Passos diz que Jesus Cristo era tontinho

Persistir na ideia de que ele [Sócrates] pudesse de algum modo fazer o oposto do que fez até hoje e liderar um Governo abrangente em Portugal é a mesma coisa que pedir a um não crente que se consiga converter.

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22 thoughts on “Passos diz que Jesus Cristo era tontinho”

  1. Ola,

    Esta certo. O homem não tem quem lhe releia os discursos, ou quem lhos escreva decentemente, ou quem lhe explique que, por hipotese, so os não-crentes é que se podem converter ?

    Vejo no entanto que continuas no teu desporto favorito de bater no ceguinho.

    Melhor ajuda ao Socrates seria, quanto a mim, explicares o que ele propõe como programa e, acima de tudo, como é que ele pensa evitar que o pais esteja na mesma situação 6 meses a seguir às novas eleições : aliando-se à esquerda ?, aliando-se à direita ? indo de crise em crise até os Portugueses lhe voltarem a dar uma maioria absoluta ?

    Ha blogues sobre politica em Portugal que se possam consultar neste periodo de eleições, ou é tudo mesmo sobre futebol ?

    Boas

  2. Caro joão viegas, o programa do próximo partido que venha a formar governo, limitar-se-á a governar aquilo que o FEEF/FMI/BCE deixarem, pois não haverá muito mais que possa fazer.
    Entretanto se os portugueses não meterem na cabeça que terão de deixar as carripanas na garagem e optar pelos transportes públicos, que terão de se conformar em passar as férias em casa ou em local próximo, que o bacalhau do Natal será mais fino e que o azeite será de marca branca, que a filharada terá de manter as mochilas por mais de um ano, vai deixar de andar de sapatilhas de marca, usar o telemóvel em doses industriais, passar a estudar a sério, que os recém-licenciados não vão ter possibilidade de irem dar aulas ou viver à custa dos papás e dedicarem-se a um trabalho fora da suas preferências, que os reformados terão de viver com menos reformas tendo alguns que ganham melhor de ver as suas amputadas numa percentagem que não será branda, que vão ter de pagar mais por menos, mal estarão, pois os anos que estão para vir não serão de facilidades.
    Quanto ao Sócrates, apresentou medidas para que isso, eventualmente, acontecesse, mas de forma faseada. Lembra-se por acaso de quem se opôs, afirmando que as medidas eram um exagero e escreveu em inglês que foi porque as medidas eram insuficientes das que o País precisava?

  3. Depois de ter andado a dizer que não tinha tido nenhum encontro com Sócrates (um telefonemazito, foi tudo), antes da apresentação do PEC…

    “Questionado sobre o facto de só agora ter dito que se reuniu pessoalmente com José Sócrates antes da apresentação do PEC 4, explicou que «há muitos encontros entre figuras importantes, ao nível das instituições portuguesas, seja com o primeiro-ministro, seja com o Presidente da República, que muitas vezes não são divulgados». (DN)

  4. O Sócrates é tão mentiroso, tem tantos recursos na matéria, que nem precisa aproveitar as petas da concorrência para extrair vantagens competitivas.
    Claro, não se trata de mentira no caso concreto mas apenas de uma conveniente omissão…

  5. “é a mesma coisa que pedir a um não crente que se consiga converter”…obviamente que é uma frase infeliz sob o ponto de vista retórico mas…para bom entendedor meia palavra basta e o que ele queria dizer deveria ser a substancia dos debates e não o erro de forma! Obviamente que o Ps adora formalismo porque e a única coisa que sabe fazer e vender: ilusões retóricas. Na pratica, depois de vender a banha da cobra do lirismo xuxalista o que resta….a banca rota nacional! Obviamente que o que P. Coelho queria dizer era algo do género: como esperar que um ateu tenha fé na divina providência ou um protestante se fie na Virgem e não corra quando o que se quer dizer e que Sócrates só pode ser igual a si próprio, a saber: arrogante, vaidoso e incapaz de negociar consensos e disso tem a certeza quem o conheça minimamente em privado e quem, como grande parte do povo português, lhe atura a presporrência hugochaveana!
    O Sócrates é tão mentiroso, tão mafioso, tão incompetente que nem precisa de fazer campanha eleitoral porque a sua fama fala por ele. Obviamente que se continuar a haver uma maioria de portugueses masoquistas e uns tantos que tenham o mesmo perfil de Sócrates o crime vai continuar a compensar e Portugal e já não vai sair do cano de esgoto do Largo do Rato!

  6. Pois é, edie.

    E já reparaste que agora é que surgem os apelos ao diálogo, ao baixar das armas. Até a Conferência Episcopal Portuguesa veio a terreiro muito compungida nesse mesmo sentido. Acho significativo que este apelo ao diálogo só surja agora, depois do caldo mais que entornado. A Igreja que agora aparece com este hipócrita apelo ao diálogo de todos, tem como principal objectivo, fazer esquecer as culpas de quem, de facto, as tem.

    Repare-se na desvergonha de PPC só agora vir reconhecer que Sócrates falou pessoalmente com ele acerca do tal PEC IV, adiantando que não vale a pena falar mais no caso porque se trata de um “facto menor”.

    Ou seja, agora que a verdade é conhecida e pela sua própria boca, ela é chamada de “facto menor”. Quando o que se queria fazer crer era uma rotunda mentira, aí, sim, era um “facto maior” que justificou a irresponsabilidade de se ter atirado o país para a situação em que se encontra.

    Como já disse, não vi a Igreja fazer apelos destes antes de a situação chegar onde chegou. Pelo contrário, ouvi o tartufo de um bispo qualquer declarar-se indignadíssimo sempre que ouvia os políticos culparem a crise internacional pela crise que se vive hoje em Portugal! Como se isso fosse uma mentira.

    É preciso terem muito pouca vergonha para agora virem com este discurso melífluo tão ao seu jeito! Aliás, nós sabemos pela História, ao lado de quem sempre se colocou a Igreja: ao lado da Direita mais imbecil e reacionária como é desgraçadamente a deste país.

    As honrosas excepções que na verdade existem, só servem para confirmar a regra indiscutível. Admito que não seja este o momento para fazer justiça, mas não tenho dúvidas que a História há-de fazê-la!

  7. Aniper,

    é mau demais para ser verdade.
    (entretanto o Ricardo E.S. Salgado, em entrevista, disse, entre outras verdades, preto no branco, que o programa de saída que tínhamos (PEC4) era o que evitaria o descalabro a que chegámos, assim como o da Europa). Foi esse que foi aceite pela Europa como uma alternativa aos FEEFs e FMIs que não se sabe durante quanto tempo mais poderão funcionar. Mas estes vómitos que se pretendem alternativa, avançaram com o argumento gravíssimo de que não tinham sido informados pessoalmente . E nem isso, vê-se agora, é verdade. Para a história, fica como Crime contra o país, contra todos nós ,não tenho dúvidas nenhumas.

  8. Ola,

    Infelizmente não tenho muito tempo para responder ao caro Teofilo M que pergunta ai em cima se tem sentido estarmos a falar em rotas e rumos, velas e lemes, quando estamos entregues ao mar alto e esta visto que vai ser o que deus quiser.

    A resposta simples é : claro que tem sentido, tem AINDA MAIS sentido e é mais urgente, mais imperativo, precisamente… porque estamos no mar alto !

    O FMI e quejandos, e o proprio papão, não passam de projecções da nossa propria incapacidade de definir um programa de desenvolvimento a médio prazo e de saida da crise.

    Portanto façam campanha como quiserem, mas a questão é mesmo saber se o PS se apresenta com um programa que é, na essência, o que se fez até agora : ceder, ceder, ceder sempre, em nome da estabilidade politica (com os resultados que estão à vista), ou seja se o PS continua a concorrer ao concurso publico aberto para a aplicação do programa economico do PSD, ou se o PS se apresenta com um programa que encara frontalmente o imperativo de proteger o desenvolvimento da economia do pais, defendendo que existe um ponto a partir do qual o interesse do pais é desvalorizar e renegociar a divida, por forma a proteger as suas estruturas economicas essenciais.

    Esta questão sera teologica, talvez, e de uma extraordinaria subtileza quando comparada com a de saber se é o Socrates ou se é o Coelho quem fica melhor nas fotografias em Bruxelas ao lado do primo Cherne.

    Mas dela depende o meu voto.

    E descansem que, quando sairmos da crise, ha de sobrar tempo para ir ao circo…

    Boas

  9. João Viegas: “ceder, ceder, ceder sempre, em nome da estabilidade politica (com os resultados que estão à vista), ou seja se o PS continua a concorrer ao concurso publico aberto para a aplicação do programa economico do PSD” ??

    Como estás fora, não te deves ter apercebido de algumas coisas:
    1) O governo é minoritário desde finais de 2009;
    2) Coligações foram recusadas;
    3) A seguir às eleições de 2009, o PSD entrou, uma vez mais, em convulsão pela escolha de novo líder. Só a partir da Primavera de 2010 é que estabilizou (este termo é questionável);
    4) Coincidiu com a estabilização (embora questionável) do PSD a intensificação do ataque dos mercados e as pressões da UE para regressar à austeridade e reduzir o défice;
    5) Havia e há a percepção, da parte do governo (não tenho procuração), de que o actual líder do PSD é de uma imaturidade e irresponsabilidade a toda a prova, como aliás se tem visto, e que uma demissão mergulharia o país num pântano, o que se confirma.

  10. Bom dia Penélope,

    Seja.

    Mas, se nos abstrairmos dois segundos do passado (estou a partir do principio que as eleições do proximo mês de Junho visam à designação de uma nova maioria parlamentar e de um novo governo mas, como estou fora do pais, este ponto é capaz de estar errado : estamos a votar para a AR e o governo de 2009, é isso ? nesse caso desculpem-me, estava distraido) teremos de concluir que é mais do que provavel que o proximo governo também seja minoritario…

    Portanto a questão permanece : o que é que Socrates conta fazer se fôr eleito ? O que fez até agora, que equivale a cumprir o programa do PSD, ou outra coisa ?

    Eu sei que isso são questões politicas, portanto laterais. Mas numa campanha eleitoral, nenhum pormenor, por mais insignficante que pareça, deve ser negligenciado.

    Boas

  11. João Viegas, parece-me evidente que terá de formar-se uma coligação. Vai ser imperativo, se o PS não tiver maioria absoluta. Também me parece que o anúncio prévio da coligação concreta não interessa aos partidos, prejudica-os em termos de votos, eventualmente com excepção do PSD (+CDS) dada a lástima de líder, assim o CDS quisesse.

    Insistes em que o governo aplica o programa do PSD. Só me resta pedir-te que não saias do teu lugar até teres ocasião de ver a aplicação do programa do Passos.

    Só mais um acrescento: aqui chegados, o programa vai mesmo é ser imposto pelo FMI, BCE e CE. Olha para a Grécia, com o governo do Papandreou. O que não impede que, em Portugal, certas nuances possam ser introduzidas agora nas negociações, que pelos vistos são lideradas pelo actual governo.

  12. Não é bem assim. O FMI, tal como as diversas instâncias da UE, negoceiam para atingir uma meta : que Portugal não desvalorize e não vire as costas aos outros Estados o tempo necessario para se recompor. Ha um preço, que não somos nos a fixar. Ninguém diz que não. Mas também ha um limite, a partir do qual não faz qualquer sentido aceitar a ajuda externa. Não querer falar desse limite é suicidario, porque é renunciar a qualquer negociação : não ha negocio nenhum entre o dono e o escravo.

    Portanto o que v. estão a dizer é que o vencedor das proximas eleições é o “FMI” (que é uma espécie de papão ou de Adamastor versão José Mario Branco) e que o resto é folclore destinado apenas a disfarçar (mal) a suspensão efectiva da democracia.

    Nada a ver com o programa do PSD ou com o que dizia ha uns anos uma tal de Manuela Ferreira Vinho, ou la o que era, que por acaso até nem tem nada a ver com o PSD…

    Sendo assim, que diferença é que vocês fazem entre as proximas eleições legislativas e a votação para o festival da Eurovisão ?

    Boas.

  13. João Viegas, não leste a minha última frase.
    A verdade é que auem empresta o dinheiro a aflitos automaticamente está em posição dominante. A diferença aqui é, se bem entendo, que, fosse o jovem Passos a negociar, diria coisas como esta: “Só isso? Vejam lá, olhem que é melhor vender mesmo tudo, resolve-se já a coisa e os meus amigos ficam contentes”.
    Como penso que Sócrates também não se considera nem a si nem ao seu povo escravo e que não sofre de febre neoliberal, esperemos com confiança pelo programa de austeridade menos mau possível.

  14. joão viegas, do que sei que Sócrates fez, baixou o défice abaixo dos 3%, antes das duas crises que não provocou, e pôs o País numa linha de reformas como nunca se tinha visto. Como programa, parece-me fixe.

  15. Caro joão viegas,
    poderemos entender as próximas eleições de várias maneiras a saber:

    – reforçar o PS minoritário e dar-lhe a capacidade de afrontar as corporações que não conseguiu afrontar por motivos diversos (partidos da oposição, sindicatos, campanhas sujas, etc.);
    – votar na esquerda ortodoxa ou caviar, ou seja deitar os votos fora;
    – votar no PSD e esperar que descubram o programa político que andam a fazer há mais de seis anos;
    – votar CDS para dar mais uma oportunidade ao Portas para se coligar com o PSD e mandar o PS às malvas;
    – tentar fazer uma coligação abrangendo vários partidos, contra a vontade dos actuais líderes do PSD do CDS, do PCP e do BE, que democraticamente tentam ser eles a eleger o SG do PS.
    – voatr em branco e esperar que alguém faça o trabalho por nós, dando-nos a possibilidade de vir para a rua tão nus como os demais e clamar vingança.

    Se as reuniões que estão a ter lugar produzirem um fumo cinzento-claro creio que a luta irá ser renhida, mas se ele for cinzento-escuro ou mesmo negro, é tempo do PS se colocar à sombra a aprender como se faz evoluir a sociedade, dando apoio aos agricultores, pequenas, médias e micro-empresas, proteger os mais desfavorecidos, manter o SNS, manter a escola pública, meter os juíuzes na linha, diminuir a criminalidade, arranjar mais empregos, desenvolver a economia e baixar o défice, tudo isso lhe será ensinado pelo binómio PSD-PP com a magnífica ajuda do PR e da AR presidida pelo FN.

  16. Teofilo M.
    o Passos já anunciou que não há programa nenhum enquanto não lhe deremesta informação toda.
    Claro que se está a referir ao programa de campanha eleitoral, mas como está convencido que somos todos tontinhos, pensa que ninguém percebeu…

  17. Ena tantos,

    Portanto se percebo o que v. dizem o programa resume-se a : cheque em branco ao Socrates que ele é bom e os outros não passam de uns ladrões.

    OK, vou pensar.

    Dão-me licença que dê uma vista de olhos no que os outros partidos propõem, ou isso torna-me suspeito de ser um perigoso sonhador com uma concepção doentia da decromacia, demcroaci, democarcia… Bolas ! vocês sabem o que eu quero dizer, aquela coisa de que se fala nos livros do tempo do Socrates (o outro, o Grego) ?

  18. Caro joão viegas,
    a técnica de ler na diagonal nem sempre dá resultado, principalmente quando nos metemos em discussões sobre política.
    Quem é que por aqui falou em ladrões nesta discussão? Eu não fui, e tirando você mais ninguém utilizou tal vocábulo.
    As propostas do BE são conhecidas. Mais estado, melhores pensões, maiores salários, fim da avaliação dos professores, aumento de impostos aos bancos e grandes empresas, fim das zonas francas, saúde grátis, educação grátis, penas menos severas, castigos mais violentos (mas só para as forças de ordem).
    As do PCP, com algumas diferenças de semântica fica-se pelo mesmo e pede mesmo mais obras públicas.
    Sobre o PSD estende-se um manto denso de segredo inviolado até pelos jornalistas capazes de saber quem são os corruptos e os corruptores e em que partido é que eles se acolitam.
    Do CDS tirando o apoio às velhinhas e velhinhos, às pequenas, micro e médias empresas, à agricultura, a um aumento das forças policiais, à limitação à imigração, à suspensão do RMG, ao apoio ao cheque-ensino e à liberdade do mercado dominar a economia não estou assim a ver outros programas.
    Ah! já me esquecia, todos eles falam em reformar o estado, não dizem é como…

  19. joão viegas, está a ver a coisa ao contrário, o cheque em branco é para passar ao PSD que até ao momento não apresentou qualquer programa. Daí não fazer qualquer sentido essa acusação que faz ao PS de querer governar com o programa do PSD. Que programa? Não sou eu a dizê-lo, basta que dê uma volta pelos blogues de direita, por exemplo, para ver que até esses reclamam da falta de propostas alternativas credíveis.
    Seja como for, boa sorte nessa pesquisa. :)

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