Oscar Wilde explica

Indigno de Pena

Vi a entrevista, porque o Diário de Notícias me pediu um comentário, e vi o primeiro programa regular por perversão.

Não voltei a ver a Opinião de José Sócrates, que a RTP despeja nos serões de domingo, salvo erro. A perversidade não dá para tanto e, de resto, o que leio aqui e ali chega para perceber que, à semelhança do protagonista, aquilo não evolui com o tempo: mantêm-se os ajustes de contas com Cavaco, Passos Coelho e a ala menos devota do PS, mantêm-se as exibições de prepotência, mantém-se a obstinação do indivíduo em voltar a mandar no País que destruiu, mantém-se o progressivo desinteresse do público e mantém-se o tipo de envergadura intelectual apenas adquirível em universidades extintas.

Consta que há dias José Sócrates chamou ao PR “envergonhante”, e essa só não é a palavra adequada a todo o exercício porque a palavra custa a engolir. Mas que o exercício é vergonhoso, é. Se se arrastar muito, dará pena. Ou daria, caso o homem fosse digno da dita.

Alberto Gonçalves, Sábado, 2 de Maio de 2013

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Sócrates foi, e é, alvo de expressões de ódio inauditas. Relvas, Passos, Gaspar, Cavaco, Portas, este, aquele e o outro não – façam eles o que fizerem e já fizeram de tudo. Então, algo de único deverá existir em Sócrates para suscitar tais reacções exclusivas. Será que cometeu crimes? Crimes horríveis? Muitos crimes? Muitos crimes horríveis? E se os cometeu, porque será que ninguém o apanha? Este Alberto é que não será apanhado a caluniar Sócrates dessa forma tão perigosa para a sua conta bancária, pelo que justifica racionalmente o ódio através da repetição maníaca de uma ideia simples e para os simples: Sócrates destruiu o País. Como e quando e quando e como, isso já não ocupa o teclado do Gonçalves. Ele tem mais o que fazer do que andar agora a ter de pensar nesses pormenores.

Sócrates deixa completamente desvairados dois tipos de homens: os muito estúpidos e os que precisam de se imaginar muito espertos. Ambas as tipologias se encontram amiúde na imprensa, os primeiros a fazer rubricas de sopeiras e os últimos a comandar exércitos do alto das suas crónicas. A uni-los a mesma paixão: Sócrates, alfa e ómega da sua virilidade.

Oh, que esforço tão insano toma conta dessas almas arrebatadas na sua ânsia de matar o ser amado…

7 thoughts on “Oscar Wilde explica”

  1. confesso, que não sei qual a actual narrativa do gonçalves,pois deixei de ler o dn depois do derrube do governo de socrates, pelos “socios do costume”. defender o actual governo já não vende,regressar à vitima,é uma especie de xarope para a direita!gonçalves vppqtap!

  2. mais um a expor currículo anti-socras para ver se pinta uma assessoria no próximo assalto ao poder. nem sei para que é que perdes tempo com aspirantes a bobo do corte & costura tendo um rei da banalidade para descascar. o bolicoiso merece contestação diária até resignar ou ser mortalmente atingido por estilhaços do bpn, os outros mirram quando lhes faltar o substracto mariani.

  3. “não vê, mas comenta” já começa a ser um clássico dos alucinados do regime. deve ser para garantir a isenção & pureza do pinsamento, não vá o leitor pensar que o gajo foi tocado pelo olhar do belzebú e tenha que repetir o juramento de bandeira.

  4. Este não sei quantos gonçalves é um bardamerdas. Não merece um pingo de tinta, nem uma lambada na tromba.

    Mas o que ele “define” (coitado…) como «o tipo de envergadura intelectual apenas adquirível em universidades extintas» aplica-se, na perfeição, à atual menistra da justissa, a paula peixeira da cruz.

    É assim: mesmo um bardamerdas às vezes acerta em cheio. Às cegas, sei lá…

  5. Do que li nos comentários antecedentes, este que me antecede é o que mais me enche as medidas. Este Alberto Gonçalves (digamos-lhe o nome não vá algum leitor desprevenido conspurcar a sua mente com tão miserável escrita), pois este Alberto não merece um pingo de tinta nem sequer uma lambada na tromba como ininputável que é.

    Lembro-me de há dois ou três anos me ter caido debaixo dos olhos algo que este imbecil escrevera. Era um texto tão miserável que não podia vir de um simples sacana mas sim de alguem cuja cabeça não bate bem. Daí que nem uma lambada na tromba seja o remédio.

    Agora que a direção de um jornal com tradições, dê espaço às palavras deste desgraçado, isso, sim mereçe o nosso espanto e, sei lá….talvez mesmo uma lambada na tromba, o tratamento mais adequado a quem não tem vergonha na cara.

  6. De salientar, para quem ainda não sabe, que a atual Senhora Ministra da Justiça do Governo de Portugal – porra, escrevê-lo assim com esta dignidade até faz doer o hímen! – foi licenciada na primeira universidade extinta de Portugal (ou Brutogal…): a celebérrima (ao tempo) “Universidade Livre”, quer dizer, a “universidade” dos cábulas que não tinham notas para entrar na pública, mas cujos papás já tinham pó-pós e até “nartex” para comprar um canudo qualquer aos seus rebentos.

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