Em Portugal é possível publicar isto e não acontecer nada de nadinha de nada: Justiça cega, mas não estúpida
Paulo Lopes Marcelo é um deputado do PSD que tem botado faladura sobre a proposta de lei que pretende colar o seu partido e o Governo directamente ao destino judicial de Sócrates. Isso é dito às claras pelo próprio em múltiplas ocasiões e também neste artigo. Escândalo? Nenhum de nenhum. A prova provada de ser a Operação Marquês, na sua essência, um processo político há 12 anos a ser explorado a outrance.
Mas se esta cumplicidade do sistema político, das instituições judiciais e da sociedade – portanto, do regime – com o linchamento de Sócrates por razões de Estado há muito que não surpreende, o texto deste Marcelo tem passagens que revolvem as entranhas. Como estas:
– “É necessário fechar a porta que nunca deveria ter sido aberta: impedir que a prescrição seja usada como arma. Seja com o arguido Sócrates ou qualquer outro.”
– “evitando a mimetização da estratégia seguida por Sócrates, o que seria a subversão da justiça.”
– “o sistema fica permeável à chico-espertice processual, em especial de arguidos com tanta má-fé como poder económico.”
– “O combate à corrupção não se faz com relatório ou proclamações, mas com medidas concretas para que os corruptos sejam julgados em tempo útil.”
Sim, o fulano calunia Sócrates e não sei quantos advogados e pretende que os corruptos sejam julgados em tempo útil. E fica a dúvida, serão só os corruptos? Então para ladrões, violadores e assassinos já não há pressa? Será que vão ficar de fora desta medida tão necessária em 2026? Explicador: é que em 2026 está em causa julgar um corrupto cuja condenação já transitou em julgado nos esgotos a céu aberto e na pulharia, estamos só à espera que o tribunal despache a papelada, é a tese do senhor professor e deputado Paulo Lopes Marcelo. Com estas consequências:
Violação da presunção de inocência (artigo 32.º, n.º 2, CRP) – O autor trata como facto estabelecido que as substituições de advogado no caso Sócrates são manobras dilatórias intencionais, utilizando expressões como “chico-espertice processual” e “arguidos com tanta má-fé como poder económico” para designar um arguido cujo julgamento está em curso. Num deputado, isto representa uma interferência do poder legislativo na esfera judicial; num professor de Direito da Faculdade de Lisboa, constitui a negação pedagógica de um princípio que tem a obrigação profissional de ensinar e defender. A presunção de inocência não é uma formalidade processual — é uma garantia civilizacional, e quem a ensina nas salas de aula não pode destruí-la nas páginas dos jornais.
Violação do princípio da separação de poderes (artigos 2.º e 111.º, CRP) – O artigo constitui uma intervenção directa do poder legislativo num processo judicial em curso. O autor nomeia o arguido, liga directamente ao dossiê jornalístico do caso, qualifica a conduta da defesa em termos morais e anuncia a lei que apresentou como resposta a essa conduta concreta. Mesmo afirmando que “não compete ao legislador pronunciar-se sobre a aplicação”, toda a estrutura argumentativa do texto faz exactamente o contrário. Um jurista universitário sabe — ou deveria saber — que a separação de poderes não se mede apenas pela letra da norma aprovada, mas pela legitimidade do processo que a produz. Quando um legislador elabora, apresenta e promove publicamente uma norma penal em função de um caso concreto identificado, a contaminação da função legislativa pela pressão sobre a função judicial está consumada, ainda que a norma, na sua redacção final, se apresente em termos abstractos.
Legislação ad hominem disfarçada de generalidade (artigo 18.º, n.º 3, CRP) – O autor invoca a natureza geral e abstracta da proposta, mas toda a motivação, fundamentação pública e comunicação da mesma está ancorada num caso singular. A proposta foi apresentada no contexto da Operação Marquês, o próprio deputado reconheceu à imprensa que o caso motivou a iniciativa, e o artigo de opinião menciona Sócrates pelo nome duas vezes. Esta contradição entre a pretensão de generalidade e a realidade da motivação particularista não é apenas uma fragilidade constitucional: é uma contradição que um professor de Direito conhece profundamente, porque o problema das leis-medida e da legislação reactiva é matéria clássica do direito constitucional português, amplamente tratada pela doutrina e pela jurisprudência do Tribunal Constitucional.
Omissão da condição de proponente: falta de transparência institucional – O artigo é publicado no Público sem que o autor se identifique como primeiro signatário da proposta legislativa que está a defender. A identificação genérica permite que o leitor o leia como se fosse uma análise independente, quando na realidade é uma peça de promoção da sua própria iniciativa parlamentar. Um deputado da República tem um dever acrescido de transparência perante os cidadãos; um académico de Direito tem um dever de rigor na distinção entre análise e advocacia. A omissão viola ambos. Não se trata de uma obrigação legal formal, mas de uma exigência ética que é tanto mais forte quanto mais elevados são os estatutos que o autor acumula.
Instrumentalização selectiva do artigo 20.º da CRP – O autor invoca o direito à tutela jurisdicional efectiva e à decisão em prazo razoável exclusivamente na perspectiva do interesse punitivo do Estado, omitindo que o mesmo artigo 20.º protege igualmente o arguido contra a sujeição prolongada a um processo penal. Num caso com mais de 12 anos de duração, em que a lentidão resulta de múltiplos factores sistémicos — dimensão do processo, gestão do tribunal, complexidade probatória —, atribuir o problema essencialmente à conduta de um arguido é uma distorção que um professor de Direito não pode ignorar de boa-fé. A tutela jurisdicional efectiva não é sinónimo de eficácia punitiva: é uma garantia bilateral que protege tanto quem acusa como quem é acusado. Ao invocá-la apenas num sentido, o autor subverte o próprio princípio que pretende invocar.
Simplificação e desqualificação do direito de defesa (artigo 32.º, n.º 3, CRP) – O artigo apresenta a substituição de advogado como um expediente abusivo, sem em momento algum reconhecer que o direito à escolha de defensor é um direito constitucional autónomo e que a renúncia do mandato pelo advogado — como o próprio Sócrates alegou ter sucedido — pode ser uma circunstância não imputável ao arguido. A proposta legislativa que defende não distingue entre substituições voluntárias e renúncias do defensor, o que significa que um arguido pode ser penalizado pelo exercício de um direito que não depende apenas da sua vontade. Mais grave ainda: o artigo descreve esta crítica como infundada, afirmando que a proposta “não limita os direitos de defesa, pelo contrário”, sem abordar minimamente o efeito dissuasor que a suspensão da prescrição pode ter sobre o exercício legítimo desse direito. Um académico de Direito Constitucional reconheceria neste ponto o problema clássico do chilling effect — o efeito inibitório indirecto sobre direitos fundamentais.
Pressão política sobre o debate parlamentar – O parágrafo final do artigo converte uma questão de direitos fundamentais num teste de lealdade partidária, anunciando que as votações permitirão distinguir quem quer mudança de quem quer manter tudo na mesma. Este enquadramento binário exerce pressão sobre os restantes partidos, sugerindo que votar contra a proposta equivale a ser cúmplice da impunidade. Esta retórica é incompatível com o debate parlamentar sobre matéria penal, onde a ponderação entre garantias constitucionais exige prudência e liberdade de voto. É também incompatível com o papel de um jurista académico, que sabe que a restrição de direitos fundamentais exige justificação proporcional e não pode ser decidida sob pressão mediática.
A agravante do duplo estatuto, em síntese – Cada uma destas violações e contradições seria criticável se cometida por qualquer cidadão ou político. Mas o facto de o autor ser simultaneamente deputado e professor de Direito na Faculdade de Lisboa agrava-as de forma qualitativa, não apenas quantitativa. Enquanto deputado, tem um dever constitucional de respeitar os princípios do Estado de direito democrático no exercício da função legislativa. Enquanto professor de Direito, tem o dever académico e deontológico de os ensinar, explicar e defender. Quando o mesmo indivíduo viola na praça pública os princípios que ensina na universidade, o dano não é apenas jurídico ou político: é um dano à credibilidade das instituições que representa — a Assembleia da República e a Universidade de Lisboa — e à própria ideia de que o Direito é algo mais do que um instrumento ao serviço da conveniência política do momento.
Escândalo? Não, pá. Porque Sócrates.
Este texto deveria ser publicado no jornal Público como resposta ao panfleto do Professor Paulo Marcelo.
MAS ALÉM DE SÓCRATES HOUVE OUTROS
ANAXIMANDRO-PITÁGORAS-PLATÃO-ARISTÓTELES-HERÁCLITO-EPICURO-DIÓGENES
E MUITOS MAIS
dia 1 de abril estreia o musical . tens convite?
Valupi
23 de Março de 2026 às 2:56
JA, tenho muita pena de não ter lido o teu comentário antes de ter publicado aquela coisa miserável ali em cima. Agora, é tarde de mais, tenho de viver com (mais) essa vergonha. Um grande bem-haja e nunca desistas de corrigir os pobres de espírito como eu!
Valupi
13 de Março de 2026 às 11:47
JPT, conseguirias dar um singular exemplo do que alegas? Aposto os 10 euros que tenho no bolso como não, nem que tentasses.
Valupi
1 de Março de 2026 às 22:48
JA, tenho muita pena de não ter lido este teu comentário antes de ter escrito aquilo ali em cima. Tu é que sabes destas cenas que metem americanos e quê. És um craque da politica internacional, estou rendido aos teus conhecimentos e inteligência.
________
Como o menu do Aspirina B são hoje umas sardinhas assadas e salada de pimentos no pinhal da Ericeira para festejar a entrada na primavera, Porque Sócrates!, aposto que o Chalupi com a sua fraca cabecinha vai andar entretido o dia inteirinho a demonstrar a sua presumida “superioridade” face aos terráqueos que têm o azar de argumentar complexa e heterodoxamente no seu decandente blogue de merda…
Ora, assim sendo ou portanto, concomitantemente, ora bem, JA, JPT e Viegas e yo por vezes (como sabemos o Filipe Bastos e o Jorge que lhe partem estilosamente os cornichos permanecem eternamente no index…), dizia eu, preparem-se pois a chungaria e a memorabilia da tralha socrática que está amontoada na arrecadação e na garagem do gajo está quase chegar…
3, 2, 1 e dá-lhes Chalupi mais uma garfada — pum!
Começo a ver isto como uma espécie de terapia: não para o volupi, cuja alienação – seja paga ou gratuita – está além de qualquer terapia, mas para quem é masoquista o bastante para lê-lo e responder-lhe, como é o meu caso e o dos habituais já identificados pelo Jorge.
Todos os dias recebemos a nossa dose de loucura xuxa, a gabar e a branquear o 44, o corrupto mais óbvio do país, talvez do planeta, e tratamo-la com normalidade, como quem vai todos os dias ao Júlio de Matos discutir calmamente Waterloo com o Napoleão do 2º piso.
Na ladainha diária do nosso Napoleão, que hoje parece ter forte contributo do chatoGPT, o 44 é sempre o mártir perseguido por um regime cruel sob a indiferença dum povo ingrato. Qualquer pretexto serve para impingir isto; hoje foi um artigo dum deputedo qualquer.
Para melhor impingir a ‘narrativa’, como diria o trafulha em causa, nada como enquadrá-la como um ataque ao mítico ‘Estado de direito’ e ao cidadão. Até sugere, como o Trampa, que o 44 está a lutar por todos nós e que os ‘direitos’ que reclama são para benefício de todos.
Todos os argumentos do volupi / chatoGTP acima poderiam, num universo paralelo, fazer algum sentido. Neste universo são apenas mais sopa xuxa, precisamente pelo motivo apontado pelo volupi: porque 44. Pois é, o 44 não é um caso comum. Tornou-se ele próprio um caso à parte. E do que importa – a fortuna misteriosa e o compincha mãos-largas – nunca, nunca fala.
Puxa, pá!
“Embora na gíria se ouça o termo obsessões para determinar ideias fixas ou persistentes, importa aqui esclarecer que no contexto clínico as obsessões podem ser pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes, e que são egodistónicos, isto é, a pessoa experiencia-os como intrusivos (não dependem da sua vontade) e inapropriados (não são funcionais ou ajustados à realidade).”
https://www.saudebemestar.pt/pt/blog/psicologia/obsessoes/#:~:text=Embora%20na%20g%C3%ADria%20se%20ou%C3%A7a%20o%20termo%20obsess%C3%B5es,inapropriados%20%28n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20funcionais%20ou%20ajustados%20%C3%A0%20realidade%29.
Minha intenção é ajudar.
URGENTE!!!
(Façam chegar a José Luís Carneiro)
O PS, segundo o Ação Socialista de 25 março 2026, vai propor e discutir no próximo Congresso a “Oficina do Futuro”, debate que prosseguirá nas federações (péra aí que já te atendo), e que trata os seguintes temas:
Modernização económica e inovação – Educação – Habitação – Saúde – Cultura – Justiça
E a velhice – ou o que quer que isso seja…?!!!!!!!!!!!!!!
(Vão ser cada vez em maior número)
https://cnnportugal.iol.pt/seguranca-social/idosos/internamentos-sociais-duplicam-e-centenas-de-idosos-ficam-presos-nos-hospitais-a-espera-de-vaga-em-lares/20251124/69240bd0d34e3caad84b9c70#:~:text=As%20admiss%C3%B5es%20em%20lares%20atrav%C3%A9s%20da%20Seguran%C3%A7a%20Social,Porto%20e%20Set%C3%BAbal%20s%C3%A3o%20as%20regi%C3%B5es%20mais%20pressionadas.
F…… Agarrem a merda desse tema. O que se está a passar é uma vergonha. Uma humilhação da vida.
(Querem que vos relate o que uma profissional de ambulâncias de doentes não urgentes me conta? Querem. É uma dor profunda)
Sei que aqui no blogue há pessoas bem relacionadas com a alta política…. Deem conhecimento deste meu apelo. Ao Zé Luís. Senhor José Luís Carneiro.
<<Internamentos sociais duplicam e centenas de idosos ficam presos nos hospitais à espera de vaga em lares<<
É natural, com as casas cada vez mais usadas como investimento.
Um lar é a nossa casa, e os cotas da noticia estão é á espera de vaga num depósito tipo corredor da morte.
Outro tipo de cotas, com familia abastada ou pensão decente, tem direito a outro tipo de corredor com mordomias pagas.
Seja como for, em ambos os casos, outro negócio para mamões, com ajuda do estado incluida.
E não são só as profissionais de ambulancias não urgentes que assistem a desgraças, algumas funcionárias dos ditos corredores, também, e algumas não aguentam, e tem depressões ou despedem-se.
Há sempre alguém pronto para aproveitar o infortunio alheio.
«É natural, com as casas cada vez mais usadas como investimento.
[Os lares] … outro negócio para mamões, com ajuda do Estado incluída.»
Nem mais. A mama do imobiliário empurra os velhos para os lares, esses tristes depósitos de indesejados. É tal a orgia de ganância que nos sites há cada vez mais anúncios “Oportunidade de investimento!” a casas onde vivem inquilinos idosos e, espera-se, perto de bater a bota. Qualquer dia até incluem sugestões ao ‘investidor’ para acelerar o processo. Já deve ter faltado mais para isso.
E os lares, na sua maioria, são realmente outro negócio de mamões. Para quem os explora, claro, não para quem lá trabalha – uma das profissões mais difíceis e mais injustamente mal pagas. Isto enquanto pseudo-profissões inúteis, algumas até nocivas à sociedade, mamam à grande.
Mas tenhamos esperança: o Fernando já alertou o José Luís Carneiro. Quem melhor que um líder chuleco de um covil de trafulhas e tachistas para resolver qualquer problema?
O problema do Valupi não é a defesa que faz do Estado de Direito no caso da operação marquês! Aí, até acho que tem toda a razão. Perde-se, sim, quando não consegue defender idêntico ideário nas relações entre povos e culturas diversas: meteram-lhe na cabeça que há os “maus”, que são sempre os outros, e os “bons”, nos quais se julga incluído; ou, como dizia alguém irrelevante, há a “selva” e o “jardim”, tudo a preto e branco. Antigamente, os “maus”, comiam criancinhas ao pequeno almoço e matavam os velhos com uma injecção atrás da orelha. Hoje que tal espécie desapareceu, sem que o Valupi tenha reparado, há que manter vivos os fantasmas, mesmo que sob outras vestes, para que a exploração continue! E, Valupi alimenta alegremente o cortejo, nem percebendo que, hoje, a luta pela prossecução do Estado de Direito passa pelo combate ao arbítrio que defende nas relações internacionais. Hoje, a luta mais importante a travar pelos homens bons e livres é aquela que se dirige contra a guerra, pela Paz, no mundo.
JA, tenho muita pena de não ter lido o teu comentário antes de ter estado a teclar aquele lençol ali em cima, inútil vejo agora graças a ti. Porque acho que tens toda a razão. É muito triste existirem seres como esse tal de Valupi com a mania dos “maus” e dos “bons” quando, na realidade, devíamos era estar caladinhos e deixar o senhor Putin continuar a espalhar a Paz onde bem lhe apeteça. Nunca desistas de vir aqui dizer umas verdades!
Sim, milénios antes houveram Empédocles, “Ó raça infeliz e desafortunada dos mortais, de que discórdia, de que lamentações provieste”; Sólon, “A tirania é uma bela praça forte, mas sem saída”; Heraclito, o obscuro, “Pólemos (a guerra) engendrou o mundo, reina sobre o mundo”; Péricles, “Atenas é a única cidade que consegue ser superior à sua própria fama”, mais tarde insultado, odiado e acusado de todos os males, inclusive o de corrupto; Sócrates, o grego condenado à morte, democraticamente, por motivos religiosos e políticos.
Dos romanos temos Brutus brutalizado e morto por defender a liberdade republicana; Cícero condenado a morte por vingança pessoal de Marco António; Séneca, professor-ducador de Nero obrigado à morte por ordem deste enlouquecido pelo poder.
Mais recentemente, quando interessava mais “a pureza de coração do que a formação científica”; Boécio (480-524), foi condenado à morte acusado de traição à causa romana; Escoto Erígena (810-877) cuja obra foi condenada pelo papa HonórioIII e mandado queimar na fogueira; Rogério Bacon (1210-1292) passou vários anos de perseguição e prisão pelas “ousadias das suas obras”;
Nicolau Copérnico (1473-1543) por, com os estudos e publicação do seu livro “As Revoluções das Esferas Celestes” em 1543, à hora da morte, e com um prefácio onde se dizia que “Este livro foi escrito não para apresentar um facto científico mas uma fantasia interessante!”, sem seu conhecimento para escapar à fogueira mesmo após a morte a qual ainda atingiria, pela mesma causa e outras, Giurdano Bruno em 1600.
Depois, a história continuou brava com Tycho Brahe, Kepler e Galileu que foi obrigado a abjurar, amaldiçoar e detestar seus ‘erros’ em 1663. Devido às suas afirmações e escritos foi obrigado ao exílio o resto da vida em sua casa de Arcetri.
Muito comprida e sofrida é a história dos homens que ajudaram a explicar em liberdade de opinião, lógica e matematicamente, a historia da filosofia e da ciência.
E quando não há explicação para os fenómenos ou factos estes são explicados como foram na discussão acerca da combustão pois não era possível demonstrar a existência da matéria do fogo, então, resolveu-se a questão pelo circulo vicioso ( sim porque sim) da linguagem; os corpos combustíveis ardem porque dotados de matéria de fogo e, porque ardem, têm matéria do fogo, explicando assim a combustão pela combustão.
Lavoisier, em 1789, resolveu a questão com o seu “Traité Elémentaire de Chimie”.
A imaginação e teimosia do homem é maior que deus, pois, nunca desiste de procurar explicações corretas para acontecimentos obscuros em si ou obscuridades perpretadas pelos próprios homens.
É como diz o JA. Causa tanto entusiasmo o brilhantismo intelectual e moral com que Valupi defende o Estado de Direito e denuncia a perseguição a José Sócrates, ao longo de tantos anos, como causa desilusão perceber que a sua motivação é meramente tribal. Fala em putinistas com o mesmo esgar de ódio e preconceito com que um chegano fala em viúvas de Sócrates, como um disco riscado, impedindo a música de qualquer diálogo racional.
“Então para ladrões, violadores e assassinos já não há pressa”. Em 50 anos de democracia, houve algum processo relativo a “ladrões, violadores e assassinos” que tenha prescrito quando estava em inquérito, a ser julgado, ou entre a condenação e a execução da pena? Ou a prescrição penal, nesses casos, apenas aproveitou em concreto, a crimes cometidos no exercício de funções públicas e a crimes e contraordenações económicas – ou seja, a quem a legislou e aos seus irmãos, parentes, amigos e financiadores? Se a prescrição é uma garantia essencial dos particulares contra o Estado, porque é que ela é interrompida pela citação (real ou ficta) na jurisdição administrativa e fiscal? No meio do jajão jurídico, uma coisa é verdade: só uma norma constitucional “inconstitucional”, como aquela que previu a “incriminação e julgamento [retroactivos] dos agentes e responsáveis da PIDE/DGS” pode assegurar a realização do Estado de Direito no processo em que o ex-PM é julgado. Mas, lá está, ninguém o propôs ou proporá. Nem sequer o Dr. Ventura, que o poujadismo também tem contas para pagar. PS: não sei se estes comentários são terapia se são doença, como sou de direita, inclino-me mais para o segundo caso.
Lucas Galuxo, continuas perdido no teu pensamento político sem perceber que quando um democrata apelida outro de ser isto ou aquilo (putinista, trumpista, aiatolista, unista, xinguista, salazarista, sebastianista, guevarista, etc.) é sempre tendo como referência, modelo ou paradigma a Democracia definida e entendida tal como ela foi inventada desde os gregos e sua evolução sucessivamente estudada e melhorada até hoje. Isto é, compreendida intelectualmente como, apesar de imperfeita ou má é sempre melhor que qualquer outro sistema conhecido ou inventado para o poder pessoal de qualquer ditador tirano quer seja racional, frio, introvertido que vive escondido entre muros como Putin quer seja irracional, louco, primitivo, inumano, fala barato extrovertido que anda e vive numa roda-viva e fala a toda a hora, até no avião.
Qualquer destes tiranos retiram a liberdade e poder ao povo na mesma proporção em que engrossam o seu poder pessoal de tiranos sobre o mesmo povo; todos são, aparentemente, aos olhos do povo criaturas tementes ao sobrenatural mas são, na prática, os usurpadores cruéis desses poderes do céu para os usarem brutalmente sobre os povos.
No meu comentário acima refiro Sólon, o grande legislador-reformador que deu o primeiro e gigantesco passo em direção à democracia ateniense o qual já diz naquele tempo, “A tirania é uma bela praça forte, mas sem saída”. Travou uma luta contínua contra o tirano da altura e foi exilado várias vezes mas nunca vacilou ou desistiu até conseguir a sua Reforma rumo à Democracia.
Tu, não podes ser considerado um democrata consciente quando vens aqui defender Putin, um velho tirano ditador e igualmente, e ao mesmo tempo, o Trump um moderno candidato a ditador tirano à maneira inumana dos primitivos povos sob o céu.
Tal como eu, o Valupi, penso, sob o ponto de vista político modelo da Democracia só pode pronunciar-se politicamente sobre outros tendo como referência as suas opiniões de apoio a este ou àquele tirano ditador.
A tal procedimento costuma dizer-se que é da coerência intelectual.
Neves,
não passas de um netanyahuista pois defendes e apoias o apartheid
Lucas, também “o brilhantismo intelectual e moral com que Valupi defende o Estado de Direito e denuncia a perseguição a José Sócrates, ao longo de tantos anos…” tem de ser visto à luz da perspetiva da defesa da Democracia e correlativo Estado de Direiro.
Neves, a impressão com que se fica é que Valupi defende os dele. Se fosse Ventura a passar por aquilo que aquele Sócrates tem passado, não queria saber de Democracia nem de Estado de Direito para nada.
Achar que é estúpido entrar numa gaiola onde há um urso feroz e esperar sair incólume não é ser putinista. Chamar putinistas a uns ou banderitas nazis a outros não ajuda a compreender razões que podem existir nos dois lados. E não se convence ninguém inteligente gritando que é a democracia contra a tirania, enquanto não há eleições livres e a Bentley parabeniza a sucursal de Kiev pelo terceiro posto em vendas em toda a Europa, por exemplo.
A impressao com que se fica em assuntos de relacoes internacionais e que o pensamento politico dos autores deste blogue sao indistinguiveis dos interesses imperialistas da classe dominante – cada vez mais distintos dos interesses das nacoes onde essa dita classe circula de momento.
Convidado que fui pelo dono da casa a não desistir “de vir aqui dizer umas verdades”, tomando a sugestão como sincera, e não tendo por hábito fazer-me de rogado, aqui estou, dizendo pequenas coisas ao Sr. Valupi:
– o dito, quando perde o pé, tem por hábito recorrer a fórmulas mágicas para resolver as situações em que se mete;
– até há pouco tempo, costumava usar o argumento de “largo o vinho” de cada vez que a discussão não lhe ia de feição;
– depois, talvez para desenfastiar, mudou de agulha e, engraçado, passou a atirar que tinha “pena de não ter lido…” o comentário antes de se ter lançado ao teclado; passou do disco riscado às teclas pasmadas, sempre em fuga aos fantasmas político-ideológicos que o consomem!
– enclausurado que está no seu mundo infantil de heróis e vilões, vê a História como um processo exclusivamente dominado por Putins, Trumps, Bidens, etc. , incapaz de vislumbrar os verdadeiros fautores da existência social, os povos de todo o mundo;
– Não admira, sabendo dos modelos que convocam o seu imaginário distorcido, que o levam, até, a considerar que, antes de Trump, os EUA tinham um passado impoluto, no que tange a intervenções ilegais e raptos em países terceiros!!!
– Também não espanta que lhe passem ao lado as razões da perseguição ao “seu” Sócrates;
– Se, ao menos percebesse que as concepções políticas que defende são o contrário da Democracia que diz propugnar!
Pensando nisso, atrevo-me a sugerir-lhe que leia o seguinte texto:
“Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
foram os seus pedreiros? A grande Roma
está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
só tinha palácios
para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
na noite em que o mar a engoliu
viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas”
Não tenha medo, Valupi, que o homem não morde!
oh JA,
não vale a pena. repare como por aqui Cícero é considerado um defensor da república e não um aristocrata defensor dos seus privilégios que César, o populista, punha em causa. isto são aquele tipo de intelectuais, como se autodenomina valupi, que comentam e julgam uma sociedade de esclavagistas sempre pela perspectiva dos esclavagistas. e depois batem nas costas uns dos outros, satisfeitos consigo mesmos.
repare, nem o apartheid israelita admitem (ou já leu aqui alguma referencia ao mesmo?) apesar de este ter sido estabelecido por um tribunal há 2 anos e eles se dizerem uns incorruptiveis defensores do direito. é que nem uma linha pra lavarem a consciência.
Oh “as desculpas…”,
Se passo por aqui, é porque acredito no “Grilo Falante” do Pinóquio! E, é preciso fazer contracorrente!
Lowlander, larga o vinho.
_
JA, muito bem, como sempre. E repara que recuperei o “larga o vinho” em tua homenagem.
Estás numa missão da maior importância, a conversão deste blogue às tuas doutrinas e verdades. Creio que vais conseguir, talento e conhecimentos para isso não te faltam.
ja,
não havia julgamento, era retórico.
val,
ninguém espera converter-te, o fixe é assistir ao teu evitar, abafar, calar, em suma, espernear
quando foste acusado de não defender o chega, nem um dia demoraste a postar, speedy pedro gonzalez
cuba, palestina e assim custa-te mais, eu acho que percebo porquê
Maluquinho, tens de conferir a data do texto em causa.
É o que espero, Valupi, convertê-lo! Prosélitos pela Paz, precisa-se!
«Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
mas foram os reis que transportaram as pedras?»
Raros poemas contêm verdade tão importante; mas poucos lhe reconhecem tal importância. Quase todos encolhem os ombros: o mundo sempre foi assim.
Ainda hoje o é. A carneirada gosta é de reis, de generais, de presidentes, de CEOs, dos ‘grandes homens’. Verga-se perante líderes. Baba-se por ‘celebridades’. Regra geral, quanto mais anónimos e miseráveis mais se vergam e babam perante suas altezas da fama.
Esta submissão voluntária, esta admiração passiva e pacóvia sempre me foi incompreensível. Vemo-la por este blog, de vez em quando, no respeitinho a certos pulhíticos e líderes ou ex-líderes, sobretudo os que levam no rabo em Paris. Mas é um mal universal.
Para os que pensam mais e melhor, um PDF giro: https://crimethinc.com/tce
está lá escrito antes do teu nome, val
28 de março 2026 às 8:58
Maluquinho, a data que tens de encontrar é a do texto que cito.
@Valupi
Não desfazendo mas eu é mais champagne… bem sei que tecnicamente também é um vinho. Mas então tecnicamente o tomate também é uma peça de fruta e um cachorro quente, tecnicamente, uma sanduíche…
Ora sucede que a comunicação se pratica no impuro mundo real onde a comunicação consiste na sinalização de experiências culturais partilhadas, não pode portanto ser inteiramente fundada em regras puramente lógicas.
Enfim… posto isto.
Tenho aqui um punhado de notas de 20 euros na mão. “Money talks”…. Este punhado em particular sussurra que tu, Valupi, não conseguiras especificar um exemplo em que tu tenhas desenvolvido, aqui ,neste blogue, argumento relacionado com relações internacionais que seja contrário aos interesses de classe das classes dominantes no “mundo ocidental”?
Basta um…
Lowlander, como é que seria possível que uma qualquer “relação internacional” (portanto, entre entidades que chefiam os respectivos Estados) não fosse, por inerência, a manifestação das classe dominantes?
Claro que a tua epistemologia marxista, onde “classe” corresponde a uma categorização social que só ganha o seu referente pragmático quando contextualizada pelo conceito de “imperialismo”, faz de ti um fanático com quem é inútil discutir pois estás feliz e contente nesse messianismo dos amanhãs que cantam. Mas, mesmo assim, estou curioso pelo naco de alucinação que poderás trazer para este pardieiro.
val,
porque raio o faria se a minha acusação era relativa ao que tu postas e não ao que tu citas?
estás de todo, coitado. a tua consciência deve estar a quase a meter baixa por esquizofrenia ético-política.
condenas o hezbolahhahahahhaha
@Valupi,
“Lowlander, como é que seria possível que uma qualquer “relação internacional” (portanto, entre entidades que chefiam os respectivos Estados) não fosse, por inerência, a manifestação das classe dominantes?”
Eu sei la Valupi, quem fez a extraordinaria assercao de que o meu comentario de 27 de Março de 2026 às 16:02 era tao ridicula e radicalmente errado que so poderia ser o resultado de uma mente inebriada.
Limitei-me a apostar que se te pressionassem para defenderes concreta e especificamente a tua assercao nao o farias.
Posso-te afiancar tambem que os proprios termos em que montas esta tergiversacao em forma de questao revela mal-entendidos conceptuais agudos. Umas pistas como aperitivo:
1 – presume que a classe dominante e um edificio monolitico
2 – presume que os Estados soberanos nao tem agencia intriseca independente da classe dominante (e vice-versa)
3 – presume que os Estados soberanos nao tem interesses proprios, nao raro desalinhados com os da classe dominante, especialmente com as suas fraccoes mais marginais
Lowlander, mas essa é uma das belezas do marxismo, a de que, afinal, não estamos perante uma ciência, como queria o positivismo sociológico novecentino, mas tão-só face a uma literatura. E assim vale tudo, qualquer coisa é sempre outra coisa.
Na tua ficção, a “classe dominante” é o “imperialismo”. E daqui não sais nem tens qualquer solução – a não ser a convocação dos marinheiros da frota do bacalhau com os operários da Lisnave para ocuparem S. Bento e defenestrarem a malandragem.
imaginem alguém que defende o liberalismo como forma mais elevada de civilização, em particular no contexto do direito internacional mas também no contexto das relações entre classes sociais, a acusar um outro de utopia lírica e literária.
alguém levante um espelho a esta gente pra verem o mundo que criaram.
@Valupi
Olha, o “classe epstein” sintetiza muito bem quase tudo aquilo que haveria para dizer acerca da tua sonsice autistica.
De resto, podes fazer a birra que quiseres acusando-me (sem qualquer fundamento) de perfidamente mudar a localizacao dos postes da baliza – “qualquer coisa é sempre outra coisa” – forca nisso, esperneia com vigor catartico, e o lado para onde durmo melhor… Nao tenho culpa nenhuma que os teus labirintos intelectuais OTANizados sob os efeitos dos esteroides anabolizantes da ausencia de curiosidade intelectual e leituras atabalhoadas te impecam de entender os conceitos que pretendes criticar. Vai estudar oh Relvas!
Lowlander, QED.
Ó pra ele, o Valupi, a esparramar-se na discussão com o Lowlander!
Diz o segundo:
– “… Valupi, não conseguiras especificar um exemplo em que tu tenhas desenvolvido, aqui ,neste blogue, argumento relacionado com relações internacionais que seja contrário aos interesses de classe das classes dominantes no “mundo ocidental””
Responde o primeiro:
– ““Lowlander, como é que seria possível que uma qualquer “relação internacional” (portanto, entre entidades que chefiam os respectivos Estados) não fosse, por inerência, a manifestação das classes dominantes?”
Ou seja, Valupi assume – disse, está dito – que o Estado – “entidades que o chefiam” – é, “por inserência”, a expressão dos interesses das classes dominantes, tal como define o marxismo, que diz rejeitar!
Depois, vem armar ao pingarelho intelectual e fala em “epistemologia marxista”, para se estampar de novo:
Ó homem, Marx, quando apontou que a natureza do Estado correspondia aos interesses económicos da classe dominante, não estava a teorizar sobre o imperialismo, conceito que nunca abordou. Por isso, não faz qualquer sentido que venha dizer que o conceito marxista de “classe” corresponde “a uma categorização social que só ganha o seu referente pragmático quando contextualizada pelo conceito de “imperialismo”. Não é obrigado a gostar do marxismo, mas, estude um bocadinho e não seja mais um falsificador de ideias!
JA, muito bem. O teu contributo leninista para esta discussão é absolutamente essencial.
Não precisa de nomear, porque há outros contributos importantes, politicamente diversos. Mas, o que aqui está em causa é que você, agora, vem confirmar que estava consciente da falsificação que trazia à discussão! Não seja tratante, respeite-se, que vale a pena!
JA, peço desculpa. Tens de ter paciência com os falsificadores de discussões. Estou a precisar de passar uns meses num estabelecimento de correcção ideológica. Se conheceres algum baratucho, deixa ficar aqui a morada.
O mais divertido é ainda haver quem acha possível ter um diálogo normal, até construtivo, com o volupi. Que mais terá ele de fazer para mostrar que se está a defecar para quem cá vem, para o que quem cá vem pensa, e acima de tudo para o que cá comentam?
Há anos talvez dissesse que o volupi é um bot, sempre a repetir as mesmas coisas e tal. Mas nenhum bot de hoje daria não-respostas tão pobres, vulgares e condescendentes. Deve ser uma pessoa; e não está cá para se chatear. Este blog é um frete de piaçabas.
Tens razão Bastos, qual a solução ideal, para lidar com este problema?
Problema? Não é um problema: o que aqui escrevemos não é para o volupi; nem ele está interessado nem este blog existe para iluminá-lo ou para discutir o que cá se publica.
Aqui escrevemos para um público imaginário que poderá ler isto agora ou no futuro, caso o blog não seja apagado, para os poucos que cá andam, e para nós próprios. É meio hobby, meio rotina de higiene mental: como quem dá uns murros num saco ou numa almofada pela manhã.
aqui há 3 insultos: marxista, leninista e putinista.
islamofóbico, criminoso ou cumplice de crimes guerra, genocida, segregacionista e imperialista são considerados elogios ou, no minimo qualificações sem julgamento moral associado.
como é que se resolve esse problema?
Ó FB, s resulta contigo?
já que estão com a mão na massa,
OK, podemos tentar. Marxista só é um insulto para xuxas e direitalhas (passe a redundância) mais fanáticos e/ou imbecis. Leninista será mais discutível, mas ainda assim um fraco insulto. Já putinista é realmente um insulto para quem não lambe o cu a ditadores mafiosos.
Genocida, segregacionista e imperialista são sem dúvida insultos, sobretudo os dois primeiros, mas quem os recebe nunca se revê neles: tem sempre uma desculpa para justificar o injustificável. Basta ver o volupi e a Penélope; a cumplicidade sonsa é a norma da casa.
‘Islamofóbico’ não é um insulto; é uma admissão de carneirismo por parte de quem o usa. Não me importo nada de ser islamofóbico, cristianofóbico, hindufóbico, etc. Toda a religião está a mais, e o Islão consegue ser a pior. Rejeitá-la não é uma fobia, é senso comum.
Sobre isso este texto diz o essencial:
https://samharris.org/blog/what-is-islamophobia
islamofóbico é obvio insulto, na medida em que, como depois explanas ser também a tua opinião, considera o islão pior que as outras grandes religiões (ou pequenas, mas por facilidade de discurso comecemos pelas outras), o que é manifesta e comprovadamente falso sob qualquer métrica quantitativa ou subjectiva moralidade, tornando imediatamente quem assim, e uso o termo de forma lata – pensa, num preconceituoso mais ou menos irracional que basicamente odeia por ignorância. no caso religiosa, mas como sabemos este é um processo que se dá em várias dimensões do espectro humano.
esse que linkas é precisamente um exemplo de alguém que categorizaria como islamofóbico, alguém que decidiu ganhar a vida a vociferar contra “a religião”, curiosamente quase sempre a islâmica, rodeado de alguns dos gajos mais cretinos da história da internet a quem em ultima análise deu palco, petersons, weinsteins, ben shapiros, douglas murrays e dave fucking rubins para dizer só alguns memebros da espectacular IDW, e que levou um grande estouro na sua audiência “manosférica e debatelórdica” desde que se recusou a criticar o estado teocrático israelita enquanto este se dedicava a praticar um genocidio (ver insulto acima, embora prefira o francês genocidaire. acho que o toque chique da lingua francesa acrescenta à ignomínia).
deixo só um exemplo do que esse senhor dos factos e lógica, ateu e liberal militante(?) escrevia aqui há uns anos acerca de israel e de gaza, a coberto – presta atenção – da selvageria que ele via inerente ao islão:
“One of the most galling things for outside observers about the current war in Gaza is the disproportionate loss of life on the Palestinian side. This doesn’t make a lot of moral sense. Israel built bomb shelters to protect its citizens. The Palestinians built tunnels through which they could carry out terror attacks and kidnap Israelis.”
https://www.samharris.org/podcasts/making-sense-episodes/why-dont-i-criticize-israel
queira responder mas nao me deixam
mesmo.
já não tenho link nenhum o texto…
enfim, é a censura
bejamos
islamofóbico é obvio insulto, na medida em que, como depois explanas ser também a tua opinião, considera o islão pior que as outras grandes religiões (ou pequenas, mas por facilidade de discurso comecemos pelas outras), o que é manifesta e comprovadamente falso sob qualquer métrica quantitativa ou subjectiva moralidade, caracterizando imediatamente quem assim, e uso o termo de forma lata – pensa, num preconceituoso mais ou menos irracional que basicamente odeia por ignorância. no caso religiosa, mas como sabemos este é um processo que se dá em várias dimensões do espectro humano.
esse que linkas é precisamente um exemplo de alguém que categorizaria como islamofóbico, alguém que decidiu ganhar a vida a vociferar contra “a religião”, curiosamente quase sempre a islâmica, rodeado de alguns dos gajos mais cretinos da história da internet a quem em ultima análise deu palco, petersons, weinsteins, ben shapiros, douglas murrays e dave fucking rubins para dizer só alguns memebros da espectacular IDW, e que levou um grande estouro na sua audiência “manosférica e debatelórdica” desde que se recusou a criticar o estado teocrático israelita enquanto este se dedicava a praticar um genocidio (ver insulto acima, embora prefira o francês genocidaire. acho que o toque chique da lingua francesa acrescenta à ignomínia).
ilustro o meu ponto com um exemplo do que esse senhor dos factos e lógica, ateu e liberal militante(?) escrevia aqui há uns anos acerca de israel e de gaza, a coberto – presta atenção – da selvageria que ele via inerente ao islão:
“One of the most galling things for outside observers about the current war in Gaza is the disproportionate loss of life on the Palestinian side. This doesn’t make a lot of moral sense. Israel built bomb shelters to protect its citizens. The Palestinians built tunnels through which they could carry out terror attacks and kidnap Israelis.”
não ponho o link porque cenas mas é fácil de encontrar
venci a máquina
até o link vou pôr samharris[.]org/podcasts/making-sense-episodes/why-dont-i-criticize-israel
campeão!
parece que há aqui algum eco eco eco eco
«islamofóbico é obvio insulto, na medida em que, como depois explanas ser também a tua opinião, considera o islão pior que as outras grandes religiões»
Sim, considero, pelas óbvias razões resumidas no texto que linkei: é, de muito longe, a religião com mais fanáticos e mais perigosos. Os ditos moderados são coniventes com esses fanáticos, activamente ou por omissão, e propagam os mesmos dogmas absurdos, as mesmas historietas do tempo da Maria Cachucha, o mesmo total e medieval atraso de vida chamado Islão.
Mas, como escrevi há pouco, toda a religião está a mais – de bom grado serei cristianofóbico, hindufóbico, mormonofóbico ou outra qualquer. Por mim acaba-se com todas. Ontem. O Islão é só a pior, e é por ser a pior, a mais nociva e agressiva e intolerante e atrasada, que falar em ‘islamofobia’ é ridículo – o Islão deu e dá todos os dias motivos para ser receado e rejeitado.
Isto não implica gostar do Sam Harris ou defendê-lo, e o facto de manter relações cordiais com os pulhas que citou é censurável, desprezível, intolerável. Não obstante, o texto que linkei permanece correcto. Só a esquerda mais zarolha pode defender a trampa do Islão.
“é, de muito longe, a religião com mais fanáticos e mais perigosos. ”
a indonésia é o país com mais muçulmanos do mundo e não tem atentados terroristas há 20 anos.
o país mais terrorista do médio oriente é desde há muito israel, fortemente apoiado pelos evangélicos cristãos.
se tivesse que apostar qual dos grupos tem mais probabilidade de lançar uma bomba nuclear, por exemplo, não tinha dúvidas
@citation needed
Isso não é justo, seu cobarde! Com factos também eu consigo argumentar com facilidade! Argumentar puramente munido de imaginação é que é desafio masculinizante!
Factos, diz o Lowlander. No Paquistão há centenas de atentados e milhares de mortos todos os anos. Só neste ano: https://en.wikipedia.org/wiki/Terrorist_incidents_in_Pakistan_in_2026
Na Indonésia são realmente bem menos, o regime repressivo lá do sítio tem feito por isso, mas também não é zero: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_terrorist_incidents_in_Indonesia
No Bangladesh, outra simpática pátria da carneirada muçulmana, outra inevitável lista de mortos, feridos e estropiados: https://en.wikipedia.org/wiki/Terrorism_in_Bangladesh#Timeline
Vale a pena ver mais? Ou comparar o nº de vítimas do Islão com o da extrema-direita nas últimas décadas? Ou lembrar as leis e tradições grotescas, a opressão das mulheres, os apedrejamentos, as amputações, as execuções públicas? Sim, a canalha americana e israelita é também assassina, hipócrita, um cancro mundial. Mas ninguém a defendeu: ir buscá-la, neste tema, não é mais que um straw man.
O Islão é, sob qualquer critério objectivo, a religião mais intolerante e destrutiva. Todas estão a mais, mas nenhuma mais que o Islão. E ninguém está a falar das cruzadas, da Inquisição ou dos romanos: falamos de aqui e agora. Não há trampa maior. Não acho que devamos perseguir os muçulmanos, são também vítimas da doutrinação que receberam, mas há que erradicá-la. A começar pela Europa.
Filipe , como se não tivesse havido na europa imensas guerras entre católicos e protestantes até à convivência pacifica. o caso mais recente , The Troubles,
estão noutro patamar de evolução.
Verdade, yo, e outra mais recente entre católicos croatas e ortodoxos sérvios. Claro que a religião não foi a única causa, mas é a maior, geralmente a mais cruel, e a que melhor camufla razões mais prosaicas como a ganância e a competição por recursos.
Mas ninguém afirma que a guerra, a violência ou a intolerância são exclusivas do Islão, ou sequer que este é a religião que mais vítimas causou ao longo da História. É apenas a pior neste momento da História. Os cristãos, a custo, lá foram domesticados. Nos hindus há ainda atraso e selvajaria, mas menos; e outras são muito menores e/ou menos assanhadas.