Que colossal garganeiro nos saíste, Marcelino

Cem dias depois, as almas estão convencidas: a crise é grave. Começa nos nossos pecados, é certo, mas alimenta-se da especulação financeira e da crise das dívidas soberanas, acabando na incapacidade política da chamada União Europeia. Hoje, nenhum português, mesmo com cartão de partido, tem dúvidas disto. É sempre um bom princípio que o doente tenha a consciência da doença.

João Marcelino

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Marcelino, alguém que trabalhou com denodo para a vitória do PSD nas legislativas, diz que só agora estamos em condições de reconhecer a origem internacional da crise que afecta Portugal, a Europa e o Mundo desde 2008. Esta conversa num Carlos Moedas fica como o retrato da mais abjecta e pacóvia falta de vergonha, esse apanágio da nossa direita partidária. Mas esta conversa vinda de um jornalista supostamente sério, que acumula com o papel de director de um suposto jornal de referência, dá vontade de o mandar para o caralho mais velho.

A anterior legislatura foi interrompida a meio porque todos os partidos da oposição viram nisso algo benéfico para os interesses que representam, sejam lá eles quais forem. Se agora o Marcelino informa a populaça de que o diagnóstico feito em Março estava errado, então dita o respeito intelectual próprio que tire mais algumas conclusões. Por exemplo, que PSD, CDS, BE e PCP não são grande espingarda a fazerem análises políticas e estimativas económicas. Por exemplo, que em resultado da falta de inteligência dos partidos que chumbaram o PEC IV estamos agora com as contas públicas em muito pior estado, os cidadãos mais pobres estão cada vez mais desprotegidos e a classe média está perto de ficar depauperada. Por exemplo, que quem nos levou a esta situação não nos pode tirar dela.

5 thoughts on “Que colossal garganeiro nos saíste, Marcelino”

  1. Fosse o Marcelino uma excepção! Ele é a “regra” de como se fez jornalismo e politica nos últimos seis anos. A politica e o jornalismo foram ao charco imundo, não só da mentira e da trafulhice mas também da infamia. Pessoas foram destruidas. Instituições afundaram-se no lodaçal. Vamos pagar caro por estes “marcelinos”.
    Apesar do cardeal querer sacudir a água do capote, ele sabe que que a sua igreja se colou aos crápulas e até gozou à grande com o regresso dos métodos inquisitorias da sua longa e triste história em Portugal.
    Também eles, reverendissimos bispos, vão sair com as mãos tão sujas como as de todos os “marcelinos”. Não resistiram a deitar cá para fora o que lhes ia na alma. Também eles deram uma machadada na credibilidade da Igreja Católica.
    Esta “reviravolta” no discurso dos marcelinos não pode ser reduzida a uma mera luta pelo poder. A luta politica é legitima. Mas estes senhores fizeram uma luta criminosa onde valeu tudo, mesmo o assassinato da alma das pessoas. Há quem pense que só se pode matar o corpo, talvez porque o sangue que jorra do caracter apunhalado não escorre para o chão.

  2. O pior é que desinformação, o eleitoralismo e irresponsabilidade tiveram custos facilmente mensuráveis.
    O pedido de resgate estava eminente antes do PEC IV? – sim. Poderia ter sido evitado? Talvez. Não saberemos porque um partido achou que estava na altura de ir ao pote.

  3. Chamar sério, ainda que supostamente, ao Marcelino, é um “colossal” equívoco. Como é da tradição do DN, o director está sempre, sempre, ao lado do poder (ainda que este seja fascista). Durante quatro anos lambeu as bota a José Sócrates. Quando se apercebeu que os ventos estavam a mudar, mudou a rota.

    É gente sem vergonha, nem alma! Que nojo!

  4. O marcelino expert fazedor de tablóides impróprios para ler, alem de sua desonestidade política que o enche e reveste todo, é pulha em termos democráticos.
    Tal posta de merda teve o desplante de dizer do PS, que sempre foi o garante da democracia desde Abril com prova de factos que são já da História de Portugal foi, à rtp num comentário, dizer que o partido não respeitava a democracia e era pouco democrata pois em Faro não tinha permitido que desordeiros manifestantes estivessem presentes, sabendo o pulha que os tais manifestantes eram pessoal do psd (e pcp e trotskistas), enviados especialmente para perturbar e boicotar o comício legítimo organizado, criando de imediato, através de uma imprensa feita de marcelinos, um ampliado caso de acto anti-democrático.
    Era com os “marcelinos” que já contava a contestação desordeira, essa sim anti-democrática, e o próprio marcelino o confirma quando foi à rtp, logo após, fazer o seu comentário.
    Pois o filho-da-mãe que o pariu e não tem culpa da bosta que pôs no mundo, foi capaz de tal, com ar sério e sem corar com tamanha e descarada mistificação. Infelizmente o país está infestado de marcelinos que corroem o corpo de Portugal como as metástese de um cancro maligno.

  5. Este Marcelino é o mesmo mencionado naquelas escutas que saíram uma vez nos jornais a conspirar com o patrão Oliveira e o Marco António e o Vara e todos os outros já não me lembro muito bem para quê e mais 2 robalos…?
    Ai agora o sacripanta é do PSD é…?
    Ai o vendido…!

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