Vamos lá a saber

Se substituíssemos os cinco partidos que têm ocupado invariavelmente o Palácio de S. Bento desde 1999 por três outros novinhos a estrear – o Partido da Esquerda, o Partido do Centro e o Partido da Direita – ficaríamos pior? Aliás, perderíamos alguma coisa?

É que esta disfunção sistémica em que à esquerda não é possível formar coligações para governar, porque PCP e BE são os auto-proclamados proprietários do povo, da felicidade e dos famélicos e não admitem misturas com a alteridade ideológica, está-nos a fazer muito mal e não vai desaparecer tão cedo. Os imbecis querem continuar a vender demagogia para imberbes e caducos, revolucionários e nefelibatas, até que o Inferno gele ou o capitalismo arda, o que acontecer primeiro.

Porque é que não fazem greve às eleições e deixam o Parlamento entregue aos imperialistas? Seria a forma mais rápida para testar as profecias de Marx e, caso sejam verdadeiras, em pouco tempo o proletariado daria a volta a isto. Assim, insistindo em ir para a Assembleia da República dizer coisas, mas nem fodendo nem saindo de cima, quem se lixa é a dialéctica.

21 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Clube da bancarrota: Portugal sobe para 3º lugar
    Pela primeira vez, Portugal subiu para esta posição no TOP 10 dos países de maior risco e distancia-se da Irlanda. Risco português está acima de 44%.

    o quadro de um movimento geral de subida do risco de default (incumprimento da dívida soberana) extensivo aos seis países sob observação dos mercados da dívida – Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália e Bélgica -, Portugal acaba de ver a sua situação de crédito ainda mais agravada aos olhos dos investidores no mercado dos credit defaults swaps (seguros financeiros contra o risco de dívida).

    O país subiu para 3º lugar no grupo dos 10 países de maior probabilidade de incumprimento da dívida num horizonte de cinco anos, o que sucede pela primeira vez desde o início da crise da dívida soberana entre os países da zona euro.

    Portugal ultrapassou hoje ao final da manhã o Paquistão nesse TOP 10. O risco de incumprimento subiu para 44,23% – um nível superior aos 44,10% atingidos em 1 de junho, no dia em que a Moody’s baixou a notação da Grécia para Caa1, um anúncio que provocou um efeito de contágio nos países da zona euro sob observação dos mercados da dívida.

    A Irlanda mantém-se em 5º lugar, nos 42,7%, mas também tem o seu risco em alta. A Grécia conserva a liderança desse TOP 10 com mais de 70% de risco de default.

  2. Meu caro Val, acredita que já o teriam feito há muitissimo tempo ou nem sequer alguma vez lá teriam posto os pés, se aquilo não fosse um tacho tão apetecivel. Ganha-se bem, só para despejar a bilis e levantar o dedo de vez em quando. Não é tentador?
    No meu tempo, iam para a mesa de voto os nomeados e a seco, porque era dever cívico. Desde que passou a ser serviço cívico remunerado, nunca mais me “nomearam”!
    Anda tudo ao mesmo, en nome da democracia, cada vez mais “porca-leiteira”.

  3. Caro Val, para além de uma data de parasitas que por lá andam a governar-se, creio que, salvo honrosas exceções, nada se perderia.
    Aliás a discussão sobre quantos tribunos teremos de ter na AR não passa de conversa mole para entreter.
    Há parlamentos bem mais pequenos que produzem o mesmo ou mais que este mostrengo que sustentamos.
    Para quê 230 deputados? Representam quem e o quê quando vemos zonas representadas por gente que nunca lá pôs os pés e que desconhece as necessidades das respetivas regiões/áreas!
    Para um país que tem uma única cidade com mais de 500.000 habitantes ficando sete com mais de 100.000 e tendo apenas 12 com mais de 50.000 isto é um disparate pegado.
    Se nos lembrarmos que a esta trupe toda se juntam os mais de 300 concelhos com as suas mais de 4200 freguesias a que se colam vereadores, presidentes de junta e assembleias de fregueses começa a dar-se por ela para onde vai muito dinheiro que se podia poupar.
    O tempo de acabar com todo este forrobodó está chegado, é preciso dar uma vassourada em tudo isto. Haverá coragem?

  4. Caro Val, agora que começo a estar refeita dos resultados de Domingo para o PS, volto aqui para dizer que continuo, claro, a “visitá-lo” todos os dias para satisfação dos meus neurónios, embora não me manifeste sempre.
    Desta vez, porém, o assunto que escolheu é muito sério e deveriamos pensar em como podemos enquanto cidadãos “pressionar” a AR a tomar uma decisão nesse sentido.

  5. É capaz de ter razão: supor que, por estes lados, haveria muita gente capaz olhar para a socrática criatura e vê-la tal como é, só pode ser “falta de testa”. Mas nunca se sabe, talvez um ou outro…

  6. A inveja é uma coisa muito feia…e é pena que não se mencionem os tachos que distintos servidores do PSd(não do pais) no passado açambarcaram após terem passado pelo governo. Recordo por exemplo um certo senhor que negociou a concessão de uma certa ponte sobre o tejo a uma certa concessionária e que depois lá foi parar com o belissimo cargo de presidente da mesma.Mas isso agora não interessa nada,não é?

  7. deves andar armado em herói para veres se sais do anonimato. passa lá pela s. caetano e diz ao mindonça que vais da minha parte que o gajo arranja-te um gancho de patrulheiro na bloga adversária com equivalência a bufo c da carreira profissional pide-em-part-time. apressa-te antes que seja publicado no diário da república.

  8. Vamos pagar e calar.
    Dizem uns: pusestezos lá? aturai-os carago!
    Agora tendes que devolver o apartamento com banheira com hidromassagem?
    Vai prá terrinha e lava o cu com água do poço!

  9. “passa lá pela s. caetano”

    Ó “anónimo”, um esforçozinho de leitura não o matava… se se desse ao trabalho de não ler apenas o que lhe põem à frente dos olhos, verificaria que os Passos Coelho desta vida recebem tratamento perfeitamente igual ao do seu guru. E não só.

    Este pessoal que só lê as “gordas”…

  10. Vejam bem esta gentinha, coitadinhos, tanto que eles sofrem!
    Então não é que vejo aqui em cima um fulano que está furioso, por, segundo o que dizem, o Sócrates ter sido convidado, POR UM PAÍS ESTRANGEIRO, par trabalhar lá fora?

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