Pinhometria

É a grande novidade da estação: descobriu-se que se pode medir o contributo dos agentes políticos para a qualidade da democracia através das suas declarações em relação ao descontrolo infantil de Manuel Pinho. Cavaco vai destacadamente à frente. A democracia voltou a ser salva, no espaço de poucos dias, pela rápida, heróica e imparcial intervenção do actual Presidente da República.

13 thoughts on “Pinhometria”

  1. estou maravilhada.

    ainda bem que o ilustre PR mais uma vez foi de uma acutilância e inteligência que nos “en.curva”______________ai ai ….

    _______________________.

  2. Isto é que nós temos aqui uma democracia super higiénica e um parlamento renovado tão politicamente polido que até espelha. Ontem até ficámos encandeados. Sim senhor, assim até dá gosto. Só falta os sôres deputados fazerem um manual de boas maneiras dos políticos para que o cidadão comum possa estar sempre atento a gestos e palavras dos governantes, deputados e autarcas, para poderem denunciar algum acto menos próprio. Promoção da participação cívica, meus caros.

    Mas com tanta algazarra o essencial escapou-me: afinal o grupo IM sgps, dos donos da Martifer comprou as Pirites Alentejanas para explorar minério ou para fazer das minas de Aljustrel campo de férias da morcegada? Devo ter perdido alguma parte do estado da nação. Das duas uma, ou o Pinho andou entretido a convencer a Martifer a gastar do bom e do belo a comprar a PA só para inglês ver (neste caso, canadiano) ou então o Xico Loiça e o Bernardinhos deviam sair pela mesma porta do Ministro da Economia porque isto não está para grandes palhaçadas e a sua forma de fazer política é muito mais deprimente do que qualquer tourada. Como deu a entender o doutor ” mentiroso é que não que me desconcentra ”

    O senhor Presidente, como era de esperar, também se indignou com o estado da nação porque um ministro chamou burro, ou algo que o valha, a um deputado. Mas manteve uma calma e descontracção absolutas e surpreendentes durante meses, enquanto um conselheiro de estado andou a dizer a todos os portugueses “eu não fiz nada, minhas bestas!”. E continua a dizer, mas… só como amigo. Já o que se passa na Madeira, nem conta. Aquilo é uma micro e piquena democracia. Como tal, só tem que ser ajudada.

  3. Há aqui um mal entendido, o sr Cavaco não é presidente da Madeira. Alguém se lembra de alguma tomada de posição em relação a este arquipélago, nos maiores atentados à democracia deste país. Houve um autentico golpe de estado na Madeira, mas isto foi assunto de foro interno deste país, desculpe desta região.
    Só é, Presidente de pleno, ainda que forma partidária, em Portugal Continental e Açores.

  4. Apetece-me dizer uma coisa simples como esta:

    O Cavaco que vá pro caralho,quantas vezes quiser, já que não considera isso ofensivo.

  5. A distorção institucional e política que o actual PR está a introduzir em Portugal é tal que há o direito de nos interrogarmos, com grande preocupação, sobre o que estará subjacente. E o que se perfila é: o PR assumir-se, a breve prazo, como chefe da oposição, designadamente do PSD, fazendo tudo, como a sua despudorada parcialidade mostra à evidência, para que este partido ganhe as próximas eleições. E tanto fará que com maioria absoluta como não: com um amigo destes é irrelevante.
    No médio prazo está em causa o ataque para o reforço de poderes do PR, passando Portugal a ter um sistema constitucional presidencialista. Como? Não parece ser previsível a obtenção de maioria qualificada na AR, não que os dois partidos da oposição que se assumem como de esquerda não tenham demonstrado a sua vocação para a tudo estarem dispostos desde que seja derrubar Sócrates. Mas parece mais crível qualquer tentativa, inconstitucional, de recurso a qualquer acção do tipo referendário ou plebiscitário. O recurso ao mito do desejado para resolver os problemas que nós próprios não queremos resolver, não implica necessariamente o sair das brumas de Alcacer Quibir. Mas se for alguém musculado tanto melhor (recomenda-se de novo a leitura da edição recente da Tinta da China do Antero das Causas da Decadência dos Povos Peninsulares…).

    Enumerar de novo as incongruencias institucionais e políticas do actual PR vai-se tornando tarefa demorada. Cada sachadela, cada minhoca, e já tresandam bastos anelídeos para os lados de Belém. Dois exemplos apenas: Madoff, autor da maior fraude financeira de todos os tempos nos EUA, foi condenado a 150 anos de prisão em apenas 6 mêses. O nosso PR não considera motivo suficiente para intervenção no caso Freeport, em lume brando no Ministério Público há mais de quatro anos e sem fim à vista. Com isto, de um modo canhestro, o primeiro ministro de um País da União Europeia, anda a ser objecto do mais despudorado e desavergonhado ataque de que temos memória. É culpado? Provem-no. Não é culpado? Encerrem este hediondo processo de não funcionamento regular das instituições. Mas trata-se talvez de um PR muito legalista relativamente à separação de poderes, zeloso do legado de Montesquieu. No entanto ainda a semana passada (um entre N exemplos) lançou insinuações sobre alegada falta de transparência no caso PT/Média Capital. Que atingem, obviamente, o Executivo.
    Segundo exemplo: o inacreditável caso Dias Loureiro/BPN/SLN. Aqui não é o regular funcionamento das instituições que está em causa. Não é o direito que um cidadão tem de ganhar dinheiro através da valorização de acções numa taxa muito pouco usual. Não. É muito mais que isso: a credibilidade das declarações do primeiro magistrado do País num processo em que meias verdades e ensurdecedores silêncios se tornam verdadeiramente ensurdecedores.

  6. O senhor Presidente da República e o senhor Primeiro-Ministro têm em comum os factos de serem uns parolos incultos deslumbrados com a capital e, muito mais importante, terem chegado aonde estão não por mérito próprio, mas por falta de comparência da oposição. O senhor Primeiro-Ministro sucedeu a uma espécie de ser humano enquanto que o senhor Presidente da República ganhou a eleição contra uma esquerda com 14.73 candidatos (por metro quadrado). Não percebo o espanto neste blog de constatar que duas nulidades politicas com percursos eleitorais recentes bastante semelhantes não se entenderem. São um e o mesmo fenómeno, com um comportamento bipolar. Tão só.

  7. Porque não lembram ao Alegre, essa a voz grossa de assustar meninas e mais nada, a merda que fez ?!
    Quanto ao Pinho, enfim, eu sou pelas cacetadas e não pelos gestos tauromáquicos. O Pinho pode contar comigo !
    Jnascimento

  8. Nunca se lavou tanta roupa nesta aldeia com carros eléctricos. Há que poupar detergente, moças e cavalheiros.

    No reinado de Salazar, cripto hebreu como o Soares e o Álvaro e a maior parte dos cagalhões com duas pernas que andam agora fazer política para disfarçarem o talento que têm para se abotoarem a dinheiros que não lhes pertencem ou não merecem,

    “…todos os presidentes da República, todos os presidentes da Assembleia Nacional, todos os comandantes militares, todos os procuradores-gerais da República, todos os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, todos os presidentes do Supremo Tribunal Administrativo, todos os presidentes do Tribunal da Relação, todos os governadores civis, todos os directores das polícias, todos os directores da RTP eram maçons. A História não regista a prisão de nenhum opositor do Estado Novo por ser maçon”.

    E isto era dantes, quando a Maçonaria andava a “sofrer perseguições infames” do regime que lhes dava os tachos e enganava o Zé parvalhão, muito reguila e palavroso, de esquerda e direita, e doutros lados, que ainda não aprendeu e provavelmente nunca irá aprender porque há doenças que não têm cura. Imagine-se agora, com os acólitos das três sucursais dos grandes ritos e$otéricos a aguarem perante oportunidades mil de “negócio” democrático com possibilidade de comenda ou medalha.

    É como eu digo, poupe-se a espuma.

  9. cavacu é o máximo…

    tem q se o devolver
    em ultima analise áo remetente algarvio
    mesmo mesmo
    q ele n o queira
    se possivel
    com a dignidade de exercicio funções q jurou defender…

    esse é o ponto de todo este imbroglio
    q este “presidente” é…

    abraço

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