50 thoughts on “Tens pipi? Deves ter vergonha”

  1. Pois, os facebookianos é mais farmville e talvez o vídeo não se enquadre no espírito desse famoso jogo. Digo eu, que nunca joguei.
    Mas lá que fica provado que não são precisas agremiações religiosas para nada para que se cultive este tipo de hipocrisia e censura, lá isso fica…

  2. Algumas questões:

    O Facebook não é um site apenas aberto a adultos maiores e vacinados. É aberto a todos a partir dos 13 anos. Tem, por isso, de ter certas precauções quanto ao conteúdo que lá está alojado, principalmente tendo em vista que não há nenhum sistema de restrições de acesso (que eu conheça). A proibição de conteúdos explícitos está nas condições de utilização, com as quais estas senhoras concordaram quando se inscreveram. Se não concordavam, não se inscreviam, e iam promover os seus produtos/ideias para outro lado. Não podem é gritar “Censura!” quando são expulsas por não terem cumprido com as condições que livremente aceitaram. Uma vagina (como um Pénis) em “full frontal” é considerado explícito aqui e na China.

    O vídeo em questão, com intenções médicas ou não, envolve imagens consideradas sensíveis pela maior parte das pessoas, e que a maior parte de nós concorda que não devem ser expostas indiscriminadamente, não me parecendo que seja uma questão de puritanismo. Eu não tenho problemas com uma sex-shop na minha rua, por exemplo. Tenho problemas com uma sex-shop que exponha imagens explícitas na montra, por muito boas que as intenções sejam. Ou que não controle a idade de quem lá entra. Há produtos, conceitos e ideias que se dirigem a um público adulto, e cujo acesso por menores deve ser interdito ou controlado. Se o acesso não pode ser controlado, não se expõe. Não vejo em onde é que isto constitua censura.

    Quanto à temática do vídeo, lamento mas considero-a do mais puritano que existe. Quem são estas senhoras para dizerem às outras o que devem ou não fazer com os seus corpos e com a sua sexualidade? São tão “libertadas”, e no entanto consideram certos tipos de opções sexuais indesejáveis e censuráveis? Deixa ver se percebi bem: tatuagens, que são dolorosas e podem ter consequências nefastas se mal feitas, tudo bem. Operações à vagina, que são dolorosas e podem ter consequências nefastas se mal feitas, já não? Eu, pelo menos, considero a liberdade das mulheres (e homens) em modificarem os seus corpos da maneira que quiserem, recorrendo à medicina, mais uma das conquistas das sociedade moderna. Ao contrário, pelos vistos, destas senhoras. Aliás, a guerrinha mal disfarçada que movem contra a pornografia é bem esclarecedora. Daqui até à proibição de clubes de strip é um pulinho – como se viu na Finlândia.
    Quem é mais moralista?

    Já o artigo é incrivelmente preconceituoso, pelas mesma razões. O autor explica que não sabe se videos de temática masculina já foram censurados, mas não se coíbe de concluir que “o Facebook não gosta de mulheres”. O Sporting também não passaria este vídeo no intervalo de um jogo. O Sporting não gosta de mulheres? O acesso a ambos os espaços públicos é o mesmo.

    Para terminar, acho muito bem que não tenham vergonha do vosso pipi. Aceitavam por isso, naturalmente, que o vosso ginecologista tivesse o gabinete vidrado a dar para a sala de espera, não é? Afinal, estamos em ambiente médico, e o ginecologista sofre de claustrofobia.

    Pois, também me parecia.

  3. Valupi,

    Valupi,

    Sabia que mias secundare pá. Agora até tu dizes palabrões. Olha lá, tu sabes o ké um carvalho sem «v»?
    Dá-me aí bários significados da «coisa», se faze fabore, ke keres tu dizere com isso, ka qeustao é du caralhu? Seu manganãoe, conte lá.

  4. Ó Claudia, ciao bella.

    Cunta aí, destelhe uma carecada? oube e bendeste o cabelinho ao caveleireiro? Eles andam sempre á procura por causa das extensoese.

  5. Inteiramente de acordo com Vega. E não, não sou preconceituosa, muito longe disso. Já a exibição desta imagem neste blogue me parece provocação .. mas desta vez de mau gosto. Provavelmente era essa a intenção? Obrigada por nos fazeres reagir.

  6. Vega9000, o que subjaz ao vídeo é a temática da manipulação das inseguranças femininas e a falta de auto-estima que o corpo, e a sexualidade, gera. O seu propósito é pedagógico, não ideológico. Se as mesmas protagonistas intentam acabar com a pornografia ou com os espectáculos eróticos, já ultrapassa o âmbito do vídeo e do acontecimento no Facebook.

    Fazes várias afirmações que dão muito que pensar, como por exemplo:

    – “O vídeo em questão, com intenções médicas ou não, envolve imagens consideradas sensíveis pela maior parte das pessoas, e que a maior parte de nós concorda que não devem ser expostas indiscriminadamente, não me parecendo que seja uma questão de puritanismo.”

    – “Há produtos, conceitos e ideias que se dirigem a um público adulto, e cujo acesso por menores deve ser interdito ou controlado.”

    – “O Sporting também não passaria este vídeo no intervalo de um jogo. O Sporting não gosta de mulheres? O acesso a ambos os espaços públicos é o mesmo.”

    – “Aceitavam por isso, naturalmente, que o vosso ginecologista tivesse o gabinete vidrado a dar para a sala de espera, não é?”

    Ora, temos aqui a expressão de um conjunto de preconceitos, que não foram fundamentados, à mistura com ilegítimas analogias, usadas como argumentos.

    Vejamos, a Internet também está aberta a qualquer pessoa, tenha a idade que tiver. Se os pais querem controlar o uso que os seus filhos menores façam dela em casa, ou nos seus dispositivos móveis, terão de encontrar soluções que passem pela educação e por mecanismos técnicos de segurança. Assim, o mesmo se aplica no Facebook, onde uma criança qualquer pode estar a consumir qualquer tipo de mensagem, seja escrita, visual ou sonora. Porquê, nesse caso, discriminar negativamente a sexualidade?

    Isso leva-nos para o problema: a sexualidade, e o corpo humano por inerência, ainda é um terreno de interditos disfuncionais e, por isso, prejudiciais. Afinal, que há de sensível na exibição de uma vulva ou de um pénis? Gostava que tentasses explicar, por favor. Também estás contra a educação sexual nas escolas, ou só a admites sem o recurso a imagens? Como se estabelece esse apregoado muro entre o universo dos adultos e o dos não-adultos?

    O que o Facebook fez é censura, mas a questão não se esgota aí. A censura pode ser legítima. Já o Youtube permite o vídeo, e também sabe que ele pode ser consultado por menores. O que está em causa nesta ocorrência é a dimensão antropológica: haverá algo de errado com o facto de os seres humanos terem órgãos sexuais? Se não há, em nome de que valores, ou interditos, se considera chocante a livre exibição da temática?

    Quanto ao Sporting e ao consultório, estás a disparar falácias por motivos emocionais. O Sporting é um clube desportivo privado, não uma plataforma de comunicação pessoal como o Facebook. E a relação com um médico faz parte da privacidade, seria até doentio que fosse ocasião de exibicionismo. Ou seja, pode-se ir ao ginecologista sem necessidade de reunir uma assistência e pode-se escolher outros espaços e meios para afirmar a liberdade da forma mais pública que aprouver. Mas tu sabias disso sem que eu precisasse de o dizer.
    __

    Penélope, explica lá o mau gosto da questão, please.

  7. Simplesmente a questão está muito mal apresentada. É de um MAU GOSTO TERRÌVEL. Publicidade tipo benetton, quando surgiu….inseguranças femininas…please!

  8. Já agora Valupi, porque não pões aí o teu pirilau para nós podermos dissertar sobre o mesmo! Por exemplo: a insegurança dos homens sobre o pendente, vulgo «abono de família» ou «pensão de alimentos».
    etc, etc,

  9. Val, quanto a todas as contradições e confusões da tua resposta, o Vega concerteza se encarregará de responder, espero. E aguardo.
    No que me toca, penso que a expressão, “os órgãos sexuais são uma parte íntima do nosso corpo” não é uma expressão vã nem um chavão. A sexualidade, e portanto os seus órgãos centrais, é uma questão íntima. É para ser vivida e sentida, muito mais do que fotografada desta maneira chapada e truncada. Exibir um órgão sexual, feminino ou masculino, ainda que para chamar a atenção para o conteúdo de um vídeo, só porque te sentes livre de o fazer e estás mais liberto de “preconceitos” do que os demais, é uma atitude que, confesso, me desilude. Quem está já muito para além dos preconceitos não tem nem vontade nem necessidade de exibir órgãos sexuais. Na fase imediata e jubilatória da libertação, talvez.
    Sim, para mim é de mau gosto. Os órgãos sexuais, assim apresentados, sem arte, não são uma peça bonita do nosso corpo. Estou certa de que a maior parte das pessoas será desta opinião. E é claro que já tive conversas sobre isso.
    E já agora: sou a favor de aulas de educação sexual (onde, aliás, a exibição de pilas e pipis de outras opessoas não é indispensável, como saberás).

  10. Penélope, não sei o que pensa a “maior parte das pessoas”, mas sei que cada um deve pensar por si. Não seria bom que todos gostassem só de amarelo, certo? Quanto ao que seja íntimo, ou deixe de ser, quem o define? Se tivesses nascido no século XIX, ouvirias a “maioria das pessoas” a dizer-te que as tuas coxas, joelhos, barriga, costas e seios eram partes íntimas que deviam ser escondidas do olhar público. Assim, irias para a praia vestida, se é que fosses à praia. Ou também estarás contra os fatos-de-banho, o biquíni, o topless, a mini-saia, os decotes, as transparências? Que te assusta na nudez e donde vêm essas ideias? Dos outros?…

  11. Biquinis, tudo isso, uso e com muito gosto. Na nudez, não me assusta nada de nada. Mas é tão mais interessante despir um homem vestido… ! Se não te importas. É uma questão de gosto. Excepto as meias e os sapatos, que são com ele.
    Quando vi aquela fotografia de vagina, confesso-te que olhei melhor, e a fundo, instintivamente à espera de ver pústulas ou mutilações, como é comum encontrar em desdobráveis nos consultórios médicos. Fiquei frustrada e não gostei. Não me ensinavas nenhuma doença!
    Não sei se a tua ideia do futuro é toda a gente a passear nua por essas ruas fora, no automóvel e na bicicleta, e já agora no emprego, mal começa o Verão. Literalmente despidos de preconceitos. É isso?

  12. Eu pessoalmente acho que este video e altamente pedagogico e nos estamos num raio de uma sociedade que nao se importa que a Calvin Klein e a Gap apresentem publicidades com criancas em poses altamente erotizadas mas se se mostra uma vagina ou um penis cai o carmo e a trindade… as pessoas tem vaginas e penis da mesma maneira que tem braços, pernas e narizes, era bom que tivessem uma nocao de que ha imensas variacoes dentro da normalidade, principalmente os adolescentes. E as senhoras do video focaram um ponto altamente relevante, as imagens que nos temos dos genitais e seios femininos na publicidade e nos media sao uma quimera…e a vagina de uma crianca sem pelos pubicos e pequenos labios inexistentes com um peito redondo e cheio que so existe naturalmente em mulheres que amamentam. Ha algo de muito preverso e profundamente misogino nisto, querem um corpo de uma mulher que e simultaneamente uma mae e uma crianca-o corpo de uma mulher que teve filhos e uma sexualidade adulta e “anormal”, e feio. Tambem ninguem diz que uma mulher que faz uma labioplastia ou um implante mamario de silicone na melhor das hipoteses so perde a sensibilidade na area operada e na pior pode contar com cicatrizes, dor e ate problemas de saude serios…
    E apena e nao haver mais videos como este

  13. E ja agora Vega: dentro do feminismo ha correntes pro e contra a pornografia, e todas com bons motivos e argumentos.
    Dentro da pornografia, temos um universo muito limitado em que as mulheres sao tratadas como objectos e a sexualidade e desumanizada e mecanizada, ha uma degradacao das mulheres e da sexualidade. A maioria das feministas anti pornografia sao-no por este motivo, nao por uma questao de puritanismo

  14. Penélope, a minha ideia do futuro é a de que os órgãos sexuais deixem de causar medo. É simples.
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    Joana Andrade, muito bem.

  15. Uma das razões para que os órgãos sexuais sejam escondidos é a de que o fruto proibido é mais apetecido. Está no conceito em como fomos educados. Dou um exemplo: há muitos anos, tinha uns dez, onze, andava eu mais um grupo de rapazes e raparigas a banhar-nos num rio. Andávamos de calção e elas em maiô e não reparávamos nas raparigas, quando viemos para a margem, elas puseram umas toalhas à frente das pernas e a partir daí era o que mais podia espreitar. Conclusão. Fruto escondido é mais apetecido.
    Nós, Europeus, somos mais preconceituosos, o mesmo não acontece com os povos Africanos ou da América do Sul, questão civilizacional. Estive em África e vi certas tribos andarem nus da cintura para cima, e outras, com uma pequena tanga na zona da vulva. No princípio ainda dávamos atenção com o tempo deixamos de reparar. É como ir a uma praia de nudismo, nas primeiras vezes ainda se ganha erecção, depois tudo é banal.

  16. Tou-te a ber,eu ca te contaba umas coijas mas aspois a menhe famelia bem paqui ber kescrebo e fiku fudida.Tou na coimbra.Pizza napolitani sobu mondego.Dei tampa no italiano.So lhe intendi:Niente?Niente? Lol.Parecia um cigano,meu,e eu tenho muela do puorto carago.

  17. Nao acho de mau gosto a série de pachachas no vídeo.Bem,pelo contrario,fiquei surpreendida pela variedade das mesmas.Nao somos iguais,nem sequer nas pachachas!E isso nao é pedagogico?Se nao fosse o valupi,eu continuaria a pensar q a minha pachacha é igual ao da minha vizinha.Ja agora,querem a minha pachacha no aspirina?

  18. áhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
    aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh~

    Cáudia, minha garina, vadalhoca, cum esta é ka tu tramastes o Valupi.

    Balupi, meu inda heide cunhecer-te pá e dapoije num me largas.

    Num puvliques aquela coisa da Claudia aki, que eu kero cumer vem, sem bomitare.

    Porra, só dólhare pra cima já me dá uma cousa, só gosto domens, porra, benha aí um carvalho sem «v».

    Mas o Ti pachecu a falar de iressoese. Cum catano.balupi, pá, inda num saistes da casa de banho hoje pá, é só meias de leite, num seu granda vadalhocu?

  19. «Penélope, a minha ideia do futuro é a de que os órgãos sexuais deixem de causar medo. É simples.»

    Balupim, Balupi, nun tás a publicare tudo. Puvlica o meu último texto, pá, oube lá aquela cousa lá em xima parece o bigode o hitler mal aparado num keixu descaídu, pá.

    Oube lá que dotrina é a tua de bires dizere pra aki ka tua ideia no futuro é cus orgaos sexuais deixem de causar medo?!

    Atão oube lá, nun me digas que tens medo do teu coouso? Keres ber ka bais á casa de vanho cum pistola, cum canecu, ó balupi?

    Eu ká num tenho medo do meu. Mas concordo cuntigo. As mulheres debiam pudere andare em tronco nu cumo os homes, e olha kelas fariam malhor figura que alguns, tás a ber.

    Agora kuanto á parte dabacho, se num fizerem todos cumo a claudia que lhes dá carecadas, é capazde haber pãnico. inda bão a pensar kos algarbios inbadiram o país, meu.

    Agora imagina a assemvleia da repuvlica cos gajus todos nus. Tás a ber o louçae? ou o manel alegre, ou a farreira leite, ena cum catano, e o Cabaco, já biste, pra num fala do socratese. Porra, axo que ma punha na lua em dois sagundos, fogo.

  20. A injecção do orgasmo, G-shot, parece ser bastante mais polémica mas é capaz de não ser tão apropriada para escandalizar. Além disso, como é prática frequente sobretudo em determinadas elites de topo e contribui para diminuir as solicitações do livro de reclamações, adiante.

  21. Qual o mal em meter a pachacha no aspirina? Nenhum.
    Tou-te a ber,andas ai desesperado.Se fores jeitoso,apresento-te a um amigo meu.Ainda nao lhe consegui arranjar namorado.

  22. Val, mas quem é que te meteu na cabeça que os órgãos sexuais metem medo? E o que te leva a pensar que a exibição gratuita de órgãos sexuais visa acabar com um “preconceito”? Há um livro chamado História da Vagina, aliás interessante, onde aparecem vaginas de todos os tamanhos e feitios (isto para quem esteja interessado nas crenças e mitos ligados ao órgão sexual feminino).

  23. Por curiosidade puramente científica de pedagogo experiente que não está a gostar nada desta conversa – e porque, graças ao Valupi, só hoje reparei que vivo num presente onde as pessoas fogem de orgãos genitais normais ou deformados com a mesma pressa que fogem das polícias de defesa do Estado de Direito, das Cias, Mossads e quejandos – e encorajado pela liberalismo sem tabus da Joana Andrade, agradecia que a referida senhora me facultasse examinação com lupa da fotografia do seu pipi. Quanto mais pixels e contraste, melhor.

    Prometo que olharei para Ele como quem olha para um braço, ou uma mão. Puro e santo profissionalismo, garanto.

  24. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

    GIROFLE AHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Porra, isto é humor do caraças!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

    MAGNIFICO. DIVINAL. oRGASMICO. ORGASMICO. INTELIGENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  25. Penélope, quando estás a protestar contra a “exibição gratuita” estás a sugerir que a exibição deve ser paga para ser aceitável?

  26. Ora, que piada! Então estou, na medida em que “violência gratuita”, noutros contextos, é violência não paga.

  27. Val, “inseguranças femininas”? Só podes estar a brincar.
    Portanto, se uma mulher faz uma operação ao pipi para o tornar mais ao seu gosto, é “insegurança”. Talvez a “opressão da sociedade paternalista”, já agora. A mesma, sabes, responsável pela famigerada depilação, cabeleireiro, maquilhagem, dietas e ginásios, liposucções e cirurgía plástica, peelings e afins, e toda a parafernália de operações e tratamentos com que as mulheres, essas infelizes vítimas da opressão masculina, tratam os seus corpos. Para os tornar mais bonitos e sim, mais de acordo com os padrões de beleza vigentes. Como se faz há, sei lá, milénios.
    Mas claro, há aqui um limite que estas senhoras querem impor. O pipi. Como elas dizem, não precisas de fazer operações ao pipi para te sentires mais bonita. Vamos destilar isto, sim? É assim: Não precisas de mexer no pipi para te sentires bonita. É muito bonito assim, ao natural. Não é preciso mexer nele. Não mexas na tua vagina. É assim que ela veio, é assim que ela fica. Não mexe!

    Caramba. Isto é puritanismo em estado quase puro. Não mexas no teu pipi porquê, se mexes em tudo o resto? É uma parte da anatomia feminina especial? É sagrado?
    É aqui que entra então o problema que estas senhoras têm com a pornografia. Vamos fazer um pouco de história recente da vagina, para veres o meu ponto. Começamos nos anos 70, quando graças a Hugh Heffner e sobretudo Larry Flint, a vagina sai do submundo e entra nas publicações mainstream, contra uma resistência enorme dos puritanos, como sabes, que preferiam que se mantivesse escondida. Vai-se a um imagem dos anos 70, e o que é que se vê?

    A vagina, com toda a sua pelatura, exposta tal como veio ao mundo. O padrão de beleza na altura, por falta de outro. Avançamos para 2010, na Playboy Portugal, por exemplo, e o que encontras?

    A vagina, mas sem pêlos. Em conjunto com os pelos aparadinhos, o padrão de beleza hoje em dia. Agora, a nossa amiga Sofia Hilário é uma vítima de padrões de beleza impostos pela pornografia, com a sua vagina “pouco natural”? Ou será que, com o avançar dos anos e a queda de tabus em relação ao órgão sexual feminino, a vagina transformou-se, para a maioria das mulheres, uma parte do corpo a tratar e embelezar como qualquer outra? Como as pernas ou as axilas, livres de pêlo, ou como outras zonas corporais onde o pêlo é tratado e arranjado? A mim, a resposta parece-me simples e óbvia. Portanto, se o embelezamento e tratamento da vagina é encarada já naturalmente pela maior parte das mulheres (pelo menos da minha geração), não tendo já nada de tabu e apenas sujeita a gostos individuais (que podem ser perfeitamente ditados por modas e padrões de beleza. Mais uma vez, o que fazemos há milénios), o que é que há de mal que seja também sujeita a operações estéticas se a proprietária não gosta da aparência? É diferente do nariz? Ou do peito descaído ou inexistente? Ou do duplo queixo?
    É essa a tua “questão do caralho”? É porque me parece que é precisamente essa a questão para estas senhoras. Não querem que se mexa na vagina, para que as mulheres não se conformem aos padrões de beleza expostos (e não, ao contrário do que pensam, impostos) pela indústria erótica e pornográfica, que na minha modesta opinião fez mais pela libertação sexual das mulheres (e dos homens) do que todas as feministas juntas. E, já que estamos neste assunto, cara Joana Andrade, gostava muito de saber porque razão consideras a pornografia “degradação” das mulheres. Porque não são suposto serem filmadas e fotografadas a foder? Ou nuas? Ou com os genitais expostos? Porquê, têm de ser resguardadas? De quê? Do sexo? Porque o sexo “rebaixa” as mulheres, mas não os homens, será? Os filmes pornográficos rebaixam o acto sexual? Porquê, exactamente? O sexo entre adultos é algo que não deve ser filmado e explorado visualmente? Curiosa concepção da sexualidade, a tua. Não é de certeza a minha. E já nem toco nessa da vagina rapada ser “tipo as crianças”. As crianças também não têm pelos nas axilas. As mulheres rapam-nos para parecerem crianças? Please…

    Portanto, caro Val, como diz, e bem, a Penélope, não me parece que esta sociedade tenha especiais problemas com a sua sexualidade. Queres provas? OK, vamos à mercearia do tio Belmiro, o Continente, o padrão da normalidade de consumo. O que é que lá encontras? Preservativos de todas as cores, sabores e feitios. Vibradores, em embalagens bonitas iguais às Philishave. Filmes pornográficos na Worten, duas secções à frente dos jogos para gameboy. Cuecas fio dental, a € 4,99 com desconto em cartão. Ah, estás a ver a tua avó a usar estas? São o padrão, hoje em dia. Pergunta a qualquer adolescente. Lubrificantes. Máquinas para aparar os pêlos púbicos, para mulheres e homens. Ou seja, toda uma parafernália de objectos sexuais vendidos com toda a naturalidade ao lado do Fairy e do frango. Tens ouvido algum sururu à volta disto? Parece-te o tipo de sociedade onde a sexualidade ainda é encarada com especiais tabus? Ou onde é, na prática, celebrada?

    Ah, mas isto não chega para a malta do “só-seremos-verdadeiramente-livres-quando-andarmos-todos-nus-e-fizermos-sexo-em-qualquer-lado-porque-é-natural-e-lindo”. Não. A essa malta, irrita-os, por alguma razão que me escapa, que o sexo seja ainda considerado algo do foro íntimo e pessoal. Se não está exposto explicitamente em todos os sítios, é porque há um problema com a sociedade. Ainda não são livres. Há que libertá-los desses “preconceitos”. Coisa que aliás, já fizemos. Chamavam-se “comunidades hippies”, e os resultados não foram bonitos. Estão hoje, na maior parte, extintas. Porque esse tipo de sexualidade não resulta. Coisa que alguns se recusam a aceitar.

    Agora, daqui avançava para o Facebook, a censura e o que é ou não explícito. Mas o lençol (como bem lhe chamou o DS) já vai longo, e como ando um bocado ocupado não vou ter tempo agora para expor o meu ponto de vista como deve ser (porque isto de procurar fundamentar as opiniões é giro mas leva o seu tempo e dá imenso trabalho para quem não tem um talento natural para a escrita como tu). Depois já continuo, se achares que vale a pena.

  28. Não podia estar mais de acordo com o Vega, discordo quando diz que não tem jeito para a escrita. Mas ser modesto também é uma virtude.
    “Queres provas? OK, vamos à mercearia do tio Belmiro, o Continente, o padrão da normalidade de consumo. O que é que lá encontras? Preservativos de todas as cores, sabores e feitios. Vibradores, em embalagens bonitas iguais às Philishave. Filmes pornográficos na Worten, duas secções à frente dos jogos para gameboy.”
    Hoje tudo é diferente, há mais descontracção, não se tem vergonha de pedir qualquer artigo, seja preservativos ou outros quaisquer.
    Há uns anos um sujeito precisava de comprar uma caixa de preservativos, não havia as máquinas, na farmácia havia dois empregados, um do sexo feminino e outro masculino. Quando chegou a vez de ser atendido calhou-lhe a funcionária, esta perguntou o que desejava e ele disse que queria uma caixa de comprimidos, melhoral. Quando foi fazer o pagamento pagou com uma nota de cem escudos, a funcionária como estava aflita com os tocos, perguntou-lhe: não se importa de em lugar de receber o troco, lhe dê preservativos?

  29. Penélope, estava a meter-me contigo por causa da expressão. Vou refazer a pergunta: andar de braços despidos também é uma exibição gratuita de uma parte do corpo?
    __

    Vega9000, tudo vale a pena, disse o Poeta. Quanto ao que trazes, e que agradeço, vamos lá:

    – As razões que levarão a uma intervenção de cirurgia plástica radicam, em última análise, no próprio indivíduo. Contudo, é possível elaborar uma crítica de cariz sociológico e psicológico, como a que se faz no vídeo. Por exemplo, é sabido que a anorexia está ligada com as representações mediáticas dos corpos femininos e a censura à gordura (incluindo, e daí o problema, a gordura saudável ou não prejudicial). Nesta questão da plástica labial, os testemunhos do vídeo alertam para o risco desnecessário de tal intervenção, por um lado, e para a falsa questão da eventual deformidade estética, pelo outro. Este discurso, para além de pedagógico, é oportuno.

    – A ilação de que se está a interditar qualquer tipo de intervenção nos órgãos sexuais ao alertar contra uma operação plástica arriscada e de origem preconceituosa é tua. És tu que concluis o que te convém para defender a posição inicial, mas não é isso que lá está seja de que forma for.

    – Não há nenhum ataque à pornografia no vídeo – nem tal faz sentido se ouvires com atenção o que se diz – apenas a contextualização das representações usuais dos órgãos genitais. O que se diz é uma banalidade, o mesmo que se diz da imagem de celebridades, actrizes, modelos: que os corpos que a indústria pornográfica e erótica apresentam correspondem a uma minoria da população, num estado etário especial, e ainda são alterados esteticamente para apareceram nas imagens (seja pela produção no corpo, seja por manipulações nas imagens). Isto é uma evidência que precisa de ser continuamente recordada.

    – O vídeo não toca na questão das eventuais alterações estéticas que os órgãos sexuais possam sofrer por efeito das alterações culturais, morais ou da moda. Concentra-se numa específica prática, que tem um específico risco para a saúde, a qual nasce de um específico preconceito.

    – O vídeo não elabora acerca da actividade sexual, não advoga qualquer tipo de prática em detrimento de outra. A única questão é a da existência de um preconceito que faz com que algumas mulheres comecem a pensar que uma parte do seu corpo não está conforme à normalidade. O mesmo racional se aplica a quem faça operações plásticas que ponham em risco a sua saúde só para ficar de acordo com algum padrão, ou exemplo, que não lhe é natural. Claro que os indivíduos são livres de fazerem o que quiserem com o seu corpo, como são livres de se matarem, mas podemos questionar as suas motivações e consciência das consequências. Achas que este video interfere com a liberdade de alguém? Achas que este vídeo é mais prejudicial do que fazer uma operação inútil e arriscada por se acreditar que se tem um problema de imagem?

    – A tua primeira reacção foi emocional, pelo que te vais agarrando onde podes sem encontrares um ponto de apoio sólido. Todavia, no fundo, aposto que até curtes as boas intenções das senhoras no vídeo e a sua intervenção cívica…

  30. Giroflé quer ver o meu pipi? O Valupi vai censurar-me outra vez. Se eu lhe mandar o pipi por mail, vai pensar duas vezes antes de publicar o meu pipizinho. Posso adiantar que está tão rapadinho como os pipis do vídeo.
    O meu pipi está de boa saúde, agora não posso dizer isso do meu pé. Caí das escadas (mais uma vez, mas desta vez não preciso de pontos na cabeça) e torci o pé. Está com ligadura e violáceo, coitadinho. Mesmo assim, tirei magníficas fotos ao mosteiro de Santa Clara-a-velha. Foram fotos sofridas. Acreditem! Nunca tive entorse na minha vida.

  31. Se não vês a diferença entre um braço e um sexo, talvez já seja tarde para te explicar e… cheira-me que estás a perder alguma coisa.
    Cumpres muitas missões admiráveis com este teu blogue, tantas vezes genial. Já essa de libertador de preconceitos sexuais, é de sucesso menos garantido, te garanto. Alguma coisa te deslumbra que já não devia deslumbrar-te.

  32. Penélope, eu até vejo diferença entre o braço esquerdo e o direito, tão perspicaz é o meu olhar. Agora, essa de já ser tarde para explicar alguma coisa é que fica como um grave atentado contra a formação contínua.

  33. Valupi

    meu merdoso, tu não estás a puvlicare o que escrevo, ó tintim? Estás pra aí a falar de ratas , que aposto que nunca biste uma à frente.

  34. Caramba, gostava de ver tanta indignação perante os “produtos” que vendem a ideia de padrão normal de mamas, rabos, vulvas e pénis como vejo perante uma que apenas diz que não há padrão normal…

  35. Eh pá Ó Cláudia, cum catano, deixa lá a ratita em paz, rapariga.

    ainda por cima deste-lhe uma careKada. Agora cu valupi nos habituoue a ber o bigode od hitler em queixo descaído, fogo ainda ia pensar que ia ber um rato tipo cobaia.

    Coitadinha, caíu…essa porra é do caraças. Eu ando sempre no xãoe. é cada uma de caixãoe à coba.

    ciao bella

  36. A verdade é que se forem imagens de dor, sofrimento, miséria ou violência explícita, tudo bem, normal, educativo e informativo. Agora se forem imagens de prazer, sobretudo sexo, não, nem pensar, é muito perigoso e até ofensivo. E alguém decidir expor as partes do corpo que bem lhe apetece, afecta a minha privacidade e intimidade? Por favor, não gozem com a nossa cara, quando muito, transgride as regras.
    No fundo, temos uma plataforma de comunicação globalizada, símbolo da evolução tecnológica e social mas com mentalidade de clube privado do pós guerra a tresandar de moralismo balofo e preconceitos provincianos. As pessoas sabem, mas ainda assim aderem aos milhões porque o nosso instinto tribal de pertença e identificação com o grupo fazem-nos aceitar isso de forma bovina e portanto ninguém tem nada de que se queixar.
    Estas discussões lembram as polémicas sobre o nudismo da década de 70 e a solução não deve variar muito: um dia destes teremos aí um Bodybook onde quem quiser pode andar à vontade em pelota.

  37. A diferença das coisas !

    Se nalgumas partes do mundo as mulheres são torturadas sexualmente ainda em idades muito jovens por via da mutilação genital, noutras partes do mundo as mulheres miram o seu órgão genital e decidem intervenções estéticas.

    Umas vivem debaixo da pesada e tirânica lei religiosa.

    Outras vivem debaixo da não menos pesada e não menos tirânica lei da futilidade e do vazio total.

  38. Da futilidade e do vazio, não exageres! São juízos de valor. Tenta primeiro entender a época em que vives, sevilhana.

  39. Claudia,

    A tua tendência para usares uma certa tirania intelectual parece-me ser irreversível. Contudo, a possibilidade de todos nós podermos partilhar determinados espaços, permite-nos isso mesmo, exprimir opiniões e até juízos de valor, para além de que o meu entendimento da época em que vivo não tem de ser igual ao teu.

  40. Carmene,

    «Outras vivem debaixo da não menos pesada e não menos tirânica lei da futilidade e do vazio total.»

    Bocê rafere-se askelas de oliude?

  41. Essas e todas as que se lhes igualam.

    As pessoas provocaram um afastamento do que é ser natural, criando e recriando constantemente arquétipos nos quais a sua auto estima só atinge a elevação ao mais alto nível quando a cara tem silicone, as mamas têm silicone, as nádegas têm silicone, as unhas são de gel, os lábios têm uma treta qualquer…, o cabelo é pintado…

  42. Bem, Carmen, já não tenho coragem de brincar consigo. Sabe, bem vistas as coisas, é isso mesmo. Sabe qual é a minha opinião? É deplorável que assim seja, mas as solicitações são muitas e o «comércio da carne» – entenda-o latu sensu – está completamente desvirtuado.

  43. Tou-te a ber, quando falas bem, soa mal :-)

    Esta Carmen parece um homem a falar: os defensores da naturalidade. Esquecem-se que as mulheres, por natureza, gostam de se adornar. Ah pois! Conheço um que dizia à namorada para não fazer depilação porque era a natureza! Resultado: andava ela pelas ruas de mini-saia e os pêlos bem à mostra. Enfim… É o que defende a Carmen.

  44. Tenho a acrescentar que não devemos banalizar. Estou a referir-me essencialmente aos homens retrógrados, machistas e com um ciúme subreptício e mal assumido.

  45. Ó claúdia, minha,

    num posso estar sempre a falare male, porra, ainda ma chamam beato caralhudo. Pá.

    Mas este gajo do Balupi só ma leba a falare male. granda filho dakilu. O tipo só minerba kuando num puvlica a merda ka escrebo. Já lhu dice. Um destes dias amandu-lhe com um pipi asério pra cima. Tu bais a bere cu gajo num satrebe a puvlicare mais pipis quelembram o bigode do hitler mal aparado e em keixus descaísdus.

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