As batalhas do Euro

Esta notícia é o exacto oposto desta opinião, e de outras parecidas. Os alemães e os franceses não vão deixar cair o Euro nem a UE, pelo menos não estes dois, a decisão de ajudar a Espanha e Itália através do BCE é de uma coragem assinalável – mesmo que não tivessem outra hipótese – e desmente quem acusava esta geração de responsáveis politicos de “falta de visão europeia”. O problema, a meu ver,  é se os respectivos eleitores não têm o mesmo entusiasmo e acabam por correr com eles, ou o que acontece quando os mercados atacarem França. Isto é uma guerra financeira à escala global, e não há certezas, excepto que nada ficará como antes.

17 thoughts on “As batalhas do Euro”

  1. Mais pífaro financeiro do homem dos cumetas que representa aqui no blogue com muita panache e panca os banqueiros bem intencionados.

    No entretanto, diz-se por aí na Internet que os trinta que mararam no Afaganão faziam parte do Team 6 dos Seal, o mesmo grupo patriótico de teatro de guerra experimental que re-matou o Bin Laden em dois Actos, o segundo dos quais consistiu em amandar o gajo aos peixes para acabar com a espécie. Agora é que ninguém vai mesmo saber o que se passou.

    Isto, evidentemente, é só para chatear os obamofilos. Downgrading yes, denigrating, no.

  2. Pois é, Vega, e o responsável por tudo isto era o Sócrates.
    Quanto ao Obama, vai ter, nos EUA, o mesmo destino de Sócrates.
    O Mundo está a radicalizar-se e a turbulência gera-se nas fundações falsas em que se estruturou a sociedade actual. Nâo vai durar muito mais tempo a “guerrinha” entre esquerda e direita ou entre democratas e republicanos (lá nos states).
    Acredito bem que a nossa “humanidade” fez como pôde e sabia. Mas vemos agora que a “obra” mete água por todos os lados e parece que não é mais suficiente o recurso aos calafates.
    Penso, honestamente, que pouco adiante encontrar bodes expiatórios (como vergonhosa e saloiamente por aqui se fez, sob a batuta de Cavaco) mas descobrir soluções adequados a uma estrutura prestes a colapsar.
    E o problema é multinacional, sr Presidente Economista Cavaco! E não venha desculpar-se, como fez na explicação para o negócio das suas acções, dizendo que não passa de um “mísero professor”!!!
    Já agora: acredito que lhe fugiu a boca para a verdade.

  3. Não sei se têm visão. Já a falta de previsão é evidente. Reagem, quando o que é exigido é que ajam com antecedência. E estratégia? Também não. Ou “deixam andar” por masoquismo?..

  4. V. KALIMATANOS, desde que seja com panache, já me dou por satisfeito.
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    Mário, o problema é que não puseram o Sócrates na No-Fly list, e por isso anda aí a espalhar destruição livremente. ;)
    De resto, concordo com a estrutura prestes a colapsar, e acho que os mercados também. A questão do meu post é que quando colapsar estamos todos juntos, franceses e alemães incluídos, e não vamos sem luta. Isso têm-me surpreendido pela positiva, mesmo que em ultimo caso não resulte.
    Quanto ao PR, porque é que eu havia de prestar atenção às opiniões de um mísero professor?
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    jrrc, quando a crise é sem precedentes, como é o caso na UE, é difícil fazer previsões, e as quantias envolvidas são de tal maneira astronómicas que não lhes posso censurar a prudência. Dou-lhes esse desconto.

  5. Tenham a cabecinha fresca que aquecida não dá.

    Querem o quê? Um colapso? Quem tiver mais de cinquenta anos ri e bem destes imbecis que andam por aí a vender água sem caneco.

    Alguém é tão doido que deixe arder o celeiro? Isto não é mais do que acertos sobre

    tensão, a mecânica explica. É muito mais fácil de levar ao lugar uma “peça” quando esta

    está impedida de “divagar” para onde quer ir.

  6. É pá maturidades não – são mesmo vencimentos!!! Não se pode traduzir «maturity» por maturidade aliás revela falta de maturidade e de conhecimentos. É apenas e só – vencimento…

  7. tomas Vasques, serás demasiado pessimista, a meu ver. Com a exposição dos bancos alemães e franceses aos PIIGS, não têm remédio senão salvar o Euro e sabem-no muito bem, mas neste clima não têm hipótese senão andar a reboque da opinião pública dos países do coração da Europa, e isso implica medidas a conta-gotas que não resolvem a situação, mas implicam cada vez mais as suas economias com as outras. Quando os eleitores pedirem um plano de recuperação económico para a Europa, e vão pedi-lo quando os seus países (i.e. França) forem afectados directamente (senão era “recompensar os gregos”), aí falamos. Espero eu. Um abraço.
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    jcfrancisco, são uns imaturos ;)

  8. Vega9000, daqui do mar, e com os pezinhos na água, ainda te digo que talvez não tenhas razão. Se leste a notícia até ao fim, sabes que, dentro do BCE as divisões são imensas (lá está, Norte-Sul). A Alemanha está a ver se safa os seus bancos antes do colapso do euro, mais nada. Como diz o artigo apontado pelo Tomás Vasques, é protelar, protelar e nada de resoluções de fundo. É certo que a opinião pública, tb chamado eleitorado, de Merkel (e na Holanda e na Finlândia e na Áustria) tem muita importância no caminho que isto está a seguir. A França está a começar a tremer, mas a Alemanha não. Só um pormenor: o BCE não é a Alemanha.

  9. Penélope, por muito que seja confortável falar em “alemães”, eles falam cada vez menos a uma voz, e as divisões internas entre quem quer salvar o Euro e quem quer sair começam a ser evidentes, daí as notícias contraditórias. A batalha pela Europa esta a ter lugar na arena politica alemã, pelo que já percebi, e creio que a Merkel está do lado europeísta. Não é certo que ganhe, mas daí a considerá-la “coveira” da UE, como o Tomás Vasques, vai um grande passo.
    Nota sobre o BCE: tens a certeza?

    (Inveja do mar.)

  10. E não deixa de ter razão, partindo da realidade actual. Mas para espanto fingido do Cavaco, a realidade é nesta altura muito volátil, pelo que ser “peremptório” hoje em dia é escusado, independentemente do curriculum.

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