Musiquinhas deprimentes

Quando acabam as «Conversas» com Marcelo Rebelo de Sousa, corro para o aparelho e baixo o som. Para fixar algum pensamento mais útil, mais esclarecedor? Para trocar impressões com a companhia ouvinte? Não e não. Simplesmente para apagar o tune que ali vem. Deprimente a mais não poder.

Quem será o marau (virá no genérico?) que, numa manhã de puro azar, compôs, talvez – quase certamente – por bom dinheiro, aquela aflitiva melopeia?

Não é, sequer, caso único na minha lida semanal. A bizarria sonora que precede e segue o «Eixo do Mal» é, se possível, ainda mais psicótica. Outra corrida sala afora, se bem me entendem.

Sei do que falo. Também compus coisas. Não, não estou a sugerir nada. Nunca ligaria a minha arte a tais programas. Era mau para mim e para eles. Mas, como está, sofro eu sozinho.

Parece justo?

19 thoughts on “Musiquinhas deprimentes”

  1. Da musiquinha do programa do Marcello, não sei, porque não o vejo nem o ouço. Safa! Fim de semana é para despoluir a cabeça… e treiná-la a pensar por si própria!

    Quanto à música do Eixo do Mal, estou em total e absoluto desacordo. Acho-a uma peça belíssima. O título da faixa é Enishie e o autor é Sengen Ono, japonês que tem discos com títulos portugueses, por ter trabalhado no Brasil. Por sinal, o disco donde vem esta faixa de 1 minuto e 22 segundos tem um título curioso: “Nekonotopia Nekonomania”, que não faço ideia o que quer dizer.

  2. “Há professores com 36 anos de serviço e quarenta e tal anos de idade, e que se querem reformar” – Miguel Sousa Tavares na TVI.

  3. “Deus não pôs os ceptros nas mãos dos príncipes para que descansem, senão para trabalharem no bom governo dos seus reinos”
    Testamento Político de D. Luís da Cunha ao futuro Rei D. José I.

  4. FV, estou preocupado. Pensa comigo.

    Depois do verdadeiro sucexo editorial mais-que-perfeito que foi o ‘Xavier ou as tardes felinas de um pretérito’, do JPC (com 51comentários51, nada menos) , numa demonstração exaustiva e suculenta da verve feminina cá do blairro, perdão, cá do bogue, não te parece de uma pobreza confrangedora este apanhado de bitaites onde até o dono do Xavi é parco em vôcas? Onde há quem não saiba sequer o que é “Nekonotopia Nekonomania”, uma coisa tão corriqueira? Onde o testamento político de D.Cunha está ao nível do Equador do MST? E o comando, sim, o comando, que me dizes tu do comando, hein? Distância?
    Sinto a falta daquelas conversas elevadas no cúbico do feminino. Aquelas coisas de gaiijas que nos deixam a pensar que se assim é como é, como será só entre elas mesmo, sem coisos a ouvir… Serei um voyeur d’ouvido? Estarei com problemas sérios na vida? Achas que devo casar, sei lá, vir comentar menos e ouvir mais (casar é isso, não é?), arranjar uma vida, talvez?

    FV, estou preocupado. Mas deixa, pronto. E porra pá, caraças pá, compra lá a merda do comando para a TV.

    rvn

  5. sabes que cláudia vem do sabino “chiuso”? no teu caso nota-se pouco: por que não fechas a matraca de quando em vez e poupas nas letras capitais?

  6. ah, sim, at last, um pouco de ambiente… (protejam os espelhos, recolham os copos de vidro..)

    claudia,
    obrigado pelo conselho, mas é tardio.
    pentatardio, para ser exacto.
    burro, não?

  7. Caro rvn,

    nada melhor para um voyeur de ouvido com coisos pelo meio, que o casar. Recomendo vivamente. Eu cá não me “astrevo” a tanto, mas no que toca a get a life estou segura que não ficaria desiludido. Seria mesmo um get a várias lifes que isto de marido sem várias vidas já não há esposa que aguente. O grande problema seria o do comando – homem casado, comando lixado – como diz o povo e com razão…

  8. teresa,

    grato pela recomendação. obrigado mas não obrigado.
    de resto, eu tenho um cão e vivemos felizes, eu cá com as minhas sete vidas como os xavieres e ele com os seus 66kg e bochechas caídas.
    confesso que as pobres que me sofreram em casamentos eram bem mais bonitas, mas ele chateia menos, definitivamente. e tem melhor feitio.
    deixe que lhe dê um exemplo conclusivo: estou ao computador há horas. acredita a teresa que ele ainda não abriu a boca para me dizer ‘deixa isso’?
    e nunca, mas nunca, mas mesmo nunca mexe no comando da tv.

    get a life? nada disso. get a dog, isso sim.

  9. está um pouquito enganado, caro sete vidas ( tal como o sete sóis?), nessa do get a dog…. faça como eu e arranje um cão por interposto dono. sempre dá menos chatices e fica com as férias safas – deixa o cão e o dono, que isto de low cost para cães é complicado, e ála que se faz tarde…
    e continuando para aqui com os meus botões – um cão, um computador e um comando de tv?? e sexo, nada? olhe que não é preciso casar……

  10. minha senhora,

    terá reparado que não cheguei a dizer-lhe se tenho ou não sexo com o meu cão.
    não é por nada.
    mas de facto acho que não nos conhecemos o suficiente para tanto.

  11. “AÚLTIMAPALAVRAÉ MINHAEACABOUADISCUSSÃO! – e depois… correr rapidamente para longe da vista dela com as mãos nos ouvidos, gritando o que nos vier à cabeça”

    ( sem link que fica mais interessante!)

  12. “Agora até os cães têm se andar com cuidado nas ruas. A “rvn” e a “teresa” andam aí!” – Kitéria Bárbuda in “Canidófilas”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.