Bastonadas

Assino por baixo do que disse, Isabel. É curioso verificar que os principais apoiantes de Marinho Pinto não são de Direito. Quanto ao estilo do mesmo dir-se-á, muito simplesmente, que num Estado de Direito é inadmissível que se calunie tudo e todos. Muitas das situações que o Bastonário diariamente descreve são passíveis de enquadramento criminal. Se assim é porque será que o mesmo não as denuncia aos órgãos competentes?

A única explicação que encontro para o apoio ao Bastonário é a profunda desilusão das massas com a política que temos, bem como a falta de acesso à informação. Assim, quando um qualquer populista serve de caixa de ressonância de soundbytes, “As universidades não prestam, os licenciados são lixos, os grandes escritórios estão pejados de mafiosos”, as pessoas aplaudem sem sequer se preocuparem com saber se há, ou não, um mínimo de sustentação fáctica, se há provas para as acusações.

Quando Marinho manda as pessoas, de forma elegante, iodarem-se e ataca juízes, procuradores, advogados, estudantes, as pessoas gostam. Não lhes interessa a justeza das acusações, o facto é que se sentem a descarregar as suas frustrações “ex vi” do Bastonário e isso sabe-lhes bem. Ora, nao haveria mal nenhum se não houvesse terceiros atingidos na sua honra e dignidade, mas havendo só posso qualificar como preocupante o apoio prestado a Marinho. Mas claro que enquanto um dos Ilustres comentadores não for vítima do Bastonário, para quê preocuparem-se, não é?

Oferta da nossa amiga Ana

91 thoughts on “Bastonadas”

  1. não se percebe como o marinho é boa se os apoiantes não são de direito. quem é que votou nele ? foram os médicos ? ele há cada uma , santa paciência.

  2. Cara Andreia,

    Como já tive oportunidade de referir, e se não me engano, apenas 30% dos Advogados votaram em Marinho Pinto, o que não é uma maioria absoluta. Mas como saberá, existem muitos licenciados em Direito que não são advogados. Sejam recém-licenciados, juízes ou procuradores. Estes três grupos são sistematicamente atacados pelo Bastonário e não contribuíram para a sua eleição.
    O tópico em discussão é especialmente caro para mim e sim, garanto-lhe que a maior parte dos apoiantes de Marinho não é de Direito. Correspondem a pessoas desencantadas com o sistema de justiça (e com razão), com a educação, com a política em geral e que vêem no Bastonário alguém que dá voz aos seus sentimentos, alguém com coragem e frontalidade. A questão, para mim, é que um Bastonário tem uma responsabilidade acrescida e não pode “disparar em todas as direcções”, generalizando.
    Eu não acho aceitável que a vox populi diga que “todos os políticos são corruptos” ou que “os brasileiros são preguiçosos”etc… Mas quando as generalizações vêm de um Bastonário são muito mais graves.

  3. eh…eh…eh… atão o marinho foi eleito bastonário da ordem dos advogados para defender os direitos dos juízes & procuradores? era para não dar mais para este peditório mas como foste para o quadro de honra por serviços prestados à dótoura isabel não resisti.

  4. “… garanto-lhe que a maior parte dos apoiantes de Marinho não é de Direito.”

    querem ver que foi eleito pelos guarda-freios da carris

  5. O bastonário está desiludido com a formação universitária. “Os licenciados em Direito compram diplomas nas universidades

    O exame de acesso ao estágio na Ordem dos Advogados é para manter, porque a OA “pretende ter os melhores advogados e não é um caixote do lixo das péssimas escolas de Direito”. (Marinho Pinto)

    O bastonário acusa os estagiários de “oportunismo” e “facilitismo”. “Compraram uma licenciatura em Direito ao desbarato e em saldo e querem entrar para a Ordem às manadas”, acusa.

    Marinho Pinto vai mais longe e garante: “Enquanto eu for bastonário, essa cambada de medíocres que querem facilitismo não entra na Ordem

    O bastonário da Ordem dos Advogados diz que os juízes portugueses fazem “uma espécie de chantagem política permanente”, considerando que têm “privilégios escandalosos à luz da realidade económica do país

    «Nunca houve em Portugal um juiz preso e bem», porque os juízes são «completamente absolvidos pelos colegas», criticou, acrescentando que «em Portugal há familiares de juízes que assassinam pessoas e não vão para a cadeia»

    “Comecemos por onde estas coisas devem começar: o escriba que diariamente bolça sentenças nesta página e que dá pelo nome de Manuel António Pina é um refinado cretino. Posto isto, assim, que é a forma honesta de pôr este tipo de coisas, nada mais haveria a dizer. Citando um treinador de futebol dado a elucubrações epistemológicas, «um vintém é um vintém e um cretino é um cretino». E… Pronto! Estaria tudo dito. Além disso, só se MAP não fosse tão cretino é que valeria a pena mostrar-lhe por que é que ele é tão cretino”

    Apenas alguns exemplos. Não que tudo o que AMP diga seja totalmente desprovido de senso, mas o que se pede de um Bastonário é que aja com mais respeito pelos seus concidadãos e que conhecendo casos concretos, ao invés de incendiar a opinião pública, os reporte junto dos órgãos de investigação criminal.

  6. Caro Anónimo,

    Não, claro que não foi eleito para defender juízes e procuradores. Mas isso também não implica que possa, impunemente, atacar tudo e todos, lançando uma nuvem de suspeita sobre toda uma classe o que é irresponsável e demagógico.
    Além do mais, a Ordem não existe para defender os privilégios de uma classe (não é uma associação privada), mas sim para defender o interesse público na administração da justiça. Donde, o Bastonário, enquanto Bastonário, não pode nem deve achincalhar os restantes operadores judiciários.

  7. são bons exemplos de quem quer pôr a ordem na ordem e é lógico que não agradem a todos, especialmente aos que não prestam, daí a tua irritação. é compreensível, mas não é vendável.

  8. Caro Anónimo,

    Para si, aparentemente, pode-se apelidar um grupo indeterminado de pessoas de medíocres ou de chantagistas, sem cuidar de identificar casos concretos. Sim, tem razão, se calhar não presto (profissionalmente). A ver vamos. Mas deixe-me que lhe diga que também percebo o seu apego ao Bastonário, afinal partilham a elegância no trato. Os blogs e as caixas de comentário dão-lhe jeito, não é? Aqui está o Sr. (ou a Sra.) a ter liberdade para dizer a uma pessoa que não conhece (no caso eu) que não presta, desde que consiga aguentar melhor as frustraçõezinhas que deve ter no dia- a- dia, olhe, aproveite!

  9. talvez seja melhor abolir o exame. avaliação para quê?.são todos licenciados…não eram mais ou menos estes os argumentos dos professores e dos seus sindicatos?
    eu não sou advogado. por mim, sendo uma profissão liberal, é como bem entenderem…
    mas Ana, esse é um problema dos advogados ou dos licenciados em direito.
    Marinho Pinto não é só o BOA (da Isabel, que eu aliás muito admiro, seja pela juventude, ou pela personalidade, ou pelas firmes convicções).
    Marinho Pinto é, (para mim, claro), assim como o Gil Vicente da época, a desmistificar diversos poderes instalados.
    O poder judicial está perigosamente partidarizado. É preciso que alguém o denuncie…
    Isso é mais importante que o silêncio..

  10. oh pá! deixa-te de palermices psicanaliticas, supostas boas educações, elequências, elegâncias, anonimatos e de ser proibido generalizar.

    os casos concretos estão identificados e não se percebe porque é que o ministério público não actua.

    a tua conversa não presta, o que não que dizer que não sejas boa, prá desordem, claro.

    os blogues e as caixas de comentários dão-me tanto jeito como a ti, mas sendo eu anonimo, talvez tu aproveites mais.

  11. Cara Ana, está enganada!
    Permita-me perguntar-lhe o que é isso ser “de direito”!? Suponho que não será o contrário de torto! Ou será que se está a referir aos licenciados que são meros funcionários, mas que gostam de botar opinião sobre matérias jurídicas e judiciais das quais nada percebem? E não percebem porque não vão a tribunal! Á barra! Sabe o que isso é? Ou, quando foi estagiária também tinha medo de falar com os meliantes que supostamente devia defender?
    Eu, como já referi, sou dos que vão diariamente aos tribunais, não tem cunhas do SMMP nem para o SMJ! Antes pelo contrário, estou sempre preocupado se o Juiz é do Sindicato para saber se devo recorrer? Não vá encontrar outro sindicalista na Relação que ainda me multa por dizer que o colega interpretou mal a lei e fez tábua rasa dos depoimentos testemunhais! Pois, aconselho-a a ir mais vezes a tribunal sem muletas e vai ver que ao fim de meia dúzia de vezes percebe que o malandro do Marinho tem razão! É que ele, ao contrário da sua amiga Paulinha, sabe o que é ir a tribunal defender “malandros” que já estão condenados antes do julgamento e cuja sentença´é combinada entre o Procurador e o Juiz, muitas vezes em plena sala de audiências e perante os advogados que assistem incrédulos e na maior das vezes impotentes perante tamanhas violações do estado de direito!

  12. Caro JRRC,

    Sim, para mim seria melhor abolir os exames porque, como referiu, trata-se de uma profissão liberal. Se há faculdades que ministram cursos de Direito sem qualidade, que deixe de haver acreditação desses cursos. Contudo, creio que a maioria dos licenciados não se importaria de fazer exames, desde que o processo de elaboração e de correcção dos mesmos fosse sério e não norteado por uma política de chumbos indiscriminados e em massa (logo não havendo uma correlação entre a qualidade dos examinandos e as notas dos mesmos)
    Hoje, não é a questão dos exames que discuto mas, unicamente, se o Bastonário, aproveitando-se do descontentamento popular, pode (ou deve) atear fogos. As denúncias, a serem feitas, devem recair sobre casos concretos. Se o Bastonário tem conhecimento de casos específicos de partidarização do poder judicial, o que se pede é que recolha provas e que os denuncie, porque não pode bastar que se imputem desonestidades a toda uma classe, onde há profissionais sérios que se sentem, e com razão, enxovalhados na praça pública. Ora, assim sendo, as afirmações do Bastonário não só não contribuem em nada para a descoberta da verdade (a opinião pública não fica a saber que Universidades é que no entender do mesmo não prestam, que juízes é que deviam estar presos etc…) como atingem a honra de todos os elementos que pertencem à classe visada.

  13. Cara Ana,
    está no seu perfeito de direito de estar de acordo com tudo o que a Isabel Moreira escreveu, a democracia permite a liberdade de opinar e aqui no Aspirina B a opinião é democrática q.b..
    Passando adiante, e concordando que a truculencia das intervenções do Bastonário em questão não é recomendável para o cargo, achar inadmíssivel que o bastonário critique tudo e todos (o que não é verdade) e achar admissível que um ministro convidado para uma cerimónia aproveite o facto para zurzir no conviva despindo o manto ministerial não abona muito na isenção que parece exigir na um dos lados.
    Gostaria de saber em que se baseia para afirmar que os principais apoiantes do bastonário não são de Direito, a não ser que esteja a confundir os advogados com os licenciados em Direito.
    Do mesmo modo, acho curiosa a referência aos 30% de advogados que serão representados pelo Bastonário, pois os restantes 70 % se o não são e o têm como bastonário, é porque decidiram fazê-lo por omissão ou por apostarem em candidaturas diferentes, relembro-lhe entretanto que o atual bastonário foi reeleito o que é no minímo estranho, pois se tantos advogados o detestam fácil seria entenderem-se numa única lista opositora e tiré-lo da cadeira.
    O argumento, a ser estendido, levaria a que o governo não fosse do País mas apenas de 21,11 por cento dos portugueses, e que o senhor que se senta em Belém apenas representasse 28,31 por cento dos mesmos e por isso sewria o Zé das Couves que deveria ser PM e o Zé da Bolota PR…
    Não sei se as universidades atuais prestam ou não prestam, o que acho difícil, é que em três anos se consiga aprender tanto como em cinco, a não ser que por decreto a capacidade dos alunos tenha sofrido um sério aumento, ou que as licenciaturas até à operação de Bolonha tinham demasiada palha nos programas.
    Acho natural que quem se sinta visado pelo Bastonário reaja do mesmo modo, frontalmente e/ou recorrendo à justiça, o que parece não ser o caso.
    Ainda não vi nenhuma escola de Direito processar o Bastonário, se calhar porque afinal todas pensam ser boas e não se sentem atingidas pelo insulto.
    Quanto aos estagiários não sei se os há oportunistas mas acredito que sim, aliás como em todas as profissões, os que o não são certamente não se importam de fazer um exame para o qual possuem os conhecimentos necessários e suficientes.
    Se entende que os juízes portugueses não têm “privilégios escandalosos à luz da realidade económica do país” é porque anda distraída, ou então não conhece o país e quem nele labora.
    Sobre a frase «em Portugal há familiares de juízes que assassinam pessoas e não vão para a cadeia» deveriam as associações de juízes tomar a iniciativa e acusarem o bastonário de ofensas públicas à honorabilidade de TODOS os juízes, mas creio que se calhar ainda não era desta que o bastonário seria castigado.
    Quanto à polémica com o Manuel António Pina o problema é deles, que se entendam ou não entendam, pois o país não deixa de andar por causa disso, poderemos concordar ou discordar de um ou de outro ou até de ambos, mas não é por aí que algum deles ficará bem no retrato.
    Creia Ana, que por muito que o bastonário erre, é dos poucos que vai afrontando uma data de intocáveis, que à falta da sua tonitruante voz passariam por baixo das pontes com os alforges cheios e sem que ninguém desse que mercadoria roubada ía neles.
    Conheço alguns juízes honestos e sensatos embora tenha gasto alguns pares de fundilhos em cadeiras de tribunais, também já vi gente do MP que sabia o que estava a fazer e o que devia fazer, mas creia que já vo muita prepotência, muito julgador que não sabia o que julgava e fazia-o por palpite ou disposição de momento, delegado do MP que se sentava no cadeirão próprio quando tinha parentes na sala a serem julgados e tinha a lata de pretender intervir, outros que lançavam anátemas por na única pensão da localidade dormirem advogados e testemunhas como se de conluio se tratasse, juízes a intervirem em processos marcados para a mesma hora em secções diferentes (era só atravessar a rua), decisões que deixam um travo amargo ao canto da boca por não terem em conta as testemunhas mas as simpatias políticas do réu, etc.
    Nunca viu casos deste, nunca ouviu contar, sabe quem são os meninos do Limoeiro… claro que sabe, mas às vezes é preferível tratarmos das coisas debaixo do manto da corporação porque o que é que pensariam de nós os que estão de fora?!

  14. Caro Sousa Mendes,
    1º Com ser de Direito, refiro-me aos licenciados em Direito.
    2º Não tinha medo de falar com os meliantes que supostamente devia defender, pelo simples facto de nunca ter sido estagiária. Faço parte dos “medíocres” e das “manadas” que saíram das Universidades.
    3º Nunca disse que o Bastonário não tinha razão em alguma das críticas que faz. Apenas referi que as críticas têm de ser fundamentadas e que um Bastonário não pode enlamear uma classe inteira. De novo, é como dizer-se que todos os políticos são corruptos. Não é verdade e, se dito por alguém com responsabilidades, é uma afirmação perigosa porque empola os ânimos.
    4º A “Paulinha” não é minha amiga, nem deixa de o ser. Antes de falar, prefiro esperar pelas reformas que aí vêm, estudá-las para depois poder emitir opinião, é um hábito que tenho.

  15. A corporação da justiça portuguesa é uma espécie, daquela tribo abencerragem, que mesmo depois da conquista de toda a Espanha pelos Reis Católicos, continuou a ditar leis à sua maneira, em Granada.

  16. a dótoura isabel moreira está caladinha a assistir ao debate das suas ideias protagonizadas pela ana, vantagens do desanonimato.

  17. Caro Teófilo M.,
    1º De forma a sustentar a afirmação sobre os principais apoiantes do Bastonário não serem de Direito, dir-lhe-ei que confrontando as caixas de comentários de blogues especializados (por exemplo o inverbis) com as caixas de comentários dos jornais (onde haverá comentadores juristas, mas em que a maioria não o serão), facilmente é demonstrável que o Bastonário é mais popular entre não juristas. É verdade que o argumento não é decisivo, mas quando falo com licenciados em Direito e com não licenciados em Direito, avulta a muito maior popularidade do bastonário entre estes últimos (claro que é uma afirmação minha, não sindicável e, ipso facto, percebo que a conteste).
    2º Nunca questionei a legitimidade democrática do Bastonário que é Bastonário de todos os Advogados. Apenas disse, e é um facto, que a maior parte dos Advogados não votou nele.
    3º Não é verdadeiro que os cursos de Direito sejam de 3 anos. Essa foi, precisamente, uma das afirmações do Bastonário, querendo descredibilizar os licenciados pós-bolonha e instrumentalizando a opinião pública. Os cursos são de 4 anos em todas as Universidades (com a excepção da Autónoma, salvo erro). Mais, grande parte dos licenciados, a seguir à licenciatura, inscreve-se num Mestrado pelo que fica com os mesmos 5 anos de formação académica.
    4º Tem razão! Também nunca vi nenhuma escola de Direito ou sequer algum magistrado a intentar uma acção judicial contra o Bastonário. Mas, isso não significa que as acções do mesmo sejam desculpáveis. Se o meu marido me bater e eu não fizer queixa, a agressão não se convola em admissível.
    5º Quanto aos privilégios escandalosos, não me pronuncio. Não sei se serão escandalosos ou não porque a verdade é que ninguém trabalha por amor à pátria. Os exames do CEJ são exigentes (e não se traga à colação o triste exemplo do copianço) e os futuros juízes são muitas vezes excelentes alunos na Faculdade. Donde, poderiam ir para um grande escritório auferir (se não na fase inicial pelo menos depois), o triplo daquilo que auferem enquanto juízes.

  18. ai , e aquele caso no Cej , tudo no copianço ? será que o boa está assim tão enganado ?

    e de todos modos , seguindo a lógica de que quem apoia não é de direito e não gosta de políticos , suponho que é legítimo inferir que quem apoia é de direito e político , não é?

  19. Muitos clubes de futebol adoravam ter jogadores como a Ana Moreira, que vai a todas.

    Quanto ao tema do seu post, entendamo-nos: o problema da Ana, da Isabel e de mais uma mão cheia de ilustres figuras e figurões da nossa praça, é que o BOA – como lhe chamou, com invulgar elegância, Isabel Moreira – põe o dedo e carrega onde dói mais.

    E, suprema blasfémia, Marinho Pinto disse uma verdade incontestável quando se referiu aos numerosos advogados que vão para a Assembleia, para cuidarem da vidinha, em vez de defenderem os interesses dos cidadãos, que, na maior parte das vezes, nem sabem quem são os (maioritariamente) anónimos em quem votaram.

    Quantos dos votantes que puseram a cruzinha na lista do PS de que fez parte Isabel Moreira, sabem quem ela é? Ou quais são as políticas que defende? Quantos votariam nela se ela fizesse uma campanha autónoma da do partido, dando voz ao seu pensamento?

    Falando uma linguagem chã, o que aconteceu foi que, desta vez, a deputada I. Moreira decidiu assumir as dores daqueles a quem o bastonário pisou o rabo, e ripostou da forma mais trauliteira, esgrimindo a arma nefanda do insulto, que outra coisa não fez quando, objectiva e levianamente, chamou pide a Marinho Pinto.

    Lamentável, vindo de uma senhora tão bem educada.

  20. que quem ataca é de direito e político ( não pus gosta de políticos , pq não há ninguém , exceptuando eles próprios , que os ame ) ,sorry.

  21. Ó Ana não me diga que também está de acordo com a Paula Teixeira da Cruz.
    É que por causa dos cortes de subsídios, essa “senhora” fez agora uns contratos pagos com a nossa austeridade, a uns senhores, não sei se parentes ou não, por catorze meses. Se isto é legítimo, se é ético, se é moral eu não sei, o que sei é que não é transparente e essa “senhora” como representante deveria dar o exemplo.
    Eu estou de acordo consigo quando diz que nem todos os políticos são corruptos, mas só estou de acordo consigo porque acredito que você não os conhece todos.

  22. Marinho Pinto foi reeleito bastonário da Ordem dos Advogados com 9.532 votos, uma maioria relativa muito confortável de 46%. Os advogados que não votaram em nenhuma das listas não contam para o caso. Tinham várias opções de voto e, sobretudo, tinham a magna oportunidade de derrubar o “odiado” bastonário, se o odeiam. Não se deram ao trabalho de ir votar, respeitemos o seu desleixo, mas não se podem queixar. Os eventuais descontentes procedem, pois, como as tais mulheres que são espancadas e não se queixam, mas sem a atenuante de recearem levar mais porrada se se queixarem.

    Ao afirmar que a maioria dos advogados não votou em Marinho Pinto, a Ana está a fazer precisamente aquilo que jura que não faz: a tentar questionar a insofismável legitimidade democrática do bastonário. É o mesmo que argumentar que o PR ou o governo não tiveram o voto da maioria dos eleitores portugueses. Onde é que isso nos leva?

    Diz a Ana que: “Muitas das situações que o Bastonário diariamente descreve são passíveis de enquadramento criminal. Se assim é porque será que o mesmo não as denuncia aos órgãos competentes?” – Isto é um argumento fraquíssimo, de quem não tem mais nada para dizer. Todos nós sabemos de situações passíveis de “enquadramento criminal” que não são denunciadas formalmente na justiça, nem nós as denunciamos. Por que raio é que caberia ao bastonário tomar esse encargo, armar-se em justiceiro ou acusador-mor do reino? Se o fizesse, mais lhe cairiam em cima…

    E por que raio é que não poderia o bastonário falar dessas situações, ou nós próprios, sem ter(mos) de as denunciar aos “órgãos competentes”?

  23. Cara Ana!
    Como vê acertei! Nunca foi a tribunal! Por isso não entende o que diz o Marinho Pinto, ou melhor, não sabe do que está a falar! Fala de estilos e coisas assim! Como já referi, não sou propria mente um admirador do estilo Marinho Pinto! Mas, depois da sabujice interesseira do Rogério Alves; doPires Lima; do Judice, etc e tal. E depois de ouvir o Martins ou o PALMA E VER O QUE SE PASSA DIÁRIAMENTE nos Tribunais, parece que o Marinho ao agitar as águas talvez consiga que a sujidade se dissolva e vá pelo cano a baixo. Com bons modos já vimos que não vai!

  24. Caro Júlio,
    Em primeiro lugar, não estou segura de que os eventuais descontentes (e considerando os que não são Advogados) se possam queixar. Os licenciados pós-Bolonha tentaram fazê-lo e os resultados estão à vista…
    Em segundo lugar, o Bastonário faz mesmo de acusador-mor do Reino, denunciando tudo e todos. Políticos, Advogados, estagiários, juízes etc… a diferença é que o faz numa posição muito mais confortável porque não tem de apresentar provas. Assim, vai lançando insinuações esquecendo-se que o seu cargo é de responsabilidade. Faz-me lembrar o actual primeiro-ministro a falar do RSI, chamando aos beneficiários aldrabões. Pode um candidato a primeiro-ministro ter este tipo de discurso? Não me parece. Identifiquem-se situações, façam-se estudos e proceda-se contra os prevaricadores. O Bastonário também tem responsabilidades por isso não pode, estilo “conversa de cabeleireiro” dizer que há para aí uns aldrabões, uns corruptos, uns incompetentes. Porquê? Justamente porque é Bastonário de uma Ordem que existe para a prossecução do interesse público e como tal tem deveres.

    Caro Sousa Mendes,
    Volto a repetir que nunca disse que tudo o que brota da boca do Bastonário são imbecilidades ou mentiras. Contudo, não falo só de estilo. A calúnia (manadas, incompetentes, corruptos etc…) é uma questão de substância. Um Bastonário não pode fazer afirmações insultuosas! Ademais, os fins não justificam os meios.

  25. a técnica aqui pelo aspirina é sempre a mesma, ó Sousa Mendes: ilustres personagens a perorar sobre tudo e mais um camelo tosquiado, mas que nunca foram ao deserto e chamam ao quadrúpede: mamífero de bossas. Só o conhecem dos livros, do Google, mas são doutos cagantes de opinião sobre a fisiologia intestinal e fauna correlacionada. Não sei se me faço entender?

  26. Ana, por favor, conte lá a rapaziada a sua vidinha.

    Como ganha a vida? O que faz o paizinho? Ande um pouco, porque caminho é coisa que

    não tem. Ser teimosa só por si não basta. Cuidado com os eléctricos, são amarelos e

    grandes.Não se deixe apanhar.

    Também tem quem lhe tire as grainhas das uvas ou esse problema já vem resolvido.

    Sem mal como a menina.

  27. Diz a Ana que o Marinho se sabe casos “os reporte junto dos órgãos de investigação criminal.” A srª. desculpe que lhe diga mas é uma perfeita analfabeta em termos de tribunais. Acha que algum tribunal condena esses casos? Como sabe o Marinho defendeu (percebeu? defendeu e não atacou) o Sócrates perante a Bocarras na TVI. Portanto o Marinho ataca mas quando é preciso também defende os cidadãos. Acha que era ele que devia pôr em tribunal as acusações ao Sócrates? Deve estar a brincar.
    Quando aos tribunais podia-lhe contar casos de perfeita (nem sei como dizer) incúria, desprezo pelos direitos dos cidadãos, a palavra certa é cagando-se neles cidadãos quer por parte dos magistrados quer dos advogados. Tenho um caso pessoal que entreguei a um advogado para uma ação de despejo por não pagamento de 3.000 euros de rendas (11 meses). Paguei cerca de 150 euros ao tribunal para meter a ação. A lei diz que as rendas em atraso devem ser pagas com 50% mais. Pois o juiz condenou em 3.000 euros e não 4.500 com diz a lei. Por outro lado não fizeram a ação de despejo. A pessoa sentindo o caso a chegar ao fim saiu. E fui eu que disse ao advogado que já tinha tomado posse da propriedade. O advogado que pouco ou nada fez cobrou-me 1.000 euros. Sentença: a pessoa é condenada a pagar 3.000 (e não 4.500) quando tiver um emprego certo. O sujeito é da construção civil, foge aos impostos, não paga irs, não desconta para a SS e assim fiquei a ver navios, perdendo 4.500 euros + 150 + 1.000 = 5.650.
    Mais tarde, um ano depois, o sujeito tinha um emprego fixo, a trabalhar num café em frente do tribunal. Peguei na sentença fui à Secretaria do tribunal dizendo que de acordo com o juiz vinha dizer quer o sujeito tinha um emprego fixo. Resposta da funcionária: então diga ao seu advogado para meter uma ação para execução da sentença. Chamei-lhe alguns nomes feios e sai.
    Acha que isto é um tribunal? Acha que a justiça é isto? Ainda me esqueci de dizer que o sujeito requer um advogado oficioso. Paguei-o eu e todos os contribuintes. Acha que isto não deve ser denunciado? Isto não é um país é uma república das bananas.
    Tenha juízo minha senhora.

  28. O bastonário é o representante de uma profissão liberal organizada e auto-regulada, chame-se-lhe corporação ou o que se quiser. Não é um funcionário público nem um órgão de soberania. Não é responsável de um departamento público, ainda que a Ordem tenha competências DELEGADAS pelo Estado, não por especial favor ou privilégio, mas porque o Estado reconhece vantagens públicas na organização e auto-regulação (deontológica, mas não só) das profissões liberais.

    Para acusador-mor temos o Ministério Público, que é um órgão do Estado.

    Mas o bastonário, se quiser, tem todo o direito, como todos os cidadãos, de ter opiniões políticas (quais são as opiniões que o não são?) e de tecer todas as considerações que achar dever fazer, no interesse do bom nome, prestígio e interesses – digamos sem medo: corporativos – da sua profissão e, igualmente, no interesse do bem público, na medida em que uma coisa e outra se presumem interdependentes e até certo ponto correlativas.

    Um bastonário pode ser um burocrata obscuro que detesta fazer afirmações em público, mas também pode ser um tribuno que gosta de dizer alto o que os outros só pensam. São estilos.

    Se o bastonário “calunia” ou “insulta” alguém em concrecto, o visado, se se achar caluniado e insultado, só tem que o processar. Quantas pessoas concrectas processaram já o bastonário?

    Mas se o bastonário apenas alerta para a existência de casos que não nomeia, quem é que pode dizer que ele calunia? E quem é que pode negar a existência desses casos?

  29. Só duas achegas a esta interminável troca de galhardetes. Diz a Ana algures esta coisa interessante “Antes de falar, prefiro esperar pelas reformas que aí vêm, estudá-las para depois poder emitir opinião, é um hábito que tenho”. Fica-lhe bem esse hábito! Mas acha que quem ao longo de vários anos de vida política deu provas e mais provas da mais descabelada desonestidade intelectual é capaz de produzir na vida algo que se veja?!

    Tanto se tem aqui falado de tribunais e juízes e procuradores e advogados, enfim da Justiça portuguesa que o Marinho tanto zurze, que eu aqui deixo esta interessante informação: um caso conheço eu, em que, um despejo ilegítimo, levou 24 anos (vinte e quatro) até que a legalidade fosse reposta!

  30. Caro Cícero,

    Não sei. Devo dizer que no outro dia vi uma entrevista da Ministra sobre as reformas e pareceu-me que as mudanças legislativas (nomeadamente no processo civil e na arbitragem) poderão fazer sentido. Claro está que prefiro ver as ditas reformas primeiro porque de boas intenções está o inferno cheio… dir-lhe-ei também que a Ministra não me desperta nenhuma simpatia especial, aliás se o meu sentido de voto tivesse vingado nem Ministra seria. Contudo, pode ser que venha a ter um bom mandato, veremos.
    Quanto ao estado de justiça, não duvido do que me diz! Bem sei que há ínumeros problemas que têm de ser resolvidos mas parece-me que a resolução passa pela cooperação dos diversos operadores judiciários, pelas críticas construtivas, pela recuperação da imagem da justiça. O Bastonário em nada tem contribuído, com pena minha, para a resolução.

  31. Ò Ana,
    Lá voltamos á vaca fria então parece que a única coisa que critica no Marinho é o estilo! E olhe é um estilo bastante mais digno porque frontal do que aqueles que o criticam em surdina sem, terem coragem de o enfrentar. E sabe porque têm medo de o enfrentar? porque sabem que aquilo que diz não é tão raro assim e, depois se o acusarem de difamação correm o risco de ele provar o facto donde retirou aquilo que disse. E depois ficamos todos a saber o que se passou.
    A propósito, a Ana já ouviu falar no caso Vale e Azevedo um trambiqueiro que exercia a função de advogado, sabe por acaso quem foi o Procurador que promoveu a sua ida para Londres? E quem foi o Juiz que autorizou? Eu gostava de saber e não sabendo só posso supor que foi o Super Juiz que é o Juiz de Instrução. E, se calhar não foi e estou a ser injusto. Mas gostava de saber uma vez que os nosso xornalistas falam tanto do caso mas nunca dizem aquilo que realmente importa saber, quem foi o Juiz que autorizou um condenado com vários processos e sujeito a medidas de coação a sair para um país fora do espaço Schengen?
    Está a ver, sendo advogado com muita honra, não me importo e até agradeço que tipos como este sejam erradicados da minha profissão.
    Sabe porquê?
    Para não me darem mau nome!
    Se todos, Juízes, Procuradores e Advogados tivessem a coragem de assumir que há maçãs podres na profissão, estávamos todos de parabéns e o Marinho Pinto estava certamente calado sem nada para dizer!
    Vá lá, não se finjam ofendidos para defender a corporação quando a melhor maneira de a defender é denunciar as maçãs podres, não esconder os seus erros. É que erros dos que fala o Marinho quando não denunciados e abafados corporativa mente dão mau nome á profissão! Esta é a verdade, o resto são tretas de comadres a fingirem-se ofendidas e a deitarem o lixo para debaixo do tapete!
    Fico a aguardar que álguém me diga o nome do tal Juíz, que até pode achar que agiu bem por seguir a promoção no Procurador!

  32. Sou um dos não de direito, cidadadão comum, portanto, que não se revê no modo, por vezes truculanto como o bastonário se expressa. Só que, a vida vivida leva-me a concordar quase sempre com ele, com o que denuncia. Não faz acusações concretas? E as acusações difusas não têm destinatários? Alguém, alguma corporação, das muitas – demasiadas – que por aí abundam se queixou? Alguém o desmentiu e desmascarou com provas provadas? Defenda a sua dama, mas com outro argumentário.

  33. Não sei, nem me interessa saber, como começou esta questão…
    Fala-se da IMoreira…
    tenho mui respeito e consideração por ela
    e por isso quero-a excluir deste debate…

    o q sei,

    constato todos os dias,

    é que MPinto é dos homens mais frontais e corajosos,
    da moderna sociedade civil portuguesa..

    A Ana, ou quem mais a apoiar,
    tem algo a contestar sobre esta constatação?

    Não esperava ver aqui no aspirina este tipo de questões
    de algum modo algo corporativas
    e/ou diletancias de fraquissima qualidade

    Cpmts e abraços

  34. Caro 500,

    Convido-o a “estudar” o caso dos estagiários. As declarações proferidas pelo Bastonário, o aumento retroactivo dos emolumentos, o acórdão do Tribunal Constitucional (exame de acesso ao estágio). Se puder infome-se também sobre a qualidade da formação ministrada pela Ordem, os erros na elaboração dos exames, o facto de os mesmos incidirem sobre matérias não leccionadas nas Faculdades ou nos cursos, os erros na correcção (que inclusivamente levaram a um comunicado da Ordem relativo ao exame de Processo civil), declarações dos formadores sobre a percentagem de estagiários a chumbar etc…
    E quem é a corporação no caso? A OA.

  35. Caro Aires,

    Não há coragem nas generalizações. Sabe porquê? Como Marinho nunca individualiza, não diz por exemplo o Juiz X faz isto ou o deputado Y faz aquilo não corre riscos de levar com um processo em cima. A piada (ou falta dela) está aí! Ninguém ainda o processou porque o Bastonário poderia sempre alegar não ter visado especificamente a pessoa X ou Y, logo não havendo ofensa ao bom-nome! Coragem é ter conhecimento de uma situação e denunciar quem, em concreto, é o responsável.
    Olha também sou capaz de fazer umas generalizações: os americanos são ignorantes, os habitantes dos PIGS não gostam de trabalhar etc… que coragem a minha.

  36. Ó Ana quando o Marinho Pinto disse que o supremo tribunal de justiça era muito fechado e que se protegiam todos uns aos outros, ninguém o processou. Será que são assim tantos?

  37. Eu que não sou da corporação pergunto porque é que os caluniados não demandam judicialmente o caluniador? Podem ou não podem fazê-lo? Aposto que seria muito interessante o resultado.
    Secundando o anonimo, porque é que o ministério público não actua?
    A D. Ana diz esperar pelas reformas. Pois as reformas…pois os interesses instalados…pois as leis feitas a pedido…pois o fado do corporativo.

  38. Cara Ana,
    só para responder, vamos lá:
    1º – É a própria Ana a declarar que o seu argumento (caixas de comentários do In Verbis e de outros meios de comunicação) é um argumento que peca por demasiado simplista, uma vez que as caixas de comentários referidas serão frequentadas por muita gente que, na sua maioria, não tem a profissão de advogado, nomeadamente no In Verbis, pois nos restantes é natural que os advogados comentadores não apareçam em maioria pois não são também a maioria dos seus leitores.
    Quanto aos licenciados em Direito com quem fala, poderá acontecer que tenha o seu pensamento alinhado por certas teorias o que a levará a comunicar mais facilmente com as pessoas que comungam da sua opinião o que é vulgar na sociedade em que vivemos;
    2º – É verdade que disse que a maioria não votou nele, mas continuo sem entender porque teve a necessidade de introduzir uma percentagem (30%) que é bastante diferente da encontrada na sua reeleição, e, como sabe, não é preciso a maioria absoluta dos votos para ser eleito e ter direito a representar todos os advogados e falar em nome deles;
    3º – É verdade que há cursos de Direito com três anos, e aqui quem está a tentar esconder o Sol com uma peneira não sou eu, nem o bastonário. Existem, e só por existirem são um facto. A alegação que a grande parte dos advogados se inscreve num curso de mestrado, tem tanta credibilidade como afirmar que todos os mestrados são suficientes para equilibrar o plano de estrudos, que todos os licenciados são competentes ou que usam Calvin Klein;
    4º – Ainda bem que tenho razão, também não me ouviu afirmar que Marinho Pinto tem sempre razão, que tem um discurso equilibrado e conciliatório, ou até concorde com muitas das suas intervenções. O que não arrisco, é comparar Marinho Pinto à ministra da Justiça e optar por esta em detrimento dele. Por outro lado, se o seu marido lhe bater e você gostar de apanhar não sei porque é que haveria de se queixar dele. Como saberá certamente, há quem goste;
    5º – Estranho que não se pronuncie sobre as regalias dos magistrados, pois eles são apenas trabalhadores como outros quaisquer e não vejo porque hão-de ter privilégios especiais em relação a outras profissões de idêntica responsabilidade e muito menor remuneração.
    Há ainda quem trabalhe por amor à pátria, à arte e até ao próximo, infelizmente a esses ninguém outorga privilégios nem paga em conformidade com o que produzem. Quanto aos exames do CEJ não me pronunciei, nem me pronuncio, pois o que gostaria de poder discutir é a sua estrutura e ensinamentos, mas creio que nem este é o lugar nem esta é a oportunidade. O que estranho é que sendo, como diz, os futuros juízes excelentes alunos porque é que preferem a carreira onde pelos vistos se ganha menos e não optam por ir para os grandes escritórios ganhar muito dinheiro. Se calhar é porque os lugares nos grandes escritórios onde se ganha realmente bem, já estão ocupados por muitos e bons anos e a fila de sucessão já há muito está definida, ou não será?

  39. Caro Carlos Sousa,

    São 60 logo não são assim tão poucos.. Se o Bastonário dissesse que os juízes do Supremo de uma determinada secção são uma cambada de medíocres (como apelidou os estagiários) não sei se o resultado não teria sido diferente. Mas é apenas uma especulação.

  40. Caro Teófilo,
    Perdoe-me ser tão sucinta mas:
    1º não é verdade que haja cursos de 3 anos, a verdade é que há um único curso de 3 anos (o da Autónoma). Se os 3 anos “chocam”, então que se batalhe junto do Ministério da tutela.
    2º Não sei se os grandes escritórios estão ocupados por muitos e bons anos. Todos os anos há recrutamentos e não, não se vai para lá só por cunha. Conheço vários casos de pessoas que tendo tido a opção de ir para um grande escritório, preferiram ir para o CEJ. Amor à profissão, claro mas também há que ter uma remuneração compatível com as valências de cada um.

  41. Ana
    em 43 comentarios ja deverá ter apreendido o sentido real do seu “esforço”
    e como muitos de “nós” lhe reagimos
    ha muita gente a querer deitar abaixo MPinto
    e eu entendo-os bem…

    Não creio que tenha respondido ao que escrevi no seu post
    mas isso tb n tem muita importancia…

    obviamente cumprimento-a e saio desta liça

    saudando vivamente Marinho Pinto
    pelo sua postura patriotica, corajosa sempre assumida

    a luta, cara Ana, continua
    onde ela se justificar
    em defesa de valores claros ao País e sociedade que queremos defender

    Abraço

  42. Cara Ana,
    esteja à vontade!
    Há um curso de três anos o que é condição necessária e suficiente para argumentar que há cursos de três anos, poderá não ser muito preciso mas não é falso do mesmo modo que dizer que há advogados trafulhas não quer dizer que todos os advogados são trafulhas, nem sequer dizer que a sua maioria é trafulha, basta um para estragar o bom nome da profissão.
    Por isso é que as generalidades geralmente são um erro, mas não se esqueça que são as poucas excepções que fazem as boas regras e não o contrário.
    Para além disso bastará olhar para a diversidade de ECTS dos diversos cursos para ver a salgalhada que por ali anda, isto tudo a bem da autonomia universitária.
    Os lugares ocupados por muitos e bons anos são aqueles onde se ganha muito bem, pois os outros, pertencem ao coro dos escravos, o tal que tornou célebre uma ópera escrita em determinada ocasião, não porque fosse apenas sublime mas porque foi o que levou a que a ópera saísse do anonimato.
    Sei o que é o amor à profissão, pois tenho a felicidade de privar com alguns profissionais que encaram as suas profissões como se de um sacerdócio se tratasse e são um bálsamo para quem usufrui do seu saber e experiência.
    Certamente que há muitos juízes assim, do mesmo modo que existirão delegados do MP, advogados, solicitadores, médicos, enfermeiros, militares, religiosos, bombeiros, investigadores, polícias, pescadores, pastores e até humildes serviçais, mas daí a ser otimista ao ponto de pensar que estes são a maioria ainda não cheguei lá.

  43. Num estado de direiro,poderão os “analfabetos” e as “massas”, mesmo sem terem uma licenciatura ou um doutoramento, serem “pessoas”para além do dia de eleger os governos e os respectivos deputados?
    A D. Isabel Moreira e a D. Ana certamente, quando se exprimem oralmente ou por escrito,
    não estarão a contar com o analfabetismo dos portugueses ou com a compreensão das massas, pois não?

  44. Hmm , falaram prái em estudos ? pois propunha para começar um estudo com a seguinte hipótese de partida : o boa foi eleito com os votos dos advogados da “provincia” e sem ligações a empresas de advogacia “forncecedoras” do estado nem à política.
    era giro ver se a hipótese era validada ou não. e acho que até se deve fazer.

  45. e quando ocorrer uma discussão sobre adopção de crianças por homos suponho que a Ana defenderá que só pessoas que são pais e mães é que podem opinar sobre o assunto , certo?
    coitado do Portas , que lhe atiraram logo à cara que não era pai por qualquer coisa que já não me alembra.

  46. Tendo lido quase todos os comentários chego a uma conclusão. A diversidade de opiniões é constante e ainda bem. É sinal que estamos em democracia e que o Aspirina B é um ELO, de letra grande, dessa democracia.
    Quer queiramos ou não o ser humano tem sentimentos e deriva conforme as suas convicções. Eu tenho por hábito juntar-me ao mais fraco. Sou fã de Marinho e Pinto, com isto não quero dizer, que seja ele o elo mais fraco, pelo contrário, nunca houve em qualquer ordem ou sindicato, pessoa tão frontal e que tenha desafiado o poder instituído. Uns dizem que não prova nada. Outros dizem que não individualiza e por esse motivo ninguém reage. Vou contar uma história sobre a não reacção.
    Há anos um homem soube por linhas travessas que a esposa lhe estava a ser infiel. Um dia encheu-se de coragem e foi para a porta da empresa em que a esposa laborava, munido de uma espingarda. O porteiro da empresa ao ver o homem com a espingarda na mão perguntou-lhe qual o motivo? Obteve como resposta que estava ali à espera da esposa pois sabia de fonte limpa que a esposa andava metida com o seu encarregado e quando ela saísse lhe ia dar um tiro. O porteiro preocupado avisou que estava um homem à porta à espera da esposa para a matar pelo motivo de lhe ser infiel.
    Nessa empresa a maioria que ali laborava eram mulheres. Chegada a hora do encerramento laboral só saíram as solteiras.
    Moral da história: O homem não disse o nome da esposa. Mas todas tiverem medo.

  47. Ó Manuel Pacheco, se a estória não é vera, é bem trovata!
    E a Ana continua a não me convencer. Tem que repetir o estágio, se é que isso é possível, que de direito e dos seus obscuros meandros nada entendo, embora tenha conhecimento de alguns dos seus efeitos. Como dizia o outro: o gajo falou bem, só que não entendi nada do que disse. Desça à terra, Ana! Só navegando se aprendem as artes de navegar e a Ana não deve ter saído da praia de Carcavelos, inchada de si, com um canudo no sovaco.

  48. também não é assim que se diz 500.. o meu prof de lógica aristótelica dava logo um zero à Ana, tamanhos os erros nos seus silogismos. é que se há-de falar caro..pá. que quando simples acham que somos burros , não lhes ocorre que passamos de treta.

  49. A pobre da Ana (que distraída que ela é!) nunca viu nem ouviu, durante os governos de José Sócrates, os licenciados em direito Palma dos procuradores e Martins dos juízes lançarem quase diariamente para o ar insinuações vagas sobre políticos corruptos e pressões famigeradas dos ditos sobre as infalíveis e impolutas virgens da justiça lusa. Insinuações vagas mas com subentendidos de elefante, sempre apontados na mesma direcção, a do PS e seu secretário-geral. Vou esperar (bem sentado) pelas indignadas reclamações da Ana às iluminadas criaturas de Direito Palma e Martins, para que concretizem e provem as insinuações, a exemplo do que exige ao Marinho Pinto!
    Quanto a nós, sapateiros querendo tocar rabecão, resta-nos esperar que uma auspiciosa iniciativa cidadã das Anas e Anos do rectângulo receba o merecido eco parlamentar da Isabel Moreira, atempada e rapidamente concretizada em lei que restrinja aos licenciados em Direito o torto direito de se pronunciarem sobre o Marinho Pinto!

  50. Nem tudo é mau quando se pesam os prós e contras do rábula, mesmo quando a oferta excede a procura na sociedade “democrática” das promessas. Por exemplo: o melhor remédio para a disfunção eréctil, depois de muitas visitas inúteis a médicos e curandeiros, é meter o caso nas mãos duma advogada. Recomendo a Ana, escrita segura, positivamente não-histérica, e até recomendaria a Isabel se não me parecesse ser essa a área em que tem menos experiência.

  51. Que engraçado, não deu peixeirada! Portanto a Ana não é aquela boazona que andava com o agecanonix … Ainda assim já não me lembro ao que vinha, ah o Marinho PInto é verdade, não vejo televisão, estou fora, e até leio poucco as notícias, mas achava muito saudável haver alguém desbragado a mostrar a cepa do povo português.

    Há aqui alguma coisa no politicamente correcto que vai à vida um dia destes, tenho muito carinho pelo povo português num sentido inclusivé histórico do termo, embora me tenham mostrado umas tramaadas que deixo comigo, houve lá aquele tanoeiro que pôs ordem nas cortes chamando os valores de uma forma simples e directa, e quinhentos anos depois lá estava o duque de Lafões nos seus oitenta anos, joanetes dentro das botas de veludo, a tentar segurar a honra da pátria naquela guerra das Laranjas que os portugueses perderam porque aquilo era uma tal confusão de cenas de família que o melhor era deixar passar. Os portugueses são muito valentes quando acreditam em algo, agora o quê não vou dizer porque não me compete doutrinar.

    PS: afinal quando um citrino engata um bosão, que é modos que um fotão com um toque de francesinha, em vez de coentros dá uma alface esquecida mas ainda fresquinha.

  52. Caro Joaquim Camacho,

    A sua lógica é essa? Uma coisa justifica a outra? Já vi que para si é o vale tudo.
    Alguma vez me ouviu defender o Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público? Alguma vez me ouviu validar as perseguições feitas a José Sócrates? E mesmo sobre o Bastonário, apenas formulei uma “teoria” sobre o que julgo explicar o apoio ao mesmo.
    Ainda que possa ter razão sobre os “palmas” e os “martins” isso não justifica que o Bastonário lance insinuações e calunie tudo e todos, da mesma forma que se me furtarem alguma coisa isso não me dá direito a cortar o braço do agressor (e já agora de todos aqueles que não foram mas podiam ser agressores).

    Caros 500, :)), V. Kalimatanos

    Muito agradeço as V. recomendações e lendo os V. comentários percebo perfeitamente o apego que têm ao Bastonário!

  53. “Alguma vez me ouviu validar as perseguições feitas a José Sócrates?”

    claro que não isabel, nunca terias sido deputada pelo ps. mas ainda vais a tempo e estás na direcção certa.

  54. oh pacheco! onde é que viste diversidade de opiniões? os comentários são todos no mesmo sentido, tirando os isabel.

  55. ó 15E

    os resultados obtidos pela terapias manuais (ou outras) da dr. Isabel M, para a tua Disfunção Eréctil (DE), recomendam-se? Estás satisfeito e feliz, meu sacana!

    Não sejas egoísta pá, partilha c’a malta … onde é que é o consultório?

    Vá lá …

  56. Bolas, neste sitio ninguém sabe qual o Procurador que promovei e o Juiz que autorizou que o Vale e Azevedo fosse para Londres! Porra, se fosse com Sócrates até o PGR e Presidente do STJ são suspeitos de favorecimento? Porque será que esta informação não é divulgada? Esta´fora do segredo de justiça! Será que não tem interesse jornalístico, ou não interessa aos patrões dos jornais? O que vai dar no mesmo. Mas interessa certamente a muita gente, designadamente àqueles a quem o dito enganou! A bem da transparência judicial.
    Um amigo da Ana!

  57. Cara Ana

    Não entendo a sua pergunta “Uma coisa justifica a outra?”. Primeiro que tudo, não justifico o Marinho Pinto – eu apoio o Marinho Pinto, que é uma coisa totalmente diferente. Nunca o vi nem ouvi a justificar fosse o que fosse, pelo que seria uma idiotice da minha parte, que nem advogado sou, fazer o que ele por certo faria muito melhor do que eu, se disso tivesse necessidade.
    O que o Palma e o Martins fazem é abuso de poder, o que faz o Marinho é liberdade de opinião e de expressão, que usa precisamente para tentar combater abusos de poder. O que faz a Ana, na senda da Isabel, é aproveitar uma falha do bastonário, no caso Duarte Lima, para tentar fazer passar de contrabando, pela inesperada brecha numa muralha habitualmente sólida e consistente, carros, carretas, autocarros e comboios inteiros de mercadoria contrafeita! Quando penso em Marinho Pinto, penso em cidadania. Quando os Palmas e Martins me poluem a caixa dos pirolitos, o que me ocorre é pesporrência, má-criação, corporativismo, ódio vesgo, incompetência, etc. Sim, porque o Palma e o Martins fazem parte do poder judicial, e quanto a mim, no exercício do meu direito de opinião e expressão da dita, abusam desse poder em obediência a uma panelinha de interesses corporativos, por um lado, e político-partidários, por outro.
    Precisamente porque para mim não vale tudo, ao contrário do que a Ana diz, é que não admito que os Palmas e Martins que nos couberam em sorte usem o poder que o Estado (como povo organizado) lhes confere para fins corporativos que nada têm a ver com os interesses desse mesmo Estado ou do povo que nas suas instituições delega a defesa dos seus direitos.
    Realmente nunca a ouvi validar as perseguições feitas a José Sócrates, mas também, diga-se de passagem, nunca tinha ouvido falar de si até há meia dúzia de dias, tal como estou certo de que a inversa é igualmente verdadeira. Mas será que ao menos criticou essas perseguições, ao Sócrates e a tudo quanto cheirasse a PS, com a mesma sanha que agora usa contra o bastonário? Gostaria de pensar que sim, mas o respeitinho reverente, a tolerância justificativa e o “benefício da dúvida” que concede à Paulinha levam-me a recear que não tenha sido esse o caso. E quem cala consente, reza a sabedoria popular, apesar de esta dar, consabidamente, para tudo e mais um par de botas, justificando, com a mesma facilidade, uma coisa e o seu exacto contrário!
    O que eu gostaria era de ver a Ana concretizar a afirmação de que o bastonário lança insinuações e calunia tudo e todos. A não ser que a Ana e a CUJSV (Corporações Unidas Jamais Serão Vencidas), a que provavelmente gostaria de pertencer, pensem que eu e os muitos que aqui e noutros lados apoiam o Marinho Pinto não fazemos parte do “tudo e todos”! Pelo menos o handicap de não sermos de Direito ninguém nos tira! E já que confessadamente faz parte do lote a quem o Marinho dificulta o exercício da profissão de advogado, tem sempre à sua disposição a gloriosa e prestigiada opção das magistraturas, judicial ou do Ministério Público, dado que o seu discurso é arrepiantemente coincidente com as linhas mestras da conversa palmo-martínsica! Consta que aquilo está pejado de competências incompreendidas, inconformadas e elegantemente ressabiadas! Por certo que a receberão de braços abertos! E a Paulinha? Não terá para lá um lugarzinho de assessora (ou de “especialista”) à espera de uma vocação à deriva?
    Já agora: desde que me conheço que sou esquerdelho, mas votei sempre à esquerda do PS. Nos socialistas fi-lo apenas duas vezes nas autárquicas (António Costa, em Lisboa) e no José Sócrates votei uma única vez, precisamente nas últimas legislativas, que toda a gente sabia que ele ia perder e perdeu. Foi tão-só uma manifestação de cidadania e de sanidade mental.
    Uma coisa lhe digo: toda esta discussão à volta do bastonário, no Aspirina, me deu pelo menos a consolação de saber que gente “que não é de Direito” mas usa a cabeça para reflectir, e não só para coçar a piolheira, é afinal multidão!

  58. Caro Joaquim Camacho,
    1º Se não entendeu, eu explico melhor. Parece justificar ou apoiar, tanto se me dá, o Marinho Pinto por causa dos Palmas e dos Martins deste mundo. Como se as perseguições movidas ao ex-ministro pudessem conferir legitimidade ao Bastonário para fazer tudo o que faz.
    2º Liberdade de opinião e de expressão tem limites. Olhe, assim por exemplo, a honra, o bom-nome etc…
    3º Por respeitinho reverente deve querer dizer boa-educação. Não confunda as coisas. Mas não tenho duas palas à frente dos olhos, o que quer dizer que alguém só porque não é do mesmo partido que eu não é automaticamente incompetente ou acéfalo etc…
    4º Gostava de me ver concretizar? Caso não tenha reparado pus num comentário citações do Bastonário “medíocres, incompetente, manadas… há muitas mais, olhe, basta googlar, knock yourself out.
    5º Mais uma vez uma confusão. Não distorça as minhas palavras. Não valoro mais alguém por ser de Direito ou não ser. Mas, naturalmente, quem tem formação jurídica, em certos assuntos, pode acompanhar melhor a conduta de Marinho Pinto enquanto Bastonário da OA. Só por má-fé poderá não compreender o que aqui digo. Agora, se quer admirar o cidadão Marinho Pinto, força!
    6º Agradeço-lhe a sua recomendação para futuros empregos mas não preciso, sabe? Já tenho um. Felizmente o Sr. Bastonário ainda não manda nas contratações.
    7º Esta discussão no Aspirina também me serviu para alguma coisa! Constatar o altruísmo que por aqui grassa, com ajudas para encontrar trabalhos alternativos, apesar de manifestar uma opinião diferente da sua.

  59. Ana dixit: “Liberdade de opinião e de expressão tem limites. Olhe, assim por exemplo, a honra, o bom-nome etc…”
    Tanto quanto eu (que não sou de Direito) sei, as ofensas que nomeia são crimes puníveis pelo Código Penal (artigos 180.º a 184.º). Assim, impõe-se a pergunta: onde está o cardume de processos judiciais que o (quanto a si) indecoroso e desbocado comportamento do bastonário mereceria?

    Ana dixit: “Como se as perseguições movidas ao ex-primeiro-ministro pudessem conferir legitimidade ao Bastonário para fazer tudo o que faz.”
    Talvez a Ana seja ainda muito novinha para o saber, pelo que aproveito para a informar de que a intervenção cívica de Marinho Pinto e o seu combate à pesporrência e incompetência de grande parte do aparelho judicial é muito anterior ao advento do Sócrates. Por acaso ouviu falar na coisa da pia, que serviu para decapitar o principal partido da oposição e permitiu ao Durão Burroso governar sem a dita? Já então havia Marinho!

    Ana dixit: “Mas não tenho duas palas à frente dos olhos.”
    Ainda talvez devido à sua provável juventude, a Ana escapou à gloriosa época em que as mulas eram mais que os carros e as palas eram mato, pelo que tomo a liberdade de a informar que as ditas não se usavam à frente dos olhos, mas sim ao lado, permitindo às alimárias verem apenas o caminho à sua frente e impedindo-as de se distraírem com tudo o que surgisse das bermas. Como por certo compreenderá, palas à frente dos olhos fariam com que as bestas, além de bestas, acumulassem com a indesejável qualidade de ceguinhas. Já viu os choques em cadeia que isso provocaria?
    Peço perdão pelo reparo, mas, em tempos de rigor (orçamental, outonal e mais coiso e tal), devemos caprichar no dito, senão ainda nos salta a troika ao caminho e somos todos inseminados! Com a crise que por aí vai, não me dava jeito nenhum uma gravidez indesejada!

  60. Obrigada Manuel Pacheco! O Bastonário podia ter a clarividência de perceber que as queixas que faz sobre a conduta dos outros são aplicáveis à sua própria conduta.

  61. A Ana está de Parabéns: com um argumentário tão pobre e três parágrafos tão indigentes e vazios (releiam-nos e confirmem) conseguiu bater recordes de comentários!

    Aceite aqui também o meu, embora modesto e sem o mesmo valor de outros, já que provém de uma simples pessoazita que “não é de Direito”. Desculpe…

    Por mim, esteja porém à vontade para prosseguir aqui a sua auspiciosa carreira de articulista, ainda que, veja lá, não possa falar de nada (nem apoiar ninguém) que não se limite à sua área do “Direito”, evidentemente. Não quererá passar por incoerente, certo?

    E só tenho um desejo para si, mas é sincero e profundo: que lhe faça muito bom proveito tudo aquilo que pensa ter aprendido até hoje! Já que a nós, Sociedade de miseráveis leigos, ignorantes, populistas e apoiantes de debochados caluniadores, tenho a certeza, absoluta, de que aquilo que a Ana JULGA que aprendeu não vai aproveitar mesmo nada.

    Ao menos não estudou Medicina, nem cursou Engenharia. Já não se perde tudo o que o Estado gastou consigo…

  62. Julio de Matos:

    Noutro post nao estive de acordo consigo
    e escrevi lá porquê…

    mas aqui felicito-o,
    subscreveria o seu texto e ideias que subjazem
    como Ana diz creio de um texto de IMoreira…

    na minha visão, sentimento
    isto aqui no aspirina tambem é uma democracia relativa
    das opiniões expressas…

    e fico impressionado como Ana insiste contra a generalidade delas
    mas óbviamente q a cumprimento

    estas coisas só me impressionam por reflectiram de algum modo
    nossa maneira de ser

    teimosos na defesa nossas “damas”, razões,
    neste caso claramente assunto menor…

    incapazes percebermos o que outros podem dizer util
    verdadeiro, prioritario em cada momento…

    e assim é dificil conseguir unirmo-nos em causas maiores…

    abraço JM e Ana

  63. Júlio de Matos,

    “Ao menos não estudou Medicina, nem cursou Engenharia. Já não se perde tudo o que o Estado gastou consigo”…

    Ainda bem que deixa esta charada para a cabecinha da menina Ana tentar fazer um exercício, que em direito se chama interpretação criativa.

    A cabecinha desta menina precisa de carinho é bom de ver, mas porque não diz onde obteve o seu belo curso de direito. Seguramente não foi na fac. da sua mestra.

    Quem e com que critérios “alavanca” uma inocente a quem todos pensam ensinar alguma coisa?

    Sem maldade.

  64. Caro Júlio,

    Como não parece ter compreendido vou voltar a explicar. Não valoro mais uma pessoa por ser ou não de Direito e claro está que todas as pessoas, sobre todos os assuntos, têm direito a exprimir a sua opinião. Mais, a opinião expressa é igualmente válida. O que eu disse e repito é que quem tem formação em Direito, em certos tópicos, pode acompanhar de forma “privilegiada” a conduta do Bastonário e da Ordem. Se quiser eu exemplifico, teria o maior gosto de discutir consigo a bondade dos exames e das correcções a que os estagiários foram submetidos mas não posso fazê-lo, porque não me posso discutir consigo as perguntas, bem como a correcção proposta pela Ordem. Como não posso discutir consigo as recentes declarações do Bastonário sobre Arbitragem porque provavelmente não leu a actual Lei de Arbitragem, nem sabe o que está em jogo. Da mesma forma que considero ser difícil discutir as declarações do Bastonário sobre Duarte Lima com quem poderá não entender o alcance da presunção da inocência ou que a prova em processo penal é feita em julgamento, and so on..

    Caro Aires,
    A teimosia talvez se explique porque sei, em primeira mão, o que é sentir a fúria cega e não assente em factos do Bastonário. Porque vejo colegas a terem a vida profissional estragada por causa das restrições de acesso à Ordem, colegas que por vezes foram os melhores alunos na Faculdade de onde vieram (e não, não eram privadas) e que depois chumbam num exame que vai incidar sobre os mesmíssimos conteúdos teóricos que foram dados na Universidade. Não me venha dizer que todas as Faculdade de Direito em Portugal são más porque eu não acredito. As restrições de acesso têm sido feitas das maneiras mais insidiosas ( aumento retroactivo dos emolumentos, critérios de correcção que estão errados, aumento do número de exames, questões que saem num determinado exame e que nada têm que ver com o exame em questão, formação paupérrima, tempo de correcção “ilimitado”, não abertura de cursos de estágio…). Contudo, garanto-lhe que faço um esforço para que o facto de ser “parte interessada” não me tolde o raciocínio.
    Retribuo o abraço.

  65. que relação tem a ana com a isabel, admiradora, amiga, empregada ou familiar? é que a isabel armou a barraca e deu de frosques, já lá vão dois dias com a ana a defender a honra do convento e outra a assobiar para o lado.

  66. Caro anónimo,

    Para que não se diga que critico tudo o que o Bastonário diz, tomei a liberdade de citar parte de uma crónica do AMP que julgo aplicar-se especialmente a si e aos outros anónimos que vêm para as caixas de comentários, não para discutir nada mas para fazer ataques “ad hominem”, numa lógica de quem insultar mais, ganha (aliás aconselho-lho a pegar num fita métrica para que possa engajar numa discussão hipotética com outros anónimos com o mesmo tipo de preocupações que o Sr. claramente tem)

    ” A nossa democracia tem tolerado um abuso generalizado do direito de expressão, ao permitir que, sem qualquer regulação e na maior impunidade, turbas de cobardes possam, a coberto do anonimato, utilizar as caixas de comentários de blogues e das edições online de órgãos de informação para bolçarem toda a espécie de indignidades e ofensas contra outras pessoas.”

  67. Ana,

    agradeço a sinceridade da sua resposta,

    e creia

    q não tenho nenhum gosto em escrever o q escrevi
    sobre toda esta polemica, corporativa,
    como bem se deduz da sua resposta…

    a parcela do corporativismo,
    eu acho seria dispensavel num blog destes
    com tradições de luta politica e por causas de justiça…

    por isso muitos de nós vem aqui ha anos

    e quase que nos conhecemos nos raciocinios que expendemos…

    que lhe posso acrescentar???

    se a conhecesse,
    e a Ana o permitisse,

    dir-lhe-ia q é sempre tempo de assumir a dignidade do erro,
    do pensamento precipitado,
    enfim do enviezamento das questões

    sobretudo da sua oportunidade, e grau de prioridade relativas…

    Sabe que o “erro” é a maior base de ensinamentos que podemos ter

    quando não temos a veleidade de “nunca termos duvidas”
    e “raramente nos enganarmos”????

    Ana, já disse o suficiente…

    agradeço-lhe a franqueza sua resposta ultima,
    felicito-a vivamente
    pelo seu esforço serio de integração
    no sentido deste nosso dialogo colectivo aqui no blog

    abraço amigo

    e assumumi-lo é uma grande postura de honorabilidade e

  68. Caro Aires,

    Percebo e respeito tudo o que me diz. Sucede que para mim o assunto, como poderá entender por aquilo que escrevi, não é de prioridade relativa.
    Agradeço-lhe as suas palavras.
    Um abraço,
    Ana

  69. oh ana! quando as perguntas são inconvenientes passam a insulto e os anónimos a cobardes, mas se formos a ver andas há 2 dias a insultar o bastonário e dizes que te chamas ana, o que faz de ti uma corajosa identificada que aqui apareceu a defender a isabel moreira. armaste borrada, disfarças com nick e queixas-te dos anónimos, realmente à falta de ideias sacrifica-se o periquito no forno com batatinhas.

  70. oh aires! convida-a pra jantar que ela ainda pede desculpa como fez ao seguro por não ter ficado baralhada com o sentido da votação, o acto heróico da semana passada.

  71. Anonimo,

    por favor tenha maneiras e educação…
    diga o que entender mas não ofenda ninguem
    aqui nestes dialogos
    usam-se argumentos
    da-se opiniões
    mas respeita-se toda a gente
    abraço

  72. por favor tenha maneiras e educação… (tás armado em bobone)
    diga o que entender mas não ofenda ninguem ( explica lá a mecânica da coisa)
    aqui nestes dialogos
    usam-se argumentos (poucos)
    da-se opiniões (muitas)
    mas respeita-se toda a gente ( pelos não e ainda bem que é assim)
    abraço (um queijo da serra e bom natal)

    ps – se não mudasses tanto de linha, lia-se na mesma, poupavas espaço e não se confundia com os poemas do da benedita.

  73. Prezada Ana,

    agradeço penhoradamente que não volte a tentar insultar-me chamando-me educadamente ignorante, embora lhe possa perdoar isso, mas apenas por motivos que teria aqui pudor em mencionar.

    E não, não estou interessado em discutir nada com pessoas como você. Quando quero acordar mijado, deito-me com os meus cachopos. “Capisce, signorina”?

  74. Foda-se! É caso para dizer: “não vales as orelhas dum gato cheias d´àgua” ou “deves de ter os olhos de um carneiro mal morto”.

  75. Esta, a outra e muitas mais não devem saber o que é vida e devem ter nascido com o cú virado para o sol. Sabem lá elas o que é liberdade, sabem lá o que é discutir ou insultar, sabem lá usar uma fita métrica para medir “preocupações”. Enfim duvido que saibam o que é “democracia” e o que é a “vida”.
    Quando uma pessoa, a coberto de meia dúzia de “larachas” estudadas no tempo da “acne”, presume ter direito a todas as honras e continências imagináveis, estamos conversados.
    Com a democracia destas senhoras, se se sujeitassem ao escrutínio do “direito”, certamente chegariam longe, mas não com o meu voto, jamais.
    Estamos bem entregues, estamos…estamos…

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