Peças do puzzle

O Miguel disponibiliza um texto de António Pinto Ribeiro que elabora sobre a decadência do Pacheco. Novidade? Não, mas mais uma peça do puzzle da falência da direita portuguesa, a qual tem estado entregue ao refugo dos arrivistas, aos narcisistas de feira, aos megalómanos pançudos, aos biltres engravatados e aos catastrofistas que andaram na escola primária com o Matusalém. O fel que esguicham é directamente proporcional à impotência onde se afogam.

12 thoughts on “Peças do puzzle”

  1. Essa “douta” personalidade empanturra-se de caracteres. Ele sabe-os dominar. Ele sabe como os colocar na “pantalha” do seu processador de texto, esses caracteres muito arrumadinhos à sua maneira. Ele domina-os como ninguém. Ele domina tudo, sobre tudo (só não fala de futebol, como o seu correlegionário, porque diz que o abomina – tanto melhor para nós!). No fim de contas a figurinha é como uma criança! Se por cada uma das diatribes que escrevesse, ou dissesse, tivesse de levar uma surra no cu, ou um bolo com a régua dos cinco olhinhos, as nádegas, ou as mãos, estariam pretas que nem carvões!
    Sem mais brincadeiras devo confessar que foi dos textos que tenho lido sobre tal figurão, que mais zurzem num indivíduo que politicamente é um cadáver e que intelectualmente não passa de um mero franco atirador, ou se quiserem, uma espécie de mercenário que “ataca” desde que lhe paguem…

  2. Do alto do monte – Conto de Natal

    … Pacheco deixa arrastar a âncora, perde o norte e encalha. Com a água pelo pescoço, agita-se freneticamente, mas não pede ajuda. Da sua boca, houve-se, disparadas, as palavras: «….Sócrates maldito… Corrupt… Soc…. glu…. glu…. gl….». Depois, silêncio. Do alto do monte, o velho assiste à cena e abana a cabeça. Um pensamento, todavia, absorve-o… nunca mais acabam com a publicidade no canal público… «Comenda!!!», berra, olhando ligeiramente por cima do ombro. O fiel amigo, ouvindo a voz do dono, aproxima-se correndo nas quatro patas e agitando a cauda num frenesim. O velho pousa a mão direita sobre a cabeça do cão e faz-lhe distraidamente uma festa. «Comenda…» diz novamente… … agora que a golden share vai à vida, o Belmiro pode outra vez tentar vender aquilo aos bocados e fazer uma pipa de massa,» e conclui com tristeza… «O país afunda-se». O rafeiro desanimado volta a deitar-se em cima do jornal. O velho cogita. A vida passou depressa. Como num filme agitado, imagens apressadas percorrem-lhe o pensamento. Olha novamente para o sítio onde desaparecera Pacheco. Nunca gostara muito dele. A situação piorara depois daquela insistência obsessiva com que alimentara os ódios dela e a conduziu àquela derrota estrondosa. Olhou demoradamente para o mastro que boiava no sítio do naufrágio. Julgou ver um objecto que emergia. Semicerrou os olhos, concentrando-se na imagem. Pareceu-lhe ver um dedo espetado, depois um punho e, finalmente, o corpo de Pacheco emerge de rompante à superfície separando as águas com estrondo. O mar devolvia Pacheco à vida. Os pulmões de Pacheco congestionados recusam-se a aceitar o sopro da vida. Pacheco estrebucha e consegue, num ronco cavo, começar a respirar. Os olhos arregalados percorrem a costa em redor, ávidos de vida. De repente, Pacheco avista o velho no alto do monte, e, na sua agitação, confunde-o com Deus. Não era Deus, longe disso, mas, para Pacheco, aqueles cabelos desgrenhados e a cara bexigosa personificavam o Criador e o milagre do seu regresso à vida. O mastro arrastado pela corrente dá à costa e, com ele, Pacheco. Sentindo terra firme, Pacheco beija a rocha e enterra fundo as mãos na areia. De repente, ouve uma voz. Era uma voz sem som, que se lhe cravava no cérebro. Uma voz simultaneamente maternal e paternal, que lhe fazia lembrar recordações de infância. Maternal porque o aconchegava, o acarinhava e lhe dava segurança. Paternal porque se tornava rapidamente exigente, não lhe dava espaço para solilóquios e o encurralava. Esta era mesmo a voz de Deus. “Pacheco”, disse a Voz, “Eu amo todas as coisas, vivas ou inertes. A uma espécie dei consciência e responsabilidade. Nesta espécie não dei a todos as mesmas condições de vida. Tu nasceste privilegiado, com carinho, bens materiais e numa família de antigas tradições. Cresceste e fizeste-te homem. No meio onde vives, foste considerado e admirado por fazeres muitas concessões à liberdade de pensamento e, fartas vezes, sorri quando abocanhavas aquele teu correligionário mulherengo.” Mas”, continuou a voz, “algo explodiu dentro de ti e, de repente, dei contigo a vociferar, escumar e arrastar a barriga pela lama. Pacheco, Eu não te fiz réptil! Devolvi-te a vida. Sê Homem.” Pacheco chorou primeiro silenciosamente, depois convulsivamente, mas o rosto resplandecia. O choro era de alegria, e murmurou: “Deus é grande”. E, na costa, vinda não se sabe de onde, espraia-se a Ode à Alegria do compositor surdo.

  3. Valupi,

    Leste a opinião do Pacheco na Sábado? Parece que não, olha que aquilo tem mais de ataque ao Sócrates que à arte e aos artistas, porque o fulano até termina assim:

    “Espero que da próxima vez que for à escola António Arroio, os “artistas” da casa em vez de lhe chamar “fascista” (ao Sócrates) que é uma asneira e um abuso, lhe chamem “marketista” que é uma verdade como um punho. Como aquele que havia no símbolo do PS antes da rosa”.

    “Foi mesmo isso, chama (os artistas) esse nome ao Sócrates?

    Ou sou eu que estou doido, ou já não sei ler português. No entretatno, para que não fiques zangado comigo, vou pedir a Deus para que ele (o Pacheco) parta uma perninha na próxima vez que andar de bicicleta. Tá bem?

  4. Ciao Claudia,
    Bella, onde andas, ke nunka mais se te biu o dedo? O caralhadu do Balupie num te puvlica?
    Fala com o Sr. JFK, kele resolbe o assuntu.

    Balupie, pá, tu puvlica-me a claudia, olha keu dico de bir aki.

  5. Ó IBN ERRIQ,

    Tu tás cempre a perguntare kem é o miguele, caracu?

    Tás bêbado ou kê? Porra respondam ao gaju?
    Oube lá afasta-te da pipa, pá, essa gaita tá a afectar-te. Olha eu nun soue o Miguele.

  6. Sim, quem é o Miguel? Se não respondem é porque não querem, porque se respondessem, as referências ao Miguel valiam tanto como fogo de palha, estás a ver? ;-)

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