Sim, existe

George Boeree é um castiço que não me conhece, mas de quem sou amigo. Para começar, tem esta introdução a Maslow que é uma notável exposição que alia a completude com a facilidade da assimilação pelo leitor. Agora reformado, deve ter sido um excelente professor a avaliar pela escrita simples que não perde exigência. Convido-te para atentares no segmento relativo à auto-actualização, especialmente nos nomes dados como exemplos de seres humanos que teriam atingido este estádio último, segundo Maslow: Abraham Lincoln, Thomas Jefferson, Albert Einstein, Eleanor Roosevelt, Jane Adams, William James, Albert Schweitzer, Bento de Espinosa e Alduous Huxley. O nome mais curioso, para nós, é o de Espinosa, holandês descendente de judeus portugueses. Mas bem mais curiosa é a lista de necessidades próprias aos indivíduos que se auto-realizam e o raciocínio que explica a raridade dessa realização, ao arrepio do que o senso comum concebe.

O meu amigo não se interessa só por psicologia, antes tem uma alma de inventor. Para além de assuntos algo menores como variantes de xadrez até matérias algo maiores como a Lingua Franca Nova, os seus neurónios não se podem queixar de falta de uso. Mas também exibe uma objectividade que está ao serviço da justiça, como nesta apresentação da comunidade Amish, seus vizinhos na Pensilvânia, por exemplo.

Contudo, o principal motivo para o estar aqui a louvar, ao meu querido amigo, resulta desta página. Foi para isto que Al Gore inventou a Internet num dia em que não se sentia acalorado: para se exibirem provas digitalizadas da existência da felicidade.

5 thoughts on “Sim, existe”

  1. Os amish circulam no meio dos not amish, nas suas caléches com luzinha. Frequentam os restaurantes dos not amish e fazem as suas culturas agrícolas normalmente. Têm quintas grandes, são bastante visitados e não se opoem a tirar uma fotografia com os not amish.

    Entreajudam-se e guardam os seus costumes, vivendo num campo maravilhoso, mais ainda quando coberto de neve.

  2. «Aprende esta lingua es un joia – atenta! Tu va trova asi otra parlores ci pote aida tu.»

    Que bonito, Valupi! E eu que acabei de mandar uma coisa que roça na gaya scienza de trovar, e o gai saber. Está provado que dá para plantar pinhais e a linguagem dos pássaros, as homofonias, eram usadas como um código secreto de amor.

    PS1: muito cuidado com a cebola na sopa!

    PS2: deixa ver se aterro, tenho ali a cópia do discurso com que Spinoza foi expulso, escrito umas décadas antes em Veneza e nunca antes usado, se eu descobrir o livro ponho aqui, mas só amanhã ou assim.

  3. Valupi,

    Contigo, “não” não é permitido como resposta. É isso que me obrigas a pensar, já que me lembro muito bem das ensaboadelas, dúvidas e outras más recepções que levaste dos teus comentadores quando aqui há dias nos vieste apresentar os teus delírios piramidais. Perseverar foi sempre um lema do caixeiro-viajante, e até mesmo do empregado de balcão, e não és tu que foges à regra.. O que acontece, para tua infelicidade, é que alguns, como eu, vão aos teus links por curiosidade procurar razões para a felicidade com que nos queres contagiar. E não é que, tendo lá ido, cheguei à conclusão que esse Boere é outra pessoa que não engana como o Maslow!

    Registo em copy-paste, e perdoa-me o pecado:

    “The Hebrews of the Old Testament are a great example of a community whose beliefs allowed them to prosper. But when the Bible says we should love our neighbor, it clearly meant our neighbor literally, our fellow Hebrew, and not, say, Egyptians or Assyrians or even Canaanites, as evidenced by all the rather vicious warfare of the day. Being good to one’s enemy, someone who is not a member of our “tribe,” is a rather novel concept, one, in fact, that makes its appearance only among the Jews of Hellenistic times. After all, any community that has the belief that they should be nice even to aggressors, is a community that usually doesn’t last long and takes that pleasant belief down with it.”

    Há aí pescada que, se salgada, pode durar até a Primavera de 2011, não achas?

    Isto a adicionar à sua confissão de que é “ateu” e subsequente noção de que ateísmo não é “nada”. Quando falares ao rapaz pede-lhe que explique isso.

    Quanto ao rol das “individualidades” que atingiram o topo da pirâmide Maslowana, azar do grande: tu começa-la logo por uma bem conhecido “supremacista branco”, o Abrão. Não te falo do resto porque receio bem que vás participar às bófias. E tu sabes como são essas gajas, vão logo exumar os restos mortais dos felizardos beneficiadores da pirâmide..

    Mas fica pelo menos isto para usares no teu CV, caso desprezes o resto: és um fraco internauta, talvez ao ponto de ainda não teres tido coragem para ires além de S. Julião da Barra, o que é uma vergonha em termos de horas de navegação. Consulta com urgência um psicólogo como eu que já andei na estiva e caguei muito de cocas sobre a terra nossa.

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