29 euros

Lerei eu alguma vez Rio das Flores, o recente romance de Miguel Sousa Tavares? Quem saberá dizê-lo? Também eu nunca digo nunca. Mas a vontade de me meter ao livro é, devo confessá-lo, basto reduzida.

Acabo de ler o comentário que do romance faz hoje, no Público, Vasco Pulido Valente. O conhecido cronista é um notável historiador (entre outras coisas, do período que Tavares romanceia) e a noção que fica é que se trata dum passável romance de aeroporto.

Mas eu já tinha sido alertado para o José Mário Silva, que, no blogue «A Invenção de Morel» (clique aqui à direita), reproduz uma sua crítica na revista Time Out. Também o Zé Mário é devastador.

Escrevi um dia, em Crónica Jornalística. Século XX (do Círculo de Leitores, 2004), que «em Vasco Pulido Valente, em Miguel Sousa Tavares, em Eduardo Prado Coelho, em António Mega Ferreira, em Manuel António Pina, em Mário de Carvalho» estava, na realidade, a fina-flor da nossa prosa actual. A ordem não era arbitrária de todo. Se é certo faltar ao cronista Tavares a consistente qualidade da escrita de Mega, de Pina e de Carvalho, também é verdade que assinou algumas crónicas brilhantes.

Hoje sei que o cronista Tavares permitiu a existência do romancista Tavares, e lhe deu carta branca para a banalidade e a frouxidão. Ele venderá os 100.000 já impressos, e mais, muitos mais. Mas o grande prosador de Sul e de David Crockett terá entrado, definitivamente, na prateleira light.

O alerta para a crítica do Zé Mário foi-me dado pelo ficcionista Eduardo Pitta, no blogue «Da Literatura» (clique aqui à direita). Aí escreve Pitta que sentiu ficarem-lhe no bolso mais 29 euros. Sei que, para Pitta, isso equivale a um «melão com presunto» no alto do Hotel Tivoli. Eu, que não sou mundano, hei-de trocá-los por dois livrinhos que – assim o destino não seja avaro – me saberão a néctar dos deuses.

114 thoughts on “29 euros”

  1. benâncio,
    foi seguramente o maior exercício de preconceito que já te li.
    pronto, ok, não és perfeito.
    mas para um criativo, fostes pouco.
    abraço.

    rvn

  2. RBêN,
    A confiança no critério alheio, nalgum critério alheio, não te basta às vezes? Por mim, já li tanto de VPV e de ZMS que, sei, posso largamente confiar neles.

    Não se chama a isso «preconceito», pois não? Em que mundo, e com que regras, vives tu?

  3. Ó Riscado,

    Ah, a sabedoria popular e a sua banalidade!

    Inveja de quem por quem? Do Pulido pelo Tavares? Você está bom da cabeça?

    Se leu o artigo do «Público», acha que o Pulido inventou a trivialidade que demonstra no Tavares?

    A inveja nunca apresenta factos. Só os imagina.

  4. Benâncio,
    Se ‘a confiança no critério alheio, nalgum critério alheio’, me bastasse algumas vezes, uma que fosse, eu não usava preservativo sempre-que-estreio-uma-paixão-sempre. Perdoarás o exemplo extremo mas há coisas que eu não delego nos doutrinadores oficiais e/ou oficiosos. Os meus gostos pessoais são uma dessas coisas. Li o Equador e não tenciono ler (embora o vício da experimentação possa ganhar mais esta guerra) o rio dos malmequeres, mas nem por isso me sinto autotizado a criticar o que não conheço mas dizem que.
    Enquanto escritores, sugiro que nem tu nem o Gildo o façam. Fica-vos mal, acredita, mesmo que a boa vontade dos amigos te diga o oposto.

    Quanto ao mundo em que vivo deve ser parecido ao teu, um mundo de letras e pontos e vírgulas, frases e textos, vaidade e auto-estima. Onde e como colocas os teus e as tuas, bem como as palavras que tal como eu escreves, não faz de ti nem do teu critério uma referência mais fiável que pulido valente, graça moura ou tino de rans. Quanto muito mais bagajada, com mais autoridade. E é aí que nós diferimos. Por decepções e enganos vários, antigos e modernos, reservo para os meus olhos a decisão sobre o que há para ver. E fujo das sumidades como a gordura foge do fairy. A razão é simples. Não imaginas a quantidade de lixo emocional que pode prejudicar uma avaliação, mesmo feita com honestidade e na melhor das intenções. Que, como é sobejamente sabido, enchem qualquer inferno que se preze.

    Na cumplicidade quase amiga que nos une nas linhas que aqui trocamos e à vista dos outros senhores todos que por aqui fazem da conversa um prazer te deixo esta imposição: terás agora que ler a porra do riacho até ao fim, índice incluído, para poderes, com a segurança que te é habitual e todos admiramos, desancar naquela obra que, tudo o indica, não deve deixar de cumprir mas pouco mais. Mas só dizes depois, ok?

  5. Claro que é inveja, o VPV bem gostava de vender uns cem milecos, como gostava o Zé Mário, e o Pitta! Mas não vendem, é fodido, e depois desculpam-se que o gaijo escreve light, como se fosse possível qualquer um escrever light e vender cem milecos, assim, fácil, na boa! Provem-no, caralho! Foda-se, escrevei lá a merda de um livro que venda cem mil só para tirar as dúvidas e mostrar ao Tavares, quero ver, vamos lá! Anda lá Venâncio, tu próprio, e ainda arranjas uns trocos para ir comer o tal melão com presunto. É uma vergonha num país em que ninguém escreve um romance histórico de jeito se andar por aí com estas merdas contra um gaijo que até escreve fixe.

  6. António Manuel Venda (blogue «Floresta do Sul», aqui ao lado) teve a amabilidade de me enviar versão digital do artigo de Pulido Valente.

    Fica aqui, com divulgação de outro blogue, e um comentário prévio: crítico musical

  7. Basco,

    Não sei se pertence à nossa «cumplicidade quase amiga» o fazer crítica literária pelos jornais. Se sim, ou mesmo se não, saberás que faz parte do jogo contar com a confiança de quem lê a crítica.

    Dito de outro modo: se eu não pudesse contar com essa coisa chamada «confiança alheia», andava há anos a enganar os outros, e pior, a enganar-me a mim. Ora, não me parece, a julgar por ti, ser esse o caso. Convidas-me a ler o livro do Tavares, não te comprometes a lê-lo tu, e ainda assim dás (penso que dás) algum crédito ao que eu então dissesse.

    Estamos, aí, no exacto ponto. Eu dou esse crédito ao Zé Mário Silva (que conheço), como dou ao Pulido Valente (que não conheço). Mais: sei de ciência certa que o Tavares pode escrever como um Deus, na crónica e na pequena ficção, e de não menos certa ciência que isso não é garantia nenhuma de que não faça borrada no romance.

    Abraço do teu quase amigo.

  8. fmv,

    cá recebi.
    não fazendo crítica literária nos jornais, passarei a abster-me de considerações sobre o tema e a seguir as tuas escolhas sem um ai.
    mas permite-me um reparo na área da crítica musical: a dupla citação que fazes do ‘quase amigo’ leva-me a concluir que confundiste o Fado da Cordialidade com o ‘Encosta-te a Mim’ do Jorge Palma. é um erro, digo eu. mas também deixa lá: não podes ser muita bom em tudo.

    qual quase abraço: é um dos grandes, queiras tu ou não.

    rvn

  9. Basco,

    Não te aconselho tanta carta branca. Eu tenho uma fama de fazer corar as pedras.

    E a chatice é que, em vez de gozá-la (e tirar disso algum), vou reareando as intervenções – para dizer caro. Há, embora não se acredite, coisas ainda mais fascinantes, e emolientes, do que a literatura.

    Quanto ao abraço, fica. E já ia outro a caminho.

  10. A importância da crítica do VPV está na capacidade de detectar todos os erros históricos de um romance que se vende como “lição de história”. O resto é conversa ou negócio, ou pura desconversa. Nem é preciso ler-se; bastava que o Sousa Tavares viesse a público e negasse ter dito aquelas enormidades.

    E isto serve para os palermas que passam a vida com essa palavra “inveja” na boca. Esse bordão foi a maior imbecilidade pós moderna que se podia ter inventado. A possibilidade do exercício crítico ser exercido por poder ser “inveja” contra o “sucesso”. História, saber, literatura, verdade, mentira, tudo se resume a este tique: inveja versus sucesso. É a geração Big Brother a ir à boleia.

    Prova-se também que já tinha sido pelo mesmo motivo- o desplante na falsificação histórica que o VPV tinha embicado com o Equador. Antes de ser crítico literário e escrever primorosamente, ele é um Historiador. Esta crítica serve também para provar como aquela cabecinha continua viçosa. Não é qualquer um que apresenta assim uma crítica tão exaustiva e arrumada. Foi mesmo o melhor que podia oferecer depois desta última entrevista bacoca que lhe fizeram.

  11. Agora a treta do “literário” do “eu cá acho que não”; “eu cá gosto, são gostos”… é com cada um. Comprem, gostem, mas não venham depois dizer que aprenderam História, ou pior, repetirem os erros do MST como se de factos históricos se tratassem.

    Eu até sei do que não gostam sem precisarem de ler o MST. Não gostam da gigantesca e implacável capacidade crítica do VPV. Não gostam dele. Ponto final. Porque é incómodo, não dá uma no cravo e outra na ferradura e, pior, não vende esperanças num país cheio de encartados vendedores de banha-da-cobra.

  12. Quanto aos créditos cada um os escolhe e acaba por se espelhar neles. Eu dou créditos cinéfilos a meia dúzia de pessoas, sendo apenas uma “crítico de jornal”. Serve-me para não perder tempo quando nem conheço o autor, por exemplo.

    Neste caso, não li o Zé Mário Silva. Se também diz mal, deve ser por motivos mais literários, porque não é historiador. Li os argumentos do VPV que são factuais e esses sim, mesmo que se perdesse uma grande obra, já se tinha ganho uma excelente lição de História ao escaqueirá-la.

    “;O)

  13. Agora o que é patológico é esta cambada de idiotas com a inveja na boca. Isto sim, isto é que também merecia um estudo sociológico. Parecem as peixeiras na praça: “ó freguesa, venha cá, ólhe que não há peixe como o meu, elas são é umas imbejosas”.

    Que tristeza de geração havia de sair de dentro daquela trampa de caixinha que estragou o mundo…

  14. correcção: a impossibilidade da crítica ser exercida por causa do bordão da inveja. É que os idiotas nem precisam de saber nada, nem explicar nada, nem entender nada. Para eles nem existe a possibiliade de juízo crítico, o que leva ao mesmo que dizer que também não existe juízo de gosto. Tudo se resume a cifrões, a sucesso (o que quer que isso seja, que para eles apenas se traduz em cifrões, como para os ciganos) e a inveja. Inveja pelas barbas do JPP, pelo olhar rameloso do MST, por qualquer treta. Nem eles sabem explicar. Porque, na verdade, o que sentem é que podem ser ursos em nem entender o que gostam.

  15. Esqueci-me de dar os parabéns ao FV pela lata em dizer que nem ia ler. Acho bem. Até penso que ainda lê demais e dá crédito em excesso a muita gente…

    As críticas literárias que mais gosto do FV também são estas. Quando faz um manguito e manda ler os outros.

    Queriam, era o que faltava, eu ler trampa. Não me pagam para isso.

    ehehe

  16. a peixirita do sucesso tinha de aparecer. Então, ó tolita, tiraste a foto do blogue? não dava sucesso, ou metida demasiada inveja?

    Esta claudota é o exemplo acabado de uma burra que se julga inteligente apenas por usar de má-fé e ter excesso de lata na crítica aos outros.

    A ver se arrisca opiniões. É o arriscas… é uma boa de uma mini-soledade de feira.

  17. Crítica foi favor. Na trica com os outros. A ignorância é sempre muito atrevida. Ora peguem lá no texto do VPV e mostrem onde estão os erros históricos e a quem pertencem.

    O resto é mesmo treta. Treta de especialistas em generalidades.

  18. Fic aqui a crítica do ZMS e o link para o VPV. Dá para perceber a pertinência da diferença de critérios. Pela do ZMS não se chegava ao que importa. Antes pelo contrário.
    …………………………………
    Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro, 627 páginas.

    Com o seu imenso caudal de palavras a estender-se por mais de 600 páginas (literalmente um roman-fleuve, mas dos que transbordam antes da foz), Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares (MST), é um romance falhado.
    Falhado porquê? Porque sendo assumidamente um romance histórico, na linha do super-bestseller Equador (300 mil exemplares vendidos só em Portugal, desde 2003), tem romance a mais e História a menos. O que MST quis fazer foi um “dois-em-um”: a saga familiar que atravessa três gerações no mesmo espaço mitificado (a Herdade de Valmonte, perto de Estremoz), com os seus rituais e segredos, provas de amor e desastres afectivos, tendo como pano de fundo a turbulência de Portugal e do mundo, num período que vai de 1915 (em plena “desordem” da I República) até 1945 (quando o Estado Novo já criou raízes que haviam de resistir durante mais três décadas). Acontece que a saga familiar ganha desde logo um excessivo ascendente e obnubila por completo o retrato maior de um tempo: essa convulsiva primeira metade do século XX, que assistiu ao nascimento (tanto na Europa como no Brasil) de regimes autoritários que viriam a precipitar o mundo na catástrofe. A questão da liberdade, perdida e procurada tanto a nível pessoal como colectivo, é um dos temas fundamentais do romance, mas à medida que se avança na narrativa cresce a sensação de que MST o desperdiça, por não resistir ao apelo da faceta mais sentimental da sua história.
    O problema não está sequer na articulação entre os dois principais planos narrativos – o das personagens (família Ribera Flores) e o da História –, conseguida aqui e ali brilhantemente por MST, não só porque se mostra capaz de alternar com suavidade entre a esfera privada e a pública, passando do geral ao particular e vice-versa com uma espécie de zoom, mas também porque domina com mestria as técnicas narrativas (das longas descrições aos diálogos, passando por subtis mudanças de registo). Se há fórmulas para captar o interesse do leitor, MST conhece-as todas. E as mais das vezes aplica-as com elegância, embora também aconteça recorrer a clichés estafadíssimos do tipo “quem nunca sofreu por amor nunca aprenderá a amar”.
    Em suma, o que o livro tem de melhor são as passagens que nos aproximam da atmosfera de uma época. O duelo entre os toureiros Joselito “El Gallo” e Juan Belmonte, na Real Maestranza de Sevilha. A conspiração republicana de 1927 para derrubar o recentíssimo Estado Novo. O perfil de António de Oliveira Salazar e sua entourage (António Ferro, Duarte Pacheco), enquanto montavam a teia num país condenado a “viver habitualmente”. A viagem inaugural do dirigível Hindenburg sobre o Atlântico, da Alemanha ao Rio de Janeiro. O terrível mergulho na Guerra Civil de Espanha, no meio da lama, sob uma chuva de obuses, face a face com a morte. Os detalhes da revolta do comunista Luís Carlos Prestes no Brasil governado por Getúlio Vargas. Sobre estes temas há páginas memoráveis, algumas de antologia.
    O pior é o resto. Ou seja, a saga familiar propriamente dita. MST fascinou-se com o cenário rural da Herdade de Valmonte e fez dele o centro de gravidade do romance, por muito que as suas personagens deambulem por Lisboa ou mais além. Tudo parte dessa casa familiar onde coabitam Maria da Glória, a matriarca que governa a família desde a morte do marido, e os seus dois filhos: Diogo e Pedro, unidos no amor sem limites por aquela terra fértil e próspera, mas separados pelas respectivas visões do mundo. Diogo, apesar do modus vivendi burguês, sempre instalado em bons hotéis e a molhar charutos no brandy, não se conforma com a asfixia salazarista e a falta de horizontes. Pedro, mais parecido com o pai, só se interessa pelas alfaias e pela caça, agradecendo o regresso à ordem depois do caos republicano, aderindo à União Nacional e chegando ao ponto de combater em Espanha, ao lado dos franquistas.
    Até aqui tudo bem. As diferenças políticas e de carácter entre os dois irmãos são um eixo narrativo interessante. Mas MST começa a patinar quando vai centrando cada vez mais a sua atenção nos dilemas amorosos de Diogo (sobretudo) mas também de Pedro, apostando em várias cenas de sexo que oscilam entre o frouxo e o ridículo, bem como num psicologismo banal, e com uma carga significativa de marialvismo bacoco, que reduz todas as figuras, mas essencialmente as femininas, a caricaturas.
    Resta a questão do tamanho. As mais de seiscentas páginas são um exagero e, muitas vezes, um tormento. Mão amiga devia ter sugerido cortes nas cenas inúteis, nas repetições escusadas (por exemplo, o repisar detalhadíssimo das tarefas agrícolas) e nos derrames emocionais das personagens. É que com menos duzentas ou trezentas páginas, Rio das Flores podia ter dado um bom romance histórico sobre uma época raramente abordada pela ficção portuguesa. Assim, é apenas uma oportunidade perdida e um objecto pesadão, que faz lembrar o gigantismo do zeppelin em que Diogo viaja para o seu Brasil sonhado, mas sem a respectiva leveza de movimentos.
    ………………………

    A do VPV: http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp?dt=20071124&page=6&c=C

  19. a estupidez.

    E os problemas técnicos que aqui o link não funciona.

    Aborrece-me a estupidez. É mesmo um enorme pecado. Consigo aguentar muita coisa mas não tenho pachorra para a estupidez.

  20. Neste caso irritou-me a estupidez de quem vive de palavras: a “imbeja”, o” sucesso”. São chavões que fazem da estupidez uma doença contagiosa.

    Estupidez com impertinência não dá. É prato demasiado forte.

  21. Retribuindo-te a pergunta, uma vez que, pelo menos eu argumento e justifico-me: e a ti, o que te provocou tanto incómodo no que supostamente me aborrece?

  22. Então, é preciso esconder, nem se mostra o nick? cala-te tu ó palonça anónima. Acaso és dona do blogue, ó palerma. Vai lá mandar para a tua casa.

  23. E vou indo. O link não funciona mas fica aqui o desafio. Como é que se pode conciliar uma crítica histórica do VPV- com uma crítica literária do ZMS que até termina a dizer que se não fossem outros pecadilhos este podia ser um grande romance histórico.

    A pergunta é para o FV, claro.

  24. ó tolo, já se explicou. No meu caso nem vou perder tempo a ler uma treta de uma treta de um tipo que não se aproveita nada do que diz.

    Mas a razão principal nada tem a ver com literatura. Tem a ver com o preâmbulo do VPV que postei no Cocanha.

    E percebo que também seja essa a sua guerra. Já tinha sido com o outro.

  25. zazie,
    onde foste tu buscar a ideia de que alguma coisa me teria provocado incómodo? perguntei para saber, são assim as conversas para mim. não sei, pergunto.
    repara: tocas uma série de pontos, numa troca de ideias em que eu participei, além de outros; o que dizes tem sentido e destino e eu tento perceber qual e qual, exactamente. não há incómodo. não há acordo. não há desacordordo. é uma questão, nada mais.

  26. ok, mas volto a fazer-te a pergunta: o que tens a dizer? é que eu nem estou irritada, eu escrevo assim, a 300 à hora. Mas gosto sempre de argumentar. Ora tu interpelaste-me e depois escapaste. Não disseste nada. Afinal querias saber o quê?

  27. Percisamente, se eu toquei numa data de coisas em que tu achas que te incluis, e comentei este post, para que é que te dirigiste a mim? saber o quê? saber se estou a rir, a brincar, a gozar, a falar a sério? o que é que isso importa se eu deixei argumentos aos quais ninguém respondeu?

  28. Queres saber qual é a questão principal que me toca? acho que ficou clara: a História e as mentiras históricas ou propagandísticas em nome de literatura (ou seja do que for).

    Queres saber qual foi o pseudo-argumento” que mais me encanitou por aqui? também já disse: a estupidez a clonar-se em chavões de peixeira- o efeito big brother da “inveja”. Basta sacar desta palavra para ficar tudo arrumado. È moda recente. Tem explicação sociológica e pode-se ler ou ouvir de quem menos se espera. Não vem só da mongalhada claudina.

    Chega?

  29. zazie,

    «numa data de coisas em que tu achas que te incluis,» é conclusão tua que eu cá não achei nada disso. disse e repito que perguntei o que não sabia: a que te referias exactamente. já sei agora. ao uso da palavra/argumento ‘inveja’. estou esclarecido. não tem nada a ver comigo, não trouxe nem a palavra nem o sentimento à conversa. apenas o comentei, de passagem, em relação a uma observação do fmv, no contexto que se pode ver.

    queres saber qual é a questão principal que me toca, o que me encanitou a mim? esse passo de boleia no estribo de outro assunto, outro contexto, que usa e abusa não do que foi dito mas sim daquilo que a gente gostava de falar mas como não foi dito diz-se que estava sub-entendido.

    em concreto:

    «benâncio,
    foi seguramente o maior exercício de preconceito que já te li.
    pronto, ok, não és perfeito.
    mas para um criativo, fostes pouco.
    abraço.

    rvn

    isto é tudo o que eu acho que me apetece achar do post que li e que, ainda sem bitaites de mais ninguém, deixei escrito ao fmv. VPV diz mal e eu concordo ou discordo? não era o assunto. a recriação histórica de MST vai na bitola do equador (olha a novidade)? caguei. não era esse o assunto. «benâncio, e se lesses primeiro?» era o assunto. apenas isso.

    agora porra, se eu tenho que levar roda de imbecil por causa de merdas que eu nem imagino que alguém está a imaginar que eu estou a imaginar que alguém pensou que eu disse, e tudo apenas para poder dizer que me cheira a preconceito uma crítica por ouvir dizer, eu aí pouso a fisga e vou ver a quadratura do círculo, que sempre adormeço.

    fiz-me entender, zazie? se é feitio, dispara na mesma mas segura a uzi que isso varre a eito sem necessidade, bolas!

    chega?

  30. Mas tu achas-te vedeta, para que todo o comentário num blogue te seja dirigido?

    ahahahahhaa

    Estavas preocupado em saber se a crítica era para ti? carago, então andamos nestas treta para mandar recadinhos. Não me conheces. Isto para mim é pouco mais que html de muco azul, como diz o JPC. No que é mais não entra debate de ideias. Não tenho nada a ver com tretas fulanizadas. Li o post, gostei da lata do FV, até expliquei o motivo- acho que o mal dele é ser demasiado condescendente e comentei os aspectos históricos, porque são os que mais me tocam.

    Deixa-te de melindres. Para que diabo é que precisas de justificar o que disseste. Eu nem li com atenção. Li apenas a treta dos chatos do costume com o pseudo argumento da praxe- a inveja.

    Quanto agora ao que dizes, que nem tinha reparado, a do preconceito, pode-se falar. Não penso isso, mas nem é tema que me importe. Pode ser mero assunto para se avaliar o rigor ou isenção de um crítico, isso sim. Se fosse inconsequente, seguindo opiniões nuns casos e noutros não. Mas eu também não ando aqui para criticar o FV.
    Melhor, a ele, a esse respeito, disse o que tinha a dizer quando houve uma falsa despedida do blogue. Por estar a carregar quase sozinho com isto às costas. Nessa altura sim, lembrei-me que podia não me cruzar tão facilmente com ele, aqui, na blogosfera, e indiquei-lhe algo que achava obrigatório conhecer.

    Foi apenas isso. E nem tem nada a ver com figuras públicas ou conhecidas, apenas com algo que eu considero ser o melhor que existe em Portugal (nunca faço nada por menos).

    De resto acho piada quando ele faz manguitos. É uma forma de crítica. Vale tanto como atribuir estrelinhas. E é bem mais verdadeira e honesta que propagandas à conta.

    Não existe tábua rasa em nada. A menos que ele fosse um ET é que ia achar que por não ler este livro se perdia um grande escritor ao cimo da terra.
    Há tanto ou maior preconceito em achar que é preciso ir a todas, sem qualquer critério, do que pura e simplesmente saltar fora, quando as vendas até já estão automaticamente asseguradas.

  31. mas agora é que vi, que raio, que paranóia, porque é que havias de ser tu o imbecil? acaso comentaste alguma coisa? não foi a monguita da claudia e mais a outra anónima, a mesma do estribilho do cala-te?

    E que treta essa de blá. blá, e mais blá, de VPV e história não te dizerem respeito? porque é que havia de dizer respeito? és o autor do post?

    Eu até estava a responder ao moço maçon que foi lá ao Cocanha, ao mesmo tempo que estava a escrever aqui. Até acrescentei io preâmbulo enquanto vs. alinhavavam duas linhas

    “:O))))

  32. Cais melindres, cais caroço! Caio-te nos braços com esse saracotear de argumentos, que me encanta mesmo se não concordo. Abano a cauda e faço olhinhos. Mas diz-me o instinto que nada deixe por esclarecer nas prateleiras, na hora do fecho de conversas contigo. É perigoso. Coisas mal resolvidas são uma merda, afectam a visibilidade, presente e futura, toldam a lucidez. E eu temo ter um futuro de perguntas e respostas contigo (salvo seja, que não é casório). Cada um com o seu estilo. Um arrasa, outro bica. Tu caterpilar, eu bulldozer, mim tarzan, tu jane.

    Quanto ao
    «…o que disseste. Eu nem li com atenção..»

    vê se passas a ler.

  33. Por acaso, agora até me fizeste lembrar de outra coisa que nem sei como fazer. Ando há uma data de tempo para mostrar a alguém entendido a poesia que uma pessoa faz na blogosfera. Mas fico sempre com tamanhos pruridos que nunca o fiz.

    É mesmo um caso difícil porque eu não me considero minimamente entendida em poesia. Pior (ou melhor) sou tão pouco entendida que só mesmo o que pode ser muitíssimo bom é que reparo. Assim como com um Larkin ou um Camilo Pessanha. E reparei neste. Sei que há mais gente que também reparou mas não lhes dou grande crédito. Como sou amiga da pessoa em questão e ela não quer publicidade, não me resolvo.

  34. “vê se passas a ler ”

    ahahaha

    ó moço, nada de enganos que eu não aqui para engrominar ninguém por menos que os cartões de crédito

    “:O))))

  35. Levanta-se uma pessoa a meio desta álgida noite nórdica (inspiradora de poetas…), e dá com este diálogo com que Platão Himself lamberia os dedos.

    O meu amigo Basco viu o que é ser enredado pela Zazie. É uma experiência única na vida, única porque raramente se lhe sobrevive são da cabeça.

    Eu – que amo o sossego e o meu cantinho, e já fui enredado o seu conto – não queria viver com esta mulher. Mas experimentá-la de longe é uma delícia.

  36. zazie, vê-se mesmo que gostas de dar nas vistas, encher o espaço todo, deves ter uma inveja muito grande do MST, de certeza absoluta!

  37. não queria viver com esta mulher

    ahahahaha

    Que grande anormalidade “:O))))

    É que é mesmo uma perfeita anormalidade a suposta imagem que se dá ou se inventa acerca de outrem.

    Deixa lá que eu também tenho companhia que não se queixa. Para falar verdade é mesmo tema em que trocando por barras de ouro me fazia milionária. Sou uma tontinha alegre, perfeitamente básica e nada complicada. Estas coisas teóricas nunca entraram no psiquismo.

    Até te digo mais, temam as mulheres espirituais, essas sim, essas é que são o fim da picada. Sempre cheias de “problemáticas”. Eu, como dizem as minhas amigas e os amigos não desmentem, sou muito feminina para o que importa e tenho uma cabecinha muito masculina para o que não importa. Só me preocupo com “questões teóricas” o resto é tudo muito terra a terra e hiper-hedonista.

    V.s é que julgam que o vigor no teclado é sinónimo de irritação, quando é só para ser rápida.

    (estou-me a rir porque ainda ontem recebi um sms duma amiga com esses desabafos)

  38. Mas teve piada, lá isso teve. “Ser enredado”. Eu ia jurar que sei qual é o problema- a falta de lógica da maior parte das pessoas. Devo ter esse vício do pensamento lógico. Nisso sim, acredito que até me enredo. E sou capaz de fazer ficções ou criar sketches, de tal modo lógicos e verosímeis, que depois até acredito na historieta. E aqui no mundo virtual é mais ou menos isso que se passa. Como tenho autêntico pavor a devassas, tudo o que fica mais pessoal é logo transformado em “sketch”. Mas, ao contrário do que possa parecer, é muito mais respeito para com a intimidade dos outros (e principalmente da minha) que forma de fulanizar o que quer que seja.

  39. Por exemplo, esta anormal da Cláudia é que é tipo de gaja que nunca recomendaria para um filho. É mesmo o exemplo por excelência daquilo que as minhas amigas que trabalham com mulheres se queixam- uma gaja complicada e dada a tricas. Uma sujeitinha que vive para competir com mulheres e as detesta e julga que assim e´que agrada a eles.

    Deve ser o tal lado de cérebro que dizem que não tenho e por isso tanto me irrita. É a galinhice estúpida no pior sentido em que se pode ser mulher.

    Felizmente não há disso na família “;O)

  40. Para estas galinhas é que tudo se resume ao espelho. Todas as mulheres têm de ser feias e frustradas e todo o pensamento só pode ser fruto dessas problemáticas. Que serão delas, não dos outros. Por isso é que nunca recomendei sujeitas a dar para o espiritual. Não há nada melhor que mulheres de matemáticas e homens que também não sejam de “letras”. As “letras” querem-se para a literatura e para as artes, para o quotidiano só servem para chatear. Ou então para o convento. Mulher espiritual que não seja freira nem poeta, é galinha e nada teórica.

  41. ehehe

    Não vem nada, ó fmv. Não percebo porque ficaste tão perturbado. Eu até fui a única pessoa a comentar que defendeu a tua posição.

    Não deixa de ser engraçado. Claro que fiz o sketch do manguito. Mas isso até tu já sabes de onde vem. Inventei-o uma vez e funcionou, agora repeti. E farto-me de rir a imaginar um critico literário a fazer manguitos e mandar ler os outros que ele não lê trampas

    aaaha Da outra vez até citaste 2 críticos inimigos. Se ambos diziam que aquilo era merda e um deles não podia com o outro, é porque havia de ser mesmo grande merda. E não leste

    ahahaha

  42. Mas, ó Zazie, agora fui eu que fiquei «perturbado»? Ontem foi o RBN, hoje sou eu?

    Esse teu a 300 à hora é um tudo-nada estouvado. Ou então são técnicas tuas de entrada no jogo, como há no xadrez. Maneiras de aliciamento. E de enrolamento. Como o de certos insectos, e moluscos. Pura fisiologia, portanto.

    É isso. Até a cerebral Zazie é fisiológica.

  43. Perturbado é uma maneira de dizer. Não me pareceu que estivesses contente, Até disseste aquela baboseira do “enredado” quando isso nem foi comigo, foi com a sub-comandanta Paolina Bonaparte, não te esqueças…

    Mas pronto, se preferes faço como o resto dos teus fãs, és um “imbejozo” do camandro, um sorna, que te penduras nos outros para dizer mal sem leres. E um livrinho de 600 páginas é mesmo uma coisa que se avia enquanto se espera pelo avião

    “:OP

  44. Quanto ao xadrez imagina jogar em 2 tabuleiros. Cheguei a ter esse vício- só jogava em 2 tabuleiros ao mesmo tempo. Aqui chego a ter umas 5 janelinhas abertas e comento em simultêneo em vários lados, para despachar. às vezes engano-me e sai tom trocado. Ontem estava a comentar no meu, a acrescentar o preâmbulo no post, a fazer download de bibliografia para trabalho e a comentar uma cena de guerra no Portugal Comtemporâneo. Depois não tenho culpa que v.s achem que são os únicos

    “:OP

  45. Bom mas vou indo. Também prefiro debates saudáveis e não curto fisiologias de moluscos. Quando não há pensamento nem sentido de humor não vale a pena insistir-se.

  46. gargalhadas….

    cláudia, parece-me que vamos ter para a noite…. puxem as cadeiras, senhoras e senhores, que isto vai aquecer…

    (zazie, zazie, já viste o que a Cláudia está para aqui a dizer??)

  47. pessoal,

    o tempo dá à justa para ir toda a gente ao aeroporto e voltar a tempo da segunda parte.
    liguei para lá e está confirmado: deus chega no próximo avião.

  48. Cláudia,
    «Despoletar» significa «retirar a espoleta», «desarmar», «desarticular». Eu sei, o jornalês deu-lhe a semântica oposta, e tu segue-lo, boa aluna.

    Ao tema: se alguma coisa devesse desenvolver-se entre mim e a Zazie, há muito isso teria ocorrido. Cada intervenção dela me reconforta com o destino. Mas que ela te mete num chinelo, também isso dá gosto ver. Porque é que dás tão fraco o flanco?

    Basco,
    Faz-lhe cócegas, filho. Amanhã tens mais.

  49. eu então agradeço, não é pelos 29 euros que não ligo a isso, mas é pelas 600 páginas de que por agora fico dispensado. No futuro, nunca se sabe, mas tenhamos esperança

    mas mantenho que gostei do Equador mas como o dei nem posso revêr nada, achei a arquitectura da trama bem urdida, e o ritmo da narrativa também, agora se a estrutura foi plagiada não sei

    achei delicioso a confissão implícita de que Bernardo se foi de tiro nos cornos, nem viu a negrinha linda que o amava, porque João não veio nem disse nada,

    (…)

    É raro ver tv, mas noutro dia vi, e vi o MST na 4. Caramba, nunca pensei que o sucesso literário pudesse fazer tanto mal a um gajo, só rosnava, e uns bons quilos a mais

  50. fernando, creio que essa confusão decorre da confusão entre a retirada do pino de uma granada e a espoleta que dispara com essa acção. fica-se com a impressão de que foi a retirada do pino que espoletou a explosão. associando as duas acções numa só, fica des-espoletou.
    e a gente usa, é coloquial. valeu a pena a tua “paixão pela zazie”, que assim todos fomos relembrados.

  51. O VGM é um gajo estupidamente convencido e obtusamente teimoso, até ao delírio. Até à delusão, como dizem os ingleses (delusion). A propósito, saiu agora o último livro de Richard Dawkins, “The God Delusion”, em português, ed. pela Casa das Letras, com o fantástico título anormalóide “A Desilusão de Deus”!!! Sugiro que o VGM seja contratado pelo editor para defender tal tradução com os seus argumentos invencíveis…
    VGM diz que andou na tropa e que lá se dizia “granada despoletada”. O gajo está a confundir com descavilhar, porque quando se retira a cavilha de segurança da granada é que ela “fica pronta a explodir”, quando for largada, porque a granada ainda tem a alavanca de segurança, uma espécie de mola que solta sozinha quando a granada é largada. A granada também tem uma espoleta no seu interior, que é o mecanismo de detonação, mas quando este é accionado a granada rebenta mesmo, não “fica pronta a explodir”. Quando se retira a espoleta a uma granada, ela já não pode explodir, só serve para atirar à cabeça de alguém, como um calhau. Conclusão: VGM não percebe nada de granadas e é teimoso como um burro.

  52. Há uns meses atrás, vim aqui aos comentários em defesa da escritora Soledade Martinho Costa, que aprecio, quer pela sua obra literária, quer como pessoa, pois é de uma solidariedade pouco comum para com o próximo. Nem todos os autores oferecem os direitos autorais sobre as suas obras a causas nobres, vendendo milhares de livros, tanto a favor de crianças como em benefício dos idosos.
    Leio o Aspirina regularmente e hoje deparei-me de novo com um comentário da autoria de uma “senhora” que se oculta sob o pseudónimo de zazie. Classifica ela um comentário de cláudia da seguinte maneira: “É uma boa de uma mini-Soledade de feira”.
    Não gostei e volto a defender quem não sabe (como da vez anterior) que o seu nome aparece de vez em quando por aqui, no Aspirina.
    Escreve ainda (só pode ser ironia), a dado passo, a comentadora zazie: “Estupidez com impertinência não dá. É prato demasiado forte”. Sendo assim, que dirá ela das palavras que cito acima e que são de sua autoria?
    Conhece a zazie a escritora? Alguma vez comentou algum dos muitos posts que aqui publicou? Alguma vez S.M.C. trocou consigo algum comentário? As suas palavras ofensivas têm, portanto, a chancela da estupidez e da impertinência, que apregoa não aceitar.
    Deixo-lhe alguns detalhes para que pense neles antes de abrir a boca e deixe escapar o que não deve:
    Soledade Martinho Costa recebeu o Prémio de Teatro Alice Gomes, atribuído pela Associação Portuguesa de Educação Pela Arte e o Prémio de Poesia João de Deus. Foi agraciada com a Medalha de Ouro da Fundação José Álvaro Vidal (cujos utentes são crianças e idosos) “pelos serviços transcendentes prestados à Fundação e à Criança”. Recebeu a Medalha de Ouro de Valor Cultural, atribuída pela Câmara Municipal do seu concelho. Recentemente, foi distinguida com o Galardão da Cidade, distinção da cidade onde vive.
    Colaborou com o Instituto de Apoio à Emigração; com o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa; com a Direcção-Geral da Cooperação e com os Serviços de Cooperação da Fundação Calouste Gulbenkian (Pallops).
    Foi Mandatária Concelhia por Maria de Lourdes Pintassilgo e por Mário Soares.
    É desta autora que estamos a falar. Publicada pela Presença, Europa-América e Círculo de Leitores, com quase todos os livros diversas vezes reeditados. Que deu provas, no âmbito jornalístico, entre outros jornais, no “Expresso”, passando pelo “Público” e “Diário de Notícias” (também nas respectivas revistas).
    Não se atreva, pois, a usar, levianamente, o nome de uma autora que não conhece e muito menos a compará-la desprestigiosamente com as Clauditas que por aí há. Acho que deva ter idade suficiente para tentar seguir o meu conselho.
    Já da última vez referi que sou professor numa escola de Lisboa e que costumo assinar com o meu verdadeiro nome. E você, quem é, zazie? Uma esquizofrénica que faz 39 comentários seguidos, sem respirar? Desarticulados, descontrolados, a revelar pura demência e a massificar os leitores? A precisar de rápida intervenção psiquiátrica?
    Aconselho-a também (antes do internamento) a tomar umas colherinhas de Imodium (para a diarreia). Penso que surta efeito na diarreia verbal, tão do seu gosto. Se foi 39 vezes à caixa dos comentários, é o mesmo que ir à sanita igual número de vezes: o que saiu foi sempre a mesma coisa. Não escrevo a palavra porque cheira demasiado mal.
    Por curiosidade, perguntei em tempos a um leitor do Aspirina quem era a zazie: “É uma doida reaccionária.” – foi a resposta. Ora aqui tem o retrato que fazem de si.

    Com os cumprimentos de Cândido Mota

  53. Sôtor: e o que me diz do post do Valupi!? Aquilo, deve ser a “loira cona salgada” da Susana, não lhe parece? E não foi nada o Jean-Jacques Lequeu que fez o desenho. Foi mas é o Valupi que fotografou a “loiraça”! Esta gente é mesmo depravada. Moram neste blogue muitos tarados e taradas. Se era para chocar o leitor, conseguiram-no. Mas ficou um enjoo…Nem apetece f. Por isso, é que os gajos são todos panilhas!

  54. Aguenta e argumenta Zazie. Defende-te e não te escondas atrás de uma resposta pobrezinha e fácil. Sabem lá vocês bem se o CM é a Soledade ou se a SMC é o Candido Mota? E, afinal, que mal tem que um bondoso CM venha defender a sua dama!?
    Tanto quanto me disse pessoa informada, a Soledade não voltou a ler o Aspirina. Faz comentários noutros blogs e tem o dela. A vossa suposição é pouco sustentável. Mas volta não volta, lá estão a dizer que se trata da Soledade disfarçada, e mais isto e mais aquilo. Outras vezes, são vocês próprios a lembrá-la! Chiça, não há pachorra para essa fixação na criatura!
    Já agora: a Soledade também se terá disfarçado de Loiraço Verdadeiro ou será o Loiraço Verdadeiro a disfarçar-se de Soledade? Até parece que a dita anda sempre no vosso pensamento. Ora mudem lá a personagem se faxavor, que já vai sendo tempo…
    Essa do Imodium foi boa, ó zazie! Deita lá as tuas garrazinhas de fora cagente gosta de te ouvir…

  55. Passei aqui pelos posts e vi esta cena com 83 comentários. Logo, deve ter interesse, pensei. Acabei de ler. Mas porque carga de água não pode a Soledade – que me deixou saudades, lembro bem aquele comentário sobre “Eu queria ser o ombro da Shakira, sff”, que deixou o João Pedro Costa sem pio, e outros), mas porque não pode ela comentar o que lhe diz respeito, ou outro por ela, ou ela e o outro? É preciso ser muito picuinhas para isso fazer irritações aí à malta! Isto é que dá animação aqui ao pagode. E não me venham para cá dizer que vocês não fazem o mesmo (no caso de ser ela), que são uns santinhos…Olha quem! Já vos topei várias vezes, meninos. E viva o Aspirina!

  56. Claro que isto é interessante, rc, nem que seja só pela grande dor de cotovelo evidenciada por um certo Cândido Mota que me subestima, fazendo de mim uma pessoa extremamente burrinha, limite Lili Caneças.

  57. ahahaha

    Eu até me fartei de defender a Soledade e não a comparo com uma mesquinha de uma trampa menor como caludeta, mas farto-me de rir porque a Soledade também é patusca e julga que não se topa logo quando se disfarça.

    Depois, para irritar a toina da claudina, também não há melhor que compará-la com a arqui-inimiga Soledade. È que a garina até é capaz de se sentir ameaçada por uma senhora com perto de 60 anos

    ahbahahaha

    A anormalidade é toda esta. Ela tem a mania de se armar, mas é completamente imbecil porque só imagina mulheres a fazerem-lhe sombra, nem que sejam octagenárias

    “:O))))

  58. E depois ainda se queixa que a substimam. Ela só escreve imbecilidades. E só anda aqui para a trica. Nem sentido de humor é capaz de ter. Que estava à espera?

  59. Recentemente, passei pelo blog da Cláudia, por curiosidade (despertada aqui, por este) e dei com estes dois mimos no mesmo texto: “não entrei lá dentro” e “obtei” em vez de optei. Alguém comentava a bela prosa, mas a verdade é que no dia seguinte a Cláudia já tinha apagado tudo.

  60. Há uma frase que diz mais ou menos isto: “Interessa é que falem de mim, mesmo que digam mal” (ou ao contrário, não sei bem). Se perguntarem à Soledade ela, com certeza, não concorda, e pronto. Larguem-lhe o nome, porra! Desamparem-lhe a loja! Diz a zazie num dos seus comentários: “…irritou-me a estupidez de quem vive de palavras: a “imbeja”, o “sucesso”. São chavões que fazem da estupidez uma doença contagiante.” E arrima mais esta: “…deixei argumentos aos quais ninguém respondeu…”
    Só uma pergunta zazie: por acaso respondeu aos argumentos do Cândido Mota? É só para saber…

  61. meus amigos,

    Plá, bom dia, boa noite e adeus a todos, que já vi que etamos mais ou menos na mesma. Deus chegou no tal avião, conforme eu vos tinha dito. Falei-lhe dos comentários aqui no ben u ron e ele logo disse «eu me valha!». Foi o fim da conversa, que chegou a asae e levou o Pobre mas três queijinhos caseiros feitos lá numa nuvem que os senhores inspectores tomaram por juno. Foi uma merda, é certo. Deus está de cana no governo civil e eu vou lá e ja venho. Zazie, claudia, querem que lhe peça uma benção?

  62. Concordo, inteiramente, com a Safira. É um facto que desde que a Soledade saiu do Aspirina vocês estão constantemente a lembrar-lhe o nome. Depois queixam-se que ela aparece aqui armada em fantasma? Olha, ainda bem. Sempre anima a malta e aumenta o número de comentários, que só dá prestígio ao dono do poste! Se não são saudades nem simpatia, será “imbeja”? E venham mais comentários. Não 39. Talvez 69, não zazie?

  63. É verdade, ó Silvia, quero dizer, Ametista, Safira, bufarinha, já vi que fizeste um upagrade muito latino ao velho blogue. Só não se percebe porque é que o escondes.

  64. Argumentos do Cândido, sim, zazie, e dos bons!
    Que só tens garganta para mandar vir, sem lógica e desabridamente, já a gente
    sabe. É caso para perguntar se ficaste muda, assim, de repente. Calaram-te, foi? Até pareces a Claudinha burra e invejosa.
    Sabias que só os parvos riem sem saber de quê? No teu caso serve-te de muleta quando te sentes encurralada. Tinhas que arranjar uma saída airosa. Deste as tuas gargalhadinhas da praxe e atiraste para a fogueira o nome dessa tal Sílvia para desviar as atenções. Podes ser esperta, mas não és inteligente, zazie!

    Fui clicar nos “raptos divinos”. Não conhecia. Fiquei a conhecer. Ou seja, dás um tiro no escuro a ver se acertas…
    Desculpa lá, ó Sílvia. Há dias assim.

  65. A zazie foi tirada do caixote do lixo e trazida para o Aspirina pelas mãos de um médico legista, coleccionador de fedelhos mal penteados, mal acordados e de instestinos revolvidos pela inveja.
    RC nunca erra, nunca peida, nunca tosse, nunca fode. É perfeito.

  66. Amiga Zazie,
    Não te preocupes comigo. Finalmente fui “raptada” . Agora, sou supranumerária da Obra. Como vês, quem desdenha quer comprar… Lembro-me de ti nas minhas orações. Fica bem. Não engadelhes. Desculpa a falta de tempo. Beijos. Sílvia

  67. Eu bem disse, lá em cima, que vocês não eram santinhos nenhuns. Olha quem! Esta não é a Sílvia, meus caros. É a Zazie a fazer de Sílvia! Beijos da Sílvia? Isso équera bom! Ora cliquem lá em Sílvia a ver se dá blogue. É o dás! Mas se clicarem em “raptos divinos” (mais acima, no comentário da Zazie) vão parar, direitinhos, ao blogue da Sílvia, ora aí está! É o que diz a Safira: a Zazie é esperta mas não é inteligente. Por aqui se vê…
    Afinal de contas, no Aspirina, quem é quem, pergunto eu!?

  68. ó tolo, RC, eu não preciso de me fazer passar por nada. Além do mais a malta do blogue confirma facilmente quem é quem. Foi a Soledade que se mascarou de Cândido Mota e há-de ter sido também ela que se fez passar por aquelas bugigangas. Mas o blogue da Silvia é mesmo aquele e sujeitinha quando aparece é uma 2ª versão da claudeta. A diferença está na tara dos raptos da Opus Dei.

  69. Além do mais eu não sou bruxa ehehe Topa-se facilmente a Soledade porque tem uns amigos da rádio que até sabem despejar-lhe o currículo de cor.
    “:O))))

  70. claudina, claudeta, nunca vai acertar no meu nome…
    A Soledade tem currículo? Julgava que só os mortais tinham currículos. Aliás, a Soledade – relembro à malta – é um peso pluma. Vem um ventinho, lá dizia a minha avó, e leva-a. Mas ficam para a posteridade os calhaus verbais que atira de vez em quando para a piscina – a Soledade gosta de repercussões aquáticas.

  71. Atão, em que é que ficamos? Foi a Soledade ou os amigos dela da rádio que despejaram aqui o currículo? Vejam lá se se decidem , queutô com pressa, porra! Confirma nada, Zazie. Isso é garganilo. A malta aí do blog não confirma «facilmente» porque não pode, parceira. São só suposições de pantufa no pé. Ora vê tu se a tipa não anda toda envolvida lá no Sarrabal ou Sarrabadum? E tá com pinta. Não entra em política, não há zaragatas…Política e zaragatas deixa para os comentários dos outros blogs. Quéla quando dá, dá rijo! Certinho, certinho, é a tipa nem sonhar o que se passa por aqui á volta do seu nome. Agora se ela levou a picina para o blog, équeu não sei.
    Mas há um equívoco aí dos gajos. Ela pesa 115 quilos, pá! Não é peso pluma nada. Não vai lá com “ventinho nenhum”, como diria a avó do João Pedro Costa. Só se for com um tufão! Calhaus verbais para a picina, também não me parece. Estraga os filtros e dá cabo dos azulejos do fundo e o dinheirinho custa muito a esmifrar. E vejam lá se inventam outra quéssa da picina também já tá gasta, caraças!

  72. RC, veja lá se fala com respeitinho da soledade e se não brinca com o bonito nome do blog dela. trata-se de uma figura prezada pelo aspirinab, por isso vamos a ter tento na língua.
    sim, o sarrabal está com a pinta que sempre se reconheceu na sua autora. só tive pena, na última ocasião em que o visitei, de verificar que desapareceu todo o sarrabulho. uma sentida perda. era um verdadeiro atestado de bom humor.

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