O problema de Pacheco Pereira com os links

Alguém me explica por que razão o autor do Abrupto remete «as querelas da Academia a propósito dos dicionários» para uma nota no Da Literatura, quando os dois artigos que escrevi no DN sobre o assunto, bem resumidos aliás por Eduardo Pitta (mas sem acrescentar nada de novo à polémica), se encontram disponíveis on-line aqui e aqui?

20 thoughts on “O problema de Pacheco Pereira com os links”

  1. “porque” razão, ou “por que” razão?!

    Será advérbio interrogativo ou poderia substituir o “que” por “qual”?!

  2. Há sempre duas hipóteses de resposta:
    – ignorância;
    – corporativismo, descriminação premeditada.
    Bem… há sempre uma terceira via: premeditação, porque pode-se “alegar” uma desculpa, mesmo que falsa.
    Do “idiota útil” tudo se pode esperar… Será que se pode esperar mesmo tudo?
    Talvez devamos dizer: tudo, de mau, s pode esperar…
    Eu acho que José tem razão: é “por que” e não “porque”
    Mais ou menos como: “por que me chateias?” ou: “fez isto porque lhe apeteceu”.
    Mas não posso garantir…
    Desculpem a duplicação, mas é que “isto” publicou enquanto eu ainda estava a escrever…

  3. É “por que” (tanto assim que pode ser substituído pela expressão “a razão pela qual”)…o post precisa de ser corrigido.

  4. Também estou aqui a pensar porque é que homem que andar a transportar os móveis nas mudanças aqui no escritório olha mais para mim do que para a minha vizinha do gabinete ao lado …

    Não deve ser fácil a vida para quem não tem umas boas pernas….

  5. O senhor Fernando Venâncio e o seu Aspirina, andam perigosa e violentamente a enganar meio mundo. Como é que nós, humildes comentadores, poderemos moralizar este estado de coisas? Aconselhando-o a tomar consciência da justeza das nossas questões éticas, que deverão pautar a sua conduta.
    O senhor Fernando Venâncio revela uma grande dificuldade para encontrar, e aceitar, a sua identidade. Um bocadinho de meio-termo talvez o ajude a sair do buraco: o prazer de tentar melhorar a vida com paciência e perseverança. Uma das facetas mais curiosas desta personalidade do Aspirina, é o seu masoquismo, que cheira a remendo de mau pagador. Os seus artigos têm sempre um tom de arruaça e provocação chocarreira, que reflecte o que tem sido a boçal prática dos blogues de esquerda.

  6. Pansava que era só eu que era vítima de “anonymous” convencidos, ditadores e arrivistas.
    Via de regra, não ligo, mas esta “pérola”: “Aconselhando-o a tomar consciência da justeza das nossas questões éticas, que deverão pautar a sua conduta.”
    Vocês percebem! Há uns que têm o direito de “pautar a conduta dos outros” pela sua bitola… única admissível. Isto é demais!
    Liberdade de expressão e opinião? Qual o quê!

  7. Olhe, senhor, eu infelizmente não sei explicar isso. Cada um sabe de si, e deus sabe de todos. Mas se quiser explico-lhe como se faz um ovo estrelado redondinho com a gema perfeitamente centrada.

  8. Obviamente que, apesar de menores, continuaria a haver lugar a honorários de valor significativo, e até, quem sabe, talvez ainda dê para umas prendazinhas, pelo que, nem projectistas nem decisores sairiam muito penalizados.

  9. «(…) ‘Eu fui um miúdo da intifada a gritar e a mandar pedras aos ingleses.’ Depois foi a guerra. Os exércitos todos da zona contra um país recém-fundado. ‘Passámos fome, fomos bombardeados… Sabiamos que se perdessemos, íamos morrer. Ainda hoje. Se Israel perder uma vez, quer dizer genocídio.’ (…) E Israel, o que é? ‘Para mim, representa uma data. Foi há 45 anos, a 29 de Novembro de 47, quando as Nações Unidas decidiram dividir a terra entre israelitas e árabes. Só havia um rádio na zona. Eram 2 da manhã e estavam 2000 pessoas na rua para ouvir a transmissão, em silêncio. Devia ter visto a alegria. Não era o Carnaval do Rio. As pessoas choravam como crianças. As lojas abriram-se, distribuiram-se bebidas. Às 4 da manhã, o meu pai meteu-me na cama e deitou-se ao meu lado. Percebi que ele estava a chorar. E disse-me: ‘Filho, quando eu tinha a tua idade, na Rússia, apanhava na escola por ser judeu. E o meu pai, e o meu avô. Tu podes apanhar na escola, mas não por seres judeu.’ Até hoje, estas palavras são para mim a raison d’être do estado de Israel.’ Na adolescência, Amos Oz rebelou-se contra o pai e foi viver para um kibbutz. Entrou nas duas guerras que se seguiram, 67 e 73. Na sua opinião, foram guerras de sobrevivência. Mais uma vez. ‘Sou pela paz, mas não sou um pacifista. Não sou adepto de estender a outra face.’ (…) Nenhuma outra nação na História teve de optar entre democracia e terra’ (…) Aceita a ideia de uma nação palestiniana? ‘O primeiro passo é reconhecer que o outro é quem ele pensa que é. É irrelevante dizer que os palestinianos não eram uma nação há 100 anos. Não eram. Ou que foi Israel que os fez pensar em si próprios como tal. Não vamos pedir-lhes direitos de autor.’ Dialogaria com Arafat, se fosse preciso? ‘Não gosto dele. Mesmo nada. Mas se falar com ele significasse a paz, falava já amanhã. No Médio Oriente, quando as pessoas dizem nunca, as pedras começam a rir.’»

  10. E eu não sei do josé mário, mas eu cá gostava de saber “como se faz um ovo estrelado redondinho com a gema perfeitamente centrada”. Cagamelo…?

  11. Coloca-se o ovo numa frigideira pequenina, certo? De maneira a que não caiba mais nadita à volta do ovo, certo? (Em se querendo ovo quadrado, colocar-se-á numa frigideirinha quadrada, naturalmente) Ora bem, e depois, com duas pequenas colheres de pau, vai-se ajeitando a gema ao centro.

  12. Agradeço aos comentadores que me chamaram a atenção para o “porque” que é “por que”. A correcção está feita e sempre levou menos tempo que as correcções ao Dicionário da Academia.
    :)

  13. Uma das vantagens de um blog com comentários abertos ao público, é esta:
    permitir a resposta interactiva.
    Também é por isso que não se tornam demasiado incómodos ( embora o sejam sempre um pouco), os comentários ad libitum: permitem resposta de quem a quiser dar.

  14. Depois de ler boa parte destes comentários, ainda há quem se admire pelo homem não ter caixa de comentários no Abrupto?!

    Relativamente ao post em questão, também sou dos que fiquei a conhecer a polémica via Abrupto e, depois, via Origem das Espécies.

    Mas continuo na mesma: foi por maldade ou por distração que o JPP não fez o malfadado link?

  15. Diz o Pepe:

    “Depois de ler boa parte destes comentários, ainda há quem se admire pelo homem não ter caixa de comentários no Abrupto?!”

    Pois é !
    se calhar é por isso é que está às moscas. Digo eu.

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