspeito.

    Quanto à citação, acerta. Embora os filhos dos ricos também sejam levados na enxurrada. Só escapam os filhos dos muito ricos, os que aprendem no estrangeiro ou em casa.

  2. “A integridade física de Rui Mateus estaria alegadamente ameaçada, havendo fortes indícios de que terão sido feitos contactos com indivíduos ligados ao mundo do crime, para se encarregarem desta «operação» (…). As pressões eram muitas, a começar com as «recomendações de amigo» de Almeida Santos, que o Presidente da República enviara apressadamente de Marrocos e com quem reuniríamos regularmente a partir do dia 17 de Maio em sua casa. Por outro lado eu estava a ser «olhado» como um traidor à causa «soarista» (…).
    Rui Mateus

  3. Que nas universidades não se ensina como deve ser? Que ideia de um raio! Hoje estive com um amigo meu, engenheiro, que me disse que há universidades onde, nos cursos de engenharia, não se dá um mínimo de noções de arquitectura; e, nos cursos de arquitectura, nem uns pós de cimento de engenharia. Por isso ele já tem apanhado com projectos arquitectónicos que, se fossem para cumprir, era para se esborralharem todos antes de a obra chegar ao telhado.

  4. JP,

    Vejo que tu próprio respondeste. Mas há mistério, há gato: recebi por email a tua mensagem de «resposta», que agora já não encontro aqui. Censuraste-te a ti mesmo? De resto, não vejo nada de novo, ou estranho, que devesse «achar bem». Novo mistério, novo gato.

    R«B»N,

    Esse «Pincél» é a antiga Bigornas, a tal lapa – ou isso – que avança agarrada à baleia Aspirina pelos belos mares azuis.

  5. Fernando: aqui está a alteração (ontem retirei-a porque não estava como pretendia). Vê lá se gostas, eu acho giro. É a função b-quote.

  6. Olá Fernando, ando aqui a congeminar uma coisa sobre a lusofonia por aí fora, mas ainda não está ‘au point’. E pelo meio ainda ando com os dentinhos a fazer de tachas, na canela do tricheur e ainda tem o constâncio ao barulho, por causa das taxas.

    É preciso montar reavivar a língua portuguesa em Damão e Diu – ‘eles’ estão receptivos ou até suplicantes, mas creio que ainda não conheci todas as dimensões do eles.

    Seja como fôr já disparei a sugestão para o topo, que eu agora deixo logo tudo meio despachado.

    Mas fica aqui também.

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