
Eis o mais recente teste à disposição do português para detectar se um outro português é imbecil, lunático ou, simplesmente, falho de bom senso e bom gosto: basta pedir ou detectar opinião quanto à notícia de uma bulha entre professora e aluna, a qual foi registada em vídeo para proveito comunitário. Se vier relação com o Ministério da Educação, o Estatuto do Aluno ou a Maria de Lurdes, estaremos perante um retinto imbecil. Se o discurso aparecer em forma de lamento pela decadência do ensino, da moral, da autoridade e da família, estaremos face a um lunático. Se surgirem tiradas reflexivas sobre o que deva ser a educação e a escola, estaremos frente a carências variadas, algumas simpáticas.
Aquilo que se vê é uma situação de incapacidade profissional, tão-só, e nem importando diagnosticar a causa. Ora, há incapazes em todo o santo lado. Os piores nem são os que estão nas Escolas Secundárias, pois os seus defeitos ficam diluídos na mediania do professorado. Grave é falhar profissionalmente na Justiça, Saúde, Administração Pública, Polícias e Forças Armadas. Seria estupendo reunir vídeos de médicos a errarem diagnósticos por desleixo, juízes a decidir com base em preconceitos moralistas, polícias violentos porque brutos e impunes, autarcas a deixarem que se destrua paisagem natural a troco de um Mercedes ou coisa ainda mais reles. Neste raríssimo caso de documentação pura de conduta docente, temos uma senhora que não sabe lidar nem com alunos, nem com adolescentes, nem com raparigas, nem com cidadãos na posse de telemóvel próprio. É muita incompetência junta, mas só tem um responsável: o adulto na sala.
A conduta da aluna é de aplaudir. Porque não se deve tirar o telemóvel a ninguém, muito menos a uma rapariga adolescente — e isto é uma evidência tanto pelo facto de ser rapariga, como por ser adolescente, e ainda por ser adolescente e rapariga. Os telemóveis não são meros telefones, são também diários, guardam segredos escandalosos, dilacerantes, muito mais valiosos do que a efemeridade e superficialidade do estado de aluno. Num telemóvel, em 6 caracteres, pode estar guardado todo o amor possível neste mundo. Todo o ódio também (neste caso, em 8 caracteres). Para além disso, o arresto do telemóvel implica o corte com um grupo de pessoas que é nuclear para o indivíduo espoliado, as quais fica impedido de contactar, ou por elas ser contactado, em caso de urgência. Acresce ainda que os adultos, e as escolas, são entidades moralmente insalubres, pejadas de vícios comportamentais que atentam contra a confiança mútua; logo, ter um professor a querer confiscar o nosso telemóvel, estando nós no frenesim dos 15 anos, é equivalente a ser poeta revolucionário, com panfletos debaixo do colchão, e ter a casa revistada pela polícia política. A aluna fez frente à opressão, lutou galhardamente contra a tirania, tendo primeiro, e pedagogicamente, utilizado apenas o poder da sua voz para tentar controlar a professora. Não o conseguindo, pois a mulher estava danada para sequestrar o aparelho, a aluna viu-se obrigada a exercer alguma força física, embora sempre de um modo controlado. Chegou a ser preciso impedir a fuga da meliante, o que se conseguiu com exemplar eficácia. No final deste arrufo ideológico, sucesso: o telemóvel foi recuperado e vemos a aluna a dirigir-se calmamente para o seu lugar a fim de continuar a assistir à transmissão de conteúdos lectivos.
Muitos dos cem mil indignados, mais os partidos nojentos que temos na oposição, foram céleres a largar as típicas inanidades opinitivas sobre o sucedido, regurgitando raciocínios que estabeleciam uma relação de causa-efeito entre o Estatuto do Aluno, publicado em Diário da República a 18 de Janeiro de 2008, e uma aula de Francês ao 9ª C da Escola Carolina Michaelis um mês e tal depois. Mas nenhum destes cobardes repelentes se incomodou publicamente, nem um pouco, com uma notícia vinda à liça 8 dias antes. Nela se dizia que 10% dos universitários em Coimbra acreditava que a pílula protegia contra a Sida. Este resultado é inverosímil, literalmente inacreditável. É daquelas notícias que sabemos ser verdadeira, mas tal noção não chega para que acreditemos nela. Porque alguém maior de 18 anos que pense tal estupidez, nem a carta de condução devia poder tirar, quanto mais ter frequência universitária. Que tipo de distorção informativa tem de ser exercida sobre um ser humano para conseguir aprovação em 12 anos de escolaridade, mais as eventuais provas de admissão universitária, e ser portador de tamanha calamidade mental? Que gente foi essa com quem estes infelizes conviveram, fosse em casa, na rua ou nas escolas?
Ficamos desamparados perante um cenário onde alunos universitários têm conhecimentos aberrantes que põem em risco a sua saúde, mesmo a sua vida, e a de terceiros. Como o estudo aponta para 10%, é provável que a realidade supere essa referência; e nem nos arriscamos no cálculo relativo ao todo da população num país onde a escolaridade, e a percentagem de licenciados, é das mais baixas na Europa. E daqui nascem uma certeza e uma pergunta. A certeza é a de que Coimbra não será a excepção nacional, mas o sintoma, a amostra. E a pergunta, a que o inquérito não responde, é relativa à divisão por cursos dos resultados obtidos — ou seja, eu quero saber em que licenciaturas há mais broncos, em ordem a poder tomar medidas preventivas. É esta a nova Questão Coimbrã.

Com que então, Valupi, só o adulto é que é culpado? Meu Caro, deves estar precisado de tomar um pouco de fósforo ou algo assim. Parece que não fazes a mínima ideia de como é a malta execrável (disse execrável, sim) que frequenta a escola actualmente. Estão-se nas tintas para um sistema que não castiga (não há leis sem sanção), pelo que, para impor a disciplina ali só com um grandessíssimo par da taponas daquelas altamente proibidas e que podem levar um professor a tribunal, à cadeia, ao fim da carreira. Pois se até é mais fácil condenar um polícia do que um criminoso, que treta de país o apalermado do meu partido está criando? Aliás, criado já estava, mas estes vão-no amamentando. Quando te vires aflito, não grites por soccorro, pois pode ser que o teu salvador venha a sofrer mais do que o teu atacante.
completamente de acordo, ainda agora vim de comentar o mesmo episodio em outra capelinha. e e’ isso: se me tirarem o telemovel (nem e’ preciso tanto, basta esquecer-me dele em qualquer lado) tiram-me um instrumento de operatividade multidisciplinar. nestas disciplinas estao muitas das relacoes afectivas, sob a forma de contactos, sms, potencialidade de ser contactada. imagine-se para uma adolescente, para quem o telemo’vel assume o lugar do dia’rio pessoal da minha meninice, escondido na gaveta mais recondita, para salvaguarda dos olhares alheios que se encontravam numa hierarquia descendente, comec,ando pelas irmas, acabando nos pais. qualquer adulto se econtra na outra facc,ao, aquela que nao nos compreende. imagine-se a angustia de vermos os nossos segredos mais intimos na posse de um professor, alguem que nao nos e’ nada (porque nao e’) durante va’rios dias (ao meu filho ja’ confiscaram o telemovel porque o tirou do bolso para ver as horas e ficou sem ele ate’ ‘a aula seguinte). fosse qual fosse a situac,ao, teria que ter sido escolhida outra manobra para a sua resoluc,ao. esta era por demais absurda e votada ao fracasso.
daniel, e’ verdade que os professores se encontram muitas vezes de maos atadas. mas esta nao foi uma estrategia alternativa com qualquer potencialidade de sucesso. estou de acordo, no entanto, com a necessidade de um aumento de autoridade para os professores. o problema e’ que so’ alguns estariam em condic,oes de a exercer sem despotismo.
Okay não tinha prestado muita atenção a esta noticia porque… bem porque havia algo de óbvio… mas como venho a este site ouvir conversas e ler… ver isto relembrou-me uma sensação que tive quando estive no ensino. Não resisto:
Quando fui substituir uma professora de filosofia há muitos anos atrás tive uma sensação que me dificultava a docencia: uma sensação de que qualquer coisa pode acontecer. Como se a sala de aula fosse uma bomba á espera de explodir e que não ouvimos o BUM desde que todos os participantes se saibam comportar de uma certa maneira, invisivel para mim que estava a dar a aula. Correu bem para mim: os alunos fizeram um principio de fogueira na aula, eu devo ter lidado bem com aquilo porque sai cumplice com eles e o resto do semestre foi preenchido com outros desafios (como o de como tornar aquilo relevante para eles…) Mas a sensação de bomba nunca me abandonou. E sendo isto mau para mim também não me consegui afastar de uma certa empatia que eu sentia pelos “outros”. Lembrava-me ainda demasiado de como tinha sido penoso a escola para mim…
Quero tentar descrever o que senti: de que qualquer coisa pode acontecer.
somos lançados num horario de hora a hora ou duas em duas horas onde nos devemos concentrar num assunto. tem-se dez minutos de intervalo para aliviar a pressão da atenção. Mas começada uma nova hora começa lidar não só com um novo assunto sem ter referencia de como estea interligado com os outros tantos assuntos e também com uma nova personalidade (do professor).
Tudo é muito cansativo e talvez a parte mais cansativa para os adultos que a vivem: não é muito claro como a mudar… ainda que alguns (ainda que muito poucos) dos ideais de educação estejam claros. Mas é preciso “ganhar a vida”…
….
Talvez a “nova questão coimbrã” ajude a pensar em modos de mudar…
Sempre a tentar esperança, Dina
desculpa, nao referi a segunda questao. nao me surpreende nem um bocadinho, depois de observar adultos licenciados. ate’ doutorados. aqui, no entanto, creio que muitos escolhem acreditar naquilo que lhes da’ mais jeito.
Caro Valupi,
para o seu post ficar completo só faltou dizer que o impedimento de atender um telemóvel ou enviar/receber sms durante as aulas é ele também um atentado grave que “implica o corte com um grupo de pessoas”. Um corte radical diria eu, já se sabe que para um adolescente, e ainda por cima rapariga, não poder comentar o último namoro do Brad Pitt nos 10 segundos imediatos à notícia ter saído pode significar o ostracismo social para sempre. Muito mais grave do que não estar atento à aula ou do que trocar impressões em voz alta sobre o assunto com outras colegas.
De resto concordo a 100% com o seu post.
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linkspontopt.blogspot.com
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As vossas sugestões podem ajudar a melhorar o conteúdo.
Obrigado
Aposto que você é o Feliciano de Castilho…
val,
quanto à 1ª questão, escrevi na altura e mantenho:
‘Não é dispensável um olhar crítico à actuação da professora naquela circunstância em concreto. A forma como ela lidou com a situação, como geriu o problema, a atitude que escolheu tomar (ou aquela única de que foi capaz), foi correcta? E em caso afirmativo, terá sido a mais indicada? Um duplo não seria a minha resposta, sem hesitar. Esteve longe da sensatez esta senhora, profissional do ensino, há que reconhecê-lo. Atrevo-me a especular se não terá sido um pouco vítima de si própria, também, mais que só dos outros. A sua postura, visível nas imagens, não cumpriu os mínimos de autoridade necessária para ter mão numa turma de alunos. Há nela um déficit de firmeza que se nota sem engano, alguma demissão da função disciplinadora do professor enquanto tal. Veja-se o ambiente em que tudo aconteceu, para começar; tinha tudo o que não deve existir numa sala de aulas, desde o barulho à desatenção, toda a gente de pé, risos e bocas, comentários e indisciplina geral. Sobrava confusão, faltava carisma de professor.
Logo no início, às primeiras palavras da aluna, não se viu a esperada, necesssária e correcta atitude de firmeza da parte da professora que, sendo firme e autoritária naquele momento como lhe competia, teria posto um ponto final e imediato em toda a questão. E o que vimos, em vez de firmeza e autoridade de professor? Assistimos a uma professora visivelmente intimidada e insegura a fazer o que faria qualquer coleguinha da mesma idade da garota: puxar mais, empurrar mais, discutir no braço o que devia estar resolvido na voz, ponto assente e não passível de discussão. E assim fragilizada e em queda de autoridade se expôs ao gozo generalizado da turma, um gozo que estava já presente no início, antes de tudo começar, como se pode de resto constatar pelo visionamento das imagens daquele ambiente indisciplinado, favorável ao tipo de evolução a que se pôde assistir. Confrangedor, convenhamos.’
quanto à 2ª questão e fazendo um esforço para acreditar na bondade dos métodos de pesquisa da Dra. Aliete Cunha-Oliveira (perdoarás mas uma Aliete doutora que assina com tracinho faz-me apetecer suspeitas, é preconceituoso mas mais forte que eu), creio que não será descabido incluir esses 10% nos 20% (ou mais) dos mesmos universitários que, bem conversadinhos, passariam uma longa noite de saca aberta, ao relento, para nela entrarem os gambozinos que acreditariam existir. Dizes-me que não, que é diferente? Digo-te talvez, mas semelhante na mola de estupidez fantasista que existe nesse intervalo de idades que flutua algures na faixa etária a que se refere o tal estudo da dra Aliete. É uma mola sempre pronta a saltar, a estupidez fantástica juvenil, quando perante um estímulozinho mais conseguido na área da mais característica insegurança masculina, da adolescência à idade adulta: o sexo.
A Dra Aliete aparentemente não quis saber, mas vai lá perguntar aos mesmos se levar no cú não faz um gajo gostar de tricot e bonecas. Que percentagem apostarias tu que responderia um indubitável ’sim’?
Concordo no essencial com o texto.
As variantes de análise ao tema são inúmeras e ninguém sai imune com o que se está a passar.
Sei por experiência própria o que se passou ao nível do ensino com os meus filhos.
Ainda tenho uma que frequenta o secundário e ambas ao longo da sua «formação» tiveram professores que toleraram situações semelhantes e outros que não. Uns estavam preparados para ensinar outros não. Uns foram óptimos,muito bons, bons, outros cumpriram minimamente e outros infelizmente foram mediocres e maus profissionais.
Não se pode tolerar um mau professor, porque não só põe em causa o trabalho dos colegas como vai contribuir para a degradação do estado actual das coisas.
Penso que seria preferível pagar a um mau professor para não dar aulas (do mal o menos…)ainda que se tenha de o ocupar com outra coisa qualquer.
O grau de exigência tem forçosamente de ser maior e extensível a todos nós.
entretanto, presumo que já saibam disto:
http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/03/pensando-bem-os-alunos-do-9c-da.html
será que isto é bom?
é um paralelo com a violência doméstica
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&id_news=324807
z,
é por isso que eu gosto da Corrida à Antiga Portuguesa: é cheia de cortesias. Fosse eu a das rosas e tu o Rei desconfiado com o meu regaço e era o que eu te responderia a este link da FNE: são cortesias, senhor, são apenas cortesias.
jfv, nada de acordo que os maus professores deviam ser pagos para nao ensinarem. ou se aprende a ensinar (e como se aprende o que nao se ensina?) ou a alternativa sera’ outra ocupac,ao. a crise das profissoes e’ particularmente visivel no ensino mas nao e’ exclusiva deste, ha’ crise profissional um pouco por todo o lado. ando a querer escrever sobre esse assunto e so’ nao o fiz ainda por nao ter agora um teclado com acentos e cedilhas.
ali a dina, acima, sabe dos metodos do john dewey e podera’ ser uma interlocutora esclarecida neste problema. ja’ antes dele tolstoy antecipou, num seu projecto de formac,ao de escolas, um metodo de ensino bem diferente do que tem sido o nosso, com origem em conceitos que nao respeitam a subjectividade, a instabilidade e a incerteza.
não gosto de touradas pá, em nenhuma modalidade.
Valupi, a falha está dos dois lados, mas talvez mais por parte dos adultos… Pois é… Há um desjuste entre o professorado e estes jovens. Contudo, um mínimo de respeito é necessário de parte a parte.
E concordo no reforço de autoridade dos professores, mas somente se estes souberem dar o exemplo.
Resumindo:
Quem não é ministro julga que todos os ministros são maus; quem não é professor julga que todos os professores são maus; quem não é jovem julga que todos os jovens são maus; e assim sucessivamente, até que quem fala é a única pessoa sábia e equilibarda deste mundo, porque os outros sábios equlibrados já morreram todos.
“Cum saber de experiências feito/Tais palavras tirou de experto peito”.Canto IV- Lusíadas
claps, claps, claps
O sr valupi, pelos vistos, ainda não passou da adolescência, idade que se caracteriza pelo culto do anti-herói.
A sua cegueira e carneirismo políticos são de tal forma exacerbados que o arrastam vertiginosamente para a asneira compulsiva.
Grande trauma deve estar na origem do seu ódio à classe docente. Dir-se-ia que foi violado por algum professor. Ó homem, se é esse o caso, deve procurar, urgentemente, tratar-se e até sou capaz de perceber o seu patético preconceito.
Se tivesse dito que a professora em questão não tinha tido a melhor atitude, já seria asneira de sobra pois nenhum professor deve ou tem que estar preparado para fazer face a situações como a que ocorreu na referida escola. Mas, não contente com isso, leva aquele sr. o seu delírio ao ponto de considerar galharda a atitude da aluna e tirana, a da professora.
Apetecia-me perguntar que raio de excremento lhe enche as paredes cranianas para dar tanto apreço a um objecto como um telemóvel para que a sua (legítima) apreensão justifique uma crise de histeria aguda. Como pode estar de acordo com a “dependência” de qualquer criatura a esse execrável objecto ou a outro qualquer? Que valores preconiza? Considera, então, natural ( a pergunta é estendida à susana ) que se permita, numa aula, de vinte ou mais alunos, ou em número não importa qual, o uso de um objecto passível de tocar, a qualquer momento, e que é constantemente usado para recepcção e envio de mensagens, ou que fotografa ou que filma?
O sr não pode estar bem da pinha. Aonde o leva a sua libertinagem, pois que de libertinagem se trata?
Olhe que copular é a atitude mais natural nos animais. Não acha, então, que seria atentar contra a natureza impedir que dois alunos copulassem numa aula?
A menos, e aqui dou-lhe o benefício da dúvida, que o sr esteja a fazer um exercício de retórica. Mas, com este assunto seria de muito mau gosto!
E, aliás, se não lhe importa ” diagnosticar a causa” também nessa arte não lhe auguro muito sucesso.
O seu discurso enferma de toda a sorte de distorções, que vão desde as de sabor machista, ao considerar que o facto de se tratar de uma rapariga torna a atitude da docente mais gravosa e mais legítima a ira da aluna (já reparou na quantidade de pressupostos aqui implícitos?) até um conceito de aula e de escola perfeitamente anárquicos, o que, a meu ver, seria o ideal, se toda a gente fosse inteligente e justa e razoável, logo utópico. Porém, depreendo não ser o seu, uma vez que poucas pessoas me parece escaparem ao seu diagnóstico de imbecilidade.
” os telemóveis não são meros telefones, são também diários”
Aí está um dos grandes flagelos da nossa sociedade: tudo serve para tudo. É o sistema multiusos. E, como tal, sempre incompleto e sempre mau como aquele detergente que tanto lava as carpetes, como a loiça, como os dentes. Bem, mas isso do mau gosto é como o outro. Cada um toma dele o que lhe aprouver.
Mas, desde quando, é que é indispensável levar o diário para a escola? Lembro-me de que escrevia o meu em lugar que me proporcionasse a possibilidade de estar só e de o ter guardado com aquela sacralidade que torna as coisas importantes.
E depois acha mesmo que a professora estava interessada em ler/ver o que de íntimo havia no telemóvel?
Para ter acesso ao que está num telemóvel, o pegar nele não basta; é necessário manuseá-lo, procurar nas diferentes funções.
Olhe, eu dou por mim admirada de estar aqui a comentar aquilo que escreveu (tenho uma certa relutância em atribuir-lhe algum género ou designação).
Peço-lhe, sim, que se ainda lhe resta um naco de lucidez, que o guarde a sete chaves, com o mesmo pudor com que guardaria alguma matéria excrementícia que produzisse.
Quanto à Questão do Bom Senso e do Bom Gosto, desiluda-se que nem aos pés de um Camilo ou Castilho você chega, quanto mais aos de um Eça ou de um Antero.
E sim, sou professora. E com muita honra.
Estes miúdos parece que estão nos Morangos com veneno que é como eu chamo e sempre chamei ao morangos ditos com açúcar…
Quando comecei a ler, estava quase de acordo, Valupi. Também achei de vómitos muitos comentários sindicais, sectários, partidários de aproveitamento do episódio para denegrir o “sistema” e a ministra. Mesmo a avaliação negativa que fazes das qualidades profissionais da professora me pareceram defensáveis, se bem que aí já te arriscas um bocado, pois não sabes nem nós sabemos o que ali aconteceu ao certo.
Depois… depois entraste a descarrilar, a descarrilar e ninguém mais te apanhou. A frase “a conduta da aluna é de aplaudir” é pura provocação, p’ra épater le bourgeois. Deves estar a brincar, só pode. Lá por tu eventualmente saberes lidar melhor com raparigas adolescentes do que esta senhora do Liceu Carolina, nada nesta história te autoriza a culpabilizares mais a professora do que a aluna.
Estou de acordo com as observações sobre a “malta execrável” e o “sistema que não castiga”, de que fala De Sá. É essa a verdade, nua e crua.
Viste o novo vídeo que passou esta noite na SIC?
O problema é mais profundo. O meio escolar é só a ponta do iceberg. Passou-se da ditadura do medo à anarquia quase total. Eu nunca vi uma democracia sólida progredir sem autoridade… E o que digo não é paradoxo.
z,
e de cortesias? (em qualquer modalidade)
Tive um prof como tu, Valupi. Um gajo até podia fumar nas aulas. Leccionava Introdução ao Jornalismo e também tinha assim uma panca pela polémica. Dava-lhe pica atrair medíocres para o centro dos furacões que fabricava e aproveitar o ensejo para lhes desmascarar os frontespícios.
O problema é que esse prof disparava a torto e a direito sobre tudo o que mexia e tudo comia e depois fazia figura de um misto de neandertal refinado com intelectual abrutalhado e no final, apesar de brilhante, perdia-se pelo meio dos extremismos indefensáveis e vestia a pele do revolucionário de pacotilha.
Não é essa a pele que te vestiria, pois aprendi a respeitar-te o jeito para a picardia. Usas as palavras com a precisão de um bisturi, mesmo quando custa a acreditar na tua tarimba em cirurgias.
Ainda assim, palavra que há momentos em que pareces mesmo divertido com os dislates que esgrimes com a mesma elegância (à biqueirada) com que botas discurso com a seriedade de quem pensa umas merdas e tem jeito para escrevê-las.
Tudo isto para te dizer, com os paninhos quentes que o respeito supra citado me impõe e sem qualquer intenção de te melindrar mais do que tu consegues na boa seja a que propósito for, que me custa ver uma argumentação inteligente misturada com uma leviandade que a turva (o que me apetecia dizer que o que tu queres sei eu mas tá murcho, mas isso em nada dignificaria esta seca de intervenção).
Foste professor? E defendes na praça pública uma chavala desembestada em plena sala de aulas? Não me fecundes, pá. Esta nem eu, teu fã assumido, consigo encontrar por onde pegar-lhe para ser solidário.
A sério, não apanhei a ideia.
Mas na questão coimbrã, nenhum reparo. Essa foi a parte do post que fez conter um comentário “à Zazie”.
(por falar nela, que é feito?)
MC, claro que nao considero natural que se permita o uso de telemovel nas aulas. tirar o objecto ‘a aluna e’ que nao foi uma medida inteligente (como se comprovou, pois a professora so’ perdeu autoridade com o episodio).
e vamos la’ ver essa questao do telemovel, como depois vai discorrendo. ninguem diz que o telemovel e’ o mesmo que os nossos diarios, sob a forma digital. o que se diz e’ que e’ o seu substituto, como objecto que encerra intimidade. ao julgar esse apego ao objecto que classifica como “execravel” esta’ a exercer o seu direito de opiniao, mas seria um abuso pretender que a sua opiniao se estenda ‘a apreciac,ao dos outros. a mim o dito cujo faz muita falta: nao disponho de outro telefone, nao tenho os contactos dos outros em registo escrito, e ainda o utilizo como agenda, usando e abusando do dispositivo com alarme para os lembretes. para alem disso, guarda mensagens de pessoas que amo e que nao gostaria de ver perdidas.
compreendo o que sera’ o telemovel para uma adolescente e, mais uma vez, a mc nao esta’ a por-se na pele dela. o telemovel esta’ cheio de sms que sao tesouros romanticos, segredos de amigas, fotografias comprometedoras, sabe-se la’ de que mais. e, uma outra vez, quando diz que a professora nao iria ver o que la’ estava (o que e’ tambem especulativo, podemos presumir que nao, mas nunca poderiamos saber; se alguem estiver em posse do meu, admitirei a hipotese de essa pessoa poder espreitar), esta’ a pretender que a miuda veja as coisas como um adulto, ignorando a fase profundamente narcisica dos 14 anos. a rapariga, como qualquer adolescente, so’ poderia prever a intrusao. mas nao so’ por isso; bastaria estar ‘a espera de uma mensagem que julgasse crucial para o seu futuro, por exemplo, como e’ tipico destas - e ate’ de outras… - idades.
finalmente, estou completamente de acordo com aqueles que se queixam da violencia nas escolas. um caso que li no jornal refere uma auxiliar espancada por dois irmaos, com alguma regularidade e declarac,oes da presidente do conselho executivo que revelam alguma complacencia relativamente aos incidentes. a situac,ao e’ grave, mas como o filme atesta, nao e’ na confiscac,ao de objectos pessoais que reside a soluc,ao.
no entanto, tal como disse noutro lado em que se falou do assunto, suponho que a atitude da professora seja o resultado da escalada de perturbac,ao de quem se ve numa empreitada para a qual nao esta’ equipada.
cortesias, meu caro, se quiseres podemos namoriskar na sala de audiências do castelo de Extremoz que ainda lá está. E estamos bem representados na sala dos capetos da Universidade de Coimbra,
sobre este assunto da prof. nem falo, abomino humilhações públicas, imagino que tal como no cinema os tm devam estar desligados na sala de aula, não? À primeira excepção adverte-se, à segunda vai para a rua, partindo do princípio que os prof.s ainda podem mandar alunos para a rua que já nem sei…
seja como fôr estou incomodado com tanto sofrimento psicológico que por aí irá, no domínio do ensino secundário, agora tudo bigbrotherizado ainda para mais
«Mas na questão coimbrã, nenhum reparo. Essa foi a parte do post que fez conter um comentário “à Zazie”.
(por falar nela, que é feito?)»
Eu estou muito bem a pastar sosssegada, sô Shark.
Obrigadinha pela lembrança mas, fique sabendo, que quando pasto sossegada não há briga que me demova
“:OP
Além do mais já comentei esta treta em tanto lado que aqui ia repetir-me. Mas fiz dois postitos para obrigar o Tim a listá-los ao lado de alguns patuscos. O maior patusco que ele lá tem, é o que espero que fique bem atrás de mim.
Um espécime parecido com o Valupi mas ainda mais retardado e fora de prazo
“:OP
Este assunto levou um tiro no pé à custa de um video com um dos exemplos mais anormais que se podia ter desencantado para retratar a realidade.
Para a ilustrar deixei dois testemunhos meus, que até já são bem antigos. Estão no Portugal Contemporâneo e outros na GL.
Portanto, sabendo-se que o Valupi é macaco e conhece a plateia picuinhas que tem, usou do mesmo truque de sempre- limitou o verdadeiro problema da indisciplina e falta de autoridade (retirada pelas reformas ministeriais) para vender mais do mesmo.
Só negando o video e pegando noutros exemplos é que o podem encostar à parede.
Porque, em relação a este, até eu era capaz de concordar.
Agora essa treta do diário e dos meninos que andam com diáriozinho na mão, diz tudo o que faltava acerca dos papás.
Porque, aquilo que eu tenho defendido é que este exemplo nada tem de problemático retrato familiar. Antes pelo contrário. Era capaz de ir mais longe e de me atrever que até podia ser menina filha de muitos de v.s
É chato mas é assim mesmo. Há por aí exemplos de adultos na blogosfera que são a cara chapada da grunhice malcriadona da miuda e, ainda mais, dos anormaizinhos na assistência a gozarem o prato.
O resto foi anormalidade da prof que também só podia estar a pedi-las
Por uma simples razão. Nem sequer houve indisciplina. Se alguém chama a isto indisciplina é porque é a dar para o retardado.
Indisciplina conheci-a eu em tempos de ditadura- já que até fui expulsa de muitos lados. Mas em nenhum desses casos houve falta de respeito.
Explicar a estes adultos, filhos da democracia, a diferença é que me parece impossível. Por isso, hão-de deixar a descendência que merecem…
(que merecemos todos, já que todos aceitamos as anormalidades dos progenitores; a começar na estrada, né?)
E ainda aceitamos mais a dos que patrocinam estas retiradas “pedagógicas” de todos os meis de defesa da autoridade que um prof necessita para aguentar os filhinhos deles.
errata: meios
(e lá larguei eu a pastagem)
inté
(P.S. tenho um post que também podia ser dedicado ao Daniel Sá. A quantide de heróis que a malta tinha e que nunca estão a jeito quando são precisos…
Até podiam deixar contacto de telemóvel, para os casos em que se chama a polícia e ela não aparece. A mim dava-me um jeitão ter um Daniel pronto a mandar um par de lambadas sempre que me tentam assaltar na rua.
zazie,
(largaste nada, apenas te mudaste para estes mais verdes campos…)
rvn:
Se fazes parte dos destemidos machos lusitanos, que são capazes de mandar lambadas por escrito a miudas de 15 anos, dá-me o contacto tipo linha verde.
Ok?
É que já não é a primeira nem segunda vez que preciso de um quando sou ameaçada com seringa à saída do metro.
Nessas alturas os valentes machos nem da bilheteira saem. Por acaso costumo andar protegida com barrita, já a contar com estas amnésias tão comuns entre tugas.
“:OP
É natural que eu aqui aplauda quem está do mesmo lado de opinião em que me encontro. Mas permita-se-me realçar o que disse MC, pois conseguiu, apesar do óbvio calor do momento, ter a lucidez necessária para discorrer com serenidade.
Não, meus caros Valupi e mais amigos que estão do seu lado, não pode haver a mínima transigência com a mediocridade. Eu previ há muitos anos o descarrilamento total do ensino. Tal como muitos outros o devem ter feito. Porque há uma coisa espantosa no campo da educação. Ninguém pretende ensinar os médicos a execercer medicina ou os advogados a instruir processos e defender causas. Acreditamos que eles aprenderam na altura própria tudo o que era necessário para bem cumprirem o seu dever. E, ainda que falhem, apontamos os erros mas não damos a solução, porque nos sabemos ignorantes no assunto. Quanto à educação, os diferentes ministérios têm misturado tudo, confundido tudo, abandalhado tudo. Encarregaram-se de impor os métodos e de prescrever o tratamento; quiseram aliar à escola indefinidas gentes, como pais que não se sabe ao que viriam ou autarquias que não se imagina o que poderiam fazer. Quiseram dar voz aos alunos muito mais além do que lhes competiria. Passou a haver direitos para toda a gente menos para os professores. Que têm de ser pais e mães, sábios em cultura, ilimitados na tolerância, pacientes como Job. Veja-se os programas o que são, e até nisso se perceberá que quanto mais ambicioso for o intelecto do aluno mais ele se sentirá frustrado pelo pouco que a escola lhe ensina. Pois quanto aos outros, os que não querem mesmo aprender, nada há a fazer. Claro, a solução mais fácil é atirar as culpas para os professores.
Por razões que aqui não interessa explicar, tenho acompanhado razoavelmente o evoluir dos programas em todos os níveis de ensino. E vejo que a famosa 4ª classe de “in illo tempore” vai subindo cada vez mais de cotação, estando neste momento a um nível quase de licenciatura, sendo-lhe superior em algumas disciplinas, como a História, a Geografia ou a Gramática. Arrisque-se um jovem licenciado (que não tem culpa da ignorância pátria em que o deixam) a fazer um teste…
Assino tudo o que o Daniel de Sá disse agora. Isto sim. Isto é que é o verdadeiro problema e não este video ranhoso que o retrata.
Quem destruiu a escola foram os mesmos que nos desgovernam há mais de 30 anos. Como disse o VPV, começou até com o Veiga Simão.
Estes são os males. A paranóia é o papão do “facismo”. Enquanto essa paranóia estiver associada à ordem (a ordem necessária para qualquer democracia funcionar- como muito bem referiu a Claudia) não há nada a fazer. Somos um povo em suicídio e até com a estúpida vantagem de podermos assistir aos erros dos outros. Em vez de pararmos corremos atrás deles e chamamos a isso modernidade.
E a razão pela qual o fazemos não é a mesma do erro deles. É mera paranóia interna de um país que achou possível deitar para o caixote do lixo a experiência do seu passado, fundando uma utopia a partir desse hiato de medo.
E o problema é que esta paranóia replica-se mais que os coelhos. Todos os discursos à Tiago Mendes, à Rui Tavares, à Vital Moreira, são o grande entrave.
Porque continuamos a viver fechados para o mundo. Sempre que se vão buscar os exemplos do “simplex” das boas democracias dos países nórdicos, está-se pura e simplesmente a falar em fábulas. Em qualquer desses países existe ordem e disciplina que levava a internar num reformatório um exemplo destes, tão anódinos.
E só não chamam fascistas às boas das utopias nórdicas por isso. Pelo simples facto de nem as conhecerem e serem mero embrulho da velha utopia. Da mesma que chama fascismo à Ordem e Democracia ao caois e à bandalhice.
caos.
Depois temos os psicos como o bacano do Tim que acordam para o mundo à custa do youtube. Estamos cheios desses psicos a estragarem o ensino, precisamente porque nunca deram aulas. Porque nem conhecem o meio acerca do qual botam discurso e receita.
zazie,
Se fazes questão de uma declaração prévia de voto, se é preto ou branco sem cinza possível, se tem absolutamente que ser, então seja, siga, feita à medida desse delicado pé que estendes para o meu tropeço, pronto, ei-la:
De destemido tenho pouco ou nada (é a parte do Gastão), de ‘macho’ apenas o essencial que me sobra, de ‘lusitano’ tudo até agora mais o que me estará guardado, gosto de assumir. Mas não alinho na lambada na catraia, como creio que ninguém por aqui a sério, entre os que têm cabeça (Daniel obviamente incluído nesse rol). Quem diz que dava e fazia e acontecia fala por falar e apenas procura alívio da pressão soltando os gases. Por isso esquece a linha verde, não te ajudaria em nada, neste caso. Toda a ajuda que te posso oferecer (e faço-o com gosto) cabe nesta frase, que diz tudo e tudo resume: «Este assunto levou um tiro no pé à custa de um video com um dos exemplos mais anormais que se podia ter desencantado para retratar a realidade.» Bem dito, não está? Mainada.
E eu até tenho ideia que sei o motivo pelo qual os tugas estão mais fora da própria realidade que têm entre portas. Espantou-me a quantidade de pessoas para quem este video foi uma novidade impensável.
Estão assim, na anomia, porque fazem como os brancos em África- não andam de transporte público, não fazem vida de rua. Vivem fechados entre a casa, o automóvel e a janelinha da tv ou do telemóvel.
Um país que quase que já nem tem povo. Enfiou-o nestas células e nos centros comerciais. Não falam sequer, uns com os outros, quanto mais com os filhos. Imaginam as escolas pela novela e pelos Morangos.
O resto é bom pró preto que tem de conhecer o mundo que eles dispensam.
Pois foi isso mesmo, ó rvn.
A provocação da tapona não era só para o Daniel. È uma constante que se pode ler por todo o lado e com a qual me ia passando.
zazie,
mas não é isso mesmo que lês, na essência, no post do valupi?
Não nada, de nada. O Valupi não vale a pena. O Valupi é macaco velho e tem paranóia em relação aos profs.
Se quiseres ficar com uma ideia do que penso vai ao Portugal Contemporâneo ou à GL.
Na verdade existem 2 aspectos distintos. Por um lado a realidade do estada a que chegou o ensino. Acerca dele já se disse tudo e continua a ficar de fora quem não entender que a responsabilidade é governamental e tem décadas.
Essa análise está feita. Resta repeti-la até à exaustão e insistir em que se olhe para o que até de bom já tínhamos (desde as escolas técnicas e industriais, à forma de hierarquia dos próprios liceus) no tempo de Caetano.
Este é um trauma que sem se perceber não se arranja nada. Porque foi a partir dessa destruição do ensino técnico e até das boas hierarquias directivas que tudo se estragou.
A democracia não obrigava à destruição disto. Mas obrigou pelo mesmo motivo de paranóia ideológica que ainda hoje se propaga. A pancada de se ligar democracia a fim de autoridade e autoridade e respeito a “prepotência facista”. Assim como a paranóia de se ligar hierarquias a “desigualdades” e a associação entre diferentes ensinos a desigualdades e “privilégios”.
Este é o principal trauma que não tem paralelo em mais nenhum país europeu, já que mais nenhum teve a triste ideia de querer fazer utopia em finais do século XX.
A outra questão é o exemplo do video que não diz praticamente nada. A não ser o novo-riquismo generalizado, a boçalidade dos putos que nem sequer são indisciplinados, mas sim rudes e desrespeitadores de hierarquias, e uma professora completamente taralhouca, que não é exemplo para nada.
Pegar no exemplo do video para tapar a realidade e para tapar a responsabilidade política de ter feito ete monstro em que o prof está na mão dos filhos desta bagunça, é mais um truque valupateta para defender o governo.
Claro que este governo não é o directo responsável de tudo isto, mas são-no os mesmos de sempre que nos desgovernam e não descolam.
E a ideia de ainda dar mais poder a esta bagunça atribuindo aos putos 6,5% na avaliação de um professor, até com esta caricatura mínima de video, dá para perceber como só por absoluta imbecilidade, vinda de cima.
Agora que a realidade tuga é mil vezes pior que o video e, ainda assim mil vezes melhor que Inglaterra ou França também é um facto.
E estúpidos somos se vamos a correr a imitar o que levou a que eles estejam em situações de autêntica catástrofe.
Tenho a ideia que praticamente ninguém sabe de nada disto. Nem do que se passa, há décadas, nas nossas escolas, quanto mais das percentagens de 1 morto diário entre gangs de putos de 12- a 17 anos no Londonistão.
Porque, de facto, continuamos fechados e fora da Europa e praticamente só se viaja para fazer turismo.
daniel, eu nao culpo os professores. mesmo os professores incompetentes se limitaram a arranjar um emprego. quem tem culpa, ate’ mesmo nestes casos, e’ quem os empregou. concordo contigo que os professores tem tido as costas largas. mas isso nao os iliba das suas incompetencias, quando as ha’.
quanto ‘a razao pela qual toda a gente se pronuncia, creio ser a seguinte: mesmo quando nunca se deu aulas (nao e’ o meu caso) ja’ se foi aluno. (e tambem se e’ pai, na continuac,ao.) e’ facil reconhecer as situacoes. sei que a situacao se deteriorou em muitos casos, mas o evento nao difere muito de outros a que assisti enquanto aluna. andei num liceu onde todos os carnavais acabavam com a policia de choque a entrar pelos portoes por causa dos cocktails molotov atirados por cima dos muros pelos alunos. o objectivo era umas ferias mais extensas. havia uma professora de matematica, velhota, franzina, muito exigente. todos se pelavam de medo da senhora, pois tinha uma autoridade intrinseca. era antipatica, mas ninguem a desrespeitava. tive tambem um professor de biologia que estava no seu primeiro ano. ao que parece tinha tido a opcao da via ensino ou investigacao. era pessimo comunicador, cheio de conhecimento, mas lunatico. eu tinha pena dele, pois era simpatico e percebia-se que sabia do que tentava falar. os alunos fizeram-lhe a vida negra, a ele e outra professora, igualmente pessima comunicadora mas parca em conhecimento. durante as aulas chegavam a deitar as mesas de lado para formar trincheiras e havia guerra de objectos. o prof de biologia percebeu que nao estava talhado para a coisa e mudou de via. a outra, sem ter outra opcao, para la’ ficou.
o que me surpreende e’ ver professores competentes (que nao vao enfiar qualquer carapuc,a) a evitarem reconhecer aquilo de que sempre os ouvi queixarem-se: a incompetencia de tantos colegas. mesmo assim prefiro pensar que e’ solidariedade e nao corporativismo.
Claro que para a Susana que, chama diário íntimo a um telemóvel e que só conhece o mundo das escolas pelas dos filhinhos, este vídeo é um autêntico figo.
Uma delícia, para quem pode viver fora do mundo e imaginar que ser-se esfaqueado ou violado numa aula só acontece por existir uma professora taralhouca como a deste vídeo.
Mas isto vende, porque é ideologicamente de esquerda. E Portugal é um país ideologicamente de esquerda.
Pode parecer anormalidade mas a esquerda é, de facto, a grande doença que padecemos. Porque é uma esquerda fundada do nada- das tais trevas temíveis do passado que nem se conhece. Do passado tenebroso, que tinha coisas a funcionarem tão bem, que até foi preciso deitá-las fora. Para quando for demasiado tarde se lembrarem de as recuperar.
O ensino é o melhor espelho desta doença tipicamente democaco-tuga.
E explico já o motivo da diferença. Vão para países nórdicos e não encontram este descalabro feito em nome da democracia.
Vão para os que estão num caos e percebem de onde ele deriva. Das tais pedagogias rousseaunianas que eles estupidamente tiveram antes de nós. E que nós, estupidamente copiámos depois de eles tudo fazerem para se verem livres delas.
E esses países em que esta é uma autêntica tragédia nacional- de tal modo que até precisam de vir cá recrutar profs aos centros de emprego, têm um problema que nós (ainda) não temos- grande parte desse descalabro deve-se ao outro descalabro da imigração.
(para quem estiver interessado em documentação inglesa, deixei um link na GL. Não diz grande coisa, já que agora, até já instituíram detectores de metais à entrada das escolas e até multam os pais pelos problemas e faltas dos educandos).
Bastava lerem muitas vezes este facto: máquinas para detectar metais a todos os alunos, antes de entrarem na escola, para mandarem o Valupi e a Susana darem uma curva ao bilhar grande.
Susana:
Afinal qual a solução que preconiza nas meias-tintas onde se detém : não concorda que se use o telemóvel nas aulas mas também não concorda que a professora o tire a uma aluna que o ostenta?
Do que diz, depreende-se que acha maior dano o de a aluna ficar sem o telemóvel, temporariamente, no decurso da aula, do que a professora prosseguir a mesma, arriscando-se a vê-la perturbada com toques de telemóveis, envio e/ou recepção de mensagens. É, portanto, mais importante, para si, salvaguardar o interesse da aluna do que o da professora e o dos restantes alunos da aula, visto que parece concordar que o uso daquele material é lesativo do bom funcionamento da aula.
Já pesou bem a alcance e o perigo das suas prioridades?
Eu pasmo, sinceramente, sobretudo julgando-a uma pessoa relativamente informada e sabendo-a educadora, uma vez que refere ter filhos.
Há dias, observei junto de uma caixa de um hipermercado, o seguinte episódio: uma mãe com dois filhos negou a um deles um chocolate, alegando já levar uma embalagem com bolos e refrigerantes. O miúdo berrou, esbracejou e lá conseguiu que a mãe recapitulasse e comprasse o tal chocolate. Por sua vez, um outro irmão, fez uma fita idêntica porque queria também um chocolate, ao que a mãe retorquiu que o outro seria para dividir entre os dois irmãos. Os berros recrudesceram e a mãe(excelente educadora) acabou por comprar o segundo chocolate. E lá foram, satisfeitos.
Eu, por mim, fiquei a pensar no quão efémera e artificial era aquela satisfação. O mais normal é que, na próxima, aquela mãe dê a reprimenda e o tabefe adiados aos filhos, em situação muito menos gravosa ou acabe, inevitavelmente, por acusar o cansaço e desgaste de aturar a má-criação que ela própria promoveu. E eles, os meninos, que não foram contrariados numa coisa tão simples e tão razoável, sem dúvida, que serão uns impreparados para encararem as inevitáveis contrariedades que a vida lhes reserva.
E é essa a educação a que assistimos. Por puro comodismo e irresponsabilidade, deixa-se os miúdos fazerem o que lhes dá na real gana, sem se procurar incutir prioridades nem valores.
Se o seu filhinho levou o telemóvel para a aula, parece-me que o mais sensato da sua parte, como mãe e educadora, era aconselhá-lo a não o fazer, doravante, em vez de lhe “dar os calores” pois, seguramente, ele teria outros meios de saber as horas, se é que é tão crucial assim, um aluno saber as horas durante uma aula que tem uma duração fixa( 45 ou 90 minutos). Como mãe eu preocupar-me-ia mais em saber por que motivo era imperioso para o meu filho ver as horas quando devia sim estar atento e participativo na aula ou os motivos porque não se sentia motivado.
Por último, parece-me que grassa uma enorme distorção sobre o conceito de democracia no ensino. Eu explico: está-se a confundir esse conceito com a atribuição de direitos iguais para professores e alunos, o que é de uma insanidade e perversão atroz.
1º os professores são muito mais velhos, logo, muito mais experientes e sábios,
2º os direitos variam na razão directa dos deveres e os dos professores são, seguramente, muito mais numerosos.
Aliás, eu prefiro falar de diferentes direitos e deveres, em vez de mais ou menos direitos/deveres.
Qualquer um dos pressupostos anteriores constitui, só por si, razão mais que suficiente para uma desigualdade de direitos/deveres. E todo o professor que assim não pense deve ficar a dever muito à qualidade, como profissional e como ser humano. E todo o aluno que o não acate deve, seguramente, ser vítima de uma péssima educação( no seu sentido mais lato) e, como tal, deve ser “chamado à pedra”, se não pelos pais, pelos professores.
Palavra que me envergonho quando, nos transportes públicos, vejo lugares reservados a grávidas, idosos e doentes. E, ainda mais, quando oiço algumas mães dizerem aos filhos que se deixem ficar sentados “porque pagaste o bilherte”, em vez de os incentivarem a levantar-se e darem o lugar a pessoas notoriamente mais necessitadas dele.
É essa a selva que criámos e criamos.
E é a essa selva a que eu, aqui, vejo apelar, despudoradamente, quando se critica uma mulher de 60 anos( não interessa já se professora ou não) quando esta se vê desautorizada e humilhada por um bando de pirralhos a quem um bom par de oportunos tabefes podia evitar de serem uns adultos malcriados e maus-carácteres.
Meus senhores, tenham mas é juízo e vergonha e a sensatez de não criarem os monstros que, mais tarde, vos e nos devorarão!
Já os criaram, MC
O que v. diz confirma o meu diagnóstico- estes putos são fruto destes “educandos”. E como a eles lhes basta pertencer à associação de pais e pedir contas a quem os atura, é fácil. Tão fácil como ler diagnósticos de análises psicológicas feitas por telepatia a professores de educação visual. Porque, como a Susana conseguiu fazer, de forma tão incrivelmente teórica, a área dos profs de educação visual até se presta a andarem por lá aquelas mulheres que gostam de fazer confidências com os alunos em vez de dar aulas. E isto foi dito a uma prof de educação visual, aqui no Aspirina B.
É claro que em Inglaterra, já nem há professores para os filhos desta malta. Porque esta malta agora precisa de ser rica a sério para se poder reproduzir e conseguir meter os filhos a estudar em escolas de elite.
A pública já eles a destruíram, à custa do que está bem à vista- estarem-se perfeitamente marimbando para as consequências sociais da imbecilidade de fazerem dos putos pequenos budas.
Porque, o grave é que os que não são pequenos budas tendem a ser pequenos marginais. E o resto que está em cima é igual ao que está em baixo. Nós temos um “cigano” de um primeiro ministro que nem curso tem, bastou-o sacá-lo à custa dos tachos políticos e de poder.
Querem melhor exemplo?
Quando deixarem de se reproduzir de vez, porque nem todos estes papás têm talento para ser ricos, vai-se ver a quem fica entregue toda esta bela modernidade…
Até porque num país rico, ainda podem importar mão de obra e ter apenas um ensino para elite. Agora num país pobre, como o nosso, é harakiri em 3 tempos.
Mas esta malta vive a olhar para o umbigo. E quanto mais se diz de esquerda e preocupada com o colectivo, mais egoísta é. Perdeu-se a principal referência que era o exemplo histórico.
Não há socieade que sobreviva sem essa referência de raízes e modelos. Quiseram acabar com a História para fundarem o mundo novo a partir do dia em que nasceram.
E é claro que nem ligam ao que o Daniel de Sá escreveu. Porque há-de ser coisa “do passado”. Coisa sem interesse, porque eles são tão modernos que só têm o exemplo do desconhecido a apontar para um futuro.
Para quando já cá não estiverem. O modelo social dos Valupis é este. O futuro contra um passado, terrível que é melhor nem nomear.
MC, esta’, mais uma vez, a interpretar tudo da sua cadeirinha.
para que conste, apesar de eu nao achar os meus filhos especialmente bem educados, todos os docentes (e restante pessoal escolar) que se tem ocupado deles me sossegam quando eu antecipo as minhas desculpas por qualquer mau comportamento, dizendo que sao muito bem educados e tem sempre um sorriso e uma atenc,ao para com o adulto.
o meu filho nao usa relogio porque o incomoda. tambem nao recebe chamadas nas aulas, desliga ou poe no silencio. nao envia sms, nas aulas ou fora delas. tem o telefone para poder contactar os pais numa emergencia, ou ser contactado num imprevisto qualquer. usa-o como relogio e como despertador, telefona ‘a familia de vez em quando. quando o telemovel dele foi confiscado, apesar de eu ter considerado abusiva a medida da professora, nao o manifestei com ele, porque penso ser pior a desautorizac,ao dos professores por parte dos pais, do que um incidente desta natureza.
quando digo que a professora procedeu mal e justifico o contexto do ponto de vista da aluna, estou apenas a apontar a previsibilidade do desfecho. sabendo que o objecto e’ muitas vezes “o bem material mais precioso” (como aponta outra pessoa - amanha ponho o link) para raparigas desta idade, tentar subtrai-lo ‘a sua posse so’ podia ser uma medida inadequada. as escolas terao de encontrar medidas concertadas e uniformes para resoluc,ao do problema.
fala da senhora “de 60 anos”. muitas vezes os adultos perdem a ligac,ao com os mais novos, mesmo que parec,a surpreendente isto acontecer a quem nunca deixou de estar em contacto com sucessivas gerac,oes de adolescentes. e’ verdade que me volto para o exemplo que me chega pelos meus filhos, mas cada exemplo e’ um case study de uma vasta realidade. o meu filho mais velho e’ um aluno interessado e sossegado. tem uma visao tranquila e lucida dos docentes que dele se ocupam. fala de uma “de quem ninguem gosta, nem ele”, mas que apesar disso e’ boa professora. e de outra “senhora de 60 anos” que passa parte das aulas a queixar-se de problemas pessoais “coitada, eu ate’ tenho pena, que ela e’ boazinha”. desta, conta ainda que se queixa de “eles serem muito imaturos”. “credo, mae, somos imaturos?! mas o que e’ que ela queria que fossemos aos 14 anos?”
MC, quando as familias sao mas e quando estao ausentes, a educac,ao e’ muito ma’. e nao se resolve com tabefes, e’ evidente. so’, e talvez!, com muita conversa.
zazie, ate’ podes ter razao em algumas coisas, mas continuas a manter o habito de te esqueceres dos temas dos posts. este nao era sobre a violencia nas escolas, mas sobre o episodio que deu origem ao video, sua divulgac,ao e aproveitamento indiscriminado e pateta. e’ giro, porque tu concordas com o texto, quando dizes que a neste caso ate’ e’ verdade e tal e coisa. (como e’ obvio, ate’ a propria prof sabia que tinha procedido mal, ou teria feito queixa de imediato e nao apenas com a saida no youtube.) mas como queres estar do contra fazes de conta que o tema era outro, aquele que te parece que deveria ser e que te da’ azo a zurzires o teu chicotinho a torto e ‘a esquerda.
A Susana disse que é “mão de escola” (o que quer que isso seja).
Pois nem o estatuto do aluno conhece. Porque o estatuto é bem explícito ao referir a probição de todo o tipo de objecto que possa impedir o bom funcionamento da escola- telemóveis incluídos.
Quando se defende o uso do “diário íntimo que também dá horas” está-se pura e simplesmente a defender uma ilegalidade.
A preguiça a isto obriga: A susana ás 0,13 já disse o que devia ser óbvio para MC, professora mas nitidamente da velha guarda e sem vontade nenhuma de compreender a nova. Não repito o que está bem explicado, porque é verdade, pelo menos hoje e é hoje que conta, por mais que lhe custe a adaptação. É a vida!
O Shark é por norma pessoa atilada, comedida, diz o que tem a dizer em tom simpático, quase sempre encontrando o caminho mais lúcido, o caminho das pedras dos assuntos complexos. Se eu quisesse dizer alguma coisa sobre o Valupi não conseguiria fazer melhor, de verdade danado para a polémica, brilhante na briga que os temas que levanta suscitam, dá e leva pedradas. Ou seja, o Shark dispensa-me quase sempre de usar o teclado! É por isso que agora sou obrigado a escrever mais do que queria sobre as cenas da aula (?) filmada. Só para ser mais afirmativo em duas ou três coisas porque o modo de lá chegar é complexo de mais para ser decretado aqui:
- A professora errou ao tentar tirar o telemóvel e as razões já vocês explicaram bem, mas a “criança” de 16 anos não pode de modo nenhum ficar pela aula manuseando o telemóvel e alguém já lhe devia ter feito sentir isso, pondo-a fora da sala e fazendo-lhe saber que esse facto lhe traria um qualquer inconveniente disciplinar. E digo isto porque sei ser recorrente o confisco de telemóveis e a sua devolução sem consequências, porque os órgãos da escola não se querem maçar: “ó filha deixa-te disso, ele até não tem dinheiro no telemóvel”. O prejuízo é de uma turma inteira que não pode aprender com aquelas cenas macacas, a não consequência desautoriza de vez a professora. Os professores não têm ponta de razão enquanto os órgãos da escola o forem consentindo. Espanta aliás que 100 000 se tenham vestido de luto e não tenham mostrado até agora qualquer espírito de luta e de corpo para resolver estas coisas! A coisa não mete avaliações nem subidas na carreira, não tem portanto dignidade suficiente…
- Há neste caso um cinismo e um oportunismo mais do que óbvio: Quem não andou a dormir sabe que estas cenas não são novas, são bem pouco novas até! Fazer crer que estas dificuldades estão de algum modo ligadas a decisões recentes é puro chico-espertismo, sabendo todos até, que sendo esta falência disciplinar antiga não é felizmente geral, ou pelo menos a sua ocorrência é muito mais frequênte em escolas problemáticas.
- Os professores devem exigir medidas ou meios, pedir responsabilizações de governos, pais, autoridades, o que seja e conforme os casos. Ora o que se viu até aqui, espantosamente aliás, foi um laxismo e falta de poder reivindicativo, suspeito se não se souber que nas escolas há professores mais bem instalados que outros e a força da classe é uma treta, excepto para o que se sabe!
- Preocupante é que se veja por aqui e por ali, uma tentativa de cobertura para resolver os problemas à moda antiga, pré-telemóvel, com uns cachações. É caso para pedir juízo.
- Sem cachações os professores têm que saber como lidar de forma inteligente com estes problemas, exigir a responsabilização paternal, usar o seu poder reivindicativo para encontrar formas orgânicas de tratar estes problemas. De preferência sem ser pelo YouTube. O pessoal certamente ficará solidário com eles.
Mas eu sou toina?
Esta agora tinha piada- estas-te a esquecer do “tema dos postes”
ahahahaha
Sem querer a Susana mostrou a careca ao Valupi. Realmente o truque é esse .Eles pegam em assuntos nacionais e transformam-nos em micro historietas para depois toda a gente ter de falar de Portugal de acordo com o limite imposto no “tema do post”
“:O))))
rvn: é esta a diferença- V.s andam de olhinhos fechados. A Susana acabou de exlplicar que no Aspirina B só se pode falar da realidade social tuga, desde que enquadrada na temática limitada à partida no post
eheheheh
Por isso e´que agora só podíamos falar do gravíssimo problema da falta de respeito nas escolas e da falta de meios dos profs para se poderem defender- se toda a população tuga se limitasse a tomar como exemplo exclusivo este video
Que espertalhões que estes bacanos são
“:O)))))
Por isso é que eu estava tão sossegadinha a pastar. Por saber que aqui nem vale a pena…
Caí aqui por mero acaso.Para variar,o «caso quente»do Carolina.Fiquei pasma com a lamentável argumentação do blogger Valupi.
Por quem sois,senhor!Segundo depreendi,já passou pela sala de aula.Com que perfil?Com que convicção?Com que Razão?Deixe-se de verborreias e experimente,hoje,ser professor.Desconfio que não aguentava mais que um,dois blocos.Tenha vergonha!
zazie, continuas com os teus argumentos intelectualmente desonestos. referes uma situac,ao em que eu disse a uma professora de educac,ao visual que ela nao estava a ajudar a sua classe, bem pelo contrario, quando a proposito da avaliac,ao dos professores so’ aqui trazia coisecas de cacaraca’, incluindo a historia linda de amor de uma colega. tens um talento notavel para a distorc,ao.
e agora outra vez: a prova de que no aspirina b se pode falar do que se quiser, mesmo quando se vai completamente off topic e’ que os teus comentarios nao sao apagados. so’ que tu discordas e insultas como se o tema fosse outro, foi isso que eu referi. ou seja: distorces - surpresa nenhuma.
esqueci-me de uma coisa que comecei a escrever pela meia-noite e pico, quando o computador ficou sem bateria. era mais um desabafo do que uma proposta realista, como e’ obvio. mas havia de ser criada uma sanc,ao qualquer ‘as condutas excessivas dos alunos que implicasse os pais, ja’ que estes sao os seus responsaveis legais. e nas suspensoes como medida disciplinar, que assim como estao nao chateiam ninguem e so’ enchem de contentamento o aluno punido porque fica uns dias sem vir ‘a escola, com toda a legitimidade, os pais deveriam ser obrigados a leva’-los para o emprego ou, em alternativa, a executar uma tarefa qualquer de servic,o civico no fim-de-semana, juntamente com o filhote.
a esquerda é uma noção que não atinges. È algo que não tem tradução noutro país europeu. Nela incluo tudo aquilo a que v,s até chamam direita.
Esquerda é uma doença nacional que se pode entender pelo trauma de um passado que serve de bordão para legitimar todos os erros do presente.
Esquerda é, de facto, a herança do 25 de Abril, aquilo que chamamos democracia, partindo do erro que tudo o que existiu antes desta democracia estava errado.
Compreender isto deveria ser assunto imperioso e de interesse nacional.
E estou tão à vontade para o dizer, quanto fazer em cacos, quem defende educações à chapada.
Estou tão à vontade a esse respeito, precisamente por ter conhecido esse passado que se tornou para esta segunda geração um papão. O tal medo atávico ao “facismo” é um doença nacional- e é a isso que eu chamo “ideologia de esquerda- enquanto doença tuga”.
Eu não quero entrar em exemplos pessoais porque são sempre deselegantes. E por isso apenas deixei aí a informação que o estatuto do aluno (por muito errado que até esteja) já é bem claro ao impedir o uso de telemóveis.
Agora fazer de um telemóvel e de uma prof descabelada a arrancá-lo da mão o exemplo nacional dos problemas educativos é querer gozar com o pagode.
Por isso passo.
Já cá não estou
“:O)))
pois, mas quem e’ que te disse que eu tenho essas ideias que tu combates? dou-te um exemplo: ha’ pouco falaste nas escolas tecnicas. por acaso nao tenho ja’ falado amiude num ensino diferenciado, no aproveitamento de modelos que existiam antigamente? nao disse aquando da outra discussao que os curriculos deveriam ser alterados e encontradas soluc,oes mais uteis do que o ensino academico para as situac,oes mais problematicas?
o teu problema e’ que entre muus e pastagem nao gastas algum tempo a contemplar as flores ‘a volta.
e claro que os telemoveis nao podem ser usados na aula. mas o que e’ que isso tem a ver com o assunto? o assunto e’ uma situac,ao anomala em que o docente nao sabe improvisar. qualquer elemento nestas condic,oes, no ensino, tem que ter estaleca para lidar com a incerteza, com a crise.
Mas é claro que podem ficar à vontade para se entreterem em mais uns joguinhos florais e modas & bordados.
Sei que fazem o gosto de alguma clientela da casa e um blogue também é isso. Um lugar onde se servem pratos para todos os gostos e muita palha bem embrulhada.
Para quem gosta, é claro. Não é o meu caso.
Não falei de esquerda enquanto pessoas. Expliquei bem que, ao contrário dos 3 enunciados do post do Valupi, este é um exemplo onde se colocam as responsabilidades governativas.
Pela simples razão que tudo isto acontece pelo facto dos professores terem ficado cada vez mais manietados no que toda a autoridade.
Se este exemplo bacoco da prof taralhouca serve para venderem que o problema é dos profs.- então só posso retirar duas opções:
a) ou são ETs que desconhecem os verdadeiros problemas do ensino
b) ou são demagogos.
E não venham com tretas de indisciplinas porque indisciplina nunca poderá ser mandar-se um berro a uma professora, nem dizer filmar a cena, nem “olha a velha que vai cair”.
Isto é outra coisa, mil vezes mais grave. E desta não é a professora responsável. Mas hão-de ser os pais. E pior, já que não se pode mudar de pais- do poder que não dá alternativas aos professores, obrigando-os a terem de suportar e passar estes grunhos.
Grunho é o termo correcto para aquela turma de cobardes. Grunhice e cobardia, sim, são os exemplos que podemos detectar nos que os fizeram- basta ir-se para a estrada e apanhá-los como cavalgaduras do asfalto.
Nada disto tem a ver com indisciplina com respeito. E aquilo que se destruiu foram os mecanismos que geravam, naturalmente, por meios para além do talento de cada um, o respeito exigido à posição que se ocupa.
Podendo ser-se disciplinado, ou o mais indisciplinado possível. Eu fiz parte do segundo caso, mas nunca faltei ao respeito a ninguem. Cheguei a ser expulsa do Rainha Dona Leonor apenas por não ter obedecido a uma contínua que me mandou enfiar no bolso um chocolate que estava a comer, uma vez que a professora nem estava na aula.
ah. e comer chocolates nas aulas estava contemplado no estatuto do aluno?
Agora a matilha, aquela matilha pronta a gozar e a tirar partido da fraqueza da senhora, essa é que é o monstro. Bem maior do que a miúda histérica por causa da porcaria de um telemóvel. E , de todo aquele gurpo, só se viu um rapaz a querer separar a miúda, em defesa (ainda que tímida) da professora.
Isto é que nunca fiz e nunca ninguém faria no tempo em que até se era enfant terrible com mais coragem que estes palermas infantilizados. E isto sim, é que é fruto geracional e fruto também do tal sistema rousseauninano que faz do aluno o centro do ensino, nessa terraplanagem de obrigações e hierarquias.
Estou a falar dos anos 60 onde não havia nada disso. Havia uma reitora que expulsava quem queria sem precisar de jusitificar nada.
Se queres saber até me aconteceu pior. Fui expulsa de todo o ensino público em Portugal. E estava apenas no dito 1º ano do liceu. A partir daí tive de passar a ser expulsa do particular
ehehe
mas sempre tirei as melhores notas, ainda que fosse obrigada a fazer exame, uma vez que só existiam dispensas no oficial. E garanto-te que era fresca, mas profundamente respeitadora.
Mas sei que hoje em dia já não se sabe entender a diferença. E até o tenho confirmado na blogosfera.
E´claro que no Dona Leonor havia antecedentes, mas por motivos por onde não me podiam pegar . Com o chocolate pegaram porque me armei em temerária e disse à contínua que fosse fazer queixa que eu até ia à frente. E fui e tramei-me
“:O))
Mas, como disse, não se estava em aula. A professora até faltou. Estava apenas a comer o bom do chocolate com creme e achei que não ia sujar o bolso da bata só porque a contínua se armou em parva a dizer para o guardar.
Faltar ao respeito é outra coisa. E é grave ser-se obrigado a explicá-lo a adultos. Deixei no Portugal Contemporâneo duas experiências que tive do outro lado- com gandulagem a sério, na Pedreira dos Hungaros. Na altura, esses ainda sabiam a diferença. Até eram capazes de dar excelentes lições de códigos de ética aos betos dos filhos-buda que já existiam.
precisamente: no respeito pela hierarquia, que deve comec,ar pelo docente, em que este assuma a sua posic,ao, nao pode haver um “da’ ca’ - da’ ca’ tu” protagonizado por este.
houve um pormenor no video que me pareceu muito relevante: a aluna trata a professora por tu. so’ isto e’ revelador de uma falta de respeito anterior ao incidente, mesmo que esta possa ter sido a primeira vez em que tal tratamento aconteceu. os professores nunca podem afrouxar a trela.
e se a senhora se tivesse atirado ao chocolate para to tirar, ate’ ficarem as duas com as maos todas lambuzadas, acharias normal?
Ocasional:
Não podia fazer mais errado diagnóstico do que o que fez ao considerar que eu sou “da velha guarda”.
Há valores que são universais e intemporais, tais como o respeito pelos mais velhos, a acatação de ordens razoáveis( não acredita que a professora não preveniu a aluna para não usar o telemóvel antes de lho tentar confiscar, pois não?), o respeito pelos outros (ou tem dúvidas de que o uso de telemóveis nas aulas vai prejudicar a aprendizagem dos intervenientes?), o auto-controle ( acha que a apreensão de um telemóvel é passível de provocar uma crise de histeria?), a não escravização do indivíduo a máquinas( o não poder dispensar um telemóvel por minutos), a sobrevalorização do material e do supérfluo( ou acha o telemóvel imprescindível à felicidade do ser humano de tal modo que a sua momentânea privação possa ser entendida como uma catástrofe?). Se sim, evidencia uma mentalidade pequeno-burguesa, de cultura do tipo barbie ou ken ( não sei como se escreve o que, confesso, em vez de me deixar embaraçada me deixa um pouco orgulhosa) e seria conveniente que revisse os seus valores.
E claro quer não defendo a violência, nem na família nem na escola, o que não obsta a que, em situações extremas, não considere um tabefe terapêutico e até pedagógico.
Por fim, e precisamente porque prevejo (e não julgo que para tal seja necessária muita clarividência) que esse laxismo e libertinagem educacional levarão, inevitavelmente, a uma reposição de medidas drásticas bastante atentatórias da liberdade e não tenho vontade nenhuma de voltar ao antigamente, é que encaro com muita apreensão o rumo que tudo isto está a levar.
Não há maior inimigo da liberdade do que a libertinagem e quando se é livre não se tem necessidade de ser libertino. Acho que isto faz algum sentido, ou não?
Susana;
Se o seu filho está preparado para olhar para o telemóvel apenas para ver as horas( embora, nas circustâncias referidas eu continue a achar perfeitamente evitável) facilmente compreende que isso abre precedentes a que outros alunos usem os seus de foorma prejudicial ás aulas. E, ainda por cima sendo professora, entenderá que há normas que se destinam a uma mediania, sob pena de uns alunos poderem usar o telemóvel e outros não.
Quanto ao que me diz dos professores dos seus filhos, nada de novo: há-os muito bons, bons, razoáveis, maus, péssimos.
Julgo, porém, que convirá que todos beneficiariam se os pais não se demitissem, cada vez mais, de educar os filhos, relegando, indevidamente, a sua educação e formação para as escolas e professores. E que, se a escola ainda, muitas vezes, é um feudo a culpa é desses pais que, mesmo contactados e convidados a nela comparecerem, se eximem a tal. Decerto já notou que em reuniões de escola estão sempre ausentes os pais dos alunos problemáticos. Aliás, não é por acaso que eles são problemáticos.
MC,
Leio e releio os seus comentários e não me é difícil encontrar neles uns nacos até aproveitáveis, aqui e ali, em termos de ideias e convicções aplicáveis ao universo escola. No entanto confesso-lhe a minha apreensão: esse seu tique do tabefe sempre engatilhado incomoda-me um pouco, quase dois poucos. Mas pronto, nada que se pareça com o que me aflige essa sua soberba discriminatória no juizo que faz dos outros, os xungas, os imperfeitos, as bestas sem educação, aí do alto desse Olimpo de perfeição em que se encontra e onde, sem dúvida, colocará os seus ao abrigo da mesma snobeira.
Reparo que o mundo está perdido, para si. Todo o mundo menos o seu, claro, que deixa antever perfeito e sem mácula. Não vislumbro hipótese de uma lasquinha que seja para comprometer esse seu verniz de impecadibilidade enquanto educadora, seguramente sem falhas, ou pelo menos sem falhas que não se resolvam com um tabefe ou dois. E fala-nos só enquanto professora, não nos diz se é mãe nem partilha aqui essa sua experiência, se a tiver. Mas desse seu ajuizar dos outros é simples e indutivo imaginá-la perfeita também aí, não terá filhos problemáticos e ainda bem: fica assim a salvo do desprezo e do nojo que pessoas com o seu pensar sentem por esse tipo de crianças, para já não falar dos pais, evidentemente. Uma questão de carácter, se é que me faço entender.
Fala de cátedra sobre os monstros que a sociedade vem criando e terá alguma razão, seguramente. Fala da demissão de alguns pais e da incompetência de muitos outros e terá alguma razão, seguramente. Fala dos atentados ao civismo e à educação que são passíveis de ser apreciados nas escolas de todo o país, cometidos por miúdos malcriados e agressivos, maltratados e em crise de valores. E terá, mais uma vez, alguma razão, seguramente. Diz-se professora com muito orgulho e eu não duvido que o seja e que o tenha. Faz a apologia do tabefe e eu não duvido por um instante da frustração que lhe causa não os dar, de tão apetecidos. Só não fala do que é possível fazer-se, no universo escola, por todos esses pirralhos mal criados, mal amados e desprezados por toda a gente, a começar nos pais e a acabar em si, que ganha para os ensinar (não para os educar, pelos vistos, não aos sem pedigree que condiga com os seus princípios seguramente elevados). Só não diz o que e como fazer para ajudar toda essa imensa matilha de rafeiros que conspurca o universo escolar, esse que devia ser e estar limpo, brilhante e luzente como um espelho gigante que reflectisse, para Portugal inteiro, toda a sua imensa capacidade e qualidade, técnica, humana, intelectual, cívica, cultural. Que assim se desperdiça, incompreendida e quase incógnita entre toda a merda que são os outros.
Vetusta e austera, a sua opinião quadrada marcou este debate, para mim. Não só pelo balofo do que diz, mas também pelo mofo do que pensa. E acredito que o seu exemplo pode ajudar muita gente a abrir os olhos para o tipo de problemas graves que existem nas escolas portuguesas, para lá dos telemóveis e dos alunos.
Lupi Lupi: já sabia que nunca soubeste lidar com a informação. Nem com a escrita.
Confesso que gostei do texto. Não sei o que me parece mais aflitivo :
- se constatar que os professores ignoram o que significa o respeito ;
- se constatar que os alunos universitarios fazem jus à sua reputação de “sorbonagros” (o que não é de hoje) ; ou
- se constatar que alguns comentadores deste post (não li todos) não fazem a menor ideia do que é ironia…
Bom texto !
portanto esta é uma versão com zazie, como se comprova
quando eu era rapaz aconteceram assim umas coisas no meu liceu, não era com telemóveis mas era com outra coisa qualquer, lá tinha de vir o reitor, entrar pela aula adentro, e um dia de suspensão ou parecido
estas cenas fazem parte da ‘normalidade’ das escolas, hoje é com telemóveis e passa para o domínio público universal, youtubado, essa é a novidade
baixando a taxa de juro consegue-se aliviar a tensão
——–
Zazie, viste aquele link do Valupi sobre o cristianismo celta aqui em baixo? Eles tinham o valor sagrado da paisagem a segurar-lhes os valores. Nós cá não, porque paisagem é uma tradução de landscape com sentido semântico diferente, é um agregado de pagus para os pagãos pagarem imposto para ter paz, e portanto ficou só profano, ou quase.
Zazie, também tu diabolizas tudo à esquerda, era inevitável que no contexto da Guerra Fria de então, Portugal saído de uma panela de pressão de direita com quase 50 anos virasse à esquerda, não foi por acção deste ou daquele político, eles foram actores do processo, e actantes também, mas foi um fenómeno sistémico, global. Além de que, como tu própria reconheces, em Inglaterra foi a Thatcher que dirigiu o processo de fragilização do secundário com a subsequente migração dos professores
nesta paisagem social onde o sagrado está muito ausente facilmente fica ’selva’, o que aliás está mal dito porque as selvas (florestas) são o mais das vezes pacíficas
Penso que o João Viegas, tocou num ponto que parece ter passado despercebido a muitos comentadores «a ironia do texto» que levou que a sua interpretação fosse feita da maneira como foi. O óbvio nem sempre parece sê-lo…daí as várias leituras possíveis que apesar de pareceram contraditórias e polémicas defendem práticamente as mesmas posições. No fundo estamos todos de acordo, todos percebemos que algo vai errado e que isto não nos deixa indiferentes e que é preciso urgentemente actuar. Claro que vai doer, mas tem que ser.
Todo este «facilitismo» generalizado que nos invadiu, mais cedo ou mais tarde iria bater no fundo.
Agora com o toque a rebate ainda há quem queira fugir.
Venham lá as reformas e há que aguentar…,
mas portanto zazie, o problema está em que a racionalidade positivista não admite o sagrado como componente de valor. Os cientistas não falam dessas coisas, dizem os físicos que ainda dominam o panorama. E cientista que falar dessas coisas é um prevaricador, que só abandalha a instituição …
vão levar no sagrado, para abrir essa racionalidade estreita
claro que não se pode somar o valor profano e o valor sagrado como se fora um número só, no mínimo é um vector, e pode-se calcular o seu valor absoluto como um número só, mas é apenas um índice do valor
z:
Tu também não percebeste o que eu queria dizer com “esquerda- tuga”. Assim não posso fazer nada. Vs. não lêem, por causa dos antolhos e da paranóia estritamente tuga do “facismo” e não percebem.
Claro que foi a Tatcher que estragou- isso também eu já tinha dito em post. Precisamente por esses motivos é que insisto naquilo que não vos entra na cabeça- os males de lá de fora são de ordem diferente dos nossos.
Repito- tudo o que se podia dizer de certeiro sobre o assunto, acaba de ser linkado no Cocanha.
É isso e sempre foi disso que estive a falar.
Pronto, fica aqui o aqui o link para o post onde deixei outros links para quem já explicou tudo melhor do que eu.
É claro que por aqui não vou continuar porque este é um bom exemplo que comprova (com algumas nuances, mas comprova) a total incompatibilidade que tenho com ideias (?!?) de Valupis, Susanas, e apoiantes.
É mesmo impossível encontrar qualquer ponte, porque há um desfazamento estrutural na visão do mundo. Eu não sou” isto”. Mas sou mais “aquilo” que linkei. E, esses mundos são, de facto, incompatíveis.
aqui
Zazie, percebi mais ou menos, sim, mas como vês ando nas paisagens
mas tu também não dás soluções, só diagnosticas a ressaca
eu por exemplo acho desejável que as turmas venham a ter 15 alunos se o computador passar a fazer parte das aulas, como parece inevitável; mas não sou nem pretendo vir a ser prof. do secundário portanto também não me sinto com a obrigação de iluminar o caminho dos outros,
olha que isto é totalitarismo, rapariga:
«tudo o que se podia dizer de certeiro sobre o assunto, acaba de ser linkado no Cocanha»
a tentação do tudo, que sossego