Mais igual que os outros

O secretário-geral do PS, António José Seguro, anunciou, esta quinta-feira, o fim da disciplina de voto no grupo parlamentar socialista, muito embora estas regras se mantenham em matérias de governabilidade.

«Tudo o que tenha a ver com Orçamento de Estado, moções de censura ou confiança ou aquilo que são as nossas promessas eleitorais naturalmente que aí tem de haver disciplina de voto», afirmou Seguro na sua primeira reunião com os deputados do PS após ter sido eleito líder do partido.

Julho de 2011

 

“Sou um defensor de que a regra de votos no interior dos grupos parlamentares seja o da liberdade de voto e não o da disciplina de voto”, defendeu o deputado do PS.
Para Seguro, “a disciplina de voto deve existir exclusivamente para as questões da governabilidade e para o contrato eleitoral”, aplicando-se no resto a liberdade de voto para os deputados.
“Há muitas pessoas que se escondem na disciplina para, muitas das vezes, não terem que optar e nós vivemos num momento da vida política nacional em que todos devemos optar”, sublinhou.

Novembro de 2011

 

Mas a anunciada unanimidade nas alterações à lei do financiamento dos partidos transformou-se num consenso com evidentes sinais de divisão no PS, PSD e CDS.
Apesar das reservas, feitas em surdina por vários deputados, na hora da votação o único a levantar-se contra a lei foi o socialista António José Seguro, que rompeu a disciplina de voto da maioria.

Abril de 2009

 

O chumbo da maioria do PS aos projectos de criminalização do enriquecimento ilícito apresentados pelo PSD e pelo PCP foi seguido de uma declaração de voto do socialista António José Seguro, que também votou contra os projectos para cumprir a disciplina partidária.

Abril de 2009

 

PS e PSD chumbaram ontem, na Assembleia da República, os projectos de PCP, Bloco de Esquerda e CDS para realizar um referendo ao Tratado de Lisboa. Um chumbo com direito a dissidências notórias nas duas maiores bancadas da AR. Entre os socialistas, Manuel Alegre e António José Seguro furaram a disciplina de voto – apesar de terem informado Alberto Martins antecipadamente, que anuiu -, acompanhados por mais quatro deputados.

De todos, António José Seguro foi quem levou a sua posição mais longe, ao votar ao lado dos projectos de referendo apresentados na AR e que PS e PSD chumbaram, ao passo que Manuel Alegre, Pedro Nuno Santos (líder da JS), Teresa Portugal, Júlia Caré e Manuel Mota abstiveram-se, tendo anunciado declarações de voto. Seguro, que começa a ser visto como o rosto mais visível da alternativa interna a José Sócrates, garantiu que votou “de consciência tranquila, o mais importante nesta vida”.

Fevereiro de 2008

5 thoughts on “Mais igual que os outros”

  1. e vai um…

    Um dia antes do regresso de António José Seguro às reuniões do grupo parlamentar dos socialistas, Pedro Nuno Santos abandonou funções na direcção da bancada em discordância com a liderança do PS.

    “O secretário-geral do PS deve ter nas suas equipas deputados que acreditem e o apoiem no posicionamento e estratégia para o PS. Não é o meu caso.” Foi assim que o ex-vice-presidente da bancada socialista Pedro Nuno Santos justificou ontem ao PÚBLICO a sua demissão, invocando divergências com a direcção do partido em “matérias estruturantes”, nomeadamente em “matéria laboral e matéria económica europeia”.

    (Público )

  2. Há quem me tenha tentado vender a teoria de que é melhor olhar para este Seguro (para este e não para outro Seguro, porque é deste Seguro que se trata e não de outro) como a encarnação duma necessidade urgente, mais alta, bué mais alta do que a estatura da dita personagem. Eu explico. Urge substituir quem destrói o que ainda sobra da nossa cidadania. Urge, porque quanto mais urge urgir, menos do Estado Social se salvará. Talvez. Esta gente que agora manda é pior do que Seguro. Muitíssimo pior. Mas promover a sua queda (dos carrascos) e a sua ascensão (de Seguro), seja em 2013, 14, 15, falham-me agora, e assim de repente os deve e haver temporais da degradação desta merda toda, mas dizia, promover a ascensão deste caracol é a cena certa de se fazer. Não a farei. Nunca. Mas deveria. Não o fazer é promover a longevidade dos tais carrascos. É o mal da degradação da cidadania. Desperta o Louçã que há em nós.

  3. Sou e serei sempre socialista, mas fiz agora um interregno em que não votarei PS de maneira nenhuma. Retomarei as minhas preferências quando esta alforreca viscosa e pulha deixar a presidência do partido. Não pago a traidores.

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