Alentejanidades

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O Valupi lembra-me a minha ascendência berbere. O Filipe Moura lembra-me que sou alentejano. A minha irmã, Maria Antónia Venâncio, que é lisboeta, lembra-me – com esta sua foto – que, se mais razões faltassem para o orgulho meridional, as flores do campo já serviam.

Ao longe, espreita a serra de Alcaria Ruiva. Mais 10 quilómetros, e estamos em Mértola. O centro do mundo, claro.

12 thoughts on “Alentejanidades”

  1. A foto é bem bonita.

    Quanto ao centro do mundo, qualquer blogger sabe que é o umbigo. O meu, claro.

  2. Unreconstructed, você tem carro? Mande-me um mail particular, e eu indico-lhe certa marca de dispositivo de orientação. Assim, terá sempre o meu «sotaque» consigo. Até o levo, certeirinho, a Alcaria de Javardos.

  3. O Alentejo nesta altura do ano é fantástico. Mas também no Verão quando os campos ficam dourados.
    O seu orgulho meridional, caro Fernando, faz todo o sentido. Sobretudo porque o Alentejo urbano, com raras excepções, é dos poucos sítios do país onde nos podemos sentir europeus. Isto devido ao que ainda não se degradou ou desordenou, dado que o cosmopolitismo europeu tarda em chegar a estas paragens alentejanas (embora não menos que ao resto do país).
    E é verdade que Mértola pode ser o centro do mundo.

  4. “Qui va piano va sano, qui va sano va lontano”…”il cavaliere” esteve “lontano”, mas não muito “sano” e o piano, parece que ficou para o Prodi. Nem os americanos (Bush) querem reconhecer “qu’il amico fidele” tem que se preparar para ir responder junto dos tribunais… agora é que vamos rir. Espero !

    (italiano fonético, não fiz verificações)e-konoklasta

    Este comentário é para o post que se segue, mas não entra. Deve ser a CIA

  5. Esse monte ao pé de Alcaria Ruiva tem de facto uma forma extraordinária, para quem o vê vindo de Castro Verde. É um monte típico da Meseta.

  6. ”O AspirinaB é o mais obscurantista e misógimo dos mundos: facilidade e rapidez com que se troca de registos; há uma erotização grunha e saltitona.” – Dra. Kity in “Porno-Antropomorfização dos Blogues”, Revista “Espírito”, nº 33, 2006.

  7. Diz Roteia:

    ‘O seu orgulho meridional, caro Fernando, faz todo o sentido. Sobretudo porque o Alentejo urbano, com raras excepções, é dos poucos sítios do país onde nos podemos sentir europeus. Isto devido ao que ainda não se degradou ou desordenou, dado que o cosmopolitismo europeu tarda em chegar a estas paragens alentejanas (embora não menos que ao resto do país).’

    Comentário interessante e até estou em parte de acordo, pena que falte a essência à conclusão final. ‘(…) o Alentejo urbano, com raras excepções, é dos poucos sítios do país onde nos podemos sentir europeus. Isto devido’……. ÀS CAGADEIRAS MODESTAS, MAS LIMPAS CARO AMIGO OU AMIGA!

    Muito difícil de encontrar no resto do país…

  8. Respondendo a Carmo da Rosa: É a tradição àrabe que pemanece nesta Alentejo, de tudo caiar e lavar, cagadeiras incluídas.
    Quanto ao nome Roteia, saiba que é nome masculino, corruptela de ARROTEIA, significando aquele que lavra ou cultiva a terra.

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