8 thoughts on “Suspeita do dia”

  1. Decisão tomada esta manhã na mesa da janela porque as trevas inundam cada vez mais os sítios que amo. Proponha-se o primeiro ministro da dita república para o Prémio Sakharov, no mínimo.

  2. A senhora andou num carro do Estado mas distraída. Não foi por cálculo, foi por ilusão – já dizia o poeta «O´Neill».

  3. Obrigado amigo Z por nos dares um pouco , penso, do teu amor pelo Brasil. Já vai muito tempo que a minha querida amiga V me espera na sua Universidade de Belo Horizonte para falar dos meus cativos e de todos aqueles que vivendo nas margens da sociedade, a desafiaram nos séculos XVIII e XIX. Mas ainda não arranjei tempo para ir banhar-me no Velho Chico. Sabes… o avião…é … um desconforto. Estive quase a cantarolar “Foi bonita a festa pá…”, mas não. Quanto ao carregador, se o encontrares, quarda-o.Penso que ainda não perdi o hábito de os encher.

  4. consta que o prior da marmeleira colocou uma corda ao pescoço da sua primeira dama. agora a senhora anda pelo país a ver onde é que se asfixia melhor.

    agora na madeira foi só um jeitinho ao chefe de uma das tribos, por ele se ter calado. mas se ganhassem o jeitoso tinha cá lugar como ministro que era para nós ficarmos a saber bem o que é isso de asfixia democrática

  5. Sobre a asfixia democrática
    Manuela Ferreira Leite fala sobre a asfixia democrática numa região, toda ela, de liberdade e fraternidade. É tão fraterna que basta ver um zepelim a sobrevoar o céu, do chão da Lagoa, que aparece um ser misterioso a convidar o seu desvio, a convite de uns tiros de carabina. Esta coisa misteriosa podia cair em cima da cabeça, do Príncipe Alberto, e dar cabo de tão ilustres ideias e visões. Então não foi tão ilustre personagem a prever e não revelar a aparição da Gripe A, ao não deixar o deputado do PND, entrar no Parlamento Regional, para o mesmo – Parlamento – não ficar de quarentena, pelo facto do deputado vir carregado de Gripe A. Para que se saiba e conste no Continente, põe a comunicação social toda a dizer o mesmo para que se veja que lá não há delito de opinião.
    Depois a Manuela faz afirmações sobre a asfixia democrática, que são logo contrariadas com estas frases: “Sabem-na os jornalistas com memória, aqueles que foram removidos através das cínicas “rescisões amigáveis de contrato”, e os que nunca mais foram aceitos nas redacções, sob a alegação de terem “mau feitio” ou de serem “muito de Esquerda.” E eram algumas das grandes assinaturas dos jornais.”
    Nestas redacções o ar que se respirava era de uma pureza sem limite.
    “Os moralistas da profissão ficaram calados como ratos. Reaparecem sempre que surge um berbicacho: dizem umas inflamadas banalidades sobre liberdade de expressão e recebem medalhas no 10 de Junho”
    Estão a candidatar-se para estas medalhas: António Ribeiro Ferreira, Eduardo Dâmaso, José Manuel Fernandes, Mário Crespo, João Miguel Tavares, João Pereira Coutinho e José António Saraiva, Carlos Abreu Amorim, Manuela Moura Guedes, etc., etc.
    “Como devem calcular, sei muito bem do que falo. E o nojo que me invade, nestas situações, não esmorece com a idade. Pelo contrário: sou um casmurro que bate o pé. É sabido que não trago o retrato de Sócrates junto do coração. Tenho-me servido do sarrafo, escandalizado com as suas políticas crudelíssimas, tristes e insensíveis que deram cabo de algumas esperanças acalentadas. A lista das minhas indignações é grande. Mas nunca senti “asfixia democrática”; nunca houve recoveiros a sussurrarem–me recados ou ameaças. Ao contrário do que me aconteceu no tempo do dr. Cavaco: fui proibido de escrever “artigos políticos” por uma parelha de medíocres que trepara à direcção do Diário Popular, jornal fundado pelo meu pai, no qual eu começara a escrever, com catorze anos, e onde trabalhei durante vinte e três.”
    Vem Cavaco todo preocupado com a liberdade de expressão, quando no seu tempo é que ela existia. Bem prega Frei Tomás.
    “A mesa autoritária conheço-a de cor. Quando a dr.ª Manuela Ferreira Leite, onzenada pelo seu Rasputine ex-maoísta, procede à elaboração da realidade como evidência, preocupo-me com essa fumigação perigosa, que pode enganar e submeter os que são propensos ao engano e à submissão. Vivemos numa época em que o que se diz ser é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir à falácia. Empreender um esforço de compreensão, a fim de percebermos o que é importante para a comunidade, entendida esta como “mundo comum.”
    Quando se diz que na Madeira não há “asfixia democrática”, está em jogo algo de mais relevante do que uma frase suplementar”
    Agora dou mais valor ao dito popular: Mãe fulana diz que sou prostituta. E tu que lhe respondes? Não digo nada. És uma tola, diz-lhe o mesmo. Mas ela não é. Não faz mal, o que interessa é que lhe chames e que o povo tenha conhecimento.
    Tomei a liberdade de reescrever parte do texto que Batista Bastos que nos brinda no DN.
    Palavras para quê!
    PS – Queria ver desmentidos sobre estas afirmações.

  6. amigo Afonso, desconforto no avião é para Timor, e mesmo assim fui lá 6 vezes, verdade se diga que metia uma carta táctica: massagem em Bali, e o jet-lag lá ia meio despistado, pista abaixo.

    Já quanto ao carregador ainda não vi, mas já me saltaram duas ponta&mola,

    Não sejas tolo, a 100 km de Belo Horizonte tens Ouro Preto que é uma delícia até dizer mais não: as igrejas, a calçada, a estatuária do Aleijadinho, até se desce de carrinho às minas fundíssimas escavadas naquele implacável quartzito.

    Sim, tenho um enorme amor pelo Brasil e de forma geral por toda a lusofonia, até penso que esta crise que me caiu em cima e deu cabo da minha confortável e entediante posição é para me fazer cumprir o sonho de miúdo e partir. Creio que muita da nossa vida está escrita desde sempre, sabes?

    Peço desculpa se me perder no diálogo mas é que o nosso Valupi anda com espermatorreia política ou lá que é, e eu já não dou conta do recado, até já nem sei onde anda o meu amigo Reis, que eu ronrono a lê-lo.

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