17 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. não vai haver evolução, fica tudo como está. os motoristas cumprem os mínimos para receberem algum e fazem greve às horas extraordinárias ou seja durante as 8 horas normais empatam o mais possível e depois argumentam que estão muito cansados para fazerem as horas extraordinárias que o pardal vai explorar ao tutano. as bombas não vão secar, mas os custos desta merda vão ter reflexos no preço do pitroil. se a greve não for resolvida até às eleições, adeus maioria e o pardal vai a ministro-sombra da energia do rio.

  2. Não sei, e como não sou, nem quero ser, treinador de bancada, e nunca fui, nem vou ser, governante, não vou opinar. Formulo apenas que os pardais ambiciosos voem para longe, e que os negociadores de ambas as partes sejam firmes, mas honestos e realistas, não intolerantes. Nada de ódios, nada de acusações espúrias.

  3. Pois, o advogado e representante dos patrões acha que é ele que decide quem pode ou não ser advogado e representante dos trabalhadores. Mais “honesto e realista” do que isto, meus e minhas, é difícil. Não podemos ser “intolerantes, nada de ódios, nada de acusações espúrias”. Ou melhor, os patrões podem, os trabalhadores não. Ora toma que é democrático!

    Mais ‘cenas’ tolerantes e bué de honestas do advogado dos patrões podem ser lidas no ‘Expresso’, sem uma sombra sequer de “acusações espúrias”, como se mete pelos olhos dentro:

    Expresso: “No plenário de sábado [os trabalhadores] podem voltar atrás?”
    R: “Não vejo outra solução, depois das declarações de quem os representa e de quem os tem manipulado. Esta manipulação pode constituir um crime de burla.”
    Expresso: “Pardal Henriques está a burlar os trabalhadores?”
    R: “Exactamente.”
    E ainda: “Estas pessoas sentam-se à mesa de negociações de má-fé e de forma desleal.”

    Quanto à “evolução mais previsível”, com os trabalhadores a insistirem nas oito horas de trabalho, não vejo como viável a continuação de polícias, gnr e militares a tapar cada vez mais e maiores buracos durante muito tempo. O que pode o Governo fazer? Rosnar “aqui d’el-rei, desobediência civil” e meter motoristas na prisão? Acreditarão sinceramente que essa ameaça mete medo a alguém? Nesse caso, até os sindicatos válvulas de escape da CGTP e UGT se solidarizavam com eles, mesmo que com pouca vontade, pois a isso seriam obrigados pelas bases.

    Acredito como possível que estas “entradas de leão” do Governo tenham resultado da influência de ministros mais reaccionários, irrealistas e voluntaristas daquela espécie de “gabinete de guerra” de aviário que nos esfregaram no focinho há uns dias. A minha esperança, agora, é a de não me ter enganado a respeito de alguma razoabilidade e realismo que acredito possam ainda existir no ministro Pedro Nuno Santos e que, nos próximos passos, António Costa o ouça mais a ele do que aos falcõezinhos de meia tigela que acreditaram burramente que a via da “dureza” poderia render dividendos eleitorais no futuro próximo.

    Assim, o melhor será António Costa perceber rapidamente que o frete que está a fazer aos patrões, tentando partir a espinha ao sindicato, está condenado ao fracasso. Em seguida, pressionar a ANTRAM a um compromisso, mesmo que de forma a permitir-lhe manter a face. Já agora, não seria má ideia fazer ver aos patrões que o belicismo arrogante do garotelho que escolheram para advogado e porta-voz não ajuda ninguém e subsidiar uns calmantes para o rapaz.

    Daqui se conclui que o mais provável será que as entradas de leão resultem em saídas de sendeiro, mas que se lixe: vão-se os anéis, fiquem os dedos.

    Quanto a consequências, posso adiantar-te já uma: o cabrão do Joaquim Camacho, que estava lançado para votar PS nas próximas legislativas, mudou de agulha e vai votar no Bloco ou na CDU, mais provavelmente no primeiro. Agradece a António Costa.

  4. A evolução mais previsível é cair de podre.
    A duração é não passar desta semana.
    O modo de resolução é acabar como os coletes amarelos : uma carta do pardal a pedir desculpa aos portugueses por não ter cumprido o contrato que assinou.

  5. Acabei agorinha mesmo de ouvir o comunicado do PCP sobre a greve e a requisição civil: um vómito, amarelos de merda, saíram da equação! Do mal o menos, vou votar no Bloco.

  6. Julgo que fui bem claro, mas repito: “os pardais que voem para longe”, e não sãos só dois. “os negociantes de ambas as partes sejam honestos e realistas” e sim, “nada de ódios, nada de acusações espúrias”, vindos não só dos representantes, mas dos próprios patrões e trabalhadores. E não se venha com a treta do eles e nós, porque o problema e de todos, é do país. Se o governo não tivesse actuado com firmeza, face a uma greve desta envergadura, e nesta época, o que poderia a acontecer? E que gritaria não fariam as carpideiras do costume, e os habituais críticos tão criteriosos, se o não fizesse, como aconteceu em Abril?

  7. O Governo agiu com firmeza porque se empurrou a si próprio para uma situação em que outra coisa não podia fazer senão agir com firmeza, mas tal situação poderia eventualmente ter sido evitada se o mesmo Governo não tivesse apadrinhado unilateralmente os patrões com o empenho com que o fez, levando-os a crer que, com o Governo do seu lado, partir a espinha ao sindicato e não ceder a ponta de um corno eram favas contadas.

    O Governo, como a maioria dos governos, de direita ou de esquerda, por mais ou maior boa vontade que tenha de ser justo com os mais desfavorecidos, explorados, oprimidos, ofendidos e/ou fodidos — e essa boa vontade é tendencialmente mais forte em governos de esquerda –, é composto por homens (e algumas, poucas, mulheres) que da vivência real dessas multidões de fodidos pouco mais têm do que as noções que resultam dos livros que sobre o assunto lêem ou das conversas que com gente de preocupações semelhantes mantêm. Verdadeira compreensão, empatia real com essa massa geralmente anónima, é coisa que raramente possuem. E quando essa massa anónima, de vivência para eles quase alienígena, mostra que partilha o mesmo quintal e exige uma talhada de melancia um pouquinho maior, as gentes de boa vontade não sabem muitas vezes como lidar com ela.

    Tenha lá os defeitos que tiver, e terá provavelmente muitos, como quase toda a gente, isso é coisa em que o advogado Pardal, por razões familiares e de convivência frequente, ainda que não de classe (pai motorista e irmão motorista), leva aparentemente vantagem. Quanto ao advogado dos patrões, anda ali apenas para garantir que quem lhe paga tem margem folgada para lhe pagar cada vez mais.

    Acreditar que as exigências, tão arrogantes como idiotas, de que os motoristas, para ganharem o generoso favor de uma conversa de resultado incerto, teriam de deitar o Pardal borda fora equivale a acreditar que, quando as galinhas têm dentes, saem os pintos carecas. Por mais erros que tenham cometido, não creio que os motoristas fossem capazes de se desonrar a esse ponto. E se é certo que pode haver honra até entre ladrões, se ladrões aqui há será talvez avisado procurá-los na outra trincheira e não na dos grevistas, com remunerações que a maioria dos indignados desta botica, se lhas oferecessem, certamente recusariam por ofensivas das suas excelsas aptidões.

    Quanto ao que nos afecta a todos, directa ou indirectamente, o problema mantém-se, e cito-me: “Não vejo como viável a continuação de polícias, gnr e militares a tapar cada vez mais e maiores buracos durante muito tempo.” Assim, a solução terá de passar pelo reinício de conversações entre patrões e sindicatos, em que serão obviamente estes a escolher quem os representa, já que, até agora, não vi eu nem ninguém serem eles a escolher os representantes do outro lado.

  8. Pois aí está, a solução estará “nas conversações entre os patrões e sindicatos”, se, “honestas e realistas”, e sem “nada de ódios, nada de acusações espúrias”. Não é o que todos desejamos, incluindo, indubitavelmente, o governo?

  9. Camacho: em homenagem ao direito à bebedêra colectiva, que é apanágio do Aspirina B, ainda não elegeram como patrono do blogue o Matos Fernandes? Olha que com aquele ar de bêbado, e a sua voz empastelada de bagaceira barata, o gajo é do melhor que há no PS… sempre que fala só sai merda, um fascista encapotado, com o António Costas agora vai tudo preso (e o Pardal Henriques deu-lhe o troco, de mansinho!)

  10. As infâmias, as injúrias, as obscenidades, publicadas neste blog, incomodam todos, ou quase todos, os seus frequentadores, julgo eu, mas só ofendem e rebaixam quem as acolhe e aceita.

  11. “o gajo é do melhor que há no PS”
    não tenhas qualquer espécie de dúvida. é por isso que ficaste histérico e adjectivaste “ar de bêbado”, “voz empastelada de bagaceira barata”, “só sai merda” e “fascista encapotado”, quanto ao conteúdo népias, ficamos com a tua opinião “ovalizada” de direitolas envergonhado a armar ao “comuna” defensor das liberdades e direitos que só passam na tua rua.

  12. O grande objectivo da greve é tentar causar o maior dano possível ao governo e ao país até às eleições. Esta é a única lógica possível do que se tem visto. A coisa foi programada assim mesmo. Os motoristas grevistas, que não vêem um palmo à frente do camião-cisterna, são os idiotas úteis deste projecto.
    A federação dos transportes da CGTP está a dar uma lição de sindicalismo aos sindicatos ditos independentes.

  13. Júlio, qual era mesmo a lógica por detrás das greves da CGTP no tempo de Passos Coelho? Pimenta no c…

    Há os instrumentalizados bons e os instrumentalizados maus. É claro que o PCP só move as marionetas caquécticas ao toque dos interesses dos trabalhadores. Lol

    Aproveitem a crise e ide apanhar couves, antes que o povo vos tope. O Centeno bem tentou, mas não correu bem. Agora vai ter de alegar razoes familiares. Lol

  14. Pois é, Júlio, agora fizeste-me pena. E mais pena tenho ainda de que ofereças de mão beijada aos cretinos que por aqui aparecem munições que, hoje em dia, raramente conseguem arranjar.

  15. Parece que ontem a SIC tinha uma equipa de reportagem à espera do combustivel que foi descarregado na marina de vilamoura. O furo jornalistico e o boneco são tão bons, tão bons, para quem queira atirar pedras aos critérios de serviços minimos decretados, que quase não dá para acreditar na coincidencia . Mas eu também não acredito em bruxas, e no entanto…

  16. Quais greves “…no tempo do Passos Coelho”?
    Professores? Com os despedimentos que houve?
    O Mário Nojeira esteve exilado e só reapareceu com o Costa.
    Quanto a estes motoristas, deviam ganhar fortunas, porque nunca ouvi falar neles.
    Manda aí exemplos dessas brutas greves e da forma como foram divulgadas nos mérdia, ó Capivara.
    Camacho:
    Não percebo porque capitulaste, mas não inventes, sff.
    O intuito destas greves é mais do que evidente. Estou completamente de acordo com o Júlio.

  17. Vieira, se não sabes do que estamos a falar, e partindo do princípio que já eras nascido nessa altura, aconselho a visitar um especialista. Podemos estar a desenvolver alzheimer. Se o objetivo é fazer joguinhos, fala aí com o Camacho.

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