11 thoughts on “Perguntas complicadas”

  1. Caído José Sócrates, a última barreira às agências de rating e à especulção financeira sem rosto desaparecerem. Portugal está agora entregue aos abutres que irão esfacelar lentamente o que gerações ajudaram a construir. Já começou.
    Vender ao desbarato, privatizar, perder o que nos restava de autonomia nacional vai ser o lema.
    O que me espanta ( ou talvez não) é o completo desaparecimento de qualquer sombra de oposição a esta razia – nem comunicação social, nem sindicatos, nem partidos políticos. BE e PCP estão controlados e de rédea curta – eliminado o principal adversário, e excluida a possibilidade de uma vitória violenta nas ruas ( o exemplo de Atenas não dá qualquer esperança) podem os abutres vir à Vontade. O BE não tem agora grande sentido – um partido cujo ùnico objectivo político foi eliminar politicamente José Sócrates. Conseguido o objectivo, entregue o país à direita esvaziadas alternativas, é normal que o BE se desmorone.
    Entretanto o Passinhos é recebido com palmas e risos em feiras, como convém aos bobos da corte.
    A bancarrota é agora inevitável

  2. Como povo, embrutecidos por 40 anos de atavio e mais 20 anos de estupidez cavaquista (devemos ser os únicos a considerar cavaco professor – um gajo que não deve saber fazer contas de somar à mão), não faremos nada nas ruas. Plácidamente vamos ao fundo. Se tivessemos só um pouco de brio e raiva que tem os gregos!!!!!!!

  3. Do BE já não interessa falar, do PCP já sabemos com o que podemos esperar. O que nos deve preocupar é o rumo que vai tomar o PS, agora que Sócrates foi de férias, ou seja, no futuro, que esquerda vamos ter.

  4. O BE vai ter o destino do PRD. Este pôs Cavaco no poder, aquele repetiu a façanha quase 25 anos depois. Porque já todos percebemos quem, de facto, governa e explica direitinho o destino do SNS.
    A derrota da esquerda em toda a linha não é fenómeno exclusivo aqui da terra. É o resultado do comportamento de politicos contorcionistas como, por exemplo, Mário Soares, que exerceram o poder procurando beliscar o menos possivel a sensibilidade dos “Homens do Dinheiro”.
    A atitude de Soares foi igual à dos seus camaradas europeus. Assim, quando no governo, só foram até onde os Senhores do Dinheiro permitiram que fossem.
    Aqui, neste pequeno país, Sócrates assustou essa gente do dinheiro pela sua capacidade de iniciativa. Foi esmagado, como vimos, com recurso a todos os meios, mesmo que para isso tivesse sido necessario fazer da justiça uma puta porca. As esquerdas colaboraram no linchamento e os camarada do PS da linha soarista e alegrista estiveram na linha da frente,, soprando levemente ou atiçando mesmo o fogo sob a grelha.
    “Às vezes sinto-me sozinho a puxar pelas energias do país”. Socrates não se referia só a Cavaco.
    As palavras de Soares, opinando sobre Socrates e Passos Coelho são profundamente elucidativas e revelam a personalidade contorcionista de quem as profere: Sou amigo pessoal de Sócrates. É um homem de muita coragem. Serviram, ipsis verbis, um dia destes,para se referir a Passos Coelho.
    Podem os socialistas continuar a fazer venias e tecer loas ao “pai fundador”. Felizmente não sou socialista e, como independente, não estou constrangido aos salamaleques da politiquice. Um dia destes ainda o vamos ver jogar golfe com Cavaco e a gente graúda. Esses mesmos a quem os sacrificios “para todos” nunca chegam.
    É facil para Soares atacar uma europa sem rosto ou com o rosto distante da senhora Merkel. Foi duro e violento. Mas aqui, no seu país, não soube denunciar o rosto da infâmia. Ou fê-lo com tal subtileza, nas páginas interiores de um jornal “deles” (são todos) que ninguém deu por nada.
    E lembro, mais uma vez, os versos de um fado sobre os últimos seis anos: E NINGUEM FEZ NADA!

  5. As perspectivas são as seguintes: Se Louçã fica, não sobrevivem às tensões e morrem. Se parte, morrem na mesma, porque não há ninguém exterior às facções nem com carisma para liderar. Podem os mais novos eventualmente fundar outro partido, um ecologista, como referi há tempos. Resta saber se terá aderentes e se os mais velhos estão dispostos a ir para a reforma.

  6. Como qualquer seita evangélica o Bloco de Esquerda soçobrará e não irá sobreviver à saída do seu televangelista.

    Sim, porque o BE, mais do que um partido político, é uma religião com a irracionalidade e a típica falta de sentido critico que lhe é peculiar.

  7. Nisso da rapidez nos regressos não sei quem leva a taça, mas no tiro de partida para a disputa de lideranças temos o Lucky Luke Seguro que não dá abébias à concorrência.

  8. Uiiiii :))) … grande pergunta!… e é sempre nas grandes perguntas que habita a densidade real dos problemas… é por isso que me interrogo sobre se esta pergunta não é o espelho voltado para dentro onde os protagonistas se deveriam ver, conhecer e reconhecer com atenção… antes de partirem a loiça toda?!!?
    Abraço.

  9. …nesta matéria sigo o conselho do meu avozinho que dizia…menino só se dá importância ao que realmente a tem…assim acho que pelo tanto que se diz por aí – ultimamente embora – sobre as ditas “rating” é porque de fa(c)to é mesmo “importante”…

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