Results, dear boy, results…

Obrigado pela lição, caro Afonso. E no entanto a “estratégia politica”, sem erros básicos presumo, deu até agora isto:

Ecra_74

Ecra_75

 

(Fonte, via Margens de Erro)

Estando o país, claro, no meio da maior crise económica desde a democracia, com um governo que devia vir na enciclopédia sob a entrada “incompetência”. Mas como os “acocorados” críticos de Seguro estão obviamente errados, então deve ser falta de Events. Um azar dos diabos.

Mas enfim, concordamos em pleno no último parágrafo. É, suponho eu, melhor que nada.

14 thoughts on “Results, dear boy, results…”

  1. Resta perguntar ao jovem velho Afonso se o Tó Zé quer governar um país ou o Cemitério dos Prazeres. Quietude por quietude, penso que o dito prefere a segunda.

  2. Espera ai, a ver se percebo :

    61 % dos inquiridos vêem um partido da oposição que faria melhor do que o actual governo, mas 57 % dos mesmos não vêm na oposição nenhuma alternativa às medidas tomadas por este governo com as quais eles estejam de acordo.

    E’ isso que significa a sondagem, não é ?

    Portanto 100 % de 57 % dos inquiridos acham que um (ou varios ?) partidos da oposição vão, imediatamente a seguir a serem eleitos, dirigir-se para a cabine telefonica mais proxima, para tirar o fato e a gravata e aparecer em traje de superhomem para salvar o pais…

    Ja vi noticias mais entusiasmantes.

    Boas

  3. Também achei curioso o remoque do Afonso a que respondes, Vega. E parte da curiosidade está no facto de tal argumentário apenas fazer sentido para quem esteja dentro do PS. Aí, sim, e por razões de pertença a um grupo, há que saber esperar e, no entretanto, ir gerindo os silêncios. Mas essa é uma linha muito fina, uma autêntica navalha, por um lado, e não faz de todo sentido para quem se conceber como independente, por outro.

  4. @ João Viegas:
    Epá ó Viegas ao menos faz copy/paste do que está lá escrito.
    O que está lá escrito é : “Vê na oposição propostas alternativas às medidas deste governo com as quais os sr/sra esteja de acordo?” e não “vêm na oposição nenhuma alternativa às medidas tomadas por este governo com as quais eles estejam de acordo” como tu dizes.
    A não ser que tenhas sido colega de carteira do Relvas, terás capacidade para entender que são perguntas diferentes.
    Portanto respondendo à tua pergunta: Não, não é isso que a sondagem significa!

  5. Caro atento,

    E’ possivel que eu esteja a ler mal, mas neste caso não sei :

    A pergunta é de facto : “Vê na oposição propostas alternativas às medidas deste governo com as quais os sr/sra esteja de acordo?”

    Mas a resposta é : “57 % dos inquiridos acham que não”

    Portanto, salvo erro, 57 % dos inquiridos “não vêem na oposição nenhuma alternativa às medidas tomadas por este governo com as quais eles estejam de acordo”. Ou seja apenas 31 % dos inquiridos vêem na oposição propostas alternativas às medidas deste governo com as quais eles estejam de acordo.

    Não sei se o problema esta na forma como são apresentados os resultados, ou se esta nos inquiridos… Em ambos os casos, acho bastante preocupante.

    Boas

  6. Não sei se seria assim tão para dentro do PS, pelo menos na perspectiva de estar, digamos, no “aparelho”, ou activamente ligado ao partido, Valupi. Daí ter enfiado a carapuça assumidamente, eu que não estou nem numa coisa nem noutra, apenas um militante base que não gosta de como as coisas estão. Suponho que isso faça de mim um “independente”.
    Mas enfim, assumo perfeitamente que se calhar respondi a algo que não era dirigido a tipos como eu. Azarito, respondo à mesma.

  7. Bom, quanto a responderes a quem te apeteça, farás sempre bem e que não te doam as mãos ou a garganta. A curiosidade a que me refiro no escrito resulta também dessa ambiguidade críptica por não ficar nada claro a quem se dirige.

    Seja como for, partilho da tua sensibilidade, e intuo que o recado seja para a vizinhança blogosférica.

  8. Para além disso, o post é sobranceiro, o que chateia quando não tem quase nada para mostrar como resultados. A sobranceria pode ter graça e ser justificada quando vem de alguém com provas dadas. A ideia deste meu post é mesmo essa: o Afonso Mesquita pretende falar de galo sem reparar que está num poleiro muito baixinho.

  9. Exacto. É um discurso de autoridade que não disfarça, pelo contrário, a intenção de dar uma lição à juventude irrequieta. Agora, tal lógica e calculismo faz sentido para dentro do partido caso se queira manter a ortodoxia.

  10. Para além do (muito selectivamente) atento, sou o unico a achar completamente halucinante o que diz a sondagem citada pelo Vega ?

    Ou então é mesmo o atento que tem razão e sou eu que estou bêbado…

  11. João Viegas, a sondagem é bastante clara. Tens 61% de eleitores que pensa que a oposição não faria melhor do que estes, e 57% que não acha que a oposição tenha propostas que se vejam. O que explica os resultados: como não convencem ninguém, PSD e PS estão com resultados próximos da sua base eleitoral. O eleitorado flutuante, que vota num ou noutro conforme as propostas (e as caras, vá), e que estaria pronto para apostar numa alternativa ao desastre que eles próprios dizem que existe, não se revê em nenhum. Não é muito difícil, pá.

  12. oh viegas! tens o mesmo problema do rodrigues, ninguém liga ao teu virtuosismo e muito menos ao que escreves, uma cambada de trambolhos que não merece a tua inteligência e vastos conhecimentos da técnica do engonha.

  13. Qu’horror ! : é mesmo isso a coluna dos 61 % corresponde aos que respondem “não” à pergunta (contrariamente ao que eu li num primeiro momento). Portanto eu é tenho andado bêbado (ainda mais la para o fim da tarde, pois alucinante não pede “h”). O amigo Atento não ajudou muito, mas não interessa, tinha toda a razão…

    Ja ca não esta quem falou.

    Boas

  14. Eu não dou atenção a sondagens aldrabadas. As sondagens erram bastante porque não há método que permita prever o que irão fazer os indecisos. E esta sondagem da Univ. Católica nem deu hipótese de os inquiridos responderem “não sei em quem vou votar”.

    Desconfio que tudo isto faz parte de uma campanha de manipulação com o fim de tentar evitar a mais que provável derrota do PSD e do CDS nas próximas autárquicas.

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