Victor

A constância de Constâncio venceu. Anda a repetir o mesmo vai para um ano, o que implica que vai para um ano que ninguém o consegue desmentir. Já difamar, sim. Muito. Ao melhor estilo dos canalhas.

E percebe-se, sem gastar uma caloria, porquê. PSD e CDS ficaram com um peculiar e inusitado problema pendurado nos bigodes por causa da roubalheira no BCP, BPN e BPP: não podiam falar nos responsáveis, nem podiam falar nas irresponsabilidades. Quem cometeu as manigâncias e falcatruas são pessoas da sua família política, poderosas eminências pardas do poder partidário da direita e das respectivas classes sociais altas por ele representadas. Não se morde na mão donde se obtêm financiamentos, cunhas e lugares; pelo contrário, beija-se essa tão antiga e patriarcal mão. Problema agravado com a etiologia da maleita: os famosos e aristocráticos banqueiros tinham metido a tal mão na tal massa porque essa era a lógica mesma do subsistema que dominavam e protegiam — a celerada engorda dos recos.


Que podia a rapaziada do actual PSD e actual CDS fazer? Podia intrujar, especialidade da direita ranhosa. De imediato atacaram Constâncio em alcateia, reclamando a sua cabeça. O Governador do Banco de Portugal, nas assanhadas declarações de dirigentes partidários e publicistas, é que era o mau da fita, o polícia distraído, o guarda palonço, a sentinela adormecida, o vigia vesgo. Enfim, era o único culpado, pois é sabido que os banqueiros são como as crianças e os animais de estimação, não têm culpa nenhuma das asneirolas que fazem, coitadinhos. Então, o que importava era crucificar Constâncio — tinha de ir embora para se repor o equilíbrio cósmico entre luz e trevas, gravemente afectado com a revelação pública de haver tanto verdugo a infestar paredes e alcatifas nas opulentas salas de reuniões de algumas instituições bancárias muito amigas dos seus amigos. Até porque o problema só existia porque tinha fugido dos condomínios fechados da gente bem, que sempre conviveu com toda a educação e proveito com caloteiros de gravata e chauffeur. Assim, se conseguissem manter Constâncio debaixo de fogo, nem sequer tinham de se pronunciar sobre um outro aspectozinho da questão, um verdadeiro aspecto de merda, e que é só este: afinal, quantos mamaram e quanto?

Obviamente, não compete aos partidos descobrir esses pormenores. Os partidos preocupam-se com outro tipo de questões. E nasceu a Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar a actuação do Supervisor no caso BPN. Segundo as crónicas da época, esta terá sido a primeira comissão parlamentar a recolher o aplauso da crítica, tantas as saborosas revelações que os artistas convidados deixaram nos autos. Um conselheiro de Estado chegou ao ponto de andar por lá a mentir, enquanto um ex-ministro foi para lá ameaçar que um dia até conta o que sabe, isto depois de muitas horas a discorrer sobre o que não sabemos, já para não falar num elemento do actual Concelho Nacional do PSD, um peso-pesado que só actua nos bastidores, o qual partilhou com os deputados a sua enternecedora experiência com a audição da sigla BI. Tudo farinha do mesmo saco, cereal colhido e moído nas férteis terras do Cavaquistão.

Foi tal o sucesso da iniciativa parlamentar que o Nuno Melo aproveitou o palco para anunciar que será o sucessor de Portas quando este voltar a partir, mas tiveram azar com o Constâncio, o alvo principal. E alvo para toda a oposição, pois a esquerda imbecil também tinha ganas de atacar Constâncio; fosse para atingir o PS e Sócrates, fosse para apressar a implosão do sistema capitalista internacional e atalhar caminho até à felicidade marxista-leninista. O resultado está gravado e merece ser visto em cru, sem mediações e reduções jornalísticas que destroem o contexto e as subtilezas que só o acompanhamento integral do diálogo permite recuperar e entender. E contém preciosidades que espelham quem somos e quem temos sido. Por exemplo, a democrática e justíssima bofetada dada por Constâncio, quando a emoção o levou para terrenos menos ortodoxos e verbalizou o que lhe ia na alma: que os deputados largam postas de pescada acerca do que não conhecem tecnicamente, que os deputados são uns pantomineiros que só se preocupam em falar para as suas claques, que os deputados, pois, são ignorantes. Nuno Melo enfiou a carapuça até ao fundo e libertou o chungo-beto que transporta debaixo da camisa. O problema na discussão exaltada que protagonizou não esteve na forma, estava na matéria. O seu ressabiamento confirmou o diagnóstico, como talvez ele consiga reconhecer com a ajuda de bons amigos. Mas ainda melhor momento, porque definidor de um tempo e de um modo, foi aquele em que Constâncio lamentou que figuras directamente responsáveis por práticas irregulares e criminosas tivessem tido um muito melhor tratamento naquela comissão de inquérito do que o governador do Banco de Portugal. Esta declaração é algo mais do que um desabafo, ou nem sequer é desabafo: é desafio para duelo. Foi dito na cara dos deputados, e sob o tecto da Assembleia da República, que eles tratam com deferência o prevaricador e hostilizam o supervisor. Perante estas palavras, ninguém se declarou ofendido, sequer incomodado, nem mesmo levemente ruborizado ou a precisar de beberricar num copinho d’água. A perda da honra gera estados anestésicos, concluí-se com receio de que algum dia nos aconteça o mesmo.

Os que pedem a demissão de Constâncio não sabem sequer o que é que correu mal na supervisão. Os dias e horas já passados a interrogar o suspeito provam isso mesmo. As suas respostas uma e outra vez repetem que o modelo copiou as melhores práticas internacionais, e que se regeu segundo as normas estabelecidas e de acordo com as possibilidades humanas e processuais. Terá havido erros? Sim, mas não que fosse possível ter evitado, pois implicavam um conhecimento e uma distância que só os acontecimentos tinham trazido. A supervisão não fez um melhor trabalho porque os agentes bancários conspiraram para iludir e diminuir a competência do Banco de Portugal, e também porque a Procuradoria falhou gravemente. E não reconhecer estas evidências é estar a gozar com o pagode. Assim, querer castigar o supervisor, sem se ter autoridade técnica para tal sentença, nem sequer os conhecimentos mínimos que permitissem perceber plenamente o que se discute, só pode estar ao serviço da má-fé, da baixa política, de perfídias ou cegueiras desvairadas.

Ter esta consciência, finalmente, na posse da Cidade, eis a maior vitória da Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN.

31 thoughts on “Victor”

  1. Qualquer bom financeiro sabe que Constâncio foi negligente o resto são fait divers

    Sócrates fala em escrúpulo democrático quando deveria falar em “por favor votem em mim”

  2. Sócrates é a crónica de uma morte anunciada mas convém estra atento, porque o homem depende da política para alimentar o seu ego e sobreviver.

    Vítor Constâncio é o terceiro mais bem pago do mundo
    Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. As contas foram feitas no final do ano passado pelo “Jornal de Negócios” e indicam que Constâncio ganha 18 vezes o rendimento per capita de Portugal, um dos rácios mais elevados de todos os governadores analisados.

    A comparação não é fácil de fazer, uma vez que não se conhece quanto ganham os governadores dos bancos de Espanha, Itália, Malta, Grécia, Áustria, Chipre e Eslovénia. Sabe-se que o governador do banco de Itália recebia 650 mil euros em 2003, mas esta informação deixou de ser pública. Além dos 896 mil euros por ano que o presidente do banco central de Hong Kong ganha, só mesmo o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, rivaliza com Constâncio no salário anual (345 mil euros). Mas este não é um banco nacional. E se o governador do Banco de Portugal admitiu em Dezembro que o seu salário é demasiado elevado, a verdade é que nada mudou desde então. “Já tenho dito que deveria haver uma redução”, afirmou então Vítor Constâncio, falando à margem de um almoço da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola.

    O governador lembrou ainda que o nível salarial não depende dele e que é o Ministério das Finanças que deve decidir sobre uma redução.
    in http://www.ionline.pt/conteudo/5315-vitor-constancio-e-o-terceiro-mais-bem-pago-do-mundo

  3. “Qualquer bom financeiro sabe que Constâncio foi negligente o resto são fait divers” :) :)
    Este olho do cu percebe alguma disto para fazer esta afirmação, percebo porque ele diz que eu sou um rapaz, que até me satisfaz bastante poder circunstancialmente voltar à minha juventude, pois assim ele sente-se como um olho do de cu de homem já feito, que só diz baboseiras.

    A esquizofrenia do olho do cu. que já foi militar e psicólogo e que agora tornou-o financeiro, o que ele será amanhã, parvo! Mas isso é todos os dias!

  4. também deixei de falar na demissão de Constâncio quando percebi os limites da chamada supervisão; peço-lhe é que ajude a pôr os nomes nos bois, mas não vale a pena alimentar grandes expectativas – a lógica da engorda dos recos é a síntese do sistema, tal como existe, no tempo e no modo, lógica sistémica.

  5. “Mas ainda melhor momento, porque definidor de um tempo e de um modo, foi aquele em que Constâncio lamentou que figuras directamente responsáveis por práticas irregulares e criminosas tivessem tido um muito melhor tratamento naquela comissão de inquérito do que o governador do Banco de Portugal.” este foi sem dúvida a grande verdade sobre a comissão de inquérito. o harakiri do nuno melo também foi bom, com o constâncio a dizer-lhe umas verdades e o nuno a ripostar-lhe com a honra (como é aliás timbre da direita ranhosa).
    pessoalmente o mais penoso foi a audição do coimbra com aquela do bi. um tipo por quem eu tinha consideração por ter criado riqueza no país através da indústria farmacêutica. depois, para borrar tudo, vendeu a farmacêutica e meteu o dinheiro em dois projectos que se tornaram casos de polícia, bpn e bpp. a desgraça só não foi total porque pelo meio ainda comprou a dão-sul que faz boa pinga como é o caso da quinta do cabriz.

  6. conclusão: capitalismo gerido por socialistas. Hoje a Ana Benavente no Público tentava chamar à pedra, mas não parece haver hipótese, os valores de esquerda são tidos como nefastos, dá muita despesa pública, e secretamente ainda se admira os safadões. Pelo meio faz-se umas encenações.

  7. Ás vezes levamos as coisas a brincar, de facto fui militar mas não sou Psicólogo, e isto porque já me cansei de ler as baboseiras deste verdadeiro anormal que me deve confundir ou com alguém ou simplesmente gosta de chatear(o que não é novidade já que anda pelo Twiter a ofender tudo e todos). Portanto, último comentário para quem anda em guerra com o mundo(já combati mas já estou velho para ensinar meninos a combater) , ou dás a cara e és homenzinho ou se não dás, não vale a pena perder mais tempo…contigo….puta que te pariu será o teu futuro epitáfio Goodbye

  8. Voltando à converseta, Constâncio que sempre teve uma postura correcta, perdeu a cabeça e perdeu face aos argumentos da oposição

  9. Durante o tempo que estive no Guileje como miliciano nunca me apareceu nenhuma abécula como a que se afirma militar e faz comentários neste blogue. Digo isto porque é impossível que qualquer dos Militares que conheci nesse tempo pudesse assinar com um pseudónimo tão foleiro e dizer alarvidades tais como a criatura que se gaba de ter sido militar. Um caso a pedir oftalmologista ou até mesmo proctologista e nunca RDM…

  10. O olho do cu neste momento a tua esquizofrenia deve estar na fase de queres parecer normal, mas confundires em público quem te pariu, com a minha mãe, não te abona grande normalidade, pois eu não tenho irmãos
    O facto de admitires que és ou foste militar, coisa que inicialmente desmentiste, mas depois de eu de ter confrontado com comentários que fizeste aqui no asprina a dizeres que eras militar, já não podes dizer que é mentir, aliás tu és, mas é um grande aldrabão!!
    Psicólogo foi no meu blog e no umbigo! Agora és financeiro e amanhã o que serás? Parvo já todos vimos que és, tal como esquizofrénico, coisa que também já foi admitida por ti!
    Quanto ao twitter, tu não largas o meu blog, porque no twitter nem sigo nem me segue nenhum maluco como tu, ou melhor, seguir segue mas é ler o que escrevo no twitter que está online no Anti-Tretas.

  11. Assisti a algumas sessões da Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar a actuação do Supervisor no caso BPN. E ali se assistiu à leviandade criminosa das “poderosas eminências pardas do poder partidário da direita e das respectivas classes sociais altas por ele representadas”. Tivesse eu a opulência lexical do Valupie e diria duas tretas sobre a constelação de iminentes cavaquistas, que se reuniam regularmente no BPN, certamente pelo que disseram, para jogar à sueca uns, outros ao monopólio. E assim se compreende a confusão gerada no BPN. Pelo que ouvi, convencido fiquei que para alguns, BPN seria a sigla de uma tasca. Contas eram com o taberneiro, o que eles gostavam mesmo era de comerem iscas. Perante estes dados, o óbvio conspirativo da impunidade e vingança: que se foda o Governador do Banco de Portugal. Foi a conclusão da mais histérica comissão de inquérito da AR.
    Valupi: nunca chegarás a comentador de TV, com os ódios gramaticais que provocas em inimigos decrépitos: és muita areia para eles.
    Que a força esteja contigo…..

  12. Porra
    Tudo bem
    O gajo vai para as europas vamo-nos ver livre do basófias (não é o Mondego)
    É que já não há paciência
    Coitado do Constâncio
    Depois de tantas horas tinha-lhe feito um desenho e mandado para o caralho

  13. Caro Valupi, dá gosto ver a lucidez das análises e propostas que fazes, aos mais variados temas da nossa actualidade politica. Gostava que outras entidades envolvidas nos mais diversos processos do funcionamento da nossa sociedade e com responsabildade directa na resolução dos mesmos tivesse acesso ao teu blog e pudesse tirar algum partido positivo do mesmo.
    Essa gente( Nuno Melos e afins) que tão fortemente critica, actualmente, o governador do Banco de Portugal, pela sua supervisão é a mesma que há anos atrás o criticava por motivos contrários alegando que o supervisor, deveria deixar o mercado funcionar.

  14. Eu cá continuo sem perceber se o problema é do cu ou das calças. Talvez o Valupi nos possa explicar se quem falhou foi o supervisor ou o sistema de supervisão. Ou é mesmo para ser assim, e o melhor é habituarmo-nos?
    Aristes

  15. Olho do cú porque apanhava o sabonete lá na tropa? Ok.
    Finalmente fiquei elucidado acerca deste grande paneleiro que insite em atazanar a malta do aspirina com posts idiotas e autistas.
    A “coisa” nem reparou que não comentou o post mas sim debitou uma diarreia invejosa acerca dos ganhos do GBP…

  16. Bem escrito, muito bem escrito. Aqui ouve-se sempre o que já se deveria muitas e repetidas vezes ter ouvido, ou lido, algures, mas que nunca acontece.

    O problema deste Valupi é que, infelizmente, poucos atingem o que ele diz (problema que nem é dele, sublinho, pois até fala com suficiente clareza e simplicidade), já que a maioria dos não-analfabetos portugueses continua a ser extremamente iliterada, “inumerada” e, pior do que tudo isso, “ifilosofada”, quero dizer com isto, ter pouca capacidade para, depois de descodificar informação verbalizada (o que, para muitos, é logo uma dificuldade inultrapassável), concatenar essa informação e RACIOCINAR sobre ela.

    Já para não falar do passo seguinte, um grau mais excelso, que é, depois desse raciocínio crítico (ou durante o mesmo), conseguir manter-se coerente com um certo número de princípios e valores.

    Ou seja, a maioria dos portugueses não aprendeu a pensar, o que é muito grave, e os que aprenderam nem sempre pensam utilizando códigos de valores. Sim, porque a inteligência, ou “razão”, como diz Damásio (e ao contrário do que os mais simplistas tendem sempre a pensar), não é independente da emoção, logo também não pode ser independente dos nossos princípios e valores (e paro aqui, já que modestamente reconheço ter atigido os meus limites nesta vastíssima matéria…).

    Pensando a fundo sobre este grande Artigo (grande sobretudo porque escorreito e tão necessário), chego à importante conclusão de que o Estado português é efectivamente demasiado fraco para a Sociedade que temos. O que me preocupa deveras.

    Dito em linguagem mais acessível, temos poucos polícias para tantos “fitipaldis” por aí à solta. E isto torna-se ainda mais grave quanto a nossa Sociedade, mumificada pelos meios de propaganda de massas, acha mais urgente (e talvez até mais “corajoso”…) apontar o dedo ou crucificar os poucos e mal-equipados polícias, do que justiçar devidamente os “fitipaldis” que nos atropelam nas passadeiras (a comparação só aparentemente é exagerada). Pensando que, é melhor assim, porque um dia posso ser eu a atropelar alguém!

    Quando eu acho que deveríamos era pensar ao contrário, isto é, vamos é tratar de modificar este estado de coisas e, se possível, impedir que se continue a matar impunemente nas estradas, porque um dia posso é ser eu, ou o meu Filho (ou a minha Mãe) a morrer numa passadeira!

    Desculpem-me este longo comentário, mas tudo isto mexe demasiado comigo. Precisamente porque tenho duas crianças. E estou convencido de que temos mesmo que, urgentemente, armar melhor o Estado para se defender dos elementos anti-sociais.

    Para não nos destruírmos como Sociedade, temos mesmo de fazer imperar a Lei. E garantir que essa Lei seja de facto JUSTA (outro vasto e complexo problema…).

    E isto, caros leitores, não é tarefa só dos Governos e dos Deputados e dos Presidentes…

  17. Parece que o PS de Sócrates é uma espécie de equipa de futebol cria hooligans , é que já não é uma questão de consciência critica.
    O Sócrates de ontem deve estar convencido que somos todos idiotas. De voz mansa e cordeirinho vem apelar aos eleitores que votem no pobrezinho…Espero que a memória dos tugas não seja curta.
    O PS está à espera de quê? Corra-se com quem não é competente

  18. A minha memória não é curta e lembro-me bem do que foi esta direita ranhosa que temos no poder, lembro-me q nos disseram q estávamos de tanga e deixaram-nos em fio dental, lembro-me das negociatas q constituem os verdadeiros encargos para as gerações vindouras que são os submarinos e a venda de créditos de impostos ao Citi (q compromete a futura cobrança).
    A minha memória não é curta, swi estamos na pior crise dos últimos 80 anos.
    Por a minha memória não ser curta é que votarei PS!

  19. Esta Comissão de Inquérito teve também um mérito que, apesar de reconhecido, não tem sido devidamente realçado. É o facto do país ter ganho um activista esmerado no controlo da actividade bancária. Oh Nuno Melo, onde é que tu andaste estes anos, pá? Não tinhas ainda consciência da urgência que o país tinha de uma personalidade como tu? Consta que as trapaças no BPN existem pelo menos desde o princípio da década. Andavas distraído destes assuntos da supervisão quando a claque que agora te apoia estava no governo? Que raio de ventania te abanou os neurónios para só teres reparado neste problema há meia dúzia de meses. Dizem alguns, que na altura defendias o tédio da supervisão de forma a permitir que o mercado se expressasse em toda a sua pujança. Oportunistas! Acusarem-te a ti de moralidade volátil, credo.

    Os portugueses já perceberam perfeitamente a justiça desta tua cruzada e, como tal, podes dar folga à veemência na defesa da tua argumentação e à arrogância da superioridade de juízo da tua razão. Serenidade Nuno, serenidade. Vais ver que não te arrependes. Soubemos também que vais para a Europa, pá. Que se cuidem aquelas múmias do BCE e mais a marmanjada toda dos bancos centrais. Nós sabemos que a tua espada não tem fios rombos e toda a complacência com infernos fiscais, lavagens de capitais e outras fraudes iguais será transformada em sangue na ponta da tua sublime luta e convicção. Pela tua glória.

    Fazes bem em levar o Feio contigo para disfarçar.

  20. olho, se conseguires demonstrar que o Constâncio foi negligente, tens de te ir oferecer ao Banco de Portugal. Vais ter uma carreira fulminante com essa pólvora seca.
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    z, é isso: a supervisão tinha limites, e dependia da regulação. A supervisão não era uma polícia, não tinha esses poderes e competências.
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    assis, a Quinta de Cabriz é excelente, quase que salva o Coimbra do inferno.
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    JRRC, nunca chegarei a comentador TV, profetizas muito bem. Mas podemos ficar por aqui a dizer umas larachas uns aos outros, talvez até seja melhor assim. Gostei do teu retrato do salão de jogos.
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    J Ferreira, vontade não lhe faltava, foi a ideia que deu.
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    jv, nem mais: o Nuno Melo não passa de um oportunista. São todos iguais ao Dias Loureiro, que se foi queixar ao Banco de Portugal da supervisão! Queria estar ainda mais à vontade…

    Quanto aqui ao blogue, é apenas uma tertúlia, como tantas outras. Há muitas pessoas de carácter, inteligência e vontade à nossa volta. Há muitos blogues, organizações, grupos, indivíduos. Portugal estava irremediavelmente perdido se precisasse do Aspirina B fosse para o que fosse.
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    msol, é recíproco.
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    Aristes, explico, pois: falhou o sistema, obviamente. Mas aposto que tu já o sabias.
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    Marco Alberto Alves, muito obrigado pela excelente reflexão. Tal como dizes, e é o fundamental da democracia, há muito que cada um pode fazer na sua estrita esfera de poder: realizar o poder de ser.
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    Anónimo, fazes muito bem.
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    tra.quinas, o Nuno Melo é o pantomineiro típico. E não é crível que alguma vez venha a mudar.

  21. “Aristes, explico, pois: falhou o sistema, obviamente. Mas aposto que tu já o sabias.”

    Por acaso não sabia, e continuo com muitas dúvidas. Se o falhou o sistema porque é que o VC não diz isso mesmo? E se a culpa foi do sistema: o VC já sabia que o sistema não servia? Ou foi o último a saber?

    Se queres a minha opinião acho o sistema “é mesmo para ser assim”, e o que eu gostava é que nós não nos habituássemos.

    Aristes

  22. olho, os factos chamam-se Nuno Melo.
    __

    Aristes, Constâncio disse que o sistema falhou em todo o Mundo. Por razões estruturais, não por falha humana. Hoje, o Ministro das Finanças disse o mesmo no mesmo local. Mas tudo isto já tinha sido dito há meses e meses, em Portugal e fora dele. Andas distraído, pois.

  23. Val, não é só a pantominice e outras artes da decifração que contam para a política espectáculo. E aquela pose de esplanada e ar de comercial bem sucedido não costumam enganar. Este protótipo de politico entertainer tem bastante saída. Já lá temos um na Europa e está para continuar.

  24. O insulto tão baixo e ordinário é sinal de desvario. Anda muita gente de cabeça perdida com medo de perder o tacho ou com sofreguidão para o apanhar.
    Sinal dos tempos: sente-se que a teta está a esgotar-se …

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