Balada para uma loja na Rua da Madalena

Brinquedos de madeira
Cavalos de papelão
De repente é uma feira
Numa aldeia no Verão
Um eléctrico amarelo
Dá nas vistas nos postais
Mais do que loja, modelo
O balcão parece um cais
Olho a mala de viagem
Convite a uma excursão
Onde é grátis a portagem
Nas fronteiras da paixão
Escrevo no bloco-notas
Com os lápis da verdade
Passam por cima gaivotas
Notícias de tempestade
Mais do que loja, atitude
Sabonete perfumado
Contributo de saúde
Vai para todo o lado

Se pensa gastronomia
Em gerações populares
Sal e bolacha sadia
O azeite dos lagares
Os lenços de namorados
Poemas em despedida
Os livros encadernados
Tudo faz parte da vida
Na rua da Madalena
Portugal num fragmento
Há uma loja pequena
Nome Temperamento
Prateleiras infinitas
Caixas, frascos de cola
Malas garridas, bonitas
Ardósias da antiga escola
No mundo em mudança
Na confusão desta vida
Há sorrisos de criança
Na hora da despedida

11 thoughts on “Balada para uma loja na Rua da Madalena”

  1. Com a publicidade ao nome da loja, «Temperamento», deves ter dado a indicação ao proprietário para ler o teu texto aqui no aspirina. Em troca, recebeste o quê? Um «sabonete perfumado», «uma bolacha sadia» ou uma «mala garrida»? Já agora, emenda a última linha, a não ser que seja uma «gralha» à venda na loja…

  2. Oh Maria, porque não acredita no deslumbramento desinteressado do poeta ?!
    Sal e bolacha sadia,
    Sal e bolacha Maria,
    Como podia dizer o poeta.
    Um abraço, jcf
    Jnascimento

  3. És repugnante além de parva. Caíste aqui de paraquedas e não percebes nada disto além de não fazeres a mínima ideia de quem eu sou. Vejamos. Já aqui foram publicados poemas sobre a livraria Fábual Urbis, sobre a outra livraria nas escadinhas de São Crsitóvao, sobre o mapa editado pela Fábula Urbis e outros no género. Obviamente que estás fora do contexto. Consegues irritar qualquer santo. Safa!

  4. Então, quem é amiga, quem é? A Maria, pois claro! Pelo menos, emendaste a palavra, como ela te disse. E ainda a tratas mal?! Safa, digo eu!!!

  5. Depois de alguns mimos de prosa, escreves: «…além de não fazeres a mínima ideia de quem eu sou.». Francamente! Achas que não fizeste já suficiente promoção de ti próprio para não saber quem és?! É preciso ser muito ingénuo…ou outra coisa!

  6. Náo é ingenuidade, é outra coisa muito mais importante. Se tiveste a ousadia de pensar que me podias ofender acenando parvamente com o tal sabonete, isso quer dizer que não fazes a mínima ideia de quem eu sou e do meu percurso. Nem leste o poema do pastel de nata – por exemplo. Nem sabes sequer que ele (o poema) nasceu porque o poeta Eduardo Guerra Carneiro comia sempre um pastel de nata e bebia uma bica naquela mesa do «Doce Real» ali ao Principe Real. Não me ofende quem quer. Era o que faltava.

  7. Ó jcFrancisco, deixa-te estar quietinho. Não escrevas, faz abstinência. Já reparaste no ridículo do comentário que acabas de escrever? «o poema do pastel de nata»!!! Olha que é pior do que o tal sabonete. A não ser que seja um pastel de Belém! Ainda por cima atiras com «o teu percurso». A pé ou de carro?

  8. Quando quiseres saber mais procura no Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho. Não faças mais papel de maloio. «Quem teve a grande desgraça / de não aprender a ler / só sabe o que se passa / no lugar onde estiver».

  9. Mais «pérolas» do senhor jcFrancisco. Vai dando para um colar de muitas voltas. Fico a pensar quantos Dicionários de Literatura terá escrito o Jacinto do Prado Coelho…

  10. Já agora, discordo da quadra. O senhor JCFrancisco esqueceu-se da Rádio (ainda hoje há quem lhe chame telefonia) e da Televisão. No primeiro caso, os que não sabem ler, ouvem. No segundo caso, vão mais além: ouvem e vêem. Talvez no tempo do seu «avô torto» fosse assim… Esteja mais atento ao que se passa à sua volta, senão, é «atropelado» pelas suas próprias palavras – ou deduções infelizes e desactualizadas.

  11. Mas quem é o Jacinto Prado Coelho? Vamos lá a acabar com isto de uma vez!

    gaita até o Sócrates e cambada vão ficar na história e o tipo só excrementa. ARRE!

    POETA QUE È POETA NÂO CLAMA QUE È POETA. SIMPLESMENTE É POETA. CANTA A VIDA, o AMOR, o SOFRIMENTO, A A FELICIDADE, A PAIXÃO…não se gaba, não autopromove, lá dizia o poeta das cautelas.

    Não sei porque a meu ver,

    Certos homens pequenos,

    Quanto mais pequenos são,
    maiores querem parecer…

    O Homem pastava rebanhos, mas quando falava, declamava a natureza, a vida do homem, satirizava como ninguém, chamava burros aos que diziam ter ciência, mas, note-se, respeitava, os outros burros …os irracionais, pois estes tinham desculpa…

    O poeta do povo, um génio da palavra, do sentimento, da rima…

    Pois a quem serve este ESPELHO?

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