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Coisas do Carvalho

O julgamento de Sócrates caminha para a eternidade, agora com a renúncia de advogados em defendê-lo

Quem é o jornalista que mais vezes cita o caluniador profissional pago pelo Público? É o Manuel Carvalho. Que não apenas o cita, mais ainda o apresenta como referência moral e farol intelectual nas matérias que envolvam Sócrates ou alguém do PS. Já diziam os gregos, os iguais atraem-se.

No episódio da chachada que assina, acima exposto, o Carvalho quis juntar-se pela enésima vez ao linchamento de Sócrates e resolveu mostrar que o problema do caluniador profissional que chegou a presidente do 10 de Junho não está nele, está em quem o foi buscar ao esgoto a céu aberto para encher o pasquim da Sonae com a sua obsessiva e venal pulhice. Assim, chamou a jornalista Mariana Oliveira, da casa e apresentada como especialista na Operação Marquês, para dizer coisas. A senhora cumpriu o que dela se esperava, informando os ouvintes de ser já indiscutível que Sócrates é tudo aquilo que os caluniadores acharem que é, opinou sem hesitar. Os anos passados a estudar o Processo Marquês, e a falar com procuradores e juízes, cimentaram nela a convicção de que a imprensa tem a missão de ajudar o povo a querer muito que Sócrates seja arrastado para um calabouço sem se poder defender.

O Carvalho entusiasmou-se com a sintonia da colega e lançou esperançoso a pergunta sobre a possibilidade de se oficializar ser este um julgamento de excepção. Hitler, Estaline e Mussolini criaram tribunais de excepção, são exemplos inspiradores que certamente conhece e que lhe poderão ter vindo à lembrança.

Quando Passos e o Ventura tomarem conta disto, o Carvalho irá a correr candidatar-se a juiz no tribunal dos “Portugueses de Bem”, onde os corruptos do PS já sabem o que os espera: condenações excepcionais.

Revolution through evolution

The more you fear aging, the faster your body may age
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Less sugar as a baby, fewer heart attacks as an adult
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Cleaner wrasse show self awareness in stunning mirror experiments
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40,000-year-old signs show humans were recording information long before writing
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Training harder could be rewiring your gut bacteria
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Just two days of oatmeal cut bad cholesterol by 10%
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Shingles vaccine may slow biological aging and reduce inflammation
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Dominguice

Putin tem razão. Israel tem razão. Trump tem razão. A China terá razão se decidir invadir Taiwan. Os problemas devem-se resolver segundo a lei do mais forte. Matando e destruindo e matando. Foi assim ao longo de milhares, de milhões de anos. É muito mais simples, como ensina Tucídides: a culpa é sempre do invadido, o invasor é sempre a vítima e a força do bem. O invasor depois escolherá que verdade ficará mais bonita nos livros de história, merece.

A Europa pensa que vale a pena negociar e respeitar os direitos humanos. Há que tempos que não invade ninguém, só a reboque dos EUA e às mijinhas. Já não pertencemos ao mundo dos senhores da guerra. Temos andado ocupados com a reinvenção da liberdade e da democracia. Preferimos a lei do mais fraco: a civilização.

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Scientists reveal how exercise protects the brain from Alzheimer’s
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Exercise may be one of the most powerful treatments for depression and anxiety
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Keeping Your Mind Active Throughout Life Associated with Lower Alzheimer’s Risk
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When it comes to heart health, food quality matters more than cutting carbs or fat
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New Findings Highlight Two Decades of Evidence Supporting Pecans in Heart-Healthy Diets
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Love: It’s All in Your Heart – and Head
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Scientists reveal why human language isn’t like computer code
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Dominguice

Alguém no Ministério Público, magistrado, voltou a cometer crimes. Crimes com exposição pública máxima, pois consistem em aliciar jornalistas para serem parceiros criminosos. Todos ganham, não correm risco algum. Mas se perguntarmos ao sindicato dos magistrados do Ministério Público se cometem crimes, a resposta é pronta e peremptória: “Nunca, jamais, são os outros, os advogados da malandragem!”. Claro que nos casos em que ainda não há advogados metidos ao barulho essa explicação fica uma beca ridiculamente grotesca, mas eles não se importam. Se encostados à parede, chutam para os arguidos, os jornalistas ou um amanuense anónimo. Felícia Cabrita e o ofuscante Sol foram o veículo para ficarmos a saber que Carlos Santos Silva tem algum dinheiro e que se julga livre de fazer com ele o que lhe der na gana. Isso, para quem produziu um julgamento político disfarçado de caça ao maior corrupto da história portuguesa, serve às mil maravilhas para continuar o linchamento público dos alvos e a pressão sobre os juízes. A indústria da calúnia rejubila com a nova fornada de munição e as pessoas boazinhas não carecem de ser convencidas porque estão desde 2014 encantadas com o circo montado.

Mesmo assim, era giro que algum jornalista, ou um académico esdrúxulo, ou mesmo um cidadão meramente curioso metido lá com os seus botões, começasse a mapear o calendário dos crimes cometidos pelo Ministério Público na Operação Marquês – ainda antes da detenção de Sócrates televisionada como execução à queima-roupa. É que há agenda e método na subversão da República pela mão escondida de quem jurou defender a Constituição, tem poderosíssimos e exclusivos poderes totalitários, e é pago para combater o crime e proteger os inocentes.

Lapidar

«O facto de em Portugal, segundo dados do Conselho da Europa, existirem 14 procuradores do Ministério Público por cada 100 mil habitantes e nesses países terceiro-mundistas que são Espanha ou França, uma comparação admissível atendendo aos seus modelos judiciais e perfis de litigância, existirem 5 e 3 procuradores por 100 mil habitantes, parece não exercer nenhuma curiosidade entre nós (ou 4 por 100 mil, em Itália, já agora). Ou o facto de existirem 19 juízes por 100 mil habitantes, o que compara com 11 naqueles dois países contíguos. Admite-se, contudo, que o modelo idealizado nacional seja o de países como a Bulgária ou a Moldávia, onde o número de magistrados do Ministério Público atinge os 24 por 100 mil habitantes, com resultados na ação penal, aliás, que são bem notórios...

Em nada, contudo, estas diferenças gritantes obrigaram Parlamentos e governos a ponderar com seriedade alternativas a simplesmente adicionar pessoas, independentemente da variação no número de processos judiciais existentes, dos modelos de gestão ensaiados ou das ferramentas de trabalho usadas.»

O mito dos recursos