5 thoughts on “Tanto vinho”

  1. O imposto deveria ser de 28%, tal como sobre quaisquer outros lucros de capital (depósitos a prazo, juros, dividendos, etc).
    Uma pessoa “investe” numa lotaria. Se o investimento remunerar, a pessoa deve pagar 28%, tal como sobre qualquer outra remuneração de um investimento.

  2. Luís Lavoura: os jogos da Santa Casa tiraram aos apostadores (os tais “investidores”) quase 3.100 milhões de euros em 2018. Mas os apostadores só receberam 1.800 milhões (58%) em prémios, pelo que 1300 milhões (42%) tiveram outros destinos.
    Desta última verba, só 180 milhões foram para o Estado (imposto de selo). O fisco não cobra imposto sobre “lucros de capital”, mas sim imposto de selo sobre os prémios.
    A fatia principal, de 732 milhões, foi para os chamados beneficiários dos jogos (a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e muitas outras entidades, que actuam sobretudo nas áreas da acção social e saúde).
    Outros 236 milhões de euros foram para os comerciantes e mediadores dos jogos.
    As despesas e o lucro da Santa Casa representaram 2,5% da receita global . Por isso a Santa Casa diz que 97,5% da receita global foram devolvidos à “sociedade”, incluindo a pequena fatia do fisco.
    Quer isto dizer que não há comparação possível com a fiscalidade que incide sobre os lucros de capital. A devolução à “sociedade” da receita dos jogos é feita sobretudo através de entidades de solidariedade social reconhecidas pelo Estado e não pelo Ministério das Finanças. E como se trata de mais de 40% de devolução das receitas dos jogos, é uma taxa incomparavelmente maior do que a que o fisco come aos lucros de capital.

  3. tendo em conta os problemas que o jogo acarreta , de malta a roubar para jogar raspadinhas e tretas , devia ser taxado a pelo menos 75%. só o vicio da droga é que tem direito a esgares de nojo? e os outros ?

    quem é o zé simões ?

  4. bem , agora a sério . o jogo deve ser taxado com base nos escalões de irs ( englobam o prémio nos rendimentos desse anos ) e mais nada. não faz sentido que os rendimentos da sorte sejam menos taxados que os do trabalho. se tenho de redistribuir o que ganho trabalhando ( e trabalhar é duro) pq não se há-de redistribuir o que nos cai do céu ?

  5. júlio,
    eu não quero discutir a (i)moralidade das diferentes formas de ganhar dinheiro através do investimento de capital. Pode-se emprestar dinheiro, sob a forma de um depósito a prazo, a um banco, e recebe-se juro; pode-se emprestar dinheiro, sob a forma de uma obrigação, a uma empresa, e recebe-se juro; pode-se comprar uma ação de uma empresa, e recebe-se dividendos; pode-se comprar uma casa e arrendá-la; ou pode-se jogar na raspadinha. Cada uma destas formas de investir tem alguma (i)moralidade, que eu não quero discutir. O que me interessa é que a pessoa investe, e retira algum lucro desse investimento. E o que eu defendi foi que, esse lucro deve ser todo taxado da mesma forma, independentemente da forma como foi obtido. Tanto me faz que tenha sido obtido como um dividendo de uma ação, um juro de uma obrigação, uma renda de uma casa, ou um prémio da raspadinha, deve ser taxado da mesma forma.
    É claro que o júlio pode ter um critério diferente, um critério de utilidade social, ou de retorno para a sociedade, mas eu ainda não percebi qual ele seja.

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