40 thoughts on “Porque não?”

  1. Mas uma monarquia eleita não é a mesma coisa que uma Republica com outro nome? Cadé a legitimidade divina!!! Vota-se a favor e contra a monraquia como se vota a favor e contra o PR ou outro.
    Já agora, ninguém no blogue, fala dos frangos do …. Roberto, claro.

  2. Há paz na capoeira, até novo ataque do fornecedor.
    Quanto ao referendo penso que não vale a pena gastar cera com tal defunto. E, depois, quando se está a fazer a verdadeira história de cada um pelo ADN, que sabe não se venha a descobrir que Duarte Pio descende de um capador de porcos e eu de Cleópatra com Júlio César. Com tão ínclita ascendência, não me digas, Valupi, que não votavas em mim para rei de Portugal e dos Algarves, das Berlengas e dos Açores, que a Madeira já tem rei.

  3. Do que precisamos é de um novo 5 de Outubro – desta vez, para depôr a monarquia que hoje reina connosco em Alvalade (ver “O Reinado de Bettencourt I e os Últimos Anos da Monarquia Portuguesa: Descubra as Diferenças” no http://www.levezaliedson.blogspot.com/). Quem faz o papel do golpista inveterado Machado Santos, o proclamado herói da Avenida da Liberdade e Pai da República? Da minha parte e na falta dos couraçados, eu proponho-me levar uns couratos:). Saudações (cada vez mais tragicamente) leoninas!

  4. Referendo Nacional sobre a alteração constitucional para Regime Monárquico

    Concorda que o chefe de estado, representante de todos os portugueses e figura máxima da nação, deixe de ser eleito por sufrágio universal e passe a ser eleito segundo o método de missionário?

    _ Sim

    _ Não

    _ Apenas se puder assistir à eleição

  5. Ah! Ah! Boa, Vega!
    Respondendo ao Val, eu penso que meia dúzia de maduros que aproveitam o centenário da República para clamarem pelo regresso da monarquia não são suficientes para justificar o alarido. É que, depois, vejamos: a hipótese (remota, remotíssima) de um SIM dava-nos um bilhete para uma longa sinfonia – seria este, o Dom Duarte Pio, o rei? Já estou a ver a orquestra, totalmente desafinada, a atirar com os instrumentos à cara uns dos outros. Poupem-nos. Temos mais que fazer, não achas?
    Noutro dia li alguns monárquicos a afirmarem que as democracias mais prósperas são monarquias. Balelas, podem ser prósperas, mas é … apesar das monarquias.

  6. Ora vejam lá se isto não é uma profunda injustiça: mais uma antiga amiga do “regime”, depois do boy Marcelino do DN (já leram ????? o editorial do rapaz?), agora a morder na mão dos patrões. Leiam e SFF, please, SFFFFF, pleaseeeeeeeeeeeeee comentem qualquer coisita. Vá lá ó Valupetas, não te encolhas. Andas tão tímido e fugidio. O que é que se passa contigo ???? Começo a ficar preocupado com tamanha amnésia, anemia e astenia. Os 5% que te cortaram no ordenado impedem-te de ter nutrientes de qualidade??? Diz qualquer coisita. Vá lá, tão entusiasmado que andavas antigamente. Perdeste a musa e a tusa?

    POR CLARA FERREIRA ALVES
    Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
    Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
    Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
    Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
    Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
    A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
    Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
    Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.
    Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
    Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
    Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
    Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
    Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.
    E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
    Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
    Vale e Azevedo pagou por todos?
    Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
    Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
    Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
    Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
    Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
    Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
    No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
    As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
    E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
    E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu?
    Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
    E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
    E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
    O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
    E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
    E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
    Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
    Ninguém quer saber a verdade.
    Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
    Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
    Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
    Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
    Clara Ferreira Alves – “Expresso”

  7. «Sou a favor de um referendo à restauração da Monarquia»
    Eu, também, Val.
    Sou pela democracia.
    Sou pela escolha e não pela imposição.
    Os republicanos que perderam as eleições em Agosto de 1910, em Outubro impuseram o seu (des)governo pela força das armas.
    A constituição republicana impede a Monarquia, os «democratas republicanos» acham bem.

  8. O anónimo tem pouco descernimento ou elasticidade!!!
    è óbvio que não existem, porque o conceito de legitimidade democrárica não se aplica ás Monarquias. Cujo fundamento de legitimidade, digamos que, é divina,
    Capice !!! Ou queres mais explicações!!!! Que tal estudar os conceitos de legitimidade!!

  9. Pois seria essa a questão – D. Pedro ou D. Miguel? Mas não faz sentido haver referendo tal é a desproporção de termos e de números. Já viram os votos dos partidos da Monarquia? Safa!

  10. Aquilo da Clara Ferreira Alves vinha no Expresso? Bem se vê que houve uma evidente «passagem de testemunho» da magistratura dos tribunais plenários para os tribunais da democracia. O 25 de Abril passou ao lado desse câncro que nos mina, que são os agentes da justiça que temos. Os politicos e a gente importante que se servem de tal magistratura a seu bel-prazer sabiam que podiam contar com eles. Muitos deles. Quiçá, a maior parte deles. Os chamados antifascistas conhecem-lhes bem a manhas todas, porque estiveram-lhes nas mãos. Quanto aos fascistas foi só uma questão de não lhe perderem o jeito. E aqui chegamos, a um pico de desvergonha, onde se escuta ilegalmente um PM com a maior cara de pau e se faz gato-sapato do segredo de justiça. A cereja em cima de tão bolorento bolo foi ver, dentro da «casa da democracia», fascistas e antifascistas, todos eleitos deputados, de mãos dadas a clamar pela devassa das conversas privadas dos cidadãos!
    A Santa Inquisição deve ter-se sentido aliviada…

  11. Isto também vem nos jornais. Alguém comenta ??????????????????????? Há, é verdade: o tema quente e urgente é ………é …………é ………… saber sobre …… referendo ….. monarquia. Alôoooooooooooo. Está ai alguém interessado em política dura, crua e que doi?????? VALUPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII ….. Então?

    Portugal vai gastar 4,4% do PIB no pagamento de juros de dívida em 2013
    04 Outubro 2010 | 16:59
    Edgar Caetano – edgarcaetano@negocios.pt

    A agência de notação estima que Portugal gaste, em 2013, 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no pagamento de juros sobre a dívida emitida nos mercados internacionais.
    A Standard & Poor’s estima que Portugal gastará em 2013 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no pagamento de juros sobre a dívida emitida nos mercados internacionais. O peso do juros compara com os 3% registados em 2009.

    “As taxas de juro nos novos financiamentos de Portugal deverão representar um encargo de 4,4% do PIB em 2013, contra os 3% do PIB em 2009”, pode ler-se no relatório divulgado esta tarde pela agência de notação financeira.

    Os custos de financiamento de Portugal dispararam nos meses da Primavera, no auge da crise da dívida soberana que colocou os países da chamada “periferia” sob forte escrutínio dos mercados.

    Depois da tranquilização proporcionada pela criação do fundo de estabilização financeira da União Europeia e do FMI, bem como pelos resultados dos testes de stress promovidos junto da banca europeia, Portugal voltou a registar uma deterioração na percepção de risco nos mercados, com sinais de pouca evolução na redução do défice orçamental.

    04 Outubro 2010 – 17:29
    E o responsável maior por este agravamento de mais de 2310 milhões de Euros em juros é apenas o Governo e o seu Primeiro Ministro, que atrasou a tomada das medidas necessárias no início de 2010, por temer as implicações eleitorais em caso de eleições antecipadas. Apenas por causa de uma jogada de tática política motivada por interesse pessoal. Provavelmente, medidas com metade do impacto das agora tomadas poderiam ter sido suficientes para dar credibilidade ao PEC I. Este é o preço que os portugueses vão pagar por terem um P Ministro incompetente ou de má fé! Tão simples como isso. Depois culpem as agências de rating!

  12. Mais uns dados fresquinhos sobre a mistificação do desastre e da crise. E se fossem só estes cinco erros ….

    Os cinco erros do primeiro-ministro na entrevista à TVI
    por Bruno Faria Lopes, Publicado em 04 de Outubro de 2010 no jornal i

    http://www.ionline.pt/conteudo/81615-os-cinco-erros-do-primeiro-ministro-na-entrevista–tvi

    Depois de ter apresentado o segundo pacote adicional de austeridade, o primeiro-ministro deu duas entrevistas em dois dias. No sábado teve o exame mais duro – e as respostas nem sempre corresponderam à realidade dos factos ou aos limites do possível. Saiba como os erros de Sócrates afectam o seu bolso.

    1 – “Isso é partir do princípio de que teria sido melhor para o país tomar as medidas em Maio. Eu não estou convencido disso.”
    Não. Atraso nas medidas agravou subida do juros.
    A especulação sobre a dívida portuguesa foi alimentada pela situação da Irlanda e pelos sinais errados que as contas públicas de Portugal foram emitindo. Bancos (Credit Lyonnais, por exemplo) e agências internacionais notaram o atraso português na consolidação orçamental. Espanha tomou medidas e teve recessão e mais desemprego, argumenta o primeiro-ministro. Portugal toma-as agora com maior esforço no PIBdo que em Espanha e com recessão e subida do desemprego à vista. Entretanto, a imagem externa do país e a factura dos juros (paga pelos contribuintes) agravaram-se.

    2 – “Quando as condições de mercado melhorarem nós poderemos renegociar essas colocações de dívida.”
    Não. Portugal não pode renegociar emissões já feitas.
    José Sócrates defende que a factura dos juros da dívida emitida este ano poderá ser renegociada. Não é assim. “Demonstra uma profunda ignorância sobre o financiamento público”, aponta Cantiga Esteves, professor de Finanças no ISEG. As emissões foram feitas e dispersadas em mercado secundário a um juro fixo que não pode ser alterado. O governo poderia recomprar essas obrigações se os juros caíssem, mas pagaria mais por elas (porque quando os juros caem, o preço das obrigações sobe). Não há dúvida: a factura a pagar será mesmo mais alta.

    3 – “Os contribuintes não vão pagar nada porque estes fundos [de pensões da PT] foram provisionados”
    Não. É impossível dar hoje essa garantia aos portugueses.
    Em primeiro lugar, os “cálculos actuariais” de que Sócrates falou são muito falíveis, como “têm demonstrado várias teses de mestrado em Finanças”, diz João Duque, professor de Finanças no ISEG. As taxas de mortalidade usadas estão sempre a mudar (com o aumento da longevidade) – esta é uma realidade dinâmica e o provisionamento feito pela PT pode não chegar. Segundo: o Estado vai gastar já o dinheiro que recebe da PT e terá mais tarde de taxar os portugueses para pagar as pensões. É um empréstimo que a PT (que propôs o negócio ao Estado) faz: a que taxa de juro? Não se sabe.

    4 – “O facto de a nossa economia estar agora mais robusta dá mais garantias de que apesar destas medidas continuará a crescer”
    Sócrates invoca o crescimento de 1,4% até Junho para defender a capacidade da economia de aguentar a austeridade orçamental. Está sozinho nessa análise. Economistas portugueses (da esquerda à direita) e estrangeiros (FMI, “Economist”, Barclays, etc.) apontam para uma recessão em 2011, indicando bloqueios estruturais ao crescimento. E depois de 2011? Jorge Coelho, do PS, explica ao i: “Isto não é problema que se resolva em dois ou três anos. Só se o défice baixar e a economia internacional animar é que podemos pensar em levantar voo. Mesmo assim, será um voo muito baixinho.”

    5 – “Quando um governo diz que congela as pensões quer dizer que todos os pensionistas receberão em 2010 o que recebiam em 2009”
    O chefe de governo fala da decisão de congelar as pensões, mas deixa de fora uma medida do seu governo: “Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H [pensões de reforma] com regime de tributação da categoria A [trabalho]”. Por outras palavras: num ano de congelamento da prestação, o governo vai agravar a tributação de IRS sobre as pensões de reforma, aproximando-a do nível taxado aos rendimentos do trabalho. Na prática, haverá por isso uma redução real no valor das reformas, acrescido do desgaste provocado pela inflação.

  13. Ò Luis Miranda, tens a certeza de que foi uma jogada? E todos conscordaram com ela, a começar pelo PSD de Manuela e depois o de Passos? Ouviste os partidos da oposição a exigirem cortes nos salários e, caso não fosse suficiente, subida de impostos? E todos os bem-pensantes querem desvalorizar o facto de terem emergido do mar despesas extraodinárias de mil milhões que não estavam previstas para 2010 mas a Alemanha antecipou a factura de Paulo Portas…Tivesse sido um PS e fazer este negócio -em tempo de recessão- e não se falava noutra coisa. Não achas?
    Mas concordo contigo que não podemos continuar a gastar o que não temos. Aqui na minha aldeia celebra-se o baptizado ou a primeira comunhão de uma criança com um banquete que envergonharia, há cinquenta anos, o homem mais rico da terra. Mas destas «merdices» ninguém fala. O que me arrelia nos Medinas deste país, não é que não tenham razão, quando dizem que gastamos o que não temos. O que me arrelia é que esses filhos da mãe a única receita que dão é acabar com o Estado Social, reduzindo-o ao mínimo. Nunca os ouvi falar dos gastos «indecentes» das familias que ganham para cima dos tais 300 contos mensais. Não são os que ganham daí para baixo que viajam para as Caraibas. Nos salários e nos impostos dos que ganham bem não se toca. Nem pensar, diz Passos Coelho. Prefere atirar o país para o charco. E tu, também?

  14. Olha lá, ó Miranda, há quanto tempo nos estamos a endividar, progressivamente? Tu recoheces, no país que hoje temos, aquele que viste na altura do 25 de Abril? Ou ainda não tinhas nascido? Há quase trinta anos que tenho vivido de emprestimos sucessivos e vou viver por mais três. Assim os meus filhos (três) puderam ir para a universidade (pública) e formarem-se. Bendito endividamento! O que é preciso é fazer investimentos com retorno. Exagerou-se nas auto estradas, mas pelo menos estão aí. Exagerou-se nos privilégios dos politicos e gestores das empresas públicas e os que beneficiaram dos abusos agora falam, falam. Como se não fosse nada com eles. Não falo das duas e tres e quatro reformas dos medinas, dos cavacos, dos hernanis lopes e milhares de outros. E repara que estou só a falar dos honestos e não da pandilha do PS, porque estes têm meio país na mão, compraram televisões e jornais, fundaram e afundaram bancos…

  15. Eu, eu vou trabalhar todos os dias (agora já não é todos!)… e contribuo também para o conceito – que aprecio, que é necessário e vital para a democracia, mas que deve ser revisto para apoiar mesmo quem precisa – de Estado Social com os meus impostos. E lamento muito, mesmo muito, que a incompetência e o taticismo/oportunismo político do PM que que atrasou a tomada das medidas necessárias desde 2008 e no início de 2010, por temer as implicações eleitorais e a perda do seu palácio de poder, tenham sido os responsaveis maiores e cobardes pelas últimas pás de terra deitadas para a sepultura do que sobrava do moribundo modelo de Estado Social que tinhamos.

    Se verificar, este PS bate Cavaco Silva como PM aos pontos no que diz respeito à destruição do Estado Social e de políticas à direita, que às vezes, benze-se, fazem até corar o Paulo Portas.

    Mas quem é que acredita nesta aventesma do PM, que, sejamos coerentes e claros, podia ter evitado este pacote brutal (mesmo com a factura dos submarinos) se não tivesse caído no caldeirão da arrogância, soberba e narcicismo doentio quando era criança. É assim tão difícil de perceber que o homem está muito aquém das qualidades e competências necessárias? E que já estragou mais do que construiu?

    E quem paga as consequências deste fedelho bem vestido, agarrado ao poder como um mastim ao osso da tíbia dos desgraçados da classe média, sem nunca – repito, nunca – ter sido capaz de admitir o mais leve erro … em que a culpa é sempre de terceiros.

    Numa palavra: Foda-se

  16. Se ,passos coelho, num futuro,que espero não seja próximo,for 1º ministro, que no Algarve se faça um referendo pela independencia da região.UMA REPUBLICA POPULAR DO ALGARVE,até não ficava mal.não acham?
    PS-mas sem o bota e outros botas-abaixo do sistema.

  17. Quando se trata de política – e não só, eu só vejo críticas, discussões, desunião. Pois, não se esqueçam que os portuenses ofereceram a carne toda que tinham para a conquista de Ceuta em 1415, ficando apenas com as vísceras.
    Onde encontramos hoje um tal acto de vontade conjunta?

  18. LUIS MIRANDA:

    Acho que não há pais no mundo que passe o teste feito por você para Portugal.

    Se faz um”totum revolutum” com tudo o que estão a fazer mal, dende a perda da nena maccain o prezo dos xuros da deveda pública, então não há lugar para esperanza. Ante essa esposição , seja como for é precisso tomar depressivos.

    Há um canle de televisão na Espanha do que o senhor gostaria, e o canle gostaria do senhor, chama-se “intereconomia”, fala como ó senhor, e repete tudo a miudo. Mistura o mau tempo, com ETA, cos parados, o aborto, a perda de valores…. rematando sempre no mesmo suspeito e culposo um tal Zapatero. Repete o que gente como você quere ouvir.
    não tudo é preto, acreditando que há muito.

  19. Eu voto no D. Duarte. O ar de avô do Nenuco do monarca já me fez dar boas gargalhadas. As imitações dele são de ir às lágrimas. Depois, a mulher dele – Cesaltina de Bragança, não é ?- prima pela discrição o que não acontece com a Cavaca – também poupava muitos os rins dos camera man, que decerto agradeceriam, porque andam sempre a fugir para não a enquadrarem nos planos DE IMAGEM que fazem do Aníbal.
    Talvez até pudéssemos, depois, ver os gajos do 31 da Armada., dar vivas à republica com mais convicção – o que seria decerto fácil – com que, agora, se armam em parvos escondendo-se mesmo mascarados, ontem, nas comemorações onde a RTP lhes deu uma borla publicitária….

  20. Bem, já tivemos um cheirinho a Monarquia há uns anos atrás. Quando o Durão Barroso fugiu do País e deixou o seu bastardo a governar. Tens saudades ?

  21. Valupi.
    Nós monárquicos somos os primeiros a não querer um referendo monarquia v. república.
    Porquê?
    Basta ver o arrazoado de disparates que vai por aí acima para perceber que Portugal cotinua aquela vilória onde o desporto praticado é a maldicência, o bota-abaixo. Sabemos que entre 12% e 14% dos portugueses são monárquicos. Dos restantes, a maior parte não tem opinião formada. Sobram os iluminados, esses que ainda falam no «direito divino». Os melhores alunos de História e Ciência Politica, lá na turma deles.
    Não deixemo-nos continuar em República. Sigamos atentamente até onde ela nos leva – e ela são todos os seus orgãos de soberania. Talvez até exista quem consiga fazer pior do que eles (uma monarquia, fatalmente).
    Porque há – concluo pelo que li acima – países europeus realmente masoquistas. São bons, vive-se bem neles; mas ainda poderiam ser melhores, se não fossem monárquicos.
    Safa! é preciso ser estupido para não quere ser melhor podendo ser.

    Cordialmente

  22. Valupi, tem cuidado, este afonso machado é o gajo que entrava em ralhos ordinários com um tipo no 31 da Armada e aquilo era do piorio. Há tempos andava a ver arquivo e dei com aquilo, agora o gajo está no cortafita armado em monarquico educado.

    Ainda por cima vem aqui chamar estupido aos outros. è um gajo da «nata».
    valupi, puxa aí pelos galoes, chama-lhe estupido também.

  23. J. Afonso Machado: Poderia talvez dignar-se explicar aqui aos pacóvios em que medida o restabelecimento da monarquia melhoraria o país? Admito que a redução dos poderes do Presidente da República se possa discutir. Mas em que é que substituí-lo por um monarca, também com poderes reduzidos, melhoraria as coisas? Criar-se-ia uma Hola portuguesa e era só vender? Haveria festas reais que dinamizariam o catering?

  24. Penélope:
    Basta o tom que pretende dar à conversa para, como eu disse ao Valupi, não vislumbrar vatagens nesse debate de ideias.
    Para ser mais preciso ainda, repare que não coloco ninguém posição tal que me leve a “dignar” falar-lhe. Isto é, não sofro de qualquer complexo de superioridade. O mesmo vale quanto aos “pacóvios”.
    Já vê o impossivel que é o entendimento com pessoas que ou se posicionam assim, ou querem à força que os outros – eu – as tenha como tal.
    Cumprimentos

  25. Então Educadinha-Giroflé-Tou ta Ber-Claudia-Anónima, apareces aqui a meter veneno?
    Que mais sabes fazer?
    Passear beagles
    Talvez esmerar-te nas tuas andanças por Lyon…
    Ou massacrar o juizo da Zazie…
    Sem mais conversa.

  26. João Afonso Machado, dizes que 12 a 14% de portugueses são monárquicos. Donde vem esse cálculo e em que consiste ser-se monárquico em Portugal na III República?

  27. Val: os nºs resultam de sondagens fidedignas e publicadas em jornais. Posso ser mais preciso, indicando datas e fontes que mão enho nese momento à mão.
    Ser-se monárquico em Portugal na III República? Loga conversa… É o mesmo que o ser na I ou na II República.
    Básicamene é acreditar que se o povo português quiser livremente seguir essa opção – tal qual muitos outros povos europeus – a chefia do Estado pode ser transmitida de pai para filho.
    Insisto:
    – Se o povo quiser. Respeitando sempre que o alfa e o ómega deste processo é a liberdade do povo;
    – Daqui se seguindo que o referendo e uma hipotética vitória de 50%+1 não serve. Tem de ser a esmagadora maioria, a quase totalidade.
    Impossivel? Talvez. Mas o que caracteriza os monárquicos é não termos a pretensão de impor nada a ninguém. Se os portugueses continuarem queredo viver como hoje – pois que assim seja.
    Há muito mais a dizer. Mas tudo no domínio das opiniões. Inutil, portanto. Termino lembrando apenas que, aqui na blogosfera, os monárquicos não estão «em campanha», mas apenas – e com indignação, muitas vezes – rebatendo constantes detrupações da verdade histórica.
    Vali a pena, a esse propósito, ler uma entrevista que, pouco anes de morrer fiz a José Luis Nunes, dirigente histórico do PS e deputado às Constituintes. Ou então visitar o blog Esquerda Monárquica. talvez fosse o fim de aalguns mitos e preconceitos.
    No Rei vemos sempre a História. E o futuro faz parte da História.
    Cordialmente,

  28. João Afonso Machado, estava curioso em relação à fonte dos números porque não me parecem credíveis. Isso implica que, na média, cada 1 em 10 indivíduos de quem conheçamos a orientação política se declare monárquico. Ora, admito que seja essa a média, e até mais elevada, na Quinta da Marinha. Já não o é, garantidamente, em toda a paisagem circundante.

    Depois temos o bizantino problema da definição que cada um desses proclamados monárquicos dá ao conceito. Pelos vistos, há muito joio no trigo, não bastando colar autocolantes azuis e brancos no pára-choques para termos a certeza de estar perante um genuíno defensor dos interesses de Sua Alteza Real. Não me parece que haja consenso nas hostes.

    Finalmente, continua a faltar nas tuas palavras a razão de ser da preferência pelo modelo que consagra politicamente a descendência. Qual a vantagem de tal arcaísmo, para mais sabendo nós das suas perversões inerentes?

  29. Vou procurar as fontes e trago-as a qui. Basicamente a sondagem dividia-se: a) monárquicos; b) republicanos; c) indiferentes; d) Aceita um regime monárquico; e) Opõe-se a um regime monárquico.
    Nestas duas alíneas, a margem de admissibilidade era espantosa.
    No mais: tens fé? Seja ela politica, religiosa…?
    Acredito na forte ligação emocional que se estabelece entre uma Familia que representa o Estado (sem poderes politicos, ou pelo menos, não mais do que os PR’s) e o seu Povo. Acredito, atendendo sobretudo às especificidades dos portugueses e no fim, que vivemos, da era das ideologias.
    Acredito também que um Príncipe – v.g. o Principe Filipe de Espanha – desde cedo é preparado para esse ofício, ou para essa vida de sacrificio e pouca liberdade pessoal.
    Por isso costumo dizer: sou monárquico, mas jamais seria capaz de ser monarca. Não abdico da minha liberdade em nome de qualquer agenda politica ou diplomática.
    Mas, Val, em tudo isto é preciso… fé. Com certeza arranjas duzias de argumentos contra. Tal como arranjas para desmentir a existência no Deus dos crentes…
    Chamas-lhe arcaísmo. São os tais preconceitos, na minha optica, que fazem com que os monárquicos digam: então deixa andar. Querem País mais arcaico do que esta República?
    E falas de preversões. Sucessores com taras, será isso?
    Se é, convem sempre ter presente que uma entidade (exceptuando o período absolutista – L’Etat c’Est Moi…) aclamava e legitimava os Reis – as Cortes, a reuniãod os 3 braços da sociedade de então (não a confundamos com a de hoje). E assim, D. Sancho II, na 1ª Dinastia, foi substituido pelo irmão; D. João I inaugurou uma nova dinastia prque o povo (Álvaro Pais – Lisboa – João das Regras – Coimbra…) não quis a herdeira de D. Fernando, casada com o rei castelhano; e D. Afonso VI deu a vez ao irmão D. Pedro II, por alegados motivos de insanidade mental.
    Hoje, qualquer situação congénere seria sempre muito mais natrual e pacificamente resolvida. Porque a soberania é popular e não existem monarquias nem reis conta a vontade do povo.
    Val: a única coisa que não fazemos é campanha eleitoral. Tentamos clarificar a História. Pela minha parte, ambições politicas – zero. E, felizmente, sou um previlegiado que não sendo rico, pode aguentar e viver dignamente mesmo com o desgoverno republicano e sem ter de lhe pedir favores. Marca da viatura: Peugeot 207. Já vês…

  30. P.S. Não sejas preconceituoso. Deixa lá a Quinta da Marinha, onde todos se dão bem com todos os regimes. Não duvido que em Monarquia não aparecessem logo com uma árvore geanológica e parentes entre todas as familias Reais. Mas se vieres mais para o Norte, surpreender-te-às com o que ouves da boca dos simples.

  31. João Afonso Machado, se é a fé que justifica a adesão à monarquia, está aí o arcaísmo. Porque a fé é um princípio organizador das comunidades que se justificou só até ao advento de modelos mais conformes com a crescente complexidade económica, social e política. Por isso se reconhece na república, e na democracia, o modelo adequado aos valores ocidentais que nasceram nas culturas mais avançadas da Antiguidade, a grega e a romana. Por contraposição, os povos atrasados (por comparação ou, se se preferir, os povos arcaicos), mantiveram os modelos herdados, não abdicando da monarquia.

    Creio que o culto da monarquia não passa de um folclore que perdeu todo e qualquer sentido identitário ao longo do século XX.

  32. Val:
    É uma opinião. Respeitável, como qualquer outra, mas contrária à minha.
    A “fé” é o que nos levar a acreditar e, consequentemente, optar. Na era – já ida – das ideologias era a fé de cada um que o levava a acreditar na democracia-cristã, na social-democracia, no socialismo, no m-l…, como modelos óptimos para o exercício da governação.
    A dicotomia republica e democracia vrs. monarquia também não me parece correcta, por razões que já expus – na base de tudo estará sempre a vontade popular, que se pode inclinar para o rei. E aí, sim, existe o perigo do surgimento dos salvadores da democracia, cujo infinito saber, tantas vezes, se sobrepõe, e calca, a dita vontade popular.
    De resto, a História está cheia de exemplos de repúblicas cesaristas (falando nos modelos da Antiguidade Clássica), como eu considero actualmente a situação venezuelana.
    Quanto a povos arcaicos que mantiveram o modelo monárquico, direi apenas que britânicos, holandeses, nórdicos, luxemburgueses, não são, de certeza, no entendimento de nós os dois, – povos arcaicos.
    Finalmente: a democracia é importante, mas não é tudo, sobretudo quando se situa no plano meramente formal. Um pouco, na minha perspectiva, o que se passa presentemente em Portugal. Fundamental é a educação: aquilo que, não existindo, provoca os insultos a gritaria a que assistimos tantas vezes (via TV) nos Parlamentos deste mundo; e que, existindo, permite a troca de ideias que ambos aqui mantivemos serenamente. Sem vencido, nem vencedor.
    Cordialmente

  33. João Afonso Machado, que a monarquia é compatível com a democracia não oferece discussão. Mas igualmente terás de reconhecer que as monarquias europeias são meros organismos folclóricos, pagos pelos impostos dos súbditos por razões afectivas e identitárias, não porque o exercício do Poder colha alguma vantagem da sua existência.

  34. Claro, Val. Para já não falar da origem estrangeira de alguns monarcas da Europa. Assim de repente, lembro-me da família real sueca (no trono) e da grega (agora sem trono). Para símbolos identitários estamos conversados.

  35. Não acho as monarquias europeias um mero organismo folclorico. Juan Carlos demonstrou-o quando se opos a Milan del Bosh; a Commonwealth é algo de sério e benéfico para muitos povos espalhados pelo mundo (se a II República tivesse seguido o exemplo com os países lusófonos…). Também acho que já não faz sentido falar em subditos, mas sim em cidadãos. Nem nos impostos desviados para o sustento dos reis (que normalmente têm património próprio, a sua fortuna, diga-se assim), como se isso marcasse uma diferença em relação às casas civis e militares dos PR’s.
    O rei é um símbolo de continuidade e estabilidade. Por isso a minha referência atrás à História e ao futuro. E a perseverança das monarquias só se deve a essa ligação – afectiva até – que se cria entre o povo e a Familia Real. Isso facilmente se detecta em qualuer reportagem televisiva.

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