Passos e o regabofe

Tribunal de Contas acusa Finanças de "falta de controlo" na CGD entre 2013 e 2015

Num relatório de auditoria sobre o controlo do Setor Empresarial do Estado efetuado pelo Ministério das Finanças entre 2013 e 2015, divulgado hoje, o Tribunal de Contas considera que houve uma "falta de controlo pelo Estado" do banco público nesse período, após a recapitalização de 2012 (no montante de 1.650 milhões de euros).

No documento, o Tribunal de Contas enumera situações em que considera que o Ministério das Finanças, que durante a maior parte daquele período foi tutelado por Maria Luís Albuquerque (no anterior governo PSD/CDS-PP), deveria ter exercido um maior controlo sobre o banco público.

"O controlo da CGD carece de transparência, particularmente evidenciada pela não remessa ao acionista dos documentos exigidos pelo regime jurídico do Setor Público Empresarial", afirma a entidade, concluindo que "a aprovação de contas da CGD foi efetuada com lacunas de informação".

Em causa está a "falta de conhecimento" dos instrumentos previsionais de gestão da CGD não só pela Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Setor Público Empresarial (UTAM), mas também pela Direção-Geral de Tesouro e Finanças (DGTF).

Dessa forma, afirma o Tribunal de Contas, esta informação não foi incorporada no processo de apreciação dos documentos de prestação de contas, "o que fez com o que acionista tenha aprovado os mesmos sem a informação completa".


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8 thoughts on “Passos e o regabofe”

  1. isso explica as cenas macacas em volta da re-recapitalização e nomeação da nova administração, quanto mais tempo enrolar e durar o filme, mais hipóteses de fuga e endosso da merda que fizeram. o costa deveria mandar fazer um inquérito à gestão ruinosa da canalha e meter os responsáveis na cadeia, mas até ver só têm interesse cenas que metam o sócias.

  2. Agora na geringionça Costista tudo está em grande.
    Já temos alunos melhores , sem greve de professores.
    Um ano sem greves, os alunos melhores da Europa são os nossos.

  3. Valupi,
    é regabofe no controlo das contas, especialmente nas empresas públicas, para obter contas certas e redondas nas negociatas derivadas.
    Eles querem lá saber da boa gestão da EDP, REN, CTT, TAP, PT, CIMENTOS, BANCOS ou mesmo a CGD! Eles querem é saber que qualidades e quantidades de negócio e mais valias pessoais tal e tal empresa pode possibilitar. E, com base em tal princípio, a ideia-acção é quanto mais má gestão lhe injectarem maior é a possibilidade da haver negociata. E esta mentalidade no alto contamina tudo pela pirâmide abaixo ao ponto de gente competente, face ao regabofe instalado, lançar-se na corrente geral do “amanhanço” geral.
    O cavaquismo foi a escola e os filhos e netos tornaram-se mais refinados e maquiavélicos; conseguem fazer dos limpos os culpados da sua-deles luxúria venal.
    O caso paradigma do seu método foram os swaps; enquanto psd ao serviço dos goldman sach andaram a vender produtos swaps aos correligionários psd nas empresas públicas e depois o “corrupto” foi Sócrates.
    Fizeram-no com Sócrates e andam à procura de uma fórmula semelhante que possam aplicar a Costa.
    Este é o método da maltosa do ex-governo porque também não sabem fazer mais pois a quem falta inteligência esmera-se em esperteza. Esperteza para enriquecer e, desse modo, parecerem que são inteligentes.

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