Perguntas simples

Ter uma Justiça onde actuam criminosos protegidos pela comunicação social criminosa – e pela cumplicidade do sistema partidário e do Presidente da República – também pode ser considerado uma flor de Abril?

14 thoughts on “Perguntas simples”

  1. ´é uma delas , das flores de abril ; a outra é ter um Sistema Político onde actuam criminosos , protegido por uma comunicação social esfomeada , e promovido peo sistema partidário ; no meio está uma flor de plástico , daquelas do chinês , com um palavrão escrito , uma tal de liberdade , que os abrilistas repetem repetem repetem , em extase , tal e qual os autistas ,convencidos que dizem alguma coisa que exista , coitados. que belo ramalhete :)

  2. Não. Flor de Abril é, por exemplo, poderes dizer impunemente o que te passa na real gana, por mais gratuito que seja, em nome da liberdade de expressão. E ja não é nada mau…

    Boas

  3. As Revoluções não dão flores e, mesmo que dessem, elas são belas e brilham apenas uns poucos dias rapidamente devolvidas à desprezível condição do lixo.
    As flores de Abril que tivemos foram os Homens que deram a cara e brilharam uns tempos até os paisanos tomarem conta da casa, a ordenarem e normalizarem.
    A partir daí é a interminável e civilizacional luta brava da natureza entre homens animal. A luta actual entre a “Justiça podre onde actuam criminosos protegidos pela comunicação social criminosa – e pela cumplicidade do sistema partidário e do Presidente da República –” contra outra parte mais sã da sociedade portuguesa é a continuação dessa luta geral primitiva e histórica.
    As condições de vida normalizadas e ordenadas como as actuais são mais propícias à maldade pelo que esta impera sobre o bem. Por isso são, normal e especialmente, os melhores que se atrevem a sobressair da mediocridade geral que são imolados na praça pública sob forma de exorcismo comum e em nome da regeneração da normalidade perturbada.
    No nosso país imperam, não as flores de Abril, mas as flores de mau cheiro.
    Ao reorganizar os livros em casa dei, no meio da pilha de livros que compro nos alfarrabistas e feiras de velharias, com o título” Os Grandes Julgamentos da História, Joana d’Arc”. Dado o actual nosso presente acerca da justiça quase li o livro de uma assentada.
    Até Sócrates não terá havido sequer julgamento digno do nome, logo, esta foi a tragédia depois foram as farsas. A Joana, crente mística, mas lutando pelo seu povo teve o seu carrasco superior no bispo Beauvais vendido aos ingleses e foi condenada por heresia , sobretudo, por na condição de cavaleira militar se vestir de homem e também por feiticeira por, sendo ainda quase menina, ter derrotado o inimigo inglês que mais tarde promoveu e pagou o julgamento.
    Igualmente por cá o nosso Sócrates começou por, sendo homem, ser acusado de homossexual. Não pegou e logo de enfiada, sendo rápido face à lentidão habitual nos casos, acusado de se ter vendido dada a “pressa” com que fizera andar o processo. Uns corruptos ingleses ao serviço do rei sacaram a massa para os bolsos dos gestores do Fundo e assacaram a corrupção ao ministro de Portugal e os tugas comeram a cantilena segundo a sua longa tradição de subserviência face ao velho aliado.
    Foi motivo de galhofa levada para o lado do pedantismo, don juanismo, irresponsável gastador por andar bem vestido e roupa de marca que usava: O Macedo careca do “dinheiro vivo” (o título revela o sentimento) semanalmente no DN caricaturava nojentemente o homem pela gravata, sapatos, fato, camisa e tudo mais que vestia.
    Não chegava. Inventou-se a grande golpada das “escutas a Belém” que desmascaradas com provas evidentes, só por si, dariam para uma destituição do Cavaco e prisão do próprio e de toda a sua Casa Civil. Falhada esta grande golpassa logo se inventa outra grande golpassa dita “atentado contra o Estado de Direito” deduzido a partir de conversas avulsas de café ao telefone com os amigos políticos, de infância e outros.
    Dando em nada os grandes golpes de morte imediata viraram-se para os golpes por passos e assim andaram pelo mundo onde Sócrates pôs pé à procura de pequenos dados que permitissem criar uma teia racional de ligações corruptas. Também nada de especial descobriram embora fossem mantendo essa chama acesa ora num lado ora noutro sem contudo conseguirem um papelinho documental de prova. Viram a salvação em Salgado caído em desgraça e foi este, precisamente aquele que lhes pagava congressos e eles lambiam as botas, que juntaram ao político para tecerem a imensa teia de “arranjos” tão ilógicos que restam totalmente irracionais sem a mínima prova documental.
    Tiveram mesmo de prender o homem à força e depois colocar cá fora na praça praça pública da imprensa colaboracionista a matéria de segredo de justiça para inverter o ónus da prova e actualmente, acagassados que o povo abra os olhos, até as gravações filmadas são colocadas na pantallha pública depois de manuseadas e montadas pelos servis reptilizados pela necessidade de existir e bem-estar.
    Mas veja-se, as filmagens mostram apenas os julgados deixando apenas o julgador no anonimato, escondido. Este é apresentado como se fora algo estando no “além” que apenas dá “voz” ao poder sobrenatural tal como a pitonisa dá voz ao deus. A “voz” do oráculo dada sob a forma de enigma, insinuações, suspeitas e subjectividades incompreensíveis, sem papel de prova nem nada de nada apenas para provocar o destrambelho de qualquer pessoa inocente.
    E estamos neste modo de liberdade impunemente.

  4. Viram as imagens de Dilma,a ser julgada,no Brasil,pelos juízes da ditadura militar?
    E viram como esses juízes tentavam,a todo o transe,esconder a cara?
    A História sempre se repete!

  5. Pode, pode ser considerado uma flor de Abril que, polinizada pelo fascismo bacoco do Salazar e do Caetano, resistiu incólume durante 40 anos aos ventos democráticos que sopraram dos cravos de Abril, perpetuando as piores práticas do tribunais plenários do fascismo. Essa “flor” de Abril, qual ovo de serpente, gerou um estado dentro do Estado que de Estado de Direito apenas tem o nome e que agora não sabe (nem tem) como lidar com o monstro.
    Foi o resultado de se fazer uma revolução com flores em vez de espingardas. Reformaram-se uns quantos pides, sanearam-se uns quantos políticos e empresários, mas as práticas da Justiça mantiveram-se intactas.

  6. e estes velhotes que morrerram a limpar os terrenos à conta duma lei maluca sõ para juntar à contabilidade de defuntos por fogos?

  7. O yo não é nada burro.
    Estes mortos também são mortos da mesma causa, tipo … se não morres da doença morres da cura.
    E o Marcelo … aonde anda ?

  8. É o primeiro comentário que se aproveita o yo.
    Sim. Há leis que matam. Uns morrem queimados, na impotencia desesperada de as tentar cumprir, outros vivem na depressão, sem dormir, tratados como delinquentes no ocaso de uma vida de trabalho A sociedade portuguesa não tem noção da violencia exercida sobre a parcela mais frágil da população, com a espatafúrdia reacção à modificação da paisagem que o êxodo rural provocou.

  9. Outra pergunta simples : desde o 25 de Abril, quem é que faz as tais “leis assassinas” para cima das quais os comentadores deste blogue cospem com toda a facilidade como se não fosse nada com eles ?

    Outra ainda : na boa centena de posts publicados por aqui de indignação, baba, ranho e vitupérios a proposito dos incêndios, das falhas eventuais que permitiram que eles assumissem as proporções que sabemos, com as consequências conhecidas de todos, ou da ausência das tais falhas, ou ainda sobre os criminosos e as forças do mal responsaveis pela desgraça, havera um unico que seja dedicado à questão de saber o que deveria ser feito para evitar acontecimentos desses no futuro, ou pelo menos diminuir drasticamente o risco ? Ou à questão de saber se as medidas a tomar implicam, ainda que parcialmente, actos legislativos ?

    Voltando ao tema do post : sera que estamos mesmo a 26 de Abril ?

    E’ mais um café faxavor.

    Boas

  10. Foi há uma semana que caiu o Carmo e a Trindade. E qual terá sido a razão para tanto terror e assombro que, segundo o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, estão associados à expressão? O facto de termos assistido na SIC à melhor síntese jornalística e televisiva que alguma vez se fez sobre a Operação Marquês? Ter ficado claro que Ricardo Salgado era a cabeça de um polvo que corrompeu as nossas elites? Terá sido por percebermos que Zeinal Bava e Henrique Granadeiro agiram na PT em nome de interesses obscuros, com proveitos de milhões? Ou porque José Sócrates, ex-primeiro-ministro e líder do PS, beneficiou de milhões de euros transferidos à socapa, de offshore em offshore, até lhe chegarem às mãos na forma de uns envelopes com notas? Ou, finalmente, porque percebemos que estamos todos a pagar estes desvarios, seja com os nossos impostos, seja com a falência dos serviços do Estado? Nada disso. O terror e o assombro têm outra explicação. O que choca tanta gente inteligente que opina nos jornais e nas televisões, o que horroriza tanta gente sensata nas redes sociais, é a exibição dos vídeos dos interrogatórios a José Sócrates. Estão no seu direito. Mas fico à espera que chegue o dia em que passem da indignação pela violação do direito à imagem da quadrilha, para a indignação pelos crimes cometidos pela quadrilha. E escusam de argumentar com presunções de inocência e trânsitos em julgado. Isso é para os juízes. O julgamento político e social corre mais depressa. Caso contrário, Sócrates ainda podia ser primeiro-ministro e Salgado presidente do BES. Mas, se calhar, a alguns isso talvez não causasse nem terror, nem assombro.

    Já a discussão sobre os vídeos ia longa, quando vieram a lume mais uns pormenores sobre a rede mafiosa que usou os portugueses como carne para canhão. O ex-ministro da Economia Manuel Pinho criou uma conta numa offshore do Panamá na qual caiu um milhão de euros saído do “saco azul” do BES. Meio milhão foi pago em tranches mensais de 14 963,94 euros durante o período em que Pinho foi ministro no Governo de José Sócrates. Parece mesmo um salário, não parece? Suspeita-se que possa ter sido a compensação para beneficiar empresas como a EDP nas chamadas “rendas excessivas”. Infelizmente, ninguém denunciou esta violação do segredo de justiça, daquelas que propiciam julgamentos populares precipitados. E que deu argumentos a um triste espetáculo de Ana Gomes. Diz a eurodeputada socialista que o PS terá de aproveitar o próximo congresso para escalpelizar como se “prestou a ser instrumento de corruptos e criminosos”. Que coisa tão disparatada. Porque não se preocupa antes Ana Gomes com o ataque à imagem de José Sócrates, Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro ou Manuel Pinho? Isso, sim, justifica a nossa indignação.

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