Portugal, 38 anos depois: não há coincidências

Portugal, 38 anos depois do 25 de Abril, é um dos países europeus mais pobres, mais improdutivo, com mais analfabetismo e iliteracia, maior disparidade na repartição dos rendimentos e mais doentes mentais. Será então uma coincidência que Portugal seja também o país europeu com a direita mais decadente e a esquerda mais sectária?

A tentativa de requalificação e reforma do País que o Governo de Sócrates levou a cabo até se abaterem as crises económica e financeira internacionais chegou para introduzir dramáticas alterações no panorama científico, tecnológico e industrial. Foi a prova de que é possível ter um modelo de desenvolvimento que parta da educação e que promova a inteligência. Essa tentativa foi combatida com todas as forças pela direita e pela esquerda, inclusive pela esquerda do PS. Após as eleições de 2009, com o País a pedir unidade patriótica para resistir a uma crise que ninguém na Europa consegue dominar, BE e PCP preferiram aliar-se a PSD e CDS do que ao PS minoritário. Nem sequer tentaram encostar Sócrates à parede com uma negociação que aparecesse como exequível e bondosa para ambas as partes. Em vez disso, contribuíram decisivamente para desgastar e boicotar o Governo socialista, assim abrindo caminho para esta desgraça da parelha Passos&Relvas.

Portugal, 38 anos depois do 25 de Abril, é um dos países europeus mais pobres, mais improdutivo, com mais analfabetismo e iliteracia, maior disparidade na repartição dos rendimentos e mais doentes mentais. Não é, pois, uma coincidência que Portugal seja também o país europeu com a direita mais decadente e a esquerda mais sectária.

22 thoughts on “Portugal, 38 anos depois: não há coincidências”

  1. não , não é bem assim , é tipo mais bem relação causa efeito : por terem sido governados durante 38 anos em” liberdade política” por cromos decadentes e cleptomaníacos e nos últimos 6 anos por um fanfarrão portugal ainda está pior mil vezes do que no tempo da liberdade económica do botas.

  2. “… no tempo da liberdade económica do botas.”

    nessa altura nem abrias a boca, só abanavas a bandeirinha

  3. e com o caciquismo revigorado, o abuso do “pequeno poder” confortado e o sentido de impunidade instaladíssimo em alguns lugares menores no tamanho e na localização, mas que, porque lá se trata da vida das pessoas, são muito perigosos. O espelho da decadência, sem o mínimo de vergonha na cara quanto mais sentido cidadão ou, sequer, sentido do dever, devido num estado de direito. Um dia destes conto-te uma história exemplar e grave.

  4. Para o Valupi deste post: Summa Cum Laude.
    Estamos a assistir ao triunfo dos porcos. Dos feios. E dos maus.
    A terceira República já foi. As suas elites estão corrompidas ou caladas, na conivência infame. Não terão desculpa pela sua cobardia ou simples acomodaçâo ao “deixa andar”. Quando Sócrates sacudiu a modorra, primaram ou pelo ataque feroz ou pelo silêncio cobarde. Todos sentiram que havia algo de novo no ar, “mas não pode ser, porque não fui eu a fazer!”.
    E agora estamos nisto. “É o fim da picada”, como dizem os brasileiros. Soromenho diz que é o fim da terceira República. Quem a matou foram, em primeirissimo lugar, os republicanos sem ética, montados nas tartarugas e nas mordomias, a pretexto das quais haviam assassinado, há cem anos, a antiquissima monarquia.
    A contra-gosto, vou acender uma vela na sua sepultura.

  5. “Nem sequer tentaram encostar Sócrates à parede com uma negociação que aparecesse como exequível e bondosa para ambas as partes. ”

    Concordo com esta critica. Acho esse ponto importantissimo, e temo que a critica possa ser alargada a toda a esquerda nos diversos paises parceiros no projecto europeu (o que mostra que o poste não da necessariamente um bom diagnostico, embora acerte com o sintoma). A critica dirige-se, merecidamente, aos pretensos “radicais” de algibeira. Cabe no entanto sublinhar que, por ser verdadeira, e preocupante, e importante, a critica implica que deixemos de procurar apenas um culpado.

    Alias, um culpado, ja encontramos ha muito tempo, ha sensivelmente 2 milénios.

    Não chega…

    Boas

  6. Já deu para perceber que a estratégia de regresso de Sócrates para candidato a PR passa por referir ad nauseaum o chumbo do PEC IV.

    Quer gostam quer não, o PEC IV não resolvia o problema/cenário de bancarrota que o próprio ministro Teixeira dos Santos tinha mencionado.

    Há muito por onde pegar neste governo, mas o governo Sócrates negociado o acordo teria também que o executar. Resta saber se não foi jogada política e que o Sócrates não queria de maneira nenhuma executar o que tinha negociado…

  7. Na altura do PEC IV aqui se escreveu que era uma aliança contra a natureza e foi: a esquerda foi buscar a direita e agora barafusta…

  8. Mas esta choradeira pelo Pinto de Sousa nunca mais acaba? Já passaram mais de três dias, assim como mais de três meses, desde a sua partida para outro mundo: le monde des idées de la philosophie technique. Está na altura da socretinada deixar-se de lamentações e fundar um novo partido, um novo PS (partido socretino), que dê continuidade e ponha em prática os ensinamentos do Senhor. É isso que Ele espera de vós, pois só assim Ele estará de facto no meio de vós, e sempre presente em espírito. Lembrem-se das suas últimas palavras antes de vos deixar: «O meu coração está preenchido, não há nele outro sentimento que não seja o amor ao meu país». O AMOR, socretinada! AMAR o Pinto de Sousa acima de todas as coisas é AMAR o país, e AMAR o país é fundar um partido socretino.
    Portanto, estejam descansadas e animem, almas sofridas, que o vosso mártir, tão injustamente atacado por ranhosos e imbecis, cumpriu o papel e a missão que lhe estavam destinados pelo seu pai politico-ideológico (Père Sarkozy): anunciar a boa nova neoliberal a todos aqueles que se reclamam da «esquerda moderna». Se não estais recordadas, almas sofridas, eu lembro-vos que foi o próprio Pinto de Sousa quem reconheceu a sua proximidade e admiração pelo Père Sarkozy, sendo que este elogiou por diversas vezes o «espírito reformista» e a «coragem» da sua encarnação portuguesa. Porque como nos diz o livro sagrado, o Père e o Filho são só um, e quem vê o Filho vê o Père. É nisto mesmo que consiste o mistério da trindade socretina: no centrão tecnocrático e «sem» ideologia, Pére, Filho e Espírito podem ser coisas ou entidades diferentes, mas a sua substãncia ou essência é a mesma, e isso é o neoliberalismo dominante.
    E estejam descansadas e animem, almas sofridas, que o Père não abandonou o Pinto de Sousa. Actualmente o vosso mártir está a descansar e sentado à direita (como não podia deixar de ser) do Père. O convivio entre os dois é habitual, pois a cumplicidade entre os dois e o amor reciproco é eterno. O Pinto de Sousa deixou-vos por uns tempos, mas um dia voltará, para ser glorificado por vós e para presidir ao juizo final que fará justiça e condenará ao inferno os ranhosos e imbecis que não reconheceram a sua divindade. Este é pelo menos o desejo da prostituta intelectual, conhecida por Valupetas, que vive eternamente apaixonada pelo Pinto de Sousa, e que viveu intensamente e sofridamente a sua partida e a paixão e o AMOR Dele por todos vós e pelo vosso desenvolvimento.
    Assim, tende fé e não deixeis de ser fieis ao mártir Pinto de Sousa. Não duvideis do seu AMOR pelo país, ainda que durante a sua passagem por este mundo a taxa de desemprego tenha duplicado, as despesas com a Educação tenham diminuido, diversos subsidios (a começar pelo subsidio de desemprego) tenham sofrido cortes e a Saúde se tenha tornado tendencialmente paga. Porque nem estes indicadores têm qualquer relação com o empobrecimento, com o analfabetismo ou com o aumento da desigualdade no país, e nem o Senhor Pinto de Sousa tem qualquer responsabilidade nesses resultados, segundo a prostituta intelectual que dá pelo nome de Valupetas. A culpa é dos «imbecis e sectários» que rejeitaram a boa nova liberal e dos «ranhosos e decadentes» que lavaram as mãos. Pinto de Sousa não veio a este mundo para fazer milagres materiais. A sua missão sempre foi espiritual e sacrificial, sempre foi a de transformar e modernizar a «esquerda» e recriá-la à imagem e semelhança do Pére. E tendo em conta o embuste e a diarreia mental com a que a prostituta intelectual nos costuma brindar, só se pode concluir que Pinto de Sousa foi bem sucedido. Glória ao Senhor!

  9. Caro Valupi,
    a esquerda anda feliz, pois pode bramir os seus disparates com o à vontade próprio da garotada pois a direita satisfá-la a malhar disparates em cima dela. Nos entretantos o PS não vai lá, nem sai de cima…
    Não é por acaso que este país de uma direita acéfala e retrógrada é também o campeão das pequenas e micro empresas que só a mão de obra barata conseguia aguentar à tona e ía abastecendo a economia paralela.
    Não será por acaso que os (des)governantes de hoje são os filhos-família dos chico-espertos burgueses de antanho, lavadinhos alguns com água de colónia chique e fatiota a condizer.
    A esquerda caviar continua entretida nas suas lutas fratricidas odiando o pai e dormindo com a mãe, porventura esquecendo-se que tem consigo o vírus do Narciso (não, não do Miranda que estou a falar), a outra esquerda conservadora é tão cretina como a sua oposta, vai renegando o dia-a-dia sempre como ainda há poucos dias se viu no parlamento, à espera dos amanhãs que cantam uma canção que já há muito passou de moda.
    Se alguém tem dúvidas basta olhar para as arrastadeiras que por aí andam sonhando que são já bocas de sapo.

  10. A «direita é retrógrada», a «esquerda caviar é narcisica», a «esquerda conservadora é cretina», e «o PS não vai lá».
    Confirma-se: O apocalipse está próximo, e as almas sofridas continuam a suspirar pela segunda vinda do Pinto de Sousa, pois só Ele é que as pode salvar e alegrar.
    São precisos teólogos capazes de acalmar e de orientar racionalmente os teofilos, pois caso contrário os segundos ainda acabam a imolar-se e depois não há partido socretino para ninguém…

  11. Aqui quem tem a maior obsessão do Sócrates és tu, ds. Dsocratiza-te, pá. Tens engulhos com o PEC IV, pesadelos com o centrão, espumas neoliberalismo e estás sedento de ideologia. És um básico, ferves ódios de estimação, vomitas insultos e tens mau hálito. Deves dar coices e cornadas. Quem te atura no dia a dia?

  12. Não sei se os teofilos andam todos calmos e racionalmente orientados, mas este anda, e não é qualquer carripana da treta que o vai orientar por mais cavalos que tenha.
    Goistaria aliás de saber o que é que propoem os partidos da esquerda verdadeira para quem o paraíso residiu no bigode do Estaline ou nos prodigiosos milagres verificados recentemente na Coreia.
    Tirando a conversa do costume, os blusões de pelica, as camisas ao xadrez e a ausência do penduricalho que muitos trazem de atavio ao pescoiço, talvez recordando o Egas Moniz, passando pelos sorrisinhos e salamaleques ao PM pelo bigodes que dirige um dos sindicatos do s professores ou a alma caridosa que vai depachando progressões para depois as anular ainda não vislumbrei solução que se preze lá daquelas bandas.
    Mas claro, que no paraíso da dialética prenhe de silogismos falaciosos, algo se há-de arranjar. Talvez um abandonozinho da zona Euro, não? E que tal deixar de pagar aos credores, serve? E porque não construir uma nova universidade para formar calceteiros marítimos? Com tanta ZEE ainda se arranjava aí emprego para uns milhares.
    Já diz o Zé Povinho que de tretas tuas, trinta e duas, talvez a conversa da treta sirva para iletrados, sectário-dependentes, teóricos da revolução contínua e da luta de classes.
    Os mais finórios colecionam pequeno-burgueses recém chegados os outros aproveitam-se das franjas mais iletradas e envelhecidas da população e da juventude, e transformaram a política monolítica e asfixiante na sua religião. Os rolhas do costume oscilam no centro, são como a bosta, sobrenadam.

  13. Os anti-socretinos andam perdidos, não podem criticar a direita porque os ajudaram a chegar ao poder, nem podem defender os seus próprios ideais porque os atropelaram para ajudar a direita a chegar onde chegou, e sabiam que o resultado só poderia ser este. E agora que os “socretinos” já não são poder, nem se percebe quais são esses ideais, se é que os tem, percebe-se que querem ser contra, mas não se percebe onde querem chegar, o que defendem, se é que defendem alguma coisa.

  14. ds,

    já sei, vais entrar na choradeira que te mandei para o caralho(em boa hora), mas ainda assim…. Isto não é choradeira pelo Pinto de Sousa. Se fosse choradeira, seria apelo estado a que isto chegou (e tu dirás que chegou exclusivamente por causa do Pinto de Sousa – outro tipo de choradeira). Que contributos para a alternativa ao estado a que isto chegou deram as forças políticas outras que não o Pinto de Sousa e seus apoiantes??? Isto é que eu gostava de te ver responder.

  15. VM,
    uma boa questão que nunca terá resposta…há outra que coloquei, que não terá resposta. e essa falta de resposta é o retrato do país que somos e seremos no futuro…próximo, digamos.

  16. Olha, a socretinada apareceu quase toda! Mas não, o dia do juizo final ainda não chegou… Fui só eu que os fez entrar em delírio colectivo.
    Primeiro apareceu aquele anjinho (da guarda?) que muda sempre de nome quando se dirige a mim, e para não dizer nada. Começo a ter pena do miúdo envergonhado…
    Depois apareceu o tal teófilo, negando que seja apenas paixão por deus e garantindo-nos que o seu culto ao Pinto de Sousa está teologicamente fundado. Tendo em conta que o seu discurso está cheio daqueles chavões primários e anti-esquerda «arcaica» a que o Pinto de Sousa nos habituou, até acredito que esteja. Só não vejo é grandes diferenças entre essa teologia socretina e a teologia neoliberal. Mas é a tal coisa: o coração, a paixão e a irracionalidade dos teofilos têm razões que a razão desconhece. Ou melhor, têm razões que os teofilos desconhecem…
    Depois apareceu o VM (a Virgem Maria?) a papaguear aquela cassete que os socretinos não se cansam de repetir mil vezes com a esperança de que se torne numa verdade ou dogma religioso. Como eu já expliquei, é ponto assente que a morte do Senhor Pinto de Sousa não se deveu a quem não o reconheceu como deus. Eu até compreendo este preconceito anti-esquerda dos socretinos, pois permite-lhes limpar a sua imagem e consciência, assim como limpar a imagem divina do Senhor Pinto de Sousa de qualquer pecado (neoliberal). Mas a verdade é outra: muitos socretinos deixaram de acreditar no Messias e nas suas aldrabices e passaram-se para o Passos. Essa é a verdadeira razão para a direita estar no governo (e poder assim dar continuidade ao processo neoliberal iniciado pelo Pinto de Sousa). Como a Virgem Maria deve saber, até a prostituta intelectual não foi na conversa do Senhor e preferiu depositar a sua esperança num partido que já nem o é: o MEP. Maior traição do que esta não é possivel.
    E chega de aparições que eu não tenho paciência para aturar tantos fantasmas idiotas…

  17. mete o chasso no cu, vai reclamar para a puta que te apariu e aparece quando tiveres alguma coisa para dizer, se bem que a conversa acima até dáva para estatuto do mas do mesmo. se quizeres posso telefonar ao gil para ver se precisam dum gajo para escrever os lyricos, músicos nem penses, têm bués. fica à vontade para chamar nomes que anonimo é apelido por parte da minha mãe.

  18. Claro que o “post” da Valupi pode ser lido de outra forma: em 38 anos de democracia, o país foi maioritariamente governado por 3 partidos (PS, PSD e CDS). Destes, o PS e o PSD governaram sensivelmente 18 anos cada, com pequenas intromissões do CDS. Ao todo, 36 anos, dos quais 16 em maioria relativa (10 de “Cavaquismo” e 6 de “Socratismo”).
    Ora, apesar desses anos de “despotismo iluminado”, as classificações internacionais não mentem: piores índices no PNUD, no Eurostat, na OCDE, no PISA, nos rendimentos per capita, nas desigualdades sociais, na corrupção, na educação, nos desempregados (mais de 1 milhão) nos pobres (mais de 2 milhões), no fraco crescimento económico, etc. etc.
    Tudo isto em democracia. O povo votou naqueles que quis e deu este resultado. Logo, se os partidos têm culpa, quem votou neles também.
    Só vejo uma solução: mudar de povo.

  19. Desculpem não vir muito a propósito, mas esperava ler qual a vossa opinião sobre o pagamento em duplicado das portagens no mês de Agosto.

    É sacar vilanagem. É à descarada.

    E sobre o que teriam dito os pasquins se isso tivesse acontecido no governo anterior.

    Afinal controle de informação era intenção daquele governo? Este não precisa estão todos controladíssimos e amansados.

    Claro que espero ler um post sobre o assunto aqui no aspirina.

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