Os imbecis não querem sarilhos com os muçulmanos

Uma primeira atitude fundamental é um respeito. E um conhecimento. Nós somos muito ignorantes, nós queremos dialogar com os muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber quem é que eles são… Quem é que em Portugal já leu o Alcorão? E, no entanto, se nós queremos dialogar com muçulmanos, nós temos que saber o b-a-bá! – da sua compreensão da vida, da sua fé. Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar!

Do mesmo homem que teve a coragem de dar nome aos bois na defesa das mulheres

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A Igreja Católica excita os imbecis. Isso acontece porque os imbecis sabem que os católicos não têm qualquer possibilidade de fazer mal aos imbecis que querem fazer mal aos católicos. Estes imbecis dizem-se de esquerda, estabelecendo-se uma correlação tripla: quão mais de esquerda se reclamam, mais atacam a Igreja e mais imbecis se revelam. É uma equação que não falha.

Na verdade, os imbecis da esquerda imbecil gostam de atacar os católicos porque a sociedade onde todos vivem, católicos e imbecis, é secular. Se estes imbecis estivessem em sociedades teocráticas seriam menos esfuziantes, mais discretos. Não? Pois, talvez não. Mas só saberemos quando o virmos. Temos de esperar que os imbecis da esquerda imbecil comecem a secularizar onde a secularização significa afrontar culturas e poderes que são menos pacholas do que os nossos católicos domesticados.

Quanto à roleta das declarações de Policarpo, só há um lamento a fazer: que pena tamanha autenticidade ser tão rara; e daí parecer tão estranha.

152 thoughts on “Os imbecis não querem sarilhos com os muçulmanos”

  1. “católicos e imbecis”

    Você é católico?

    Eu não sou, logo, sou imbecil.

    Mas achei que a afirmação que tanta polémica causou nada tinha de polémico.
    Qual o mal de alertar as pessoas para as possiveis consequências duma relação entre pessoas com diferenças culturais e religiosas.

    Porquê fazer disto um acontecimento?
    Como se não houvesse noticias que cheguem para encher tele-jornais.
    Talvez seja para intervalar as noticias de falências, despedimentos, fraudes bancárias e guerras.

  2. Não sou católico nem sequer cristão. Mas simpatizo com Jesus. É um bravo, um rebelde com causa.

    Quanto a seres imbecil por não seres católica, tens de explicar melhor esse nexo causal. Deixo-te uma pista: não vais encontrar nada no texto supra que te ajude.

    Sim, para se ter feito das declarações um acontecimento foi preciso reunir vários factores:

    – Cobardia generalizada que leva a aceitar práticas de alguns muçulmanos que ofendem os direitos humanos, a legalidade e as noções de igualdade de género.

    – Retirar do contexto as declarações proferidas.

    – Pertencer ao grupo dos oportunistas ou à esquerda imbecil.

  3. Tem razão, li mal o texto e pareceu-me que estava a fazer uma dicotomia entre católicos e imbecis. As minhas desculpas.
    (deve ser dos muitos cafés).

    Eu não daria tanta importância a este assunto (da contestação às palavras do cardeal).
    É um pouco com a discussão da relação Cavaco/Socrates. Afrontam-se, não se afrontam.
    Ou qual irá ser a raça do cão que Obama vai oferecer às filhas.

  4. Valupi: sou igualzinho a ti no que toca a Jesus, até vou ali vai que não vai para treinar vê-lo fora da cruz e ressuscitado em nós pois não consigo outro lugar – era um bravo como disseste, por amor a todos.

    Quanto ao Policarpo eu ouvi num videozinho do Publico um excerto das declarações dele e olha não sei como anda o homem nos pensamentos mas na oralidade está xéxé, enganou-se algumas três vezes na articulação das frases; quanto ao conteúdo, como ele fala para católicos pronto me meto nisso, mas também achei graça tanta frontalidade quase infantil, gosto muito de frontalidade, mas era bem mais pedagógico dizer isso que dizes acima: estudem o abededário do Alcorão. Eu conheço mal mas tenho ali.

  5. Um apelo consciente por parte do Cardeal. Quanto ao conhecimento da cultura muçulmana, estou totalmente de acordo. É fundamental. A ignorância leva a malentendidos e à incompreensão.

  6. Acrescento que ele deu um conselho geral, mas cada caso é um caso, ou seja, quem quiser seguir o coração que o siga :-P Nem tudo é mau. Os meus pais são ambos católicos e nunca se entenderam. Mais vale um(a) católico(a) com um(a) muçulmano(a) que se entendam :-)

  7. Bom ano Valupi,

    Vejo que 2009 não vai ser o ano da tua reconciliação com a logica. Se bem entendi, defendes que as declarações de Policarpo têm o mérito de tornar incontestavel que ele é um imbecil, tão imbecil como aqueles a quem tu (Valupi) chamas habitualmente imbecis, por razões que te são proprias…

    Contrariamente à recente campanha dos ateistas (que, nesse aspecto, é perfeitamente admiravel) a forma do teu post esta em completa contradicção com aquilo que procuras dizer no fundo. Agora que ha que admirar a tua capacidade de fazer a festa e deitar os foguetes sozinho, la isso ha…

  8. pois, e realmente se quisessem contribuir para a paz no mundo bem podiam casar-se católicos e muçulmanos, porque não? ou melhor ainda juntarem-se

  9. Realmente és um desafio permanente ao caçador de sofismas que ha dentro de mim. Eis a estrutura do teu argumento :

    “Pelo menos as declarações de Policarpo têm o mérito de ser claras e inofensivas porque demonstram de maneira patente que ele é tão imbecil quanto os esquerdalhos ateistas quando estão (e na medida em que estiverem) a ter uma reacção como a dele…”

    Bravo l’artiste…

  10. claudia: pois aí demito-me não sou uma coisa nem outra, eles que se entendam,

    olha aproveito já é para dizer uma coisa: não quero o Tratado de Lisboa aprovado, coisa alguma, enquanto não vier esclarecida esta coisa do presidente do BCE.

    O presidente do BCE deve ser escolhido pelo conselho de governadores e ratificado pelo parlamento europeu porque é um cargo de nomeação política, trata-se de reger o número que mais mexe com as nossas vidas no imediato, ou curto prazo, além dos efeitos internacionais. O presidente do BCE pode cair por falta de confiança de qualquer destas instâncias: conselho de governadores ou parlamento europeu.

    compris mr. burroso, mr sarkozy et al.?

    braganza pharmakon

  11. Já que estamos em maré de confissão da fé que se tem ou deixa de ter, quanto a mim sou baptizado, excomungado (por causa de um segundo casamento “civil” que se seguiu ao 1º, “religioso”), não professo qualquer religião, mas tenho uma especial simpatia pela teologia cristã-católica. Esta mesma teologia que, quase sem se dar por isso, está a operar uma revolução no mundo da religião. E tudo por causa do tal Jesus, com quem o Valupi simpatiza, e que a teologia cristã-católica nos serve como DEUS-HOMEM. Os teólogos católicos estão a interiorizar, tirando todas as consequencias, que se Jesus Cristo é DEUS-HOMEM, como se proclama no «credo», cada um de nós não será em nada inferior ao próprio Jesus, tendo com DEUS exactamente a mesma “relação”. Acabamos por ter o mesmo Pai Celeste, que gerando (não criando) Jesus, assim gerou a HUmanidade, transmitindo-nos a sua «raça»-«graça» divina, fazendo de nós uma multidão de pessoas divinas. E cada um se reconhece como único e irrepetivel, como o Pai que nos gerou…
    Afinal as «divas» são mais do que pensávamos e inchamos só de pensar que os nossos génes provêm de Deus Pai.
    É claro que isto é blasfemia pura e por essas e por outras o tal Jesus escapou por pouco de ser apedrejado e o mesmo ia acontecendo ao grande divulgador desta doutrina de «filhos de Deus», São Paulo .
    Eu não serei apedrejado, ao dizer estas coisas, porque não vivo sob uma teocracia islâmica, nem sob o poder das religiões, que foi soberano por todo o mundo, até ao advento das sociedades laicas.
    O cristianismo vai-se adapatando a elas e o islamismo ficou agarrado ao passado.
    O cardeal D. Policarpo e as suas palavras são realidade e futuro e a atitude dos tais «imbecis de esquerda» são o regresso a um passado que queremos superar.
    Valupi, não sei se é boa ou má companhia, mas hoje vou de braço dado consigo.
    Se nos chamarem maricas, que se lixe…

  12. SE os casamentos já são um problema com as pessoas no mesmo universo cultural faz todo o sentido o alerta do cardeal. Directo ao assunto.

  13. Em rigor, como a asneira é polimorfa, existe ainda outra leitura possivel do teu texto, que seria estares a defender que um cordeiro so pode dizer cordeirices e que so quem tem cornos pode proferir carneiradas. So que eu tenho demasiada consideração por ti para pôr a hipotese que, mesmo sob a influência de Policarpo, tu estejas a querer dizer semelhante estulticia.

  14. Valupi, fica-te bem esse romantismo em relação ao mito Jesus e às histórias lindas deste judeu que teve a ousadia de se indignar contra os seus irmãos de culto e os blasfemos dos ocupadores romanos. Como sabes, a história da humanidade está cheia de heróis que, como ele, sacrificaram a vida pelos outros. Mas, uma coisa é o exemplo Jesus, outra coisa é a ICAR. Como deves imaginar, não é bem a mesma coisa.

    D. Policarpo pode pensar o que quiser e, enquanto cidadão, pode proferir as palavras que quiser, no entanto, na qualidade de cardeal da ICAR, deve ser mais prudente com o verbo, em público. Costuma-se dizer que quem não quer ser lobo…

    O Mário confessou em cima que foi excomungado e, como se sabe, com ele, muitos outros crentes. E eu pergunto: este castigo não será uma forma de apedrejamento?

  15. o Mario foi excomungado pelo padre mas não por Jesus claro, o único que teria realmente poder para o fazer, até aposto que o reencontrou

  16. Eu já nem leio estas tretas por uma questão de higiene.

    Ainda assim, v.s conseguiram finalmente descobrir a estratégia política do governo de Israel.

    Estas matanças são beneméritas- destinam-se a acabar com o machismo bárbaro dos vizinhos e colonos.

    Finalmente que há um país que avança nessa tarefa urgente e planetária- à bomba! Não chega exportar democracias- mais importante é exterminar o machismo- nem que sejam matando todos- incluindo as desgraçadas das mulheres submetidas aos machistas e as crianças, para nunca o virem a ser.

  17. @ Valupi:
    ”Isso acontece porque os imbecis sabem que os católicos não têm qualquer possibilidade de fazer mal aos imbecis que querem fazer mal aos católicos.”

    Precisamente. Mas o Bispo neste caso, em vez de vir com a comparação absurda dos lobos, poderia ter escolhido algo mais acessível, e mais compreensível, algo que também faz parte da nossa memória colectiva: os muçulmanos quando vivem em países maioritariamente cristãos, precisamente como os comunistas e os movimentos de extrema-esquerda em países democratas, exigem para eles democracia e liberdade de expressão, mas fazem-no até conseguirem o poder, depois, como de costume, dissolvem a democracia e a liberdade de expressão o mais depressa possível!

    E o engraçado é que este volte-face também se verifica frequentemente em casamentos entre mulheres ocidentais com muçulmanos – lembremo-nos do filme Not Without My Daughter. No início, para apanhar a presa, eles são muito românticos e condescendentes, e até ajudam as futuras esposas a saltar a poça, mas depois de casados as diferenças culturais vêm à tona: a educação das crianças, a intransigência do Islão, a família dele que exige uma nora submissa, etc. – e ele, mais dia menos dia, vai gritar à mulher JÁ PÔS ELA OUTRA VEZ A PUTA DA PATA NA POÇA!

    Mas uma coisa que eu gostaria de perguntar à plateia porque desconheço: Há assim tantos casamentos em Portugal entre muçulmanos e católicas que justifiquem a apreensão do Bispo?

  18. Valupi,

    O tipo de sofisma manjado por qualquer miudo de doze anos que não vai à missa nem à mesquita. Matas um cajado com dois coelhos e aproveitas os cavaquitos para reacenderes mais uma vez a fogueira dinamarquesa de queimar mulçumanos e deixar o judeu, especialmente o judeu talmudo-sionista, fora da equação. A abanares ancas ninguém te bate e a iludir questões e a virares as costas ao alvo correcto ainda és melhor.

    Meu filho, os cristãos há muitos e muitos séculos que não têm problemas com os cristãos, se excluires a influência dos turcos no sudoeste da Europa e que a nós, alentejanos ratinhos e alfacinhas, não nos afectou nada.Mesmo pela história que tu aprendeste, há mais muçulmanos convertidos ao cristianismo, especialmente ao catolicismo, que ao contrário. A Turquia, por exemplo, tem 15 por cento de cristãos. Portanto, donde é que saltam estes policarpos perigos para os rapazes e raparigas? Se Portugal tivesse mais meia dúzia de muçulmanos, os policarpos eram capazes de propor um ministério especial para proteger o resto.

    Eu digo-te: a prelecção do cardeal, dada com peripatetismo nervoso para ajudar a inspiração, insere-se abertamente na agenda de solapa de que temos exemplos na mais alta instância santificada dum Vaticano corroido e abnadonado às feras, como tem sido noticiado nos jornais de vez em quando à volta dos “descuidos” de língua. O entryism – usando o velho e utilíssimo instrumento das maçonarias cabalisticas e o mais recente das opusdeirias que enganam muito sabido parlapatão – disfarçado com sotainas de braguilhas enormes, é a manobra predilecta do talmudismo militante para corromper a Igreja e forçar sobre as nossas cabeças abertas a lavações o secularismo do governo global fascistóide que já funciona de certa maneira. Esse entryism, tão velho como as celas dos conventos qaue albergaram os falsificadores da História, é a revolução anti-revolução pela porta do cavalo, é a criaçao, entre outras coisas, do pasto que tanto agrada aos paladares daqueles cuja visão não ultrapassa o mero impulso de fazer anedotas deslavadas e repetitivas acerca da Virgem Maria.

    Pois é, assimilei a tua lição: quem critica o “corajoso” Policarpo é imbecil e quanto mais de esquerda ele for mais imbecil será (uma aumento quantitativo da imbecilidade muma terra, a tua, onde o crime de matar um é tão grave moralmente como o matar mil) e portanto mais criticador deste e doutros policarpos futuros. Isto não é aritmética, é álgebra da mais refinada e misteriosamente incognita. E esta de eu, Valupi, não gostar de extremistas de esquerda e gostar imensamente de capitalismos civilizados não contraria nem afecta em nada a grande admiração que tenho por Cristo Jesus . Acreditem que não estou a ser hiopócrita e que não estou a tentar baralhar as pessoas.

    É só isto o que te cabe dizer no meio desta enorme INTRIGA “secularista” especializada na disseminação da desinformação e engano?

  19. pois, como não se sabe se isto são prejuízos reais ou incorpora perda virtual através da depreciação do capital bolsista, podem andar a comer os Estados, ou seja os contribuintes, por parvos,

    se são perdas reais para onde foi o dinheiro?

  20. Já que estão com a mão na massa, aproveitem e peçam a Israel para acabar com a mesma vergonha machista e paranóica dos direitos de pernada. E não só, exportar as paradas gay para os papuas e exterminar todo o ser humano machista do planeta.

    Nem sei se não fará parte de uma nova “Ciência Humana”- a antropolgia-à-bomba.

    Todos como nós- (o que quer que isso seja- sem História, nem costumes) todos iguais.

    Não há nada como prevenir- à Monty Python- enterrar o gato porque mais cedo ou mais tarde o desgraçado ainda poderia vir a morrer.

  21. O erro desta treta do Policarpo nem é grande coisa. O sujeito está lelé da cuca e já devia ter sido substituído há muito.

    Mas ele não é o Vaticano e muito menos “a Igreja Católica”.
    Agora a burrice de quem se mete à boleia destas tretas é confundir tudo. Confundir costumes que sempre existiram em todas as sociedades e nada têm a ver com a religião.

    Se tivessem, então também se podia dizer que ainda há uma década nós e mais os espanhóis e nem são quantos outros, também éramos muçulmanos, já que nunca houve qualquer igualdade de sexos.

    Mas isto é estúpido por outro motivo. Por se escolherem os muçulmanos e não se dizer apenas que as diferenças de culturas e tradições comportam sempre muita chatice.

    E o exemplo estaria igualmente certo se ele, em vez de muçulmanos tivesse dito, judeus ou indús, ou animistas ou canibais, ou a puta que os pariu.

    Agora diabolizar-se pessoas, à custa de tradições perfeitamente iguais aos “salvadores” é que é hipócrita.

    Porque esses salvadores fazem perfeitamente o mesmo. Experimentem casório com judeu a dar mais para o “ortodoxo” e a palavra nem está a ser usada como variante religiosa- apenas como mais “tradicional” que quem tem de se converter é quem vem de fora. E pior, a filharada está toda sob a direcção do conselheiro familiar- o rabino da casa.

    Coisa absolutamente idêntica ao que se passa com os indianos, só para dar um exemplo.

  22. Blondewithaphd,

    Tal e qual. Mas, em rigor, a pergunta inversa consistiria em saber quantas pessoas em Portugal casaram com homens catolicos sem terem lido a Biblia…

    Chico Estaca,

    Bom ano para si também…

  23. Já agora, para explicar o erro do Policarpo.

    Ele não deveria ter dito isto porque não é político nem conselheiro matrimonial.

    Mas é cardeal e esse estatuto implica que fala sempre (quando não está em casa e tem tv por perto) na qualidade de um religioso.

    Ora um religioso não deve, nunca, falar como um laico.

    E, se ele falou como religioso, então até foi confuso- porque misturou proselitismo católico com ingerências em costumes que estão para além disso. E o exemplo de que se lembrou, quando o cenário de guerra devia implicar cuidado com a língua, foi sectário- se estava a falar para as portuguesas tinha dezenas de exemplos a dar, para além dos ditos muçulmanos. Muçulmanos esses que se ficou sem perceber se era a comunidade guineense ou cabo-verdiana, ou apenas os paquistaneses terroristas em Inglaterra ou os palestinianos do Hamas

    ehehe

  24. Valupi, quando começas a distribuir “imbecil” à direita e, sobretudo, à esquerda, é sinal que te escasseiam os argumentos.

    zazie 12.18 falou bem.

    O Estaca excede-se a si próprio, vd. este primor de lunaticismo: “…a manobra predilecta do talmudismo militante para corromper a Igreja e forçar sobre as nossas cabeças abertas a lavações o secularismo do governo global fascistóide.”

  25. Bom ano para si também Zazie,

    Neste ultimo comentario, esta a meter-se numa alhada porque o Valupi vai aparecer a correr para dizer que o cardeal apenas falou na sua qualidade de conselheiro das mulheres catolicas que querem casar na Igreja…

    E um pouco como se um nazi viesse defender que o que estava escrito à entrada do campo de concentração era so um conselho para os que iriam ficar fechados la dentro, no sentido de lhes dizer que a unica salvação possivel estava no trabalho…

  26. para a Zazie

    «Um religioso não deve falar como um laico». Ainda andas por aí, menina? Então em cada homem há «um» que é religioso e depois despe o capote e vira «laico»? Dupla personalidade? Duplicidade de vida, isso sim, e de comportamente, como aquela, muito gira, de um ministro falar num comicio como militante de um partido e depois botar faladura na inauguração de um bairro social, como ministro. Num caso pede-se “respomsabilidade” de ministro, noutro demagogia que chegue, porque é comicio partidário. Alinhas nisto, Zazie? Tal duplicidade é a mãe da pulhice e a ela se recorre, na politica e noutro lado qualquer, para justificar o injustificavel.
    Por estas e por outras se aceita que pela religião (por exemplo Islamica, hoje, católica, há uns séculos atrás) o marido tenha poder de vida e de morte sobre a mulher: porque perante Deus somos todos «irmãos caríssimos» e em casa, viramos laicos e somos donos e senhores da vida dos outros!
    Toda a religião que suspenda a humanidade, seja pelo pensamento seja pela prática, é atentatória dos direitos humanos.
    Laico agora, religioso mais logo? Actualiza-te, Zazie! Esquece o cardeal e atem-te aos princípios.

  27. Obrigada, Viegas, bom ano para si também

    ———————–
    Mário, pombo:
    Querias dizer alguma coisa, ou bolçaste?
    Nobody expects the Spanish Inquisition, e eu só me confesso sob efeito de tortura.
    Até lá, aconselho-te a ler o Processo Civilizacional do Norbert Elias ou a inspirares-te nisto , no caso das letras te cansarem demasiado a cabecinha.

  28. Carmo de la Rosa,

    Faz parte da nossa “memória colectiva que os muçulmanos quando vivem em países maioritariamente cristãos, precisamente como os comunistas e os movimentos de extrema-esquerda em países democratas, exigem para eles democracia e liberdade de expressão, mas fazem-no até conseguirem o poder, depois, como de costume, dissolvem a democracia e a liberdade de expressão o mais depressa possível!”?

    Really, só se for na memoria colectiva dos agentes da Mossad e dos operativos talmudistas em países cristãos! Tire as mãos dos quadris que esse peixe – parguinho podre de Sesimbra a cheirar a fénico jerusalaico – ninguém o quer, nem dado!

    Emigre para a Dinamarca, menino, lá é que é bom e apreciam fénico coco chanel.

    João Viegas,

    Sim, obrigado, bom ano para você, também.

    NIK,

    Shut your TRAP!

  29. O melhor comentário que li ao Policarpo foi este

    «Concordo com o cardeal Patriarca: uma rapariga portuguesa pode “meter-se num monte de sarilhos” se casar com um muçulmano. É preciso ser- se hipócrita ou alteromundista para se escandalizar com uma afirmação destas. Uma rapariga portuguesa mete-se num monte de sarilhos se casar com um fundamentalista cristão americano, com um judeu ultra-ortodoxo em Israel, com um católico irlandês ou mesmo, infelizmente, com aquele meu amigo de Lamego que não tem religião nenhuma.»

    Está no A Natureza do Mal (http://anaturezadomal.blogspot.com/2009/01/um-cardeal-em-ftima.html#links)

    Quanto ao resto. Estou com o Policarpo, para além do mais é um grande fumador…

  30. Z, Jesus é um libertador. E só pelas parábolas já mereceria o prémio Nobel do sentido da vida.
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    claudia, lembras muito bem, vale mais ter fés diferentes e o mesmo amor do que a mesma fé e diferente amor.
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    Manolo Heredia, existe, pois. A direita não é inferior à esquerda no que toca à imbecilidade.
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    joão viegas, muito obrigado e desejo-te o melhor 2009 de sempre.

    Quanto aos teus comentários, confesso-te o meu embaraço: não faço a menor ideia do que estejas a querer argumentar. Desconfio que não estou só, porém, pois aposto que tu também estarás tão baralhado quanto eu em relação ao que escreveste.

    Eis as duas cousas que consegui salvar: que eu tenho a capacidade de fazer a festa e que tu tens muita consideração por mim. Enfim, olha, nada mau…
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    Mario, agradeço-te o teu profundo testemunho. Relatas uma experiência e condição onde muitos outros se podem rever e reencontrar.

    A leitura gnóstica que fazes do cristianismo leva-nos para territórios fascinantes. E, por isso mesmo, perigosos, alucinantes. Contudo, viver sem nunca nada arriscar é que será o maior dos perigos, inevitável derrota.

    Vamos de braço dado, pois. E ainda sobram dois braços para quem se quiser juntar.
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    jcfrancisco, nem mais.
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    adelaide, não deves ter reparado, mas no meu primeiro comentário esclareço que não sou católico nem sequer cristão. Portanto, falares-me da Igreja deve incluir essa informação como condição prévia.

    Dito isto, sou pela verdade, venha da boca de católico, muçulmano, budista, agnóstico ou ateu. O que Policarpo fez é de louvar: expressou livremente o seu pensamento. Quem nos dera que todos lhe seguissem o exemplo.
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    zazie, começaste tontinha mas acabaste em grande. Sim, tens toda a razão: o discurso de Policarpo é confuso, ou seja, não estruturado, incompleto, ambíguo, tendencioso e até com notas acintosas. Mas perdes por completo razão – e eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes – quando anulas a realidade da situação: comunicação de improviso, fluxo narrativo idiossincrático, contexto dialógico, intencionalidade ética, expressão de comunhão.

    Policarpo referiu-se aos muçulmanos com a fórmula “os nossos irmãos”. E depois falou deles com a intimidade que se reserva para a família – portanto, distribuiu carinho e porrada, porrada e carinho. Falou com a soberba de bispo à mistura com a humildade de cidadão que se compromete politicamente.

    Não admirares esta faceta de verdadeiro cristão será algo impossível. E escusas de perder tempo a tentar.
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    carmo da rosa, essa dos lobos é até ternurenta, pois ele está a revelar publicamente aquilo que será corrente no seu mundo privado. A ideia de que os clérigos não são viris é absurda, pelo que a metáfora dos lobos estará a transmitir uma agressividade natural e, em última instância, bondosa.
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    ESTACA, estás em forma, desgraçado. Tens é de conseguir tratar esse abcesso talmúdico que muito sofrimento te provoca.

    Ah, e eu acredito em ti quando assumes a admiração pelo Cristo Jesus.
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    Blondewithaphd, poucos. Ou melhor, todos, pois é impossível alguém ser católico, ou cristão, e desconhecer a Bíblia.
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    Nik, escasseiam-me argumentos em relação a que tópico?
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    formigas, fazes muito bem.
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    Marco Alberto Alves, tens pena do quê ou porquê?
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    Ana, e faz ele muito bem, em fumar. Aliás, sempre que vejo padres a fumar fico agradecido. É sinal de que o fim dos tempos ainda está longe.

  31. Estaca, não ia agora um parguinho podre de Sesimbra a cheirar a fénico jerusalaico na grelha con judias? Hmmm, até te lambias todo.

  32. Valupi:
    Mas eu nem liguei à historieta. Se acho que ele está lelé da cuca é apenas por causa disto- é mesmo por estar.

    Agora o que gosto de morder é como se traduzem esses tais “muçulmanos”.Porque, tivesse ele dito o mesmo e chamado-lhes pretos, eu pagava para ver os apoios feministas em novela sionisto-palestiniana do momento.

    ehehe

    E vai dar ao mesmo. O que não vai dar ao mesmo é achar-se que a religião é qualquer coisa em bloco que molda todas as pessoas da mesma maneira e que tudo isso é qualquer fenómeno estruturalista; fora da História e do tal grau de civilidade, que até começou por se chamar “courtoisie”.

    Mas ele é cardeal e um cardeal tem obrigações de não meter prá veia ou não estar passado quando tem tv por perto e não estar com graçolas privadas.

    Mas continuo na minha- a novela da guerra dá para tudo- até para se meter os pés pelas mãos e já não se saber o que escolher: um preto, se for muçulmano, também é terrorista, ou isto só se aplica aos que não são pretos e vivem lá na muçulmânia (neologismo de um bacano de boina)?

  33. Um dia destes ainda sai asneira mais complicada para a tradução em causas da moda.

    Imagine-se que a treta mete preto, petróleo e democracia; contra farrusco, petróleo de muçulmano e falta de democracia.

    Quero ver como fazem as contas às prioridades.

    Cá prá mim já o ando a dizer há anos- a formação complementar e a falta do resto, baralhou esta maltosa. A palavra democracia passou a valor universal e a contar mais que uma vida.

    Por isso é que tudo tem explicação à “bury the cat”- mais vale prevenir que remediar.

  34. Até eu já confundi terrorismo com machismo. Vejam lá no que dá a realidade virtual.

    E aposto que esta confusão não é só minha. É dos que até fazem parte do folclore das claques.

  35. Bem, eu gosto de vos ler mas nem sei que conclusão tirar, mas vou mais pelo Valupi, o valor de se expôr em frases algo incoerentes mas aparentemente sinceras a propósito de um caso que ainda por cima cá deve ter incidência mínima é maior do que uma qualquer reserva bem ponderada, dessas que já enjoam só de pressentir.

    Ao menos deu caso para falar. Fiquei muito contente de saber que um excomungado não se tira do seu lugar de cristão só porque um idiota usou um poder de que realmente não dispõe, um embuste institucional. Claro que na outra face da moeda do embuste um padre também não tem o poder de salvar, a não ser como pessoa, como pessoa todos nós podemos salvar-nos uns aos outros ou fazer por isso.

    Mas eu à noite sou burro. Amanhã de manhã venho relêr.

    Zazie: gostei de te reencontrar aqui neste post, nem sei se concordo contigo em tudo, embora numas tantas coisas sim, mas fico logo de cauda no ar ao ver que estás igual.

  36. Mas estive agora a ver o filme e o gajo ainda foi mais parvo do que me tinha querido parecer.

    A treta das mulheres é mistura foi palha. Aquilo tinha tanto a ver com preocupação com mulheres como com santola.

    ahaha

    O maluco fez agit prop da superioridade ocidental e católica contra a religião muçulmana. E fez isso da forma mais anormalzinha que se podia fazer. E sem se perceber a que propósito.

    Agora é que tenho mesmo a certeza que isto foi puro efeito da novela da guerra e de uma imitação de 3ª dos discursos do Papa.

  37. o Fontanille e o Zilberberg opoem valores de absoluto a valores de universo na estrutura tensiva, quando se puxa mais por uns é à custa dos outros, e portanto empolar o valor universal da democracia tem custos na ordem dos valores de absoluto, seja a vida, ou outros.

    agora daqui a uns tempinhos vou tentar “casar” isso com a ombílica hiperbólica, mas ainda tenho de revêr topologia antes,

  38. A democracia não é nenhum valor e muito menos universal. Ponto.

    Essa imbecilidade só tem como resultado achar-se inferior tudo o que se passa numa sociedade onde não existe alternância por voto.

    E isso está errado. Para começar até podem existir democracias onde os direitos e liberdades das pessoas sejam menos respeitados do que nem regimes de governo sem essa alternância.

    E pior e verdadeiramente grave e traduzir-se os habitantes desses países por seres inferiores- por seres “não democráticos”.

    Esta imbecilidade é gravíssima e da mesma ordem do restante pacote- é superior ter paradas gay e outras anormalidades, logo os papuas como não têm, se levarem com bomba em cima e ela vier de democracia, apoia-se. De nada lhes valerá terem bancos centrais

    eheh

    Isto só a rir mas o caso é para chorar. A estupidez humana é muito perigosa.
    E ainda o é mais quando se mete em moralismos.

    Mais valia que se ficassem por causas que não passam de Alicante. como diz o bom do meu amigo Despastor.

  39. E a coisa é tão estúpida que até faz propaganda do desconhecimento histórico e factual.
    Eu bem gostava que quem fala assim me explicasse se conhece todos esses países da “muçulmânia” ou se até está a par dos costumes segregacionistas que existem em Israel (já que a dicotomia subentendida agora é esta).

    Não sabem. A muçulmânia é lá aquela parte do mundo onde vivem os machistas de turbante sem democracia e de onde se exportam terroristas, e pronto.

    Fica o caso entendido para no meio do campeonato se achar que tudo os que andam à porrada com eles fazem é bom. Porque é oposto- logo dos nossos. Igualzinho, até quando praticam aquele jogo de cuspir na cara dos cristãos ortodoxos ou nem dar nacionalidade a quem não é judeu.

  40. Mas ainda mais giro é ver como os neoconeiros se baralham nestas pirâmides de burocracia politicamente na moda.

    Se o machismo e os atentados à vida se passarem na muçulmânia- bomba neles! exporte-se a “nossa” superioridade à Abu Grahib.

    Mas, se a mesma cena se passar na China, é fixe- é prova da superioridade do mercado e do capitalismo selvagem.

    Estão no bom caminho… é só uma questão de lhes dar mais um tempinho.

  41. Zazie, não vou estar a discutir contigo à noite muito menos quando esperava um beijoca e saiu-me uma rajada de adjectivos, mas é só para lembrar que:

    – na Papua têm amigos-fechados são aliás o travejamento das sociedades como a dos Asmat, ou eram, até os protestantes tentarem dar cabo disso.

    – foi uma grande inflexão das ordens mendicantes terem instituído o voto por feijões e a rotatividade dos cargos, contra a estrutura abacial perpétua que vigorava até então; quase ninguém conhece o quão revolucionário isso foi, onde todas as democracias foram beber e a constituição dos EUA em particular (agora nunca me lembro se foi no século XI ou XIII, em simultâneo: franciscanos e dominicanos).

    o Chavez quer ser abade, por exemplo.

  42. agora já tenho a cauda em cima das patas para ficar quentinho e vou xonex não tarda, podes dar beijocas que eu amanhã leio

  43. beijocas. Pensei que Papua era exemplo de selvagem. Pelos vistos os selvagens do planeta ficaram todos confinados na famosa muçulmânia

    eheheh

    Eu já perdi a pachorra de falar nisto. A única maneira é avacalhando ou empalando (como faz o Dragão).

    Tivesse eu o talento da escrita soft do Despastor de Rebanhos e também me ficava pelo torrão de alicante.

    Porque a verdade é mesmo esta- toda a gente se está nas tintas para o que se passa no cu de judas. E seria menos imoral ficar-se calado do que fazer da guerra um campeonato da bola.

  44. E toma lá mais uma beijoca.

    No outro dia fizeste-me pensar na balança entre as ideias e a indiferença e foi aí que o torrão de Alicante pesou mais.

    Um dos limites do admissível que tu tens também é idêntico ao meu- o apoia à pena de morte. Ainda assim, se esse apoio se traduzir em mero desabafo e nunca for acção política que a introduza, a indiferença e o sabor do torão de Alicante, são valores superiores

    chuááac “:O*

  45. Outra coisa- nunca confundas a superioridade de uma técnica governativa com a superioridade da alma de ninguém.

    Apenas isto- democracia torna as sociedades menos cretinas se for acompanhada de menos cretinice de quem governa e humanidade melhorada de quem nelas habita.

    Se não for, até é mais grave- é aquilo que se devia fazer quando se critica os que tinham obrigação para mais.

  46. Em primeiro lugar a declaraçãozinha de interesses – sempre simpatizei com o D. Policarpo, sou católico baptizado depois de adulto, acho interessantes as histórias sobre Jesus e gosto de ler a Bíblia – qualquer das versões.

    Não vi mal algum no discurso do casino, visto que era dirigido a uma plateia de jovens católicas e casar com um islamita pode ser, de facto, um problema dos grandes.

    Posto isto, tens razão quando afirmas que os que se dizem de esquerda se tornam rapidamente eufóricos quando podem atacar a Igreja Católica em defesa seja lá do que for.

    Se mais não houver para comprovar, basta ler o que se passa por essa blogosfera toda com um corropio de declarações apaixonadas contra o pobre do D. Policarpo, como se ele tivesse afirmado que era mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus (Mateus, 19;24).

    Até o Estaca ficou confuso e desatou a dizer que os cristãos há muitos e muitos séculos que não têm problemas com os cristãos, esquecendo os muitos conflitos que lavram por esse mundo fora entre os ditos (temos mesmo um aqui bem perto, ao pé de casa, no País vizinho), que até resolveu dar nascimento ao entrismo nas celas dos conventos onde se falsificava a história, como se esta pudesse ser verdadeira nos seus fundamentos e não apenas nas suas interpretações.

    Dito isto, e dando de barato que não vai mais bagaço para a mesa do viegas, e que as raparigas casadoiras também têm de ter muito cuidado com os casamentos seja com gente de sexo diferente, quer com gente do mesmo sexo, quer com professantes religiosos, agnósticos ou ateus, fico-me por aqui louvando mais uma vez o cardeal por fumar, ser religioso, e recomendar a leitura dos preceitos religiosos dos outros para ver se melhor nos entendemos, mesmo nas coisas em que não estamos de acordo.

  47. Se a plateia era de jovens católicas o mais que ele devia dizer era para serem católicas.

    ehehe

    Coisa que, na prática, não sei se se traduziria de forma muito diferente do casório com um qualquer Omar Sharif bom rapaz.

  48. Agora, o que pagava para ver era se o bacano se discaía e, numa legítima de superioridades religiosas e até de sociedades mais brandas, as aconselhava a não se meterem com nenhum judeu.

    Tínhamos conflito de Estado e a esta hora já cá estava uma missão dos negócios estrangeiros de Israel para que o cardeal se retractasse.

  49. O problema de D. José foi ter acrescentado a palavra “muçulmanos” ao seu discurso.

    Podia muito bem ter-se ficado por ” Raparigas, pensem bem antes de casar. Pensem bem nos sarilhos em que se vão meter. ” PONTO.

  50. Católico vs Imbecil
    Pró Bush vs Imbecil
    Benfica vs Imbecil

    Conclusão: ainda existem muitos (e bons) Imbecis neste País.

  51. Valupi,

    Estava apenas a salientar que as palavras do teu texto não dizem rigorosamente nada a não ser que consideras que Policarpo é um imbecil e que achas bem que haja imbecis (como ele). Concordo com a primeira afirmação, tenho às vezes duvidas quanto à segunda. Se houver mais alguma coisa que não percebes no teu texto, não hesites em perguntar.

    teofilo.m,

    Gosto da coerência do seu apoio à tese valupeana segundo a qual o que é mesmo chocante nas asneiras proferidas pela igreja, é darem lugar a protestos justificados.

    E também gosto do seu cuidado com as jovens catolicas nubentes. Dado o perigo inerente ao trânsito, ja pensou em alerta-las para os riscos que correm multiplicando desnecessariamente as saidas de casa para irem às reuniões de preparação ao casamento com o padre ?

    Maria Bolacha,

    O problema de D. José foi não ter ficado calado…

  52. Thanks, z:

    É lindo. Eu gosto muito de selvagens. São como os tigres- o que resta de uma natureza não domesticada.

    Mas agora anda na moda preferir selvajarias de colarinho democrático.

  53. Teófilo M,

    Bem podias ter metido o teu dedo de cristão tardio doutra forma. Isto é, fazendo-me notar que “havia gato” no meu escrito, tanto mais que aquilo que eu disse depois não se coadunava com essa postulação arbitrária e opiniática. De facto bastava que substituisses um dos “cristãos” por “muçulmanos” e o disparate-gralha ficaria esclarecido. Notei primeiro que tu, tenho a certeza, mas deixei isso à perspicácia revisora dos nossos inteligentes colegas É pena que tivesses atribuído isso ao mau funcionamento dos meus neurónios muito derreados depois da barragem de fósforo branco do Valupi.

    Já agora, aproveito para acrescentar e concordar contigo dizendo que continua a haver muitos problemas entre cristãos, mas não da ordem a que me referia, isto é, do mesmo calibre daqueles em que o argumento principal era a espada ou a cimitarra. Tais problemas continuirão a existir enquanto a Igreja Católica, e até mesmo as Ortodoxas – na acepção que a maior parte dos verdadeiros fiéis fazem delas – continuarem a ser o empecilho maior aos que as tentaram enfraquecer ao longo de séculos, corromper e modernizar a partir de fora – e de dentro, o “entrismo” – com desígnios inconfessáveis. Nada tenho contra modernizações, desde que politicamente não-inspiradas, de quaisquer templos e religiões que os habitam. A minha cautela neste aspecto prende-se ao facto de que o Cristianismo tem sido teatro de convulsões a mais – muitas dezenas de movimentos doutrinários e heresias – para que alguém como eu, laico, ignorante e desconfiado, considere tudo isso mero produto da inclinação natural do homem religioso para a contestação. Aquiandamratoseratas é a minha decisão final sobre este melindroso assunto.

    Aprecio a tua opinião mas não posso dizer que te admiroão posso dizer que te admiro. Mas como poderia quando escreves lástimas destas no Arrastão, a censurares o Daniel de Oliveira:
    “Claro, que nunca lhe importou saber porque razão é que as mulheres têm de usar burqa, mesmo contra a sua vontade, porque é que elas são impuras durante a menstruação não se podendo acercar de homem algum, inclusivé os filhos e marido, que não possam jamais servir de testemunhas, que possam servir num harém, que tenham apenas metade da herança dos irmãos homens, poderem ser repudiadas ou trocadas, que possam ser excisadas… enfim!”

    E é pena, pois gostei bastante da tua crítica ao jornalista da Visão naquele artigo sobre os salários da classe média que botaste no teu blogue. Enfim, um gajo não pode ser bom em tudo.

    NIK

    Tem piada que foi peixe que nunca comi. Tu, como andas metido com os Verdes. saberás disso melhor que eu.

  54. zazie, a democracia é um valor só para uma parte da humanidade, incl. uma parte, que presumo maioritária (conceito que interessa só aos democratas), dos portugueses.

    Que a democracia não é valor universal, no sentido em que toda a gente o preza e cultiva, isso pertence ao domínio das constatações óbvias. Mugabe, o Querido Leader Kim Song Il, Papa Doc, Idi Amin, Salazar, Franco, Hitler, Marcello Caetano com dois éles, Mussolini, Lenine, Staline, Fidel Castro, Mao Zedong, 90% dos dirigentes árabes, etc. não valorizam ou não valorizaram a democracia. Já sabíamos que a democracia nunca foi um valor universal.

  55. @ Estaca:
    ”Faz parte da nossa “memória colectiva que os muçulmanos…”

    NÃO.
    O que faz parte da nossa (portuguesa) memória colectiva são apenas os comunistas e os movimentos de extrema-esquerda que exigem para eles democracia e liberdade de expressão, mas fazem-no até conseguirem o poder…
    Reconheço que devia ter sido mais claro. Caro Estaca, devia ter separado o joio do joio…

    Aliás, por não ter nada (por enquanto) contra a comunidade muçulmana em Portugal, que segundo as informações que me chegam regularmente do nosso jardim se comportam exemplarmente, é que eu lancei a pergunta: Há assim tantos casamentos em Portugal entre muçulmanos e católicas [leia-se com os inerentes problemas] que justifiquem a apreensão do Bispo?

    @ Valupi, a mim parece-me que a afirmação do Bispo apoiada em números daria a verdadeira dimensão do problema e evitaria muitos comentários desnecessários!

    Por exemplo, na Holanda onde já foram convertidas 12 mil pessoas ao Islão – a grande maioria são mulheres que casaram com muçulmanos – isto é um problema sério, sobretudo tendo em conta todo o tipo de problemas que estas uniões mais tarde acarretam para a sociedade.

    Mas quem, na minha opinião, tem absolutamente razão é Maria Bolacha que numa observação genial comenta: ”Podia muito bem ter-se ficado por ” Raparigas, pensem bem antes de casar. Pensem bem nos sarilhos em que se vão meter. ” PONTO.”

    Por outro lado não creio que se possa exigir mais de um Bispo, ele apenas foi corajoso, não foi louco…

    @ Zazie:
    ”O maluco fez agit prop da superioridade ocidental e católica contra a religião muçulmana. E fez isso da forma mais anormalzinha que se podia fazer. E sem se perceber a que propósito..”

    Se ele apenas fez agip prop da superioridade ocidental, fez muito bem porque os mulás não fazem outra coisa, mas ao contrário e, bem vistas as coisas, pesando todo os prós e os contras, o Bispo tem razão, há realmente uma superioridade ocidental. Se não houvesse, não haveria no Ocidente tantos refugiados políticos originários do Oriente. Não me consta que haja muitos católicos a fugir para o Oriente muçulmano!

    Acerca do propósito, Zazie, acho que tens razão, sem números que possam ilustrar até que ponto os problemas são graves, também não percebo!

    @ Zazie: ”A democracia não é nenhum valor e muito menos universal. Ponto.
    Essa imbecilidade só tem como resultado achar-se inferior tudo o que se passa numa sociedade onde não existe alternância por voto.
    E isso está errado. Para começar até podem existir democracias onde os direitos e liberdades das pessoas sejam menos respeitados do que nem regimes de governo sem essa alternância…”

    Zazie, custa-me muito isto, mas como pedi números ao Valupi sou agora moralmente obrigado a fazer-te esta pergunta: És capaz de me dar algum exemplo de um regime sem alternância política e que respeite as liberdades das pessoas?

  56. ò maluco:

    Tu tens a mania que és vedeta. Lá porque és berbere e eras marxista leninista emigrado na Holanda e casado com uma não berbere holandesa, não imagines que sempre que um cardeal abre a boca se está a inspirar em ti.

    Este gajo falou de cor. Ninguém sabe a que propósito ou despropósito. E ninguém percebeu a que se referia.

    Porque, se era a propósito de casórios com emigrantes, o mais que por cá existe é com preto muçulmano- da guiné.

    Quanto à pergunta imbecil- repito-a. Para quê? Há selvagens no planeta- existem montes de socieadades diferentes e depois? vamos exterminá-las todas com essa tara do eurocentrismo, à Napoleão?

    Não foi com o mesmo argumento da diferença que se exterminaram os índios americanos ou milhares de outros?

    Na altura o argumento variava, entre serem bárbaros ou ímpios- agora, v.s que são uns analfabrutos a trabalharem para os selvagens da Mossad, querem vender o argumento da democracia?

    É essa a nova religião, ou o grau de paneleirice, putedo e paradas gay para algum povo poder ser respeitado?

    Ou para respeitar os povos é preciso casar-se com eles?

  57. E depois, com o v. exemplo de democracia israelita, bem podem limpar as mãos à parede. Há mais liberdade política e religiosa no Irão ou no Líbano que em Israel. Onde quem não é judeu, não tem direito a cidadania e nunca poderá ter cargos políticos.

    É isto que queres importar para a Holanda, ou falas de costas quentes porque os teus judeus são a nova pancada ideológica que trocaste pelo camarada Estaline?

  58. E eu gramei morder este apoio descabelado de ateus militantes ao cardeal, precisamente porque são tolinhos.

    Tivesse o gajo dito outra enorme verdade- que os guineenses também têm práticas de mutilação feminina e não aconselhado uma branca a casar com um preto e eu pagava para ver os mesmos palermas a chamarem-no racista.

    É que pagava mesmo.

    Porque eu até sou católica. Mas não preciso de aparar as parvoeiras de todo o palerma que fala. E este falou por si. Por mais ninguém. Não é “a Igreja”.

    Do mesmo modo que também não preciso de dizer que não há problema algum em casamentos com gente com costumes bem diferentes onde é mais provável arranjar-se chatices do que grandes fortunas.

    Mas isso dizia-se a propósito de quê? de Portugal? que raio de casórios perigosos é que por cá existem?

    Isto não é a Holanda, meu. Isto ainda é uma terra normalzinha. E o que está a mais podia fazer como tu- dar em artista revolucionário nos Países Baixos.

  59. Mas o que eu gosto é dos argumentos morais: “sou moralmente obrigado a pedir-te para me dizeres se existe algum regime sem alternância política que respeite as liberdades das pessoas”?

    Que engraçado. Se calhar até há. Porque tudo depende das palavras.

    Eu retribui-te a pergunta: e é por haver alternância política que se respeitam as pessoas em Timor ou na generalidade das “democracias” africanas?

    Que puta de palavra é essa onde cabe lá tudo e mais o resto. O mais que existem são variantes de plutocracias e outras variantes corruptas de endogamias de poder.

    Porque o mundo não é feito de regimes políticos. É feito de países que têm direitos de não ingerência superiores à terraplanagem dos empórios dos Impérios ou outras merdas com regimes para todos os gostos.

    Mas sempre que se fala nisto é para se justificarem mortandades. Então como é? os que têm regimes mais humanos e mais livres têm mais desculpa para se comportarem como os que vivem em sociedades historicamente mais atrasadas?

    Foi para isso que se “civilizaram” ou a treta da civilização continua a ser desculpa para todas as predações da barbárie humana?

  60. Zazzie,

    Como te vejo a esfarrapar esse gajo impiedosamente com uma mão atrás das costas, limito-me a deliciar-me com o que dizes enquanto vou bebendo uns copos. Mas não abuses, senão o homem ainda vai ter algum acidente cardio-pulmonar e lá estás tu em trabalhos.

    NIK,

    Continuas a citar da cartilha do João do Diabo. É pá, estás empedernido, desculpa dizer-te, ainda que to diga com prazer. De acordo com os calendários, o ano é o de 2008. Não será tempo de começares a aprender a voar, a seres menos ronceiro nos entroncamentos sinápticos e politicamente menos estrábico?

    Se citaste 20 ditadores ocidentais (grande parte deles já comidos pelas minhocas) e a maior parte dos paises ocidentais são democracias, por que é que há tantas criancinhas com cancro e o teu salário é muito superior ao salário mínimo e só gostas de sapatos de boa pelica?

    Dá um duche a essa cona que bem precisa, a calona.

  61. O Nik devia ter adorado que alguma boa democracia ocidental tivesse bombardeado os portugueses por viverem em ditadura antes do 25 de Abril.

    Imagino que se lhe matassem os parentes, ainda hoje alternava a campa familiar com o memorial aos libertadores…

  62. Na volta o problema das burocracias dos valores tem destas coisas- baralha sempre as prioridades a quem se rege por cartilhas.

    Para mais, estamos todos a brincar, porque ninguém aqui há-de ter ido à tropa, quanto mais penado por casório com moura ou espera de autorização de Israel para fornicanço com judia em dia proibido…

  63. @ Zazie: ”Porque, se era a propósito de casórios com emigrantes, o mais que por cá existe é com preto muçulmano- da guiné.”

    Fantástico Zazie, tanta palavra mas finalmente uma resposta concreta. Mas já agora, são muitos ou poucos casórios? As coisas passam-se normalmente bem ou há graves problemas? Quero eu dizer, estas perguntas são na Holanda essenciais, em Portugal, pelos vistos não gostam lá muito do essencial, que exige precisão e trabalho, e optam, quando temos sorte, apenas pelo barulho e pela retórica. Quando temos azar vem insulto à mistura. Tive azar…

    @ Zazie: ”Quanto à pergunta imbecil- repito-a. Para quê? Há selvagens no planeta- existem montes de socieadades diferentes e depois? vamos exterminá-las todas com essa tara do eurocentrismo, à Napoleão?”

    Quando não queremos pensar, ou quando não temos resposta, a culpa é sempre da pergunta! É caso para dizer (se eu fosse Bispo): meu Deus, perdoai esta pecadora, ela não sabe o que diz. Como sou ainda mais misericordioso, estou quase ao nível do Cristo (cinturão negro), digo: Que mais se pode exigir a quem sofreu o atavismo de 50 anos de Salazar e não teve outra alternativa senão ingressar na bagunça que normalmente se chama Educação Nacional?

    Mas voltando ao essencial – lá está, é a minha costela protestante -, quem é que quer exterminar quem? Se são precisamente, com todos os seus defeitos, as democracias ocidentais, de cultura judaico-cristã, as maiores defensoras da diferença, da tolerância em relação a outras culturas! Muito ao contrário por exemplo das teocracias muçulmanas: onde a escravatura ainda existe; onde as mulheres tem um estatuto apenas superior ao gado; onde escolas para raparigas são fechadas; onde homossexuais são enforcados e onde…. até estátuas milenares são ‘fuziladas’.

    E ainda há (no Ocidente) quem ouse afirmar que:

    ”Há mais liberdade política e religiosa no Irão ou no Líbano que em Israel.”

    Mas coragem irmãos, já há cada vez menos, O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA, O QUE FAZ FALTA…

    Minha cara Estaca,

    Que quer que lhe diga?
    Olhe, meta o seu nick atrás da costas, num buraco, provavelmente não à medida, mas que quer, ‘you can’t win them all’. Mas veja lá, goze mas não abuse, não meta muito fundo que é para não atingir uma veia cárdio-pulmonar…

  64. Portanto, por esse arrazoado todo, a conclusão que se pode retirar é que é tudo uma questão de empurrar geográfico. Para Ocidente, é tudo mais democrático.

    Ora, assim sendo, não se percebe porque motivo Israel não democratiza para esse lado. Antes pelo contrário- alastra-se enfia-se para Oriente.

    Até parecia uma palestra do professor Tournesol com pêndulo às avessas

    “:OP

    Ó doido, tu tens piada porque serves de caricatura por todos

    ehehe

    Uma coisa: percebeste a conversa do Policarpo?
    Não percebeste. Porque ninguém percebeu mas todos falam dela e tiram o que lhes importa.

    Como dizes, isto tudo é problema de há 30 termos sido islâmicos. Só foi pena os americanos não terem aproveitado a guerra do Vietnam para evangelizar isto por aqui do mesmo modo- à Ocidental- com napalm e tudo.

  65. O que me faz comichão é o atavismo que estas pancadas ideológicas comportam.
    Uns, trocam o esrtalinismo pelo sionismo e continuam bimbos e palermas na mesma- outros agarram-se lá às suas cauzinhas caninas, cheias de tiques fúteis e lembram-se de feminismos no meio de guerras ou do valor de uma parada gay em comparação com a vida de gente desarmada. E aliviam-se. Aliviam as más consciências, desculpando as acções dos “seus”.

    Porque o que é grave é alguém escolher um campo em função de empatias que só fazem sentido se excluídas da defesa das guerras.
    Ou será que militarmente até eram capazes de justificar estratégias bélicas com estes chavões da moda?

    Não sei. Há anos que ando a pensar nisto e já o tinha escrito no Miniscente e noutros lados, um deles no Avatares de um desejo. Esse bacano do Bruno foi das raríssimas pessoas de esquerda que compreendeu o problema das cartilhas politicamente correctas e dos tributos de holocaustos quando misturados com a guerra.

    Mas a necessidade de tribo fala mais alto e a estupidez sente-se sempre bem se tiver muito convívio.

  66. zazie, estás a começar a passar-te, é sina tua. Diz ao Estaca para guardar a garrafa.

    Estaca, se essa tua língua badalhoca estivesse tão limpa como o órgão genital que mandas lavar aos outros, não cheiraria tão mal aí no bairro.

  67. Tens mais alguma coisa para dizer, ó Nik? geralmente, quando vens com anormalidades, é porque não tens.

    Ou deu-te novo ataque de anti-facismo serôdio?

    É que se há alturas em que esquerdalhada e direitalha é sempre igual é nestas- no tribalismo bélico.

    E os malucos do turismo de guerra à Miguel Portas são iguais. Nada de confusões- há sempre idiotas dispostos a fazer torcida por qualquer merda que vêem no televisor. Tanto mais que também há voto para tudo.

  68. Mas nem te chateio mais porque tu és daqueles que nunca poderá botar faladura na blogolândia acerca dos malefícios do machismo, sem que isso provoque um ataque de riso.

  69. Só para responder de modo objectivo ao bacano do Carmo Rosa:

    Perguntas-me se são muitos os casórios com muçulmanos em Portugal?

    É isso?

    É uma boa pergunta. E a única racional a fazer-se.

    Alguém a perguntou ao Policarpo?
    Não, ninguém. Porque parece que ele não estava a falar de nada que tenha a ver com a realidade portuguesa.

    Como te disse, se esta imbecilidade tivesse o mais ligeiro contacto com a realidade, só se poderia dizer que por cá, casório de mulher de tradição católica com muçulmano não se passa em mesquita e o dito muçulmano é dos de carapinha.

  70. Por isso mesmo é que o tipo meteu os pés pelas mãos, como se pode ver no vídeo. Tanto falava das boas relações com a comunidade islâmica em Portugal (e aí não entra carapinha no imagínário) como dizia que o perigo era irem lá para a terra deles.

    Portanto, o gajo, comentava o relato da bola conflito israelo-palestiniano. Tal como depois lhe pegaram, os que apoiaram e os que o lincharam.

  71. pessoal: cheguei agora com o meu novo livrinho de topologia, mais um mesmo a propósito sobre o Alan Turing que estava lá á minha espera e ainda um volume da Enciclopédia Einaudi que não tinha e faz falta para isto que estou a escrever e lá está uma peixeirada à Asterix como só cá :))

    bem, eu como treino não acho mal, mas é preciso não esquecer os romanos, os romanos entretanto acho que dsão os banqueiros cá do sítio e outros espertolas

    coitado do Policarpo, quer dizer muitos frutos em latim, e deu-lhe para dizer aquilo, vocês nem viram que ele articulou mal os quantificadores e a negação, mas tem algo de saudável porque desarmado, espontâneo, descalculado,

    eu também confesso um fraquinho porque ele fuma

  72. zazie, preguntei na drogaria da esquina e disseram-me que esse pó anti-fascista ainda tem muita saída. Pululam na blogosfera uns bicharocos que parece que ficaram aí dos anos 30. E há-os de todas as cores.

  73. Ó Estaca não sei onde é que consegues arranjar a pinga, mas olha que ela está a fazer-te mal, pois tentas sair de um buraco e cais logo noutro, até pareces um tocador de flauta.

    Há quantos séculos terá acontecido o conflito na Bósnia? Não eram os sérvios que perseguiam os muçulmanos e lhes limpavam o sebo? Ou estarei enganado?

    Quanto ao que escrevi ao DO, será que faltei à verdade? Ou será que é o DO que tudo perdoa ao Islão e é extremamente crítico para com o catolicismo. Ou será que na questão sobre os crucifixos nas escolas ele defendeu que os mesmos não ofendiam ninguém? E não reparou que o meu texto, escrito de forma irónica, se dirigia ao DO suscitando a situação de uma sua (dele) filha poder vir a casar com um islamita?

    Ah! E já agora, as lástimas que escrevi são preceitos do Alcorão.

    viegas não baralhes e tornes a dar, alguma esquerda pela-se pela oportunidade de dar umas boas pancadas sempre que a Igreja Católica não é políticamente correcta, mas esquece-se normalmente de fazer o mesmo quando se trata dos pobrezinhos dos maometanos, agnósticos, ateus, protestantes, hindus, budistas, confucionistas, taoístas ou até outras religiões menos conhecidas.

    zazie compreendo o teu ponto de vista, mas estás a dar-me razão, o homem disse uma verdade, aliás, disse até muitas, mas apenas pegaram na frase com que poderiam brincar e pimba! pancada em cima, por ser cardeal, e pertencer aos homens de preto da empresa daquele senhor que anda com sapatinhos vermelhos…

  74. Carmo de La Rosa,

    Não seja malcriado, sobretudo não me mande autoenrabar que eu ando aqui com uma dor que me limita qualquer movimento contorcionista.. Mantenha as aparências como os bombardeiros de Gaza que fazem do coração tripas no cumprimento do dever pátrio. Seguem, dois textos curtos só para o chatear. São garantidos pelo bureau de las mentiras, mas ajudado pela simples intuição calculo que as coisas estejam num estado muito pior. De facto, poderia, mas não estou para isso, apresentar-lhe testemunhos escritos de cidadãos (história tristes que revelam Israel como um país de castas, como en la India) mas não estou para isso. É melhor deixá-lo ir remando porque você também tem direito à vida e a uma opinião.

    DEMOCRACIA (2003)

    “More than half the Jewish population of Israel – 53 percent – is opposed to full equal rights for Israeli Arabs, according to a survey conducted last month by the Israel Democracy Institute.”

    http://www.haaretz.com/hasen/pages/ShArt.jhtml?itemNo=293813

    RACISMO (2007)

    “The report becomes even grimmer, citing the ACRI’s racism poll, taken in March of 2007, in which 50% of Israelis taking part said they would not live in the same building as Arabs, will not befriend, or let their children befriend Arabs and would not let Arabs into their homes.

    http://www.ynet.co.il/english/articles/0,7340,L-3480345,00.html

  75. Teófilo,

    Se você não compreende o que se está a passar hoje em Gaza, como é que você tem a ousadia de pensar que compreende o que se passou há dez anos na Bósnia, ou, for that matter, a luta de muçulmanos ao lado de cristãos contra cristãos aliados a sionistas, como foi o caso na Primeira Grande Vergonha Mundial, por exemplo?

    Vá comprar uma licenciatura ao Instituto da Intriga e depois venha falar comigo. Aí já talvez tenha algumas chances de conseguir provar-me embriagado.

  76. bem, se calhar podemos ficar contentes com isto, não?

    eu fico, mas eu sou danado para ficar contente,

    depois amanhã logo se vê se sempre é verdade

  77. Caro Estaca,

    o que é que tem Gaza a ver com o que se está a discutir? Será que sempre que se engana, tem a tendência de virar a agulha noutra direcção? Ou será que esteve na Bósnia e licenciou-se em conflitualidade sérvio-croata?

    A Primeira Grande Vergonha Mundial foi aquela do Adão e Eva quando comeram a maçã e viram que estavam nus, ou não foi?

  78. É, ó Nik. Desses bicharocos que pararam no tempo, aqueles a quem mais acho piada é aos de link murcho.

    Encapuçados e alapados às caves de um blogue, mas sempre muito vigilantes, não vá a reacção levantar a cabeça.

    “:OP

  79. Não me referia a ti, pá, zazie. Tu és mais anos 50-60. E és profissional do contra, não tens partido nem causa.

    Vigilante, eu? Só passo aqui por acaso, entre o NYT e o Slate.

  80. Ó caraças, anos 50? ehehehe não exageres que ainda não mumifiquei.

    “:O)))

    Mas tens razão quanto ao défice de idealismo- o raio das causas nunca vão muito mais longe que o património ou a natureza.

  81. Ah, és dos que têm blogues secretos
    eheh

    Pois ao meu estou-me nas tintas e nem sei quem vai, excepto quando deixam vestígios.

    Agora, por exemplo, vou lá eu e até foi a pensar no z que me lembrei do post.

  82. carmo da rosa, não conheço os números dos casamentos entre católicas e muçulmanos em Portugal, mas aposto que deverão ser residuais à luz do número de residentes muçulmanos. Quanto às declarações de Policarpo, está em causa reconhecer que as mesmas têm um contexto de tertúlia, não de ensaio ou declaração política. O homem estava numa conversa e deixou o pensamento fluir com descontracção e confiança. A própria utilização do nome Alá é prova suprema de que o subtexto é de profunda estima para com os muçulmanos.

    Aliás, é preciso lembrar uma evidência: um católico sente maior proximidade com um muçulmano do que com um agnóstico ou ateu. E vice-versa.

  83. Teófilo,

    Essa é uma excelente pergunta e deixa-me completamente embaraçado porque realmente não me lembro muito bem do que estava a falar. No entanto, no meu subconsciente paira esta imagem dum filho da puta dum estado-maior israelita devidamente avalizado pelo seu governo a cometer genocídio contra a cidade de Gaza, enquanto num casino qualquer de Portugal um ranhoso com muito poder de arranque no catolicismo português entretem uma assistência sobre os perigos dos casamentos com muçulmanos, ao mesmo tempo que você, em perfeita sintonia com toda esta perfídia, escolhe o blogue do Daniel de Oliveira para nos advertir contra os perigos das burqas e outras menstrualidades. Bosniou?

  84. eu concordo contigo zazie que herdámos a época da dessacralização de tudo e que foi essa a base para ; penso que felizmente já está aí um compromisso intermédio, quando a Física só consegue unificar as leis do muito pequeno e do muito grande em espaços com 10 ou 11 dimensões, pior uma questão de honestidade intelectual os cientistas estão obrigados a admitir que o imanente está mergulhado num transcendente, e a discusssão é agora metafísica, discutir se a realidade se esgota na física é metafísica e os físicos não são competentes para discutir isso mais do que os filósofos,

    aqui do Policarpo como ele fuma eu acho piada, mas noutro dia vi-o no trono patriarcal e também parecia do Incal

  85. ai,

    base para a dinâmica material do consumismo e consequente derrocada, o capitalismo foi o grande agente, ou actante;

    pior->por

    o Mircea Eliade é genial, maravilha de intelectual, eu leio duas páginas e fico encantado, já estou a relêr que aquilo precisa três vezes

  86. z: o Mircea Eliade é fantástico. Mas, como deves saber, foi mais outro a quem tudo chamaram- de fascista para cima. E era profundo admirador do Julius Evola- vejam lá como as coisas são.

  87. Pois caro Estaca esse é sempre o maior problema, é que começa a falar-se de galinhas e quando se dá por ela já estamos a falar em bicos de papagaio.

    Claro que muitos dirão que ambos têm bico e portanto haverá sempre uma ligação entre os assuntos quando na realidade não há…

    Mas talvez, para a próxima…, quem sabe…, pois…

  88. Clarifique lá essa relação entre os shock-and-awe de Israel, o Hamas e os casamentos com machistas muçulmanos em Portugal, ó Teófilo.

    É que vs. todos tomaram partido e dizem que os outros desconversam, mas parece que quem começou por desconversar foi quem deu origem a esta historieta.

  89. Ou então faça o mais simples- diga lá do que é que o Policarpo falou, frente à Fatinha- é que nem foi com Goucha- foi logo a Fatinha dos prós e contras.

    Se não conseguir explicar do que falou o Policarpo, conte-nos então como é que consegue traduzi-lo.

    Já era uma ajuda para se perceberem os automatismos mentais.

    É a contar com eles que existe uma coisa chamada marketing e publicidade.

  90. @ Estaca:
    ”De facto, poderia, mas não estou para isso, apresentar-lhe testemunhos escritos de cidadãos (história tristes que revelam Israel como um país de castas, como en la India) mas não estou para isso. É melhor deixá-lo ir remando porque você também tem direito à vida e a uma opinião.”

    Cara Estaca,

    Você também tem direito à sua opinião, mas você não acha que está a ser assaz pedante para uma simples estaca? Mas atenção, nessa história das castas até estou de acordo consigo, lembro-me perfeitamente dos problemas de integração dos judeus da Etiopia (falachas) quando vieram para Israel. Mas parece que a coisa já está melhor e nunca mais ouvi mais nada – o que deve ser bom sinal!

    Em relação à religião dos Judeus, é evidente que é uma religião elitista, ver mesmo racista – em princípio só o laço sanguíneo (ser filho de mãe Judia) é que conta. MAS AINDA BEM, este é precisamente o charme do Judaísmo. Não nos querem converter, nem nos vêm bater à porta ao Domingo de manhã com conversa e livrinhos infantis…

    @ Valupi:
    ”Quanto às declarações de Policarpo, está em causa reconhecer que as mesmas têm um contexto de tertúlia, não de ensaio ou declaração política.”

    De acordo, assim a coisa já é mais aceitável.

    ”Aliás, é preciso lembrar uma evidência: um católico sente maior proximidade com um muçulmano do que com um agnóstico ou ateu. E vice-versa.”

    Não estou tão seguro que seja assim! Já estive mais. Os muçulmanos têm-se comportado tão mal tão mal nestes últimos tempos (nem os cristãos poupam) que os católicos andam bastante assustados, e não sem razão, por isso é que os responsáveis da Igreja já começaram a sair da casca: O Papa em Ratisbona, agora o nosso Bispo, e na Holanda já há padres muito próximos da minha opinião sobre o Islão – que não é nada boa…

    @ Zazie: ”Para Ocidente, é tudo mais democrático.”

    Carvalho, custou mas foi. É isso mesmo. Para Ocidente é tudo mais melhor bom – até as gajas…
    Beijinhos

  91. Se vamos a questões de charme, então aí, meu caro, moreno é sempre melhor, seja a Ocidente ou a Oriente.

    Mas esquece, que já te dou uma musiquinha de um gajo que tinha muito mais piada que esta malta de batina e preconceito escondido nas bombas.

    Quanto a opiniões de vão de escada, passo. Se quero ler um bom texto a defender a Igreja Católica por oposição ao Islão, leio o Papa e as suas inteligentes recuperações do Paleólogo.

    Porque isto é como em tido- a vulgaridade mata. E as pessoas, em não sendo educadas, tendem sempre para baixo- para a facilidade da moca- do hooliganismo pavloviano.

    E repito-te: em todas as épocas se venderam ideias de superioridade que serviram para mostrar que a bestialidade humana não desaparece por oposição ao que é diferente- antes pelo contrário, auto-legitima-se- tanquam monstra- é frase que resume tudo e deve-se a um missionário viajante.

    Por isso a minha provocação consiste em dizer que os chavões da “democracia”; machismos e fanatismos religiosos, têm hoje a mesmíssima função de atrofia mental que tinha a fezada do colonizador de Bíblia à sinta e arcabuz em riste ou as napoleónicas mais recentes da libertação do “obscurantismo religioso” pelas “luzes” da razão e do Império.

    De qualquer modo, nestas tretas de monitor, recomendo sempre o visionamento de uma viagem do pythoniano do Michael Palin. Faz mais pela saúde mental que mil comentadores políticos ou “sociais”.

  92. Quanto aos judeus é claro que estou de acordo- nada tenho contra quem tem “pedigree” e saber manter as suas tradições.

    Eu sou é anti-sionista, coisa que também o são muitos judeus menos apanhados e outros ainda mais apanhados – os ortodoxos
    eehhe

    Donde se prova que nem eles se entendem no que toca a interpretações do significado de “povo eleito”- se foi Deus que lhes prometeu a Terrra Santa ou Hitler e Estaline.
    “:OP

    Mas toma lá a musiquinha- ò sarracino e uma beijoca

  93. carmo da rosa, o islamismo não tem um centro doutrinário e político, como bem sabes. Isso está na origem do desvairado radicalismo, fundamentalismo e terrorismo. No entanto, histórica e sociologicamente, um clérigo católico está perfeitamente à-vontade com um religioso muçulmano, e este com um homem de fé judaica. Isso existiu e existe em diversos tempos e espaços da História. E faz todo o sentido. Tal como faz sentido que um católico se reconheça na experiência do hindu e do budista. O que já não faz sentido é ter um católico confortado por estar junto de um agnóstico ou ateu.

    O mau comportamento dos muçulmanos é de origem política e antropológica, remete também para o momento histórico que vivem e o seu confronto com o secularismo económica e cientificamente muito mais poderoso.
    __

    João, esse anúncio deixa um heterossexual masculino seriamente preocupado…

  94. Pior, é alguém incapaz de filosofar. A crença é dogma mas não é fezada científica- essa é a da soberba dos que precisam dos crentes para terem garantias acerca do seu ateísmo.

  95. Sem dúvida, o católico compreende o agnóstico… e ainda mais o ateu! (é famosa a piada de ser o ateu aquele que passa mais tempo a pensar em Deus). Mas, por isso mesmo, o católico ainda compreende melhor uma outra fé.

    Agora, a crença só é dogma se a reduzires ao plano mental. Como experiência integral, a fé é a Verdade, o Caminho e a Vida. (ah, pois…)

  96. O problema desses reconhecimentos é outro- é chamar-se “um católico” ou um muçulmano, ou um hindu e fazer de um ser humano alguém cujo pensamento e afeições se resume a um qualquer determinismo histórico ou religioso e cultural.

    Se somos humanos é precisamente porque temos a capacidade de nos individualizarmos- não somos clones de “ideias”.

    Colonizar o Outro é que consiste nessa operação reducionista- seria uniformizar os sonhos.

  97. Não sei se compreende melhor outra fé .Compreende é a noção de sagrado que todas as crenças implicam.

    Não se muda de fé. Geralmente herdam-se as religiões. E nas religiões monoteístas essa é a principal importância- a do Deus criador.

    O que acontece é que esse Deus pode ter doutrinas mais humanas e outras verdadeiramente desumanas. No monoteísmo Javé ou Alah são deuses cruéis.
    A grande superioridade do Cristianismo está em Cristo. Mais nenhuma religião aceitava essa figura tão mal-tratada e tão humana- espetada na cruz.

  98. Quando se reduz todos os comportamentos da vida e o modo de pensar as coisas à interpretação religiosa, está-se a transformar esta numa ideologia.

    O problema do islão é esse. E é recente como afirmação de identidade, precisamente porque deriva do fim das colonizações e do comunismo- tornou-se um novo nacionalismo- tende a ser levado como ideologia.

    Mas não é exclusivo deles. As seitas evangélicas americanas andam lá perto e até os ateus militantes precisam de um fundo ideológico para se estruturarem como discurso.

  99. A promessa espiritual (que não a política, outra dinâmica) do catolicismo é mesmo a da compreensão de todas as fés (catolicismo=universalismo). E é isso que encontramos na sua mística, mesmo nas diferenças de ascensão. O que faz todo o sentido, obviamente, à luz de uma consumação teológica inerente ao acontecimento da encarnação.

  100. É verdade- esse sentido de universalismo existe.

    Mas há um aspecto difícil de equacionar- se é um facto que a bondade não se prende com cultura, também é certo que a falta dela, acompanhada de brutalidade anímica precisa de muito mais trabalho intelectual para não se tornar um boçalidade perigosa.

    E é por isso que eu não vejo guerras pelo televisor e sinto sempre um certo incómodo na forma como se trivializam essas tragédias.

    Só de olhos baixos é que se pode falar da guerra.

  101. O único diálogo possível com ateísmos é de ordem filosófica. Fora disso não passam de questões pessoais sem qualquer interesse.

    Isto não sucede com as religiões, precisamente porque elas têm um objecto que as enforma. O ateísmo tem um vazio- uma orfandade.

  102. Ou uma revolta contra a não orfandade dos crentes. Ou algo muito muito mais interessante- um desamparo. E esse sim- tem condições para filosofar.

  103. Para terminar:

    Mesmo esta historieta aflorada pelo Policarpo não se explica por A ou B terem esta ou aquela relgião.
    Os perigos de submissão das mulheres num casamento desse género derivam de um grupo alargado em que este tende a inscrever-se. É o peso da família ou da comunidade.
    E nisso, se é diferente noutras sociedades nem é tanto por estas se terem sacralizado- porque os costumes transcendem sempre a lei. É por o casamento tender a ter muito menor valor e a família ser cada vez menos alargada. Até pode ser uma questão a dois.

  104. Zazie, que bom ler-te pela manhã, colocaste muito bem as coisas, vou ter de guardar este post.

    é engraçado que cheguei à posição teórica e afectiva em que me encontro, a puxar para o místico, à conta do modelo de honestidade intelectual do meu pai, que se dizia ateu (no fim da vida pedi-lhe e passou a dizer-se agnóstico), junto com os espaços matemáticos onde podemos usar qualquer número de dimensões incluindo infinitas, e as coincidências…

    «A grande superioridade do Cristianismo está em Cristo. Mais nenhuma religião aceitava essa figura tão mal-tratada e tão humana- espetada na cruz.», -> chega por favor, não podemos comprazer-nos por ver um amigo pregado na cruz, é de uma crueldade infinita, atroz. Só podemos aceitar a imagem para concluir que eie está vivo e contente algures – como não consigo arranjar outro lugar digo: em nós, que falamos dele

  105. Carmo de la Rosa,

    Agora é o “pedante”, amanhã o que é que teremos para se espetar aqui no senhor Estaca? Então já se cansou do ruçado e ubíquo “anti-semitismo”, meu velho?

    E sabe o que deve fazer com esse “charme do judaísmo, não sabe”? Amanda pra baixo entre as pernas e, sem despertar a atenção de ninguém que possa prejudicá-lo, puxa o autoclismo.

    E pode ter a certeza: se as Testemunhas batem à porta para o converter é porque não sabem que o meu amigo já é um converso há muito tempo, sendo eles também, como é sabido pelos menos parvos, um dos muitos estrategemas da escola empenhada na fractura da cristandade por outros meios. O mesmo acontece com os mormons, provado em tribunal americano como subvencionadores e financiadores por uma conhecidda família askenásica. Que pedantismo vê você no ter conhecimento destas coisas simples?

    Dei uma volta a um dos seus blogues, aproveito para dar-lhe a publicidade que bem merece:
    ——

    SHOWCASE CARMO DE LA ROSA – e isto apenas nas respostas a comentários a um post seu a atacar o Natal, como é ritual entre os judeus, especialmente os da sua laia.

    l – O ESPECIALISTA muito esclarecedor e bem informado que não se contenta com a simples economia de meter um dedo pelo buraco natural acima:

    “…o (vibrador) da mesinha de cabeceira é sensivelmente maior, e não cabe na malinha de mão! Para usar na malinha a sua namorada tem um muito mais pequeno…Então ela nunca lhe disse?”

    2 – O LEFTWANKER/RIGHTWANKER (uso das duas mãos, alternadamente, porque deve ter a pila pequena):

    “Eu, como esquerdista e refugiado político na Holanda, não tenho a mínima culpa que a esquerda actual (de que você pelos vistos faz parte) consiga ser ainda mais reaccionária que o Newborn-Christian George Walker Bush…”

    3 – O RIGHTWANKER (pure breed, only one hand):

    “A tolerância, a liberdade de expressão e o respeito por opiniões divergentes é, e sempre foi, na direita (mesmo neo-con), de longe mais respeitada do que entre o esquerdalho politicamente correcto, mas jacobino”.

    4 – O JUDEU lacrimoso que jamais se conformará com a perda da querida União Soviética que forneceu com muito gosto a maior parte dos “cidadãos pioneiros” ao seu beloved Israel:

    “Já leu o meu último ‘post’?
    A esquerda a islamizar-se a toda à pressa, as barbas de Marx a confundirem-se com as barbas dos salafistas…”

    5 – O TORTURADOR mental de beatos e “excelente” prosador da lingua de gente:

    “É precisamente essa a ideia: enervar solenemente beatos como você, mas escrito em língua de gente”.
    —-

    Feliz Natal ao diabinho blogosférico.

  106. «Marco Alberto Alves, tens pena do quê ou porquê?»

    Tenho muita pena por ver uma figura social de relevo, no nosso País, um representante de uma certa “élite” cultural, um “aristocrata”, no sentido que deste a este termo num Artigo recente, comportar-se em público sem a elevação e o sentido de responsabilidade a que o alto cargo que, indiscutivelmente, ocupa na Sociedade aconselhariam, ou mesmo obrigariam.

    Faz-me sempre pena ver alguém mostrar-se de alguma forma indigno perante os seus semelhantes, ser alvo de chacota ou desconsideração pública. Não pela pessoa concreta em si, que não só não conheço, como eventualmente até poderá nem se sentir nada ofendida (só nos ofende quem nós queremos, não é), mas por um outro motivo, de ordem moral: tenho pena de ver desperdiçada mais uma oportunidade para se “subir o nível”, para se educar quem não teve educação, em suma, para se melhorar a Sociedade! Que considero, de facto, uma das maiores reponsabilidades, de quem está “lá em cima”, para com os menos favorecidos “espiritualmente”.

    As desastradas afirmações do Cardeal-Patriarca, na minha opinião, em vez de contribuirem para a formação de uma mentalidade sã e tolerante, ainda que eventualmente ancorada em valores e convicções firmes, antes explora (ainda que seja involutariamente, admito-o) a ignorância e a inocência dos incultos para apenas propagar o desconhecimento, o medo, a intolerância e o preconceito.

    Nem é pelo conteúdo das afirmações em si (que até poderiam ser “admissíveis” numa qualquer e dominical homilia de Paróquia), mas pelo extraordinário significado que adquirem por terem sido proferidas por sua “eminência reverendíssima” o representante máximo em Portugal da confissão religiosa não só maioritária, como até historicamente determinante para a formação da nossa própria identidade nacional, o que lhes empola de tal modo os efeitos a ponto de poderem, essas afirmações, ter resultados contrários aos que, eventualmente, se pretenderiam.

    Pela simples razão de que um dado tema não pode ser abordado da mesma maneira pelo Cidadão comum, ou até pelos meios de informação, como por quem tenha especiais responsabilidades sociais no mesmo, conferidas quer pelo Poder, quer sobretudo pelo Saber…

    Porque só pelo uso conjugado e consciente do Poder e do Saber se conseguirá ir acrescentando, pedra a pedra, o edifício gigantesco e nunca acabado (nem garantido…) da Civilização!

  107. pois eu agradeço ao Valupi ter-me feito ver que aquela atitude desastrada do muitosfrutos era saudável na sua espontaneidade e desamparo, não tinha visto assim e depois vi, e gostei

  108. Excelente exposição do Marco Alves. O problema é que há um mundo intriguista lá fora, de decisões na escuridão e no segredo, que não tem respeito nenhum pelos homens nem pelas suas boas intenções. Enquanto essa malta não for obrigada a mostrar as nalgueiraças em praça pública, bem pode a democratura remar….

  109. zazie, o ateísmo é uma posição perfeitamente lúcida, terás de admitir.
    __

    Marco Alberto Alves, as declarações de Policarpo foram espontâneas, num ambiente propício a extrapolações erróneas. O contexto é o de respeito, consideração e estima para com os muçulmanos.

    E depois, o fenómeno: finalmente uma autoridade em Portugal diz uma verdade daquele calibre. Apesar de todo o melindre inerente, e ambiguidade suspeita (que aqui a zazie bem explanou), fez-se política. E da boa!

  110. Eu sei que o homem dá muitos frutos, Valupi, mas nunca me tinha passado pela cabeça mais esses quatro ou cinco que revelas. Será da estação? Se fosse a ti, começava a cozer isso e a guardar as compotas e doces em frascos. Os tempos de fartura do nosso amigo Sócrates não duram sempre…

  111. Estaca,

    Honestidade acima de tudo. Tenho que reconhecer que você me descobriu a careca! É verdade, sou de origem judaica ortodoxa. Fui parvo em não usar um pseudónimo como você sensatamente faz, em vez de dar a cara já que no nome está já quase tudo dito: Carmo da Rosa.

    P.S. O você ser pedante não reside no facto de você saber algo ou deixar de saber, mas sim no facto de você dizer que sabe ‘mas não está para isso’. Mas não se preocupe, não é nada de grave, no país em que você vive ninguém dá por isso – pedantismo é até visto como uma qualidade…

    @ Valupi: ”No entanto, histórica e sociologicamente, um clérigo católico está perfeitamente à-vontade com um religioso muçulmano, e este com um homem de fé judaica.”

    Valupi, então temos que reconhecer uma grande dose de pragmatismo aos muçulmanos por exemplo residentes na Holanda ou na Bélgica: a esmagadora maioria deles votam em partidos seculares (mesmo ateus) de esquerda. E os poucos que se ocupam com política parlamentar, também a maioria fá-lo, NÃO em partidos confeccionais (católicos ou protestantes) como se poderia prever, mas sim em partidos de esquerda!

    Neste caso as reivindicações laborais e uma atitude soft, de desculpa constante, em relação aos problemas que o Islão provoca, são uma razão suficiente forte para estarem perfeitamente à-vontade num antro de ateus….
    Vá lá um gajo entender esta gente?

    Zazie

    Os teus melhores comentários até agora, mesmo não estando sempre de acordo, parabéns.

    Mas toma lá a musiquinha- ò sarracino e uma beijoca

    A beijoca já cá canta mas o link para a musiquinha diz ‘file not found’!!!

    ”A grande superioridade do Cristianismo está em Cristo.”

    Tal e qual. O Hippy em cuecas espetado na cruz é de longe também o meu favorito, e o Jesus Christ Superstar o meu musical preferido – para ateu não está nada mau…

    ”O ateísmo tem um vazio- uma orfandade.”

    Pois, pois. O ateu, como não tem Deus, não tem responsabilidades, ou melhor, não se sente responsável. Isso é conversa de Jeová à nossa porta ao Domingo de manhã. Mas eles dizem isso porque eu também lhes digo, meio a dormir e para me despachar, que a minha religião é a Santa Bolinha, e o Maradona o meu profeta… haahaha

    Tu aconselhas as viagens do Michael Palin. Sim senhor, gosto muito. Eu, acerca do tema religião, aconselho-te a ouvir o Pat Condell – mete Jesus, o Papa, Maradona e Cristiano Ronaldo num bolso…

  112. Valupi, discordo. O problema está mesmo aí, na espontaneidade. Quem exerce cargos de tamanha responsabilidade e tem de tomar toneladas (legítimas) de cautela e caldos de galinha sempre que se pronuncia em público, não pode depois traír-se, nem por um segundo que seja, na espontaneidade. Porque é precisamente na espontaneidade que todos nós revelamos o nosso verdadeiro ser, ou pensar!

    Foi a espontaneidade ao comer o bolo-rei que “desmascarou” Cavaco Silva. Foi a espontaneidade ao tentar calcular 15% do P. I. B. de cabeça que desmontou a “panache” de Guterres.

    O problema é que, com espontaneidades deste calibre, o contexto em que se revelem, seja lá ele qual for, deixa de ter qualquer relevância.

    Cruel? Pois, mas assim mesmo é o palco da representação social e, consequentemente, política…

  113. bem a crueldade tem que se voltar sobre quem a invoca, por uma questão de justiça: pretender-se que um homem não pode enganar-se a fazer uma conta de cabeça quando sai do consultório do médico onde ouve que a mulher tem uma doença mortal que se cumpre no curto prazo é diabólico demais,

    ainda por cima quando esse homem era licenciado em engenharia por uma escola dura com média de 19,

    é exigir que o homem fosse um robot,

    aqui não há o mínimo de humanidade

    fique o Alves um robot

  114. e para quem gosta de fazer a decapitação pelo erro, coisa que custou muito e muito dinheiro ao país porque obrigou as pessoas a serem circunspectas e dissimuladas até dizer chega, em vez de assumirem com naturalidade a correcção do erro como saudável e dizia o Bento de Jesus Caraça

    eu não tenho medo do erro porque este pode sempre corrigir-se

    fica que não era calcular 15% do PIB como foi dito mas sim 1 ou 2% de um PIB que na altura era 15000 milhões, tá?

  115. Ó sarracino- copia o link até onde diz mp3 e depois dança

    “:OP

    (gajo mais doido… e alterna sionismo com prancha de surf de Che Guevara ahahahaha)

  116. z, tá mesmo?

    Podes-me tu afiançar e a esta plateia imensa de gente que te está aqui a ler, incrédula, que um homem daqueles não consegue calcular de cabeça 1% (ou 2%) de 15 000 000 000, ou seja lá de que número for?!…

    E tu, também não és capaz?

    Ó pá, mas então também tu, como eu, acreditas na inumeracia, mas és um verdadeiro praticante! Ó pá, vai lá buscar a tua calculadora e calcula já 1% de 239 856 000…

    E aproveita para dares banho ao cão (chileno), que eu deixo-te a ti e a todos os animais em paz…

  117. Esse idiota que tem essa mentalidade de achar que todos são imbecis,deve mudar seus conceitos em relação aos muçulmanos.O mundo tem que ser cristão pela racionalidade e pela fé de Deus com amor.Isso será impossível na fé islamica ,coisa que será dificil para a humanidade entender que essa religião não é e nunca foi messianica.Pois a biblia não dá nenhuma referência a ela.Se nossa biblia foi comrropida com eles afirmam então seu alcorão não tem valor algum. Jesus(yeshua) e, o verdadeiro!!

  118. Não tem Muhamed nem outro ser que se igulae a Jesus,Jesus veio ao mundo trazer a paz pelo o amor,Muhamed vei trazer a paz como eles afirmam pela espada e a violência.Esse negorcio de quererem fazer manifestações por respeito a sua religião em terras cristãs é ,muito descaramento de sua parte,porque eles(muçulmanos)não dexam os cristãos fazerem o mesmo em suas terras.Construir uma igreja em seus paises nem pensar,fazem motim e tudo,brigam por jerusalem como sua,conversa não se tem prova nenhuma de que MUHAMED tenha ido en jerusalem em vida ou se quer em morte.Sendo assim podemos nós cristãos reivindicar Meca como nossa apesar disso ser ridiculo.Falaremos de outros lugares cristãoi tomados pelos muçulmanos,tais com;Contantinopola as igrejas de São JoãoBatista na Siria,o Proprio domo da rocha que era antes da chegado do muçulmanos um templo cristão ,chamado de igreja de Santa Maria que foi tomado pelo muçulmano Abu baker.Eles criticam o Ocidente e desfrutam da liberdade para produzirem o ódio em suas mesquitas.De olho neles ocidente são todos falsos,não queiram eles como amigos jamais!!!

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