Sementes de violência

daniel oliveira patrocínio


Pedro Sales tinha considerado inaceitável a coexistência no mesmo ser de uma disponibilidade para a actividade política e a concomitante possibilidade de obter uvas e cerejas sem as respectivas sementes. Considerou esse um caso de esclavagismo. O Daniel não quis ficar atrás. Neste comentário supra, apresenta uma antropologia, uma axiologia e uma teoria da História. É a Tese do Autoclismo, em homenagem ao primeiro argumento aduzido: Quem tem empregada/o não deixa de puxar o autoclismo por isso. Nada a objectar, é de um rigor escolástico. Já o segundo argumento levanta-nos algumas dificuldades: Não achamos aceitável que alguém nos transporte às cavalitas, mesmo que receba salário por isso. Não? Mas porquê? Ou melhor, de que salário estamos a falar? Antevejo prolongada polémica quanto à validade deste pressuposto. E a ambiguidade aumenta: Ou que nos vista de manhã estando nós no pleno das nossas capacidades físicas. Ora bem, se é legítimo conceber o pleno das capacidades físicas antes do meio-dia, já o pleno das capacidades psicológicas não pode ser garantido. Pelo menos, no meu caso. Então, nessas circunstâncias, seria lícito, até misericordioso, ter ajuda para enfiar umas calças e calçar uns sapatos; especialmente se já estivermos atrasados. Segue-se um corolário convoluto onde se anuncia que a dignidade está a reduzir os postos de trabalho. E eis que surge um mandamento: Há coisas que um adulto tem a obrigação de fazer por si. Até uma criança. Cuspir as grainhas das uvas que come é uma delas. Toma e vai buscar! Quem é que estaria à espera de uma destas?… Mas é, de facto, assim: temos a obrigação de cuspir as grainhas das uvas que comemos. Porquê? Ninguém sabe. Mas será que temos de saber? Será que precisamos de tudo explicar, racionalizar, justificar? Isso é o fascismo, ou coisa pior. Neste caso das grainhas, é de tal forma evidente a necessidade de as cuspir, uma vez tendo entrado na boca à sorrelfa, que o Daniel decretou a inutilidade dos debates acerca do assunto. Pelo que a Carolina está destinada a ganhar mais dois títulos: para além de tonta, imatura e arrogante, fica agora a saber que também é mimada ou idiota. E assim se chegou lá, àquela parte em que se pediu a sua expulsão da Cidade.

Esta investida do Sales e Oliveira contra a Patrocínio permite antecipar o que será um futuro Governo com Louçã a primeiro-ministro. E ficamos já a saber que ele vai ser draconiano para o sexo feminino, o qual passará a ter de esconder bem escondidinho tudo o que saia fora da imagem de dignidade e profundidade intelectual que o BE definir para a populaça. Contudo, creio que eles tentarão ainda ir mais longe. É que o material que lhes serviu de alvo é uma banal reportagem de celebridades. O que estava em causa era tão-só apresentar o lado pessoal, privado, de uma figura pública. E é nesse contexto que ela relata algo que decorre do seu estatuto social, onde há trabalhadores em casa. Neste ponto, importa prestar muita atenção: para se ter uma empregada que nos prepare as refeições não é preciso pertencer à classe alta, a classe média, e mesmo a média-baixa, pode pagar esse tipo de serviço. Então, o interdito de preparar a comida de uma certa forma, neste caso a fruta e suas sementes, é o que está em causa. E eu, desde que Pitágoras proibiu o consumo de feijões porque se pareciam com fetos humanos e ele estava com medo de mastigar alguém, que não me lembro de algo tão absurdo, tão estúpido, tão ridículo como o que estes dois notáveis espécimenes da esquerda imbecil vieram dizer da liberdade de outrem.

Que se irá seguir? Vão também querer proibir as piscinas privadas, pois é obrigação de todo o adulto e criança ir para a praia juntamente com o povão? Vão limitar as viagens ao estrangeiro, o número de amigos com descapotáveis e as aulas de equitação para o sexo feminino com pretensões políticas? E, já agora, donde vem tanta violência contra alguém que se está a expor bondosamente? Para auto-propalados heróis da luta contra os preconceitos, vós sois patéticos.

39 thoughts on “Sementes de violência”

  1. Val: nesta, não posso estar contigo. Depois de meses a usar o aspirinab como antídoto à cretinice geral, desta vez tenho de ir ao iboprufenoc ou algo assim.
    Esta miúda não deveria ter dito o que disse, e algo vai mal se um partido com a palavra “socialista” no nome, tem alguém capaz de dizer uma insensatez destas numa entrevista. E quando digo que vai mal, é porque se não encontraram ninguém mais sensato…
    Vou ao tema: a menina não pode com os caroços das cerejas. E tem alguém que os tire por ela. Penso que estaremos de acordo de que extraír os caroços ás cerejas que uma pessoa come, é uma tarefa “pessoal”, para a qual o ser humano socialmente comum está habilitadíssimo a fazer, e não pressupõe nenhum nível de habilitação especial (tal como assoar-se o nariz, limpar-se o suor da testa, etc). Logo, o facto de ter alguém que é pago para fazer uma tarefa com um valor real tão pequeno, mostra que a menina dispõe de meios financeiros para tal e também pressupõe, o que é muito mais grave, que a tal pessoa que tira os caroços, não tem nem de perto esses meios. Por isso faz esse trabalho a troco de um salário. Que se imagina não muito elevado pela falta de especialização que requer e de valor (real, não subjectivo)acrescentado.
    O socialismo deve servir para repartir *bem* a riqueza gerada por uma sociedade. Um projecto socialista não deve ser mandatado por alguém capaz de responder em público que disfruta de uam diferença tão grande de rendimentos com outra pessoa, que lhe pode pagar para retirar os caroços de cerejas. A mensagem é um desastre do ponto de vista socialista, porque esta pessoa divulga que disfruta dessa diferença em vez de a combater.

  2. eu nem fui ler a rapariga, isto é fofoca da pesada, mas o Valupi tem razão: será sempre uma diabolização que visa uma expulsão, em nome do ‘não és digna de’, logo não existes ou melhor não devias existir. Toma lá cicuta, ou preferes cianeto?

    já quanto às grainhas tenho uma objecção metodológica: houve uns tempos em que eu comia grainhas de uva junto com as uvas, para já porque sou preguiçoso e depois porque me disseram que fazia bem à próstata junto com os antioxidantes e sei lá que mais. E portanto todos os anos ainda como um bocadinho.

  3. mas o Pedro terá também, porventura, razão ali numas coisas, dá idéia. Fica para quem tiver pachorra de ver. Conclusão: esticar patas,

  4. pedro, fazes muito bem em procurar remédios noutras farmácias. Quanto ao assunto, espero que tenhas em conta que as declarações da Carolina, usadas para o ataque do Arrastão, não são políticas. Trata-se de uma reportagem onde ela é interrogada como figura pública, celebridade, pessoa. Donde, a questão centra-se no facto de ela ter em casa quem lhe tira as sementes das uvas e cerejas.

    Tu repetes a falácia: como todos podem tirar essas sementes dessa fruta, ela também o deveria fazer. Ao declarar que não o faz, algo de muito errado está a acontecer. Tão errado que tem implicações para a sua actividade política, comprometendo a legitimidade da função assumida no PS. Ora, este raciocínio é absolutamente preconceituoso e violento. Cada pessoa pode pagar o que quiser a quem quiser para fazer o que quiser, desde que seja legal. Por que razão a questão das sementes na fruta haveria de ser diferente? Ou alguém, pelo facto de ser capaz de pintar uma parede, está moralmente proibido de contratar um pintor? E as senhoras que têm empregadas domésticas não são capazes de passar a ferro e lavar a roupa? Estamos no reino do absurdo se estas são as regras que permitem censurar alguém.

    Aposto que tu, se leres o escreveste, concordarás com a insensatez da acusação. Repara: tu nem sequer sabes quem é que trabalha em casa dela, quanto ganha e o que pensa do que faz. Como é que podes dizer que há qualquer indignidade? Há indignidade em tirar sementes da fruta mas passa a ser digno fazer uma sandes de queijo ou bife com ovo a cavalo se a Carolina estiver para aí virada?… A tua referência ao socialismo, como sistema distributivo da riqueza, mostra como tiveste de chegar a uma abstracção já sem qualquer aplicação no caso para sustentares o teu preconceito. Porque se tudo isto não passa da censura à riqueza de alguém, que no caso pode ter empregadas domésticas ou cozinheiras ou lá o que for, então essas é que são as ideias verdadeiramente indignas.
    __

    Explica lá isso melhor, Aristes. Qual é o problema? Achas que a Carolina não representa a juventude? Se achas que não, indica aí os nomes adequados, que é para nos rirmos um bocado.

  5. Bem visto Valupi. O que a Carolina disse é uma frivolidade sem importância, a crítica dos cabeças de burro bloguistas tem implícita uma moral e actitude de costumes refinadamente dirigistas , naquele sentido do “socialismo real” de fabricar o “homem novo”. É políca baixa.

  6. Val,

    Porque é que achas que eu devo indicar nomes para o lugar da Carolina? Ainda não reparaste que não sou dirigente do PS?

    Representativa da juventude, a Carolina? Acho que não, espero que não, rezo para que não.

    Para mim não é problema nenhum. Talvez para o PS? Mas se o PS se sente bem representado assim, quem sou eu!

  7. eu desta vez acho que o V tem razão. o produto mediático fútil representa bem a juventude socrática , a esquerda moderna , aquela que prefere batota a perder ( mandatária dixit) e diz que é de esquerda , como eu posso dizer que sou católica , mesmo que seja uma ladra e assassina , porque um dia fui baptizada. um rótulo sem qualquer significado na vida da cidade.

  8. Raispartam. Dizem que o Sócrates tem tantos contactos e move toda uma rede de influências e não foi capaz de convencer quem oferecesse um descaroçador de fruta à rapariga? Tinha-se poupado isto. Ah pois… não podia ser porque senão o bloco começava logo uma gritaria porque o governo estava a subtrair postos de trabalho. Ontem já não tive dúvidas que esta volta da escravatura protagonizada pelos arrastados só podia estar relacionada com os números do INE relativos ao PIB. Realmente o que é que se pode esperar da produtividade num país onde ainda se paga salário (digo eu) a alguém para tirar as grainhas da uva? Como a semana estava a chegar ao fim seria de esperar o sermão moralista do bloco. Ao responso juntaram a luta de classes como convém. No entanto, ninguém me tira da ideia que esta volta do esclavagismo está intimamente ligada com a tentativa de restauração da monarquia na capital. Vou esperar para ver.

    Há uns anos tive um gato que adorava peixe. O normal. Só que, o sacaninha comia o peixe de um lado e punha-se a miar desalmadamente até que alguém virasse o peixinho do outro para ele comer o resto. Aquilo tornou-se um ritual que durou até o pobre bicho se fartar de nós. Hoje percebo claramente que foi aí que se começou a perder a verdadeira consciência de esquerda cá em casa. Sou adepto que socialista de gema deve fazer a caminha quando se levanta, arrumar a botinha na sapateira e pôr as meinhas para lavar. Juro que tento cumprir mas longe de mim a ousadia de querer passar neste crivo de consciências do bloco. Manicuras ou massagens étnicas, cocktails à borda da piscina e restante serviço de esplanada só pode ser conversa de capitalista. Está escrito, esquerdista que se preze, quando quer regabofe tem que dar o coirão. No corte de cabelo é que continuo a ter dúvidas.

    Ainda bem que a Carolina gosta de fruta sem caroço. O contrário é que seria preocupante. A forma como ela resolve isso é lá problema dela. Mas agora ficou a saber preto no branco que ao tornar isso público perdeu a capacidade de representar quem quer seja (com sorte talvez lhe sobre poder representar os profissionais de descaroçar fruta) e corre sérios riscos de deixar de ser respeitada pelo resto da Humanidade. Nem quero imaginar que o PS pudesse ter escolhido um jovem com gostos mais invulgares e estranhos. Ia ser o cabo das tormentas. Tínhamos o regresso em força do grande circo da Roma Antiga com os gladiadores vencidos a servir de lanche às feras insaciáveis. E mais uma impagável homilia do Daniel.

    Só sobra pivete nestas lições de dignidade do bloco que tresandam a moralidade e preconceito. Muito pior do que qualquer religião. Haja quem puxe o autoclismo porque precisamos de uma sociedade muito mais higiénica.

  9. olha tra.quinas, parabéns pá! Espero que o Valupi puxe isso para a montra, foi um gosto ler-te. Eu miava para ires ali abrir o meu Ti Piedade, e assim comias um naco sem culpa, mas vou eu mesmo e como pelos dois, lamento mas é o melhor que se me ocorre. Depois é mirtilos para desenjoar.

  10. tra.quinas : ao menos quando defecas , limpas tu o rabo? ou achas uma trabalheira nojenta e só o fazes quando a sopeira está á mão para te mudar as fraldas?

  11. Z, simpático da tua parte :) Espero que te saiba lindamente.:)

    Quem sabe um dia destes não podíamos fazer um churrasco dos acetilsalicílico-dependendentes. Eu não me importo de virar o peixe, a carne e os legumes. No grelhador, claro. E também arranjo sítio, se for no belo maciço calcário dos Candeeiros. A quinze minutos de Lisboa quando houver tgv. Tgv? Ahhh… aquela alucinação de quem não gosta de andar a cavalo. Também cá há. Mas é mais down-hill, parapente, paint-ball e desporto natureza.

    Mas o teu comentário posterior e o da mf têm toda a pertinência. Pois é! É o grande problema. As juventudes partidárias não sabem o que é o gozo de levar a bola e definir as regras. Quer dizer, eles sabem… não querem é que se saiba que eles sabem. Em três passos bem dados (e não é necessário que sejam do Nelson Évora) estamos na monarquia. Educação jeitosinha e desprezo pela opinião da plebe.

  12. A serigaita que só come cerejas sem o caroço tem pinta de ser uma menina mimada. As declarações que faz e as entrevistas que dá devem ser a condizer. Até aqui, tudo bem. O pior é o caso inquisitório que os dominicanos Sales e Oliveira fabricam a partir deste paupérrimo fait divers ou de qualquer traque que lhes chegue às narinas. Até parece que essas bestas nunca comeram uma laranja descascada no restaurante. Só devem frequentar tascas onde as uvas não vêm lavadas nem a cerveja é vertida no copo pela empregada. Descascar uma laranja, tirar o caroço à ameixa do lombo de porco assado, esculpir uma flor no rabanete, tudo isso é para eles trabalho escravo. Puta que os pariu que não há pachorra para tanta imbecilidade.

  13. Que pena que não distingam serviços de excepção , pagos como isso ( quanto custa uma laranja descascada em flor no Eleven? 3 horas de serviço doméstico ? ) de serviços cotidianos. quanta gente há que gosta de ser servida e acha natural. nunca tinha percebido. pensava que era coisa de cds pps. esta minha mania da anarquia ainda vai demorar a concretizar com tanto deficiente manual e mental e dependente de outros para obter satisfação.

  14. Comecei e não acabei, Valupi. Vou pedir à minha empregada que leia e me faça o resumo. Ainda assim, tenho de reconhecer que ninguém me clê com tanta atenção. Textos, artigos, posts, comentários. E tudo comenta. Um dia destes ainda o contrato para me catar as grainhas.

  15. mf, o que me parece é que te induziram em erro. Cuspir grainhas não é a mesma coisa que limpar o cu. A não ser que tu me demonstres o contrário. Sabes lá o que eu gosto de aprender. E se na tentativa conseguires dispensar a idade, os alzheimeres e as fraldinhas descartáveis, óptimo. Não vá o diabo tecê-las e eu até ser mais novo do que tu. Não percebo que não conheças os sanitários japoneses. O Daniel a gente percebe, pela televisão e restante media, que se está cagando para isso.
    Mas a ti, deixo-te um cheirinho do necesário “obvious”
    “A função mais importante é, porém, a de bidet. Na parte interior da sanita existe um dispositivo retráctil do tamanho de um lápis que lança um jacto de água, procedendo assim à limpeza da zona rectal/genital do utilizador. Na verdade tem duas posições e dois tipos de jacto, consoante o utilizador seja masculino ou feminino; basta accionar o botão correspondente no painel. É também possível regular manualmente a posição, misturar sabão na água e ainda ajustar a sua temperatura (investigadores japoneses concluíram que a maioria das pessoas prefere ser banhado por água a 38º…). Este dispositivo é altamente higiénico uma vez que, para além de nunca entrar em contacto com o corpo, se limpa a si mesmo antes e depois de cada operação. Com tudo isto o papel higiénico tornou-se dispensável embora haja, no entanto, quem ainda opte por reforçar a limpeza com uma passagem prévia com papel. Nunca é demais.”
    Se precisares que te mande catálogos de diversos tipos de equipamentos, diz. Toda a gente sabe que os arquitectos são quem mais sabe da merda que fazem.

  16. Se eu fosse à Patrocínio comprava uma máquina para esse efeito. Há anos numa visita a uma feira de máquinas, no Palácio de Cristal, vi uma máquina que estava apetrechada para as seguintes funções: matar o porco, sair os chouriços, presuntos e a restante carne. Essa máquina realizada todo esse serviço em poucos segundos. Mas se por algum motivo não concordássemos com o artigo, voltávamos a meter a carne na máquina e do outro lado saía o porco a grunhir. Não se arranja uma para os caroços e grainha?

  17. “Vou pedir à minha empregada que leia e me faça o resumo.”

    Não vale a pena Daniel, a empregada que lhe escreva os posts,
    isto aqui resume-se a nada.

  18. Val: para que não haja nenhuma dúvida: não existem trabalhos dignos e indignos. O que existem são pessoas dignas e indignas para o trabalho que fazem. O meu problema com a tal miúda é o facto de expor “mundanamente” uma diferença de rendimentos com a empregada de tal forma elevada que se pode permitir pagar-lhe para tirar os caroços das cerejas. Na realidade, extrair os caroços a 1 quilo de cerejas com uma máquina, equivale em esforço a preparar uma salada de frutas… e se ela tivesse dito as coisas de outra maneira “a minha sobremesa preferida são cerejas descaroçadas”, a coisa não tinha importância. É o tom de ter sopeira para tirar os caroços às cerejas que me choca num socialista. Num ppd de provincia passaria sem nenhum problema.

  19. Isto está cada vez melhor. A mim, o tom da Carolina pareceu-me o de uma felizarda que tem uma empregada que gosta tanto dela que lhe tira os caroços das cerejas. Não creio que tenha alguma coisa a ver com o facto dela ser socialista, contudo pelos comentários que tenho lido sobre o assunto, já não digo nada.

  20. eu então se me tirassem os caroços das cerejas não achava piada nenhuma, gosto de andar ali às mordidinhas e depois tufa e pffft!

    já quanto ao Ti’ Piedade tinha-me esquecido que a minha vesícula tem ciúmes,

    muita animação aí pelos Candeeiros – noutro dia li um artigo do João Zilhão que comprova que os sapiens herdaram a linguagem da ornamentação (colares e brincos, etc) dos neandertais, e que presumivelmente teria uma função de código de identificação, o que só faria sentido havendo comunicação à distância, migração, pois que lá no sítio todos sabiam quem era quem. E os neandertais não foram extintos mas assimilados e cá andamos disfarçados pelos montes e pela urbe,

  21. eu não te desejo mal , mas que eu saiba estás bem mais viajado do que eu, e sabes o que vou fazer daqui a pouco?

    Apanhar dois sacos de lixo urbano ali no ecoparque que tu querias encher de torres – e deixaste um alvará emitido para terrenos que são públicos, assim estou à espera do que vai dizer um juiz sobre isso. No entanto como os serviços da CMC também me engararam com informações erradas quem sabe terão enganado a ti também. Isso do lixo é porque gosto de ver a Natureza limpinha e quem sabe as coisas não são salvas por pequenos gestos assim.

    aviso-te já que devíamos ir à sucapa lançar 3 casais de esquilos por ali, mas se calhar é crime público, sei lá, violência animal.

  22. z, pois eu estou com a Carolina, não gosto de caroços e mais também não gosto de espinhas, nem de ossos na comida. Ainda bem que não ambiciono nenhuma carreira na política senão estava tramada. :)

  23. z, esse gato era muito especial. Ficámos com ele por ser macho. Não queríamos mais gatos, porém ele um dia apareceu-nos em casa com três gatinhos abandonados que o seguiam para todo o lado. Não tivemos outra alternativa senão ficar com eles. :)

  24. (é que nós gatos até sabemos virar o peixinho mas depois ficamos a cheirar a pexum e não gostamos nada, mesmo com muita lambidela não sai tudo, ora também não gostamos de deixar os sofás dos que nos acolheram com aquele bedum)

  25. no ofense , tra.quinas. disse isso porque normalmente quem precisa que se lhe descasque a fruta também precisa que se lhe limpe o rabo. faço isso ao meu sobrinho de 4 anos , descasco-lhe a fruta , tiro-lhe os caroços e limpo-lhe o rabo . enquanto não ganha destreza manual para o fazer sozinho assim terá de ser. e há quem já a tenha perdido , e se lho tiver de fazer , farei com todo carinho. até gosto muito de cuidar de quem me é próximo. agradecer tudo aquilo que me dão e que não é precisamente dinheiro , são cuidados e miminhos carinhosos também.

  26. não, mf, nenhum ressentimento. procuro respeitar as pessoas mas as ideias nunca me mereceram essa atenção. as ideias não são seres. o teu comentário da sopeira roçou o ataque de carácter (não pela questão da idade) que não podes aferir do que tenho escrito por aqui. por isso te respondi grosso e penso que também sem ofensa à tua pessoa.

    uma das partes interessantes da net é que nos obriga a saber respeitar mais uns aos outros o que faz com que sobre mais sumo, o debate de opinões. ou seja, se pareço um traste, sou muito pior ao vivo com os amigos :)

  27. z, em relação ao gato não sei. ele adorava peixe e depois lambia-se todo. estás a ver o cheiro? sempre pensei que ele gostava daquele mimo e vai daí viciou-se. como o achávamos simpático, prontos! foi sempre dar e receber e ficaram muitas histórias.

    interessante essa questão da ornamentação funcionar como código de identificação. hoje parece natural ter sido sempre assim. tenho alguns amigos envolvidos num projecto de centro interpretativo da presença humana na região (as utopias e os visionários alucinados são sempre a roda dentada que torna esta porcaria engraçada, uns marretas com quem o futuro delira). um complemento ao carsoscópio do Alviela e à rota dos dinossauros da Lourinhã. virado para a ocupação do território. técnicas de sobrevivência (defesa e alimentação) e relação com o sagrado. parece que nunca faltou aqui gente à procura de luz :)
    se tiver novidades importantes digo.

  28. Este Daniel que acha que deixou de “achar natural que algumas coisas sejam feitas por outros, mesmo que a troco de dinheiro” por “uma questa~o de dignidade” e’ o mesmo tipo que defende a legalizac,a~o da prostituic,a~o?

    p.s. ja’ agora eu tb defendo, mas na~o me choca que me carreguem ‘as costas, estando dispostos a isso e tendo eu dinheiro para pagar o servic,o. e o que eu dava por ter uma empregada para me tirar os caroc,os das cerejas.

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