Porque será?

Porque será que quando Mário Soares, Garcia Leandro, Loureiro dos Santos, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, Santana Lopes, Marinho Pinto e a SEDES, entre outros passarões que não tenho paciência para recordar neste momento, fazem alertas para revoltas sociais iminentes nós ficamos com a nítida sensação de estarem a expressar um melífluo desejo?

E quem gostariam eles que se revoltasse? Só os desempregados e os estudantes cábulas? Ou também gostariam de ver as donas-de-casa e os reformados a atirar pedras à polícia e às montras? A que tipo e grau de destruição gostariam de assistir para poderem gritar Eu avisei? Será que até sorririam de satisfação se um ricochetezinho acertasse num miúdo, de modo a que PC e BE pudessem barricar ruas e soltar a fúria do povo?

Este grupo de pessoas, a quem a comunicação social empola a importância, tem estado no poder desde o 25 de Abril. Nestes 34 anos fizeram as suas vidas à custa do Estado ou dos negócios com ele, acumularam riquezas para si e para a família, tiveram acesso a experiências de privilégio e luxo correspondentes ao estatuto de elite. Têm 60, 70 e 80 anos e comportam-se agora como inimputáveis e irresponsáveis, possuídos pelo egoísmo e ofuscados por tanatos. O problema não é a idade, antes a completa falta de sabedoria e carácter. Completa falta de amor pátrio, incapazes de fortalecer a comunidade e apostando tudo na sua fragilização. Comportam-se como se não valesse a pena confiar nas instituições e nas pessoas, como se apenas a diabolização dos adversários fizesse sentido.

Porque será que ninguém corre com eles?

35 thoughts on “Porque será?”

  1. Acho este texto absolutamente lamentável. As pessoas que nomeia, independentemente de se concordar ou não com elas, com o que defendem ou defenderam, com a forma como exercem ou exerceram os cargos que ocupam ou ocuparam, não se serviram do estado mas serviram o estado, correndo riscos que permitem, neste momento, e ainda bem, que o Valupi escreva o que escreve. É com revolta que vejo a liberdade que temos ser usada para denegrir o carácter e acusar de falta de amor pátrio outros que já demonstraram à evidência terem carácter e amor pátrio de sobra.

  2. adelaide, esse é outro. Esqueci-me.
    __

    Sofia, tens razão. Essas pessoas também serviram o Estado. E servem. Mal.

    A liberdade de que usufruímos não tem uma autoria, não é a obra de Mário Soares ou de outro qualquer. É do colectivo, onde tens de incluir muitos anónimos, e muitos traídos. Muitas vítimas. Estes são os vencedores e os privilegiados, é por isso que me escandaliza a sua irresponsabilidade quando fazem ameaças e chantagens.

    Portanto, estamos os dois revoltados.

  3. Valupi, não tem razão. A liberdade de que usufruímos tem a autoria de quem ousou e conseguiu derrubar o antigo regime e de quem ousou e conseguiu derrubar o regime que o PCP e a extrema esquerda queriam instaurar após o 25 de Abril. Todos ajudámos? É bem certo que sim, mas uns mais que outros. Todos temos direito à liberdade, à cidadania ao desenvolvimento e a ser respeitados? Sem dúvida. Esse grupo de que fala serviu muito bem o estado. Que isso não os torna imunes a nada? É um facto. Mas eles apenas fazem o mesmo que o Valupi: dizem sem medo o que pensam. A sua opinião é diferente? Óptimo, para isso debatemos ideias. Mas não merecem o seu desrespeito nem a sua calúnia.

  4. Sofia, concordo. Porém, creio que estás a gastar lenha num equívoco: o da calúnia. Para se caluniar alguém, a ofensa tem de ser pessoal. Ora, não conheço nenhuma das personalidades nomeadas, nem me referi a qualquer aspecto das suas vidas privadas ou profissionais que não seja do domínio público.

    É quanto ao que representam como figuras políticas que aponto a falta de carácter e de amor pátrio. Estes nomes juntos são uma poderosa amostra do que tem sido a nossa democracia. Se estas pessoas têm méritos (o que é inquestionável), têm também deméritos. É por causa da sua actuação que se chegou à situação actual, onde se vive num país que não confia no seu sistema de Justiça. Ora, em vez de contribuírem para a resolução desse gravíssimo problema, estes que indiquei, em certos momentos da sua actividade política, vieram lançar o medo e a confusão numa sociedade já fragilizada. Isto é imperdoável, precisamente por causa dos trajectos respectivos, por tanto que já usufruíram do Estado e da comunidade.

    Tu apontas que eles dizem sem medo o que pensam. Pois sim, mas não é disso que se trata. É antes o miserável facto de eles esperarem que tenhamos medo do que dizem.

  5. “Nestes 34 anos fizeram as suas vidas à custa do Estado ou dos negócios com ele, acumularam riquezas para si e para a família”; “comportam-se agora como inimputáveis e irresponsáveis, possuídos pelo egoísmo e ofuscados por tanatos.”; “completa falta de sabedoria e carácter. Completa falta de amor pátrio, incapazes de fortalecer a comunidade e apostando tudo na sua fragilização.”

    Se não conhece as pessoas parece-me temerário afirmar isto. Acusar as pessoas de enriquecerem à custa do estado não é pessoal?

    “É antes o miserável facto de eles esperarem que tenhamos medo do que dizem.”

    Isto é um processo de intenções.

  6. Talvez a tua noção de riqueza não diga respeito aos salários e demais recompensas materiais e sociais das posições de poder na hierarquia do Estado e da Administração. Já para não falar das benesses partidárias e das relações pessoais a esse nível. Sim, tudo isso é riqueza, as reformas são riqueza, as oportunidades para si e para a família, que os conhecimentos entre membros das elites fornecem abundantemente, são enorme riqueza.

    Comportam-se como irresponsáveis porque fazem declarações irresponsáveis, censuradas por vários quadrantes e figuras públicas. É isso a política, o confronto de responsabilidades. Quem é conivente com um sistema de Justiça ineficaz, sendo a Justiça a raiz de todos os regimes democráticos, é completamente falho de amor pátrio. Acho é temerário não afirmar isso – ou melhor, acho cobarde não o afirmar.

    E, neste momento, já só estás a manter a reacção emocional inicial, porque não tens forma de negar a evidência: as pessoas que exerceram o poder nestes 30 anos são as responsáveis pelo estado actual de descredibilização completa da política e da justiça. Não é com eles a fazerem “alertas” apocalípticos, do alto das suas vidas tão bem vividas, confortáveis (luxuosas!) e seguras, que vamos crescer como comunidade.

  7. O crescimento como comunidade que refere não melhora, na minha opinião, com este tipo de textos. A minha reacção inicial, também emocional reconheço, mantém-se, mas não porque não tenha argumentos. Nestes 30 anos muitas coisas se passaram, boas e más, com inúmeros protagonistas, uns mais dignos que outros. O resultado é o que há.

    Devo andar muito distraída. Das pessoas que nomeou e que conheço, não conheço “recompensas materiais e sociais das posições de poder na hierarquia do Estado e da Administração”, tal como nunca dei conta de como “as reformas são riqueza, as oportunidades para si e para a família, que os conhecimentos entre membros das elites fornecem abundantemente” nem “das suas vidas tão bem vividas, confortáveis (luxuosas!) e seguras”.

  8. Sim, este tipo de textos não passa da minha peculiar irresponsabilidade. Não creio é que o crescimento da comunidade esteja na dependência do que se passe neste blogue, e neste particularíssimo texto. Ou, então, que se liguem todos os textos para que se veja melhor a fotografia.

    Se bem entendo o que vens dizendo, acontece-te conhecer pessoalmente alguns dos visados. E chocou-te a violência das minhas considerações, para ti completamente injustas, mesmo caluniosas, face às relações privadas que existem. Compreendo e acho lógico, natural, necessário. Aliás, tu começaste por interpretar a alusão à riqueza como sendo do foro da acusação de ilegalidade, daí a tua “revolta”. Só te sobra um problema: não podes, em caso algum, negar que a actividade estatal e política exercida pelos nomeados traz vantagens só acessíveis às elites. Eles são a elite, em vários sentidos, por isso têm voz na comunicação social e podem influenciar os acontecimentos públicos de variadíssimas formas. O cidadão comum não tem este tipo de poder, nem perto. Se pretendes ignorar o que sejam as benesses das elites, estarás a comprometer a credibilidade de todo o teu discurso.

    Para mim fica outra constatação, que evitas. Essa de termos chegado a 2008 com muita gente a dar opinião e a berrar por tudo e por nada, mas com quase ninguém a apontar um caminho para o saneamento da Justiça em Portugal. Será essa mais uma distracção tua? Se for, é a mais perigosa.

  9. Não ando distraída com o sistema de justiça português. Já escrevi que considero o maior e mais grave problema da nossa sociedade e da nossa democracia.

    Não evito nada. Choca-me e revolta-me este tipo de discursos anti-pessoas públicas, anti-políticos, “são todos uns corruptos que só querem é encher-se”. É falso e anti-democrático. Se essas pessoas pertenceram ou pertencem a uma elite? É verdade que sim. E têm benesses e responsabilidades, também concordo. Mas isso não transforma as pessoas que a elas pertencem ou pertenceram em corruptos, com falta de carácter, irresponsáveis e a servirem-se dos conhecimentos e das riquezas para elas e para as famílias. Nem isso as faz obrigatoriamente egoístas e com falta de amor à pátria.

  10. Bom, tens óbvia razão. Mas só porque estás a dar uma conotação legalista ao termo “corrupção”. Por aí, não são corruptos, posto que nenhuma condenação têm, sequer denúncias. Fim da história? Nem pensar! Por mais que custe aos que tiverem relações pessoais – familiares ou de amizade – com os visados, temos de apontar o dedo aos responsáveis. Não há outro caminho. E estes são responsáveis. No contexto do post, são responsáveis por se calarem sobre a corrupção (nenhum deles é conhecido por ser uma voz de referência nessa área) e por falarem sobre ameaças de sublevação popular ou militar que, na minha opinião, se confundem com incitamentos a esse tipo de desordens.

    Momentos infelizes? Foram mal interpretados? Têm direito a dizerem o que bem entenderem? Cada um que escolha o seu veneno. Não alinho é na tua convocação do argumento de autoridade, onde uma vida imaculada no plano da legalidade tornaria injusta uma avaliação política.

    Creio que os portugueses ainda lidam mal com a iconoclastia do poder, e basta ver o pudor com que se trata um desastre chamado Cavaco para o constatar espectacularmente. Se fosses amiga ou familiar do Bush, então, nem aguentarias ver televisão na América.

  11. Não há anjos nem demónios em lado nenhum e em política também não. Mas as acusações generalizadas de corrupção, e ainda por cima não legalistas, sujam tudo e todos, corruptos e não corruptos. Mas este nem sequer era o tema do post.
    E sim, têm direito a dizerem o que quiserem e a serem respeitados, eles como o Valupi.

  12. Valupi, vou dar-te uma novidade de ultima hora, foi a SEDES que fomentou as manifestações na Grécia só para ter razão.

    Eh pá esqueceste-te do José Manuel Fernandes do Público.

    Para tu informação conheço gente na SEDES com grande nível, nível humano e técnico que muitos de nós jamais atingirá, talvez tu incluído.

    Já pensaste que não necessitas de escrever isto só porque eles podem eventualmente ter razão? E se a tiverem não vai ser a tua conversa que lha vai tirar.

    Valupi já é tempo de deixares de ser caixa de ressonância de atoardas contra gente digna quase tratados como se fossem inimigos de Portugal só pelo facto expressarem opiniões que podem ser diferentes das que o governo gostaria, mas a vida é mesmo assim, por muito que te custe a isto chama-se democracia. A democracia é um espaço onde independentemente da suas visões ou opiniões cada individuo ser respeitado. Custa-te muito viver com isto?

    Amor pátrio deve ser para ti calar e comer, ou seja, independente de se estar de acordo ou não temos que dizer ámen. Pois olha, eu estou muito grato por alguns terem demonstrado pouco amor pátrio em determinadas alturas, queres exemplos (1128, 1143, 1640 1974 e 1975). De Vasconcelos seguidistas estamos nós fartos. Cada um de nós tem por obrigação à “mátria” fazer o que está ao nosso alcance para que não saia da sua rota e não deixar que os vendilhões do templo a hipotequem.

    Sei que não precisa de conselhos senão dava-te um, não dispares a eito e sem motivo qualquer dia gastas as munições a fazer fogo contra sombras, mantém-te atento e guarda-as para quando, de facto, te façam falta.

  13. Mário Soares, Garcia Leandro, Loureiro dos Santos, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, Santana Lopes, Marinho Pinto e a SEDES, entre outros passarões
    Antes passarões que passarinhos que não sabem o que dizem, faltou-lhes a guerra colonial em cima para aclarar as ideias.
    É impressão minha ou estamos preocupados com as consequências que podem advir para Sócrates com a imenente saída de Alegre?

  14. Excelente demonstração de poder muscular por parte do Valupi, sim senhor. Dá para matar saudades e sobra.Que a Madame Loureiro fique a saber que não é só de cinema que o homem percebe.

    Só peço é que não se fale mais aqui em calúnia. Odeio a palavra, porque fico logo a imaginar-me o réu impotente frente a um juiz que não liga nenhum aos meus repetidos sinais de dedos e piscadelas de olho de irmão aflito.

  15. eh pá, vai um gajo para a farra e isto fica logo esquentado. Bem, mas a liberdade de expressão e o debate é um bem que deve ser exercido. Amanhã logo vejo.

  16. Acabo de ver e ouvir no telejornal e até me custa a acreditar! Mario Soares quase incita à revolta nacional, sugerindo que o descontentamento é generalizado. E porquê? Porque a justiça não funciona, porque se apoiam os poderosos, se esquecem os pobres….Como se isso fosse uma novidade “socrática”. Quem não se lembra do principio do fim do guterrismo? Começou com uma tremenda boca de Mário Soares. Como o fim de Santana, com a boca do Senador Cavaco.
    O Valupi pôs o dedo na ferida. E fique o aviso à navegação: qualquer “ps” que sobressaia e tenda a ultrapassar a «fama» e «grandeza» do «padre eterno», mais dia menos dia, será atirado ao inferno.
    Se aparecerem, oportunamente, mais meia dúzia de valupis, talvez o feitiço, um dia , se volte contra o feiticeiro.

  17. Caro Valupi,

    até posso concordar que, por vezes, o tom alarmista possa alimentar ilusões em muita gente e favorecer o aparecimento de movimentos que de democráticos nata têm, no entanto não acho que alguns deles tenham desejos secretos de algum levantamento pois sabem que aí terão de tomar posição e não os vejo a defender os que optem por soluções anti-democráticas.

    Supreenderam-me, por exemplo umas declarações do general Loureiro dos Santos, pessoa por quem tenho muita estima e maior respeito, quando na televisão falou sobre a incomodidade dos militares, mas ele próprio voltou ao pequeno écran para fazer mea culpa e clarificar a sua posição, pondo com o seu peso institucional muitos dos exaltados na ordem.

    O Dr. Mário Soares por vezes faz uns avisos sérios à navegação, mas fá-lo com voz sonora com a intenção de alertar os adormecidos que para aí andam, e é bom que o Zé pagode se alarme, e tenha consciência que a bestialidade não conduzirá a grande fim.

    O Marinho Pinto, no seu estilo truculento pode por vezes ser incómodo, mas olha que não é muito exagerado, pelo menos no que se refere ao funcionamento da justiça.

    Do JPP, não vejo grandes alarmes, e gostava de ter a sua cultura, pena é que por vezes seja tão nihilista.

    Sobre o Manuel Alegre, já tenho escrito o suficiente para saberem a minha opinião. Acho que é um bom poeta e gosto de o ler, quanto ao resto estamos conversados.

    Aquilo que o general Garcia Leandro disse é verdade. Não concordar com ele é querer estar cego à realidade.

    Quanto ao Santana Lopes, sempre achei que o rapaz tinha errado na vocação. Talvez desse um bom galã de cinema se tivesse nascido mais cedo e noutro País.

    A SEDES já é outra história, pois mais se parece com uma agremiação de tipo corporativo com um bonito rótulo. Foi interessante em tempos idos, tornou-se elitista e frequentada por gente bem. É do tipo clube privado para gente bem colocada.

    Dito isto, não me parece que a maioria dos que nomeaste, tenha engordado à custa da coisa pública, pois alguns já tinham cabedais de família, e outros tem um tipo de vida que não se pauta pelo regabofe de alguns recém-chegados às cadeiras do poder.

    Acho que foi duro q.b. para pessoas que estão no ocaso da vida, mas que ainda dão belíssimos conselhos a quem está com o sangue na guelrra, muito embora, por vezes, se denote aqui e ali uma ponta de paternalismo, mas quem é que o não teria se tivesse alcançado o seu saber e experiência?

  18. Sofia, tenho a arrogância de achar que te entendo na perfeição. Pretendes dar-me (dar-nos) conta de que há naquele grupo pelo menos uma pessoa (mas que até poderão ser todas) que serviu o Estado exemplarmente, que se entregou de intelecto, alma e coração à sua missão profissional, política e cívica. Queres frisar que há muito quem tenha sacrificado a sua vida e nada tenha obtido ilegal, ilícita e imoralmente. Eu acredito. E sei que não poderia ter escrito com a distância que escrevi se conhecesse privadamente as pessoas em causa. Mas, lá está, esse é um dos problemas portugueses, a consanguinidade, o amiguismo, o compadrio, o calculismo. Por isso se chega a Dezembro de 2008 com Manuel Alegre, um dos meus visados, a repetir que o regime está corrupto, que há factual corrupção no “bloco central dos interesses”, etc. No entanto, Manuel Alegre é alguém que está na política desde 74, e tem ganhado a vida com o dinheiro dos contribuintes. Que fez ele para combater o que agora denuncia?

    A crítica do texto é relativa a declarações alarmistas que me aparecem como instigações à convulsão social. Avanço com uma explicação expressionista e exagerada para tentar ilustrar os mecanismos mentais implícitos nessas disfuncionais posições políticas de protagonistas daquele calibre. Erro no que diz respeito à verdade interior, ética e curricular dos nomeados? Não duvido, mas igualmente não duvido da responsabilidade que lhes cabe por terem sido eles quem teve, e tem, poder de decisão e influência.

    O que eu não faço é o discurso de “os políticos são todos corruptos”, bem pelo contrário. Bato-me pela regeneração, pela entrada de sangue novo e sangue forte. Todavia, e tirando Cravinho, não se vêem os políticos a tentarem resolver o problema da corrupção estrutural, sistémica e endémica.
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    Ibn, quão mais escreves, mais difícil é perceber o que queres dizer. Bizarro fenómeno.
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    exsocialista, é impressão tua.
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    CHICO, tinhas saudades? És um malandreco.
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    Z, combinado.
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    Mario, exactamente, muito bem lembrado. E, no fundo, esse deve ser o grande prazer das figuras, sentirem que uma sua qualquer declaração, a sua palavra, tem poder para mover montanhas ou abrir a caverna de Ali-Babá. Alegre e Soares, por exemplo, são dois colossos de egoísmo cada vez mais caquético.
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    Caro teofilo m., muito obrigado pela ponderada e magnânima exposição. No entanto, e para atalhar, o que pedes é uma tolerância cujo análogo seria o de pedir o mesmo a esta gente para com Marcelo Caetano no tempo da outra senhora. Com certeza que os trajectos são estimáveis, que as pessoas têm contribuído. Mas, caraças, esse é o nosso imbróglio: são estas as pessoas que têm decidido o rumo do País, são elas a quem temos de pedir responsabilidades.

    Não concebo maior e melhor forma de respeitar alguém do que esta de ser frontal, honesto, lhano. Perante guerreiros e sábios, o sangue na guelra é celebrado e aproveitado para o bom combate – o da justiça, o de sempre, o deles.

  19. e vocês já viram o andamento da dívida externa? Tem que se arranjar uma aministia global, não sei em que termos, para desasfixiar os países,

    burroso, olha a braganza curse,

    Merkel: eu não sei falar alemão mas acho-te muito meiguinha e chonchuda, se queres um beijoka regressemos ao esquematismo de Kant e transpomo-lo para o esquema canónico de Fontanille, com duas ou mais estruturas tensivas, vais da cúspide para a cauda de andorinha,

  20. Claro que para ti deve ser complicado, também não estarias à espera que uma caixa de ressonância tivesse grandes capacidades cognitivas. Parece que te habituaste a fazer eco de uma mensagem que te passaram e tudo que vá além disso é complicado.

    Eu já te tinha avisado que os barbitúricos iriam acabar por fazer o seu efeito.

  21. Eu gosto muito do meu Manel , os Don Quijote têm alguma beleza na sua ingenuidade . Não percebo é porque juntaste pessoas tão diferentes . Militares e políticos. O Manel e o Santana. Credo !, o meu Manel e o Santana , juntos?
    O Soares é de arrepiar , foi ele que abriu caminho para a desbunda total da democracia. É uma figura sinistra e patética . E se há vontade de revolta social , é ele uns dos principais interruptores , um merdas calculista amigo de mafiosos e umas cenas lá para Macau. De mau pai só podiam ter saido maus filhos. Os tios , como o meu Manel , têm um papel assim pró secundário , apontam caminhos , mas claro , pai vale sempre mais que tio.
    Deixa lá o Manel , é assim a réstia de esperança na boa vontade dos homens. A gente sabe que não chega a lado nenhum , porque está rodeado de gente que só quer mandar e não cooperar. E é também a última das esperanças na política como forma de mudar o mundo. Está errado ,não é a política que vai mudar o mundo , serão as pessoas , no seu dia a dia , mas pronto , é velhote e cheio de boas intenções.

  22. Apareço para manifestar concordância de princípio com o texto. Chocam-me muito especialmente as declarações patéticas de ex-militares a “avisar” contra “certas coisas” que podem acontecer. Francamente! Que falta de vergonha e de noção das realidades!

    Acreditem que se algum destes babosos falasse assim à minha frente, seria capaz de lhe espetar um banano na tromba pelas recordações que ainda tenho da terrível noite de 25 de Novembro de 1975, em que a irresponsabilidade de alguns macacos também fardados, que aviltam o nome da Pátria, quase nos arrastaram para uma Guerra Civil.

    Agora todo o cão e gato aparece a clamar e a zurrar, publicamente, não na defesa de princípios e valores comuns, ou seja, para TODOS, PARA OS OUTROS, como honradamente fizeram os Militares de Abril – esses sim, os grandes HERÓIS militares portugueses do Séc. XX! -, mas na defesa unica e exclusivamente do SEU GUITO! Para o “venha a nós”, bem entendido!

    Mas também para manifestar as minhas dúvidas sobre a possibilidade de estarmos a subestimar um certo espírito indefinido de insatisfação e desencanto sobre o rumo do País. Que pode não ser culpa deste Governo, não é com certeza, mas que nenhum responsável político deve ignorar.

    Agora partir daqui para prognósticos de violência e desordem é claramente irresponsável e, até, eventualmente criminoso…

  23. Exsocialista, se sabes o que se passa, conta. Se o que revelares for convincente, toda a gente irá concordar contigo. Se apenas levantas suspeitas disparatadas, ninguém estará para perder tempo contigo. Isto é simples, e nunca falha.
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    Ibn, continuas a falar sozinho.
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    opiniões, a política são as pessoas e as pessoas são políticas, façam o que fizerem. É daqui que partimos.
    __

    Marco Alberto Alves, não o estamos a substimar. Estamos é, como bem reforças, chocados com a irresponsabilidade daqueles que lançam combustível na fogueira. Eles estão a transmitir auto-profecias.

  24. Obviamente que sei o que estou a dizer, mas não o tenho que justificar a um moço de recados, não queres perder tempo não o percas, cito Isto é simples, e nunca falha.

    P.S: Há duas semanas falei com Soares está satisfeito

  25. «Porque será que ninguém corre com eles?»,

    Valupi: a resposta é porque têm poder. Poderá ser um poder balofo, icónico, mafioso, dengoso, mas mesmo assim é poder.

  26. caro valupi. li todo-los comentarios o o teu artigo. Fiz um esforço , e faço outro para escrever ja que não me defendo bem no Português, espero que se me entenda.
    Quero dizer, primeiro pelo alto nivel de todos os comentarios, adoro poder ler coisas tão interesantes. Iste blog é óptimo, muito bom. parabens.
    Concordo contigo , no teu artigo e comentarios. Acho que a libertade de expresão é poder dizer o que tu dizes. Acho que a Sofia não compreendeu bem a tua opinião. A democracia não tem que ser uma elite, nem uma ferruxe. Na Grecia, um vinte por centor de paro dos jovems, uma elite de familias (karamalis, papandreus …) que levam no cumio do poder nos anos da democracia, a gemte quere participar, os jovems que não têm que os empurre, vem como as portas estão fechadas. Poder-se-iam dizer muitas coisas, mas o que está no poder está sujeto a crítica ainda que por vezes no goste ou seja errada. A democracia é poder remover as estruturas dise poder, o poder é do povo, não é das elites.
    Acho que tu não fizeste acuçaçoes pesoais, mas bem ficaram em questão reflexoes muito interessantes e que na democracia não tem valor o mirar pelo outro lado.

  27. Exsocialista, se falaste com o Soares, eu também fico satisfeito.
    __

    Z, tens razão. Mas o poder também é posse de outros. O poder foi sempre afastado pelo poder.
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    Caro reis, muito obrigado pelas tuas saborosas e entusiasmadas palavras. Escreve como quiseres, em galego. Aliás, tínhamos cá no blogue um grande amigo da Galiza, o Fernando Venâncio (podes consultar, escreveu muito sobre o galego e os galegos), que defende termos tido a mesma Língua no passado. Ora vê aqui:

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-2/

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-3/

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-5/

    https://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-6/

  28. certo Valupi, e anda aí uma revolução, a Grécia dá o exemplo quer se queira quer não, não te esqueças que a Democracia nasceu lá, e não esqueças as ligações metonímicas a Porugal, o euro2004, campeã e vice, Socrates e Socras, agora eu cá peço manif.s eróticas, criativas, mas se possível sem violência, fico facadas no coração sejam jovens ou polícias que agora também são jovens agredidos. Espero que o Dragão surpreenda no seu melhor, feito Zeus atrás das sereias e coisas assim,

  29. obrigado valupi, adicarei-me mais a ler no seu blog que a escrever, volto a dizer que a sua leitura é muito interessante, obrigado pelos links de venancio, muito bons, dan-me argumentario num tema do que gosto é no que preciso ilustrarme. Para mim é choiva fina.
    Z. oblrigado pelas tuas palabras, quando ouço dum irmão português chamar irmão a um galego o meu coraçao bate. é um orgulho sentir-se parte em algo dum povo como Portugal.

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