Portugal à solta

O Brasil, internacionalmente pujante como nunca na sua História, elegeu uma mulher para o manter na prosperidade económica e desenvolvimento social. Por cá, temos gerontes caducos a concorrer à Presidência, tresandando a patriarquismo. E os partidos não são ambientes mais salubres no que respeita à presença de mulheres com autoridade política – coisa muito diferente da presença de mulheres junto da autoridade política.

Quem anda a tramar a afirmação política das portuguesas, os homens ou elas próprias?

16 thoughts on “Portugal à solta”

  1. “Quem anda a tramar a afirmação política das portuguesas, os homens ou elas próprias?”

    RESPOSTA:

    Os homens enquanto parceiros passivos nas responsabilidades ‘caseiras’…

    Elas próprias quando escolhem esses parceiros ou quando não ‘investem’ na reeducação deles…

    Sim, porque elas e eles podem e devem ‘Aprender a desaprender’!

    Dilma foi muito feliz na expressão que é timbre de mulher:
    ‘O Brasil “é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.”

    Esse é o Segredo das mulheres: ‘mão amorosa e olhar o futuro’ com confiança inabalável…

  2. A própria política nacional.
    O argumento da cozinha seria válido se as mulheres não tivessem já profissões tão ou mais absorventes. O que se passa é que a política ainda é vista como um fait divers, um hobby onde não há profissionais mas para-quedistas e as mulheres ainda não se podem dar ao luxo, é demasiado recente a sua emancipação, de não terem uma carreira devidamente reconhecida.

  3. Estou com a Tereza: todos temos culpa, incluindo o que eu, por minha alta-recreação, chamo “feministas furiosas”, que em vez de quererem mudar o estado das coisas no sentido da mulher poder participar com o seu modo peculiar de ser no mundo e de estar na vida, desatam à bolachada para abrir caminho no estado das coisas de modo a que algumas mulheres possam passar. “Ódepois”, claro, passam as mais parecidas com eles, e assim andamos neste ciclo reprodutivo de comportamentos circulares.

    Mas isto sou eu a falar, ao correr da pena, nesta segunda-feira, dia de todos os santos…
    :)))

  4. Não sei de quem é a culpa, existirão com certeza inúmeras justificações para a fraca presença de mulheres em cargos políticos. Mas o que dizer da fraca participação das mulheres em discussões políticas, nomeadamente aqui na blogosfera, onde não se aplicam os argumentos do costume, apenas depende do interesse pelos assuntos? Não sei a resposta, mas arrisco dizer que o actual estado de coisas não se altera uma vírgula sem que essa participação aumente.

  5. não sei. talvez a sociedade e cultura portuguesas . o josé gil , lá no portugal , medo de existir , diz uma coisa que eu acho que é verdade : os portugueses interpretam as regras na sua versão mais restritiva , às vezes ainda vão para além dela. penso que vai demorar umas 2 gerações de mulheres a libertarem-se do “diz que disse e parece mal” e de andarem a aparicar o “dono da casa” e das cenitas da igreja. mas é giro ver como os portugueses fabricaram freiras e depois fogem com as brasileiras. castigo , por serem tão submissas e ordeiras!
    não se esqueçam que as mulheres portuguesas vão dos o aos 100 e mais anos , e que vivem por todo o país , não é só em lisboa e porto , já agora.

  6. Não é para me gabar mas em minha casa e mesmo em casa dos meus amigos, quando nos juntamos, sou eu que cozinha. Actividade que desempenho orgulhosamente desde os meus 20 anos. Não sou profissional! Como nota curiosa, uma grande parte das mulheres sente-se insegura com esta minha apetência. Já fui até apelidado, digamos que, amaricado, por essa minha vocação. E curioso foi por uma menina de cerca de 10 anos, alentejana, de Castro Verde, que nunca tinha visto um homem a cozinhar de avental, ainda por cima, com várias nulheres presentes. Já pelo contrário, para as minhas filhas, situação é de tal maneira natural que se gabam das haibilidades culinárias do pai e chegam a convidar as amigas da escola e da faculdade para vir provar os petiscos.
    Pela minha experiência pessoal, de mais de trinta anos, as coisas têm vindo a melhorar significativamente, pelos menos no Portugal com velocidade europeia. No restante país continua o imobilismo cultural. Penso que continuamos a ser um país a duas ou mais velocidades.

  7. O sistema, Val, o sistema é totalmente masculino, feito segundo a lógica masculina. Não esquecer que em Portugal o sufrágio universal feminino só foi alcançado depois do 25 de Abril! Na escala do tempo histórico, significa que anteontem, ainda nem eleitoras éramos. Dois dias depois é natural que não haja assim tanta representação feminina na política.

  8. Resta acrescentar outro dado importante: esta maneira de fazer política à portuguesa é tão ranhosa, tão pouco apetecível…

  9. não te preocupes Edie. já muita gente percebeu que homens só em tempo de Guerra. aí sim podem brincar à vontade , aviões , bombas , manobras e essas coisas de criança . não prestam para governar na Paz. ficam tipo pantera numa jaula , às voltas sem fazer nada que preste. e chateiam o mundo inteiro com guerras a fingir na bolsa , no mercado e patati patata. só alivia quando há futebol.
    a gente não vai ver , mas daqui por 200 anos , coisas como o “dia do homem ” e “associações de defesa do homem” vão ser corriqueiras. o que não é o ideal , mas é um passo necessário para o final equilibrio…claro que o equilibrio não vai durar muito. enfim.

  10. Quando curtocircuitam a resistência, e a língua, alguns aprendem a fazer o de comer, e muitos com muito talento. Tão bom!

  11. Aníbal, permita-me meu caro, encarná-lo para expressar o que na verdade visou:
    as mulheres não cozinham, fazem o comer, dão de comer e são, algumas, COMIDAS, por anormais como você. A mãe também lhe faz o «comer»? Ou a sua «patroa» é que lhe coze as «batatas» ou você vai ao «grand chef» comer os seus cozinhados?

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