O topete do biltre

"Eu não venho para deixar tudo na mesma. O que incomoda pessoas como o professor Marcelo Rebelo de Sousa é que eles sabem que eu não venho para deixar tudo na mesma. Que eu não venho para deixar a política em Portugal nas mãos dos mesmos e da mesma maneira. Sabem que eu vou trazer uma dimensão nova para a política. Isso incomoda-os muito e reagem como um corpo que se fecha, como uma corporação que se fecha, como uma espécie de um clube privado, tentando desqualificar o que é a vida das pessoas, a vida nas profissões, a vida cívica. Depois de terem estado muitos anos a apelar a que novas pessoas viessem para a política.

Eu estou a candidatar-me à Presidência da República depois de longuíssimas conversas com as três pessoas que melhores, que mais qualificadas estão para saber se eu posso ou não exercer bem este cargo - os três anteriores Presidentes da República: general Ramalho Eanes, doutor Mário Soares e doutor Jorge Sampaio. São eles, mais do que outras pessoas, que me podem dar essa opinião e esse conselho de que eu estou em condições de exercer este cargo, e foi isso que eles fizeram. E a decisão deles, a opinião deles, foi absolutamente decisiva para a minha decisão."


Nóvoa para Marcelo

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Sampaio da Nóvoa é um moço que já ultrapassou os 60 anos. O 25 de Abril de 74 apanha-o com umas pujantes 19 primaveras. A vida toda pela frente. A liberdade e a democracia ao dispor para a sua realização política. Que fez a seguir? Pelos vistos, muita coisa. Daquelas que geram boa fama para além do bom proveito. Mas o que não fez, pelo menos em público, foi a denúncia de estar a política na mão dos “mesmos”, os tais da corporação que se fecha e do clube privado a que em 2016 alude mauzão. Não o fez, facto, ponto final. E é o próprio a explicar esse silêncio ao elogiar Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Foi porque não o pensou durante três décadas, ou quiçá mais tempo ainda, eis o enigma resolvido. Terá sido recentemente que descobriu o tal problema que garante ser ele quem melhor o pode resolver logo que ganhe as eleições presidenciais. Como é que sabe ser ele o melhor cidadão português maior de 35 anos para a função? Disseram-lhe, e ele acreditou. Ou melhor, decidiram, como chega a verbalizar, e ele obedeceu.

Pelas contradições é que se topam à distância os biltres. Podemos encontrá-los na família, no café, no emprego. Nos jornais, rádios e televisões. E nos consultórios, disto e daquilo. Podemos apanhá-los dentro de nós próprios, entretidos a despachar ideias manhosas, foleiras e cobardes para o nosso córtex frontal. Fatalmente, vamos apanhá-los na política. É o caso deste Nóvoa que anuncia o tempo novo, mais uma revolução pronta a revolucionar bastando juntar água. Ele sabe, e tem supino gosto em revelá-lo ao povoléu, que lhe chega a sua magnífica pessoa de reitor para mudar a História. Pelo que tudo se resume ao seu esforço para repetir essa informação perante brutos que manifestem dificuldade em perceber ou aceitar o que diz.

O candidato que promete ouvir todos e todos abraçar, alguns com beijinho, deixou ver como toma grandes decisões na vida, no caso concorrer a Presidente da República. A sua preferência é, e sem qualquer surpresa, pelo recurso à autoridade. Uma autoridade reunida em conselho de sábios. O que lá se decidir, em longuíssimas conversas, fica decidido. E depois há que dizer o que for apropriado para as inteligências menos desenvolvidas, sempre carentes de simplificações e reagindo com os instintos. Há que acusar os adversários daquilo que se pratica por não se conceber outro o exercício do poder. É nesta tradição que Nóvoa se revela mestre, e tem uma carreira brilhante atrás de si a comprovar o acerto desse ancestral modus operandi.

Vir depois desta manifestação do mais retinto conservadorismo oligárquico agitar a bandeira do terramoto por encomenda ao serviço da salvação colectiva graças à força telúrica que o anima é algo mais do que hipocrisia, é topete.

92 thoughts on “O topete do biltre”

  1. o nóvoa poderá ser isso tudo e mais um par de botas, mas é a única alternativa ao marcelo caetano e aos herdeiros da outra senhora. o resto é folclore, portantes cruzinha no 2º. códradinho a contar de cima.

  2. Impressiona-me o jubilo generalizado dos comentadores de esquerda com o debate Marcelo/Novoa e nao tenham percebido o conservadorismo oligarquico do segundo aqui magnificamente descrito.

  3. É espantoso!
    Como me tinha habituado até hoje, a ler de quando em vez, os ‘escritos’ do autor deste ‘post.´ Por gosto!
    Eis senão quando, hoje, leio uma arenga que me deixa arrevesado.
    Porque raio, não cuidou VALUPI, de bem-se-informar sobre o ´percurso político’ de Sampaio da Nóvoa, após os seus vinte anos? Difícil não é?
    Esquece muito a quem não sabe…

  4. Eu pensava que Marcelo tinha a vitória no papo, e logo à primeira, por ver o PS dividido entre Maria de Belém e Nóvoa. Acontece que Nóvoa está a aparecer e Marcelo a mentir e desmentir todos os dias, meio apalermado. Até a ti Maria, mulher do sacristão da minha aldeia, percebe a pantominice marcelista.
    Este post revela que o próprio Valupi ter-se-á dado conta do volte-face cada vez mais claro. Marcelo já não tem a favas contadas. Vai daí, o nosso Valupi, que apostara, como eu, numas presidenciais de Marcelo a limpar o cu a meninos, levanta esta inacreditável postagem.
    Um biltre porque acredita num tempo novo para Portugal, potenciado pela surpreendente união das esquerdas?
    Biltre porque acredita naqueles que defendem a continuidade da construção do Estado social?
    Enfim, biltre porque pode atalhar o passo ao cata-vento Marcelo e à “segurista” Maria de Belém?

  5. O Valupi passou-se ! Eheheheheheh !
    Ó Valupi o Sócrates precisa bem dos 10 anos para dar a volta por cima. Deixe lá o Professor Doutor Sampaio da Nóvoa ser presidente durante 10 anos. A seguir engata na presidência o Professor Doutor e Engenheiro Sócrates.
    Haverá melhor programa para irritar a Direita raivosa ?

    Eu adorei ver o catavento aos papéis e a Maria sonsa a espalhar-se ao comprido.
    O ignatz tem razão. Não há volta a dar. O que eu não quero é o intriguista-mor do Reino a dar cabo do Governo (dos Governos) e de tudo o resto. O tipo é um direitolas com passado pidesco.
    Como é que pode haver hesitações ?

  6. Ah … Valupi …
    A Marisa, a Marisa é boa cachopa mas você está careca de saber que a Marisa se passasse a uma 2ª volta (que não passa), jamais ganharia a eleição ao avózinho Marcelo.

  7. Domingos Pimenta, nesse passado político do Nóvoa, que alegas conhecer, está algum conjunto de palavras que tenha relação com a citação do próprio que encima o texto?

  8. Ó Valupi
    O homem não tem passado político ? ÓPTIMO !
    Não anda o país inteiro a clamar contra os “políticos” porque são “todos iguais” e são “todos corruptos” ?
    Então agora têm um gajo que nunca foi político profissional e também não serve ? Porquê ?
    Você teme que ele não seja capaz ? NÃO TEMA.
    Viver é um acto político. Todos nós fazemos política no exercício das nossas profissões e até mesmo nas nossas vidas pessoais. Além do mais o que não se sabe aprende-se, e é no exercício dos cargos que se aprende, e depressa.

  9. “Como é que sabe ser ele o melhor cidadão português maior de 35 anos para a função?”

    só contam os que apareceram e entre os 10 candidatos nóvoa é o melhor deles todos para o cargo.

    “É o caso deste Nóvoa que anuncia o tempo novo, mais uma revolução pronta a revolucionar bastando juntar água.”

    não foi o nóvoa, foi o costa e não juntou água, juntou a esquerda, coisa que aparentemente ainda não percebeste ou não acreditas, tanto faz.

  10. Curiosidades da campanha. O diretor de campanha do Nóvoa deve ter cuidado com as frases do seu candidato. Hoje disse que votar em Marcello “e como tirar uma rifa” . Ora nem por acaso nos somos o 4o. Pais europeu que mais aposta no Euromilhões e temos mesmo o maior totalista. Numa leitura mais literal a rifa já não tem o significado de aleatoriedade mas sim de busca do sonho. Se Marcello for eleito a 1a fica a dúvida se a mensagem não tera tido um contributo decisivo:)
    Também no debate com a Catatua o excelentíssimo reitor recorreu estudadamente a expressões como “jogar no totobola” e outras mais pop que lhe retiram autenticidade. O pipol detesta falsidade e espera de um doctor que fale e represente como um doctor e não venha com taxas moderadoras.
    No entanto aproveitando a onda proponho uma melhor solução que julgo favorece a esquerda. O presidente seria escolhido por quem ganhasse uma sessão especial da factura da sorte. O/a feliz contemplado teria oportunidade de endossar pessoal e publicamente os candidatos do certame após entrevista pessoal. Como os direitolas fogem ao fisco, a hipótese de eleger um candidato a esquerda aumentaria em comparação com as sondagens.
    Como isto é tudo uma treta, e nunca mais começa o Australian Open, declaro que no dia de voto vou piropar a Marisa. E mulher, e bonita e interessante, não tem a mania das grandezas e e real.

  11. por acaso a Maria de Belém também lhe deu coça por essa obra por fazer pronta a meter na bimby que ele tanto fala. :-)

  12. ó val,
    põe aí a citação da fenomenal frase do marcelo que levou a esse discurso do nóvoa.
    era qualquer coisa como “quer ir de cabo a general”!
    ora, para oligarca conservador também não está nada mal.
    vá lá, não disse generalíssimo…

  13. O candidato Marcelo foi ver as cheias do Tua e não disse nada.
    Fantástico. Disse que um candidato deve ir ver, observar, e não deve dizer nada.
    Uma categoria.

  14. Ó senhor Ferreira, se Marcelo fosse estudante com aproveitamento durante a guerra colonial, só quando terminasse os estudos é que seria obrigado a marcar passo.

    Até o herdeiro da coroa foi para Angola como Alferes, vamos pô-lo como Presidente da República que bem merece.

  15. Ó anónimo, onde está escrito guerra colonial? O problema que se põe é que o candidato a CEMFA, se furtou pela “cunha” a fazer o serviço militar obrigatório; com curso superior concluído ou por concluir.

  16. A 1.ª coisa a fazer era extinguir a Presidência da República (PR). Há três poderes para exercer – legislativo, executivo e judicial -, onde é que há lugar para a PR? Dir-me-ão: é preciso um árbitro. Não, não é preciso, está lá o Tribunal Constitucional, que é aliás o recurso quando a PR tem dúvidas. Quando não tem dúvidas não é precisa para nada. Mesmo com este modelo ainda falta resolver um problema: conferir legitimidade ao poder judicial que, assim, a atuar sem legitimidade é o que se vê (e será sempre pior no futuro, pois se não tem legitimidade).
    A legitimidade reside apenas e exclusivamente na Assembleia dos eleitos. O seu Presidente deveria naturalmente exercer todas as funções institucionais e não presidir apenas aos trabalhos da Assembleia. É lá que, face aos resultados eleitorais, se faz o Governo. É lá que se constitui o Tribunal Constitucional e terá que ser lá que se definem os restantes poderes judiciais sob pena de não terem legitimidade.
    Acresce que, com a extinção da PR, acabava-se este despesismo que, dizem, nos custa oito vezes mais que a Casa Real em Espanha (proporcionalmente, presumo).
    A maioria dos que instituíram a República não tencionavam criar a PR, mas acabaram por fazê-lo. Tiveram contudo o cuidado de estabelecer que havia Presidente mas não havia cônjuge e que a renda do palácio tinha que ser paga pelo inquilino. Pois nesta última presidência até foram criadas verbas para gastos do cônjuge!

  17. Avernavios: «Há três poderes para exercer – legislativo, executivo e judicial -, onde é que há lugar para a PR?

    Na secular tradição constitucional democrática luso-brasileira e sua introdução do chamado 4º poder — o poder moderador de Benjamin Constant. Breve introdução aqui:

    “Secondly, Constant developed a new theory of constitutional monarchy, in which royal power was intended to be a neutral power, protecting, balancing and restraining the excesses of the other, active powers (the executive, legislature, and judiciary). This was an advance on the prevailing theory in the English-speaking world, which, following the conventional wisdom of William Blackstone, the 18th-century English jurist, had reckoned the King to be head of the executive branch. In Constant’s scheme, the executive power was entrusted to a Council of Ministers (or Cabinet) who, although appointed by the King, were ultimately responsible to Parliament. In making this clear theoretical distinction between the powers of the King (as head of state) and the ministers (as Executive) Constant was responding to the political reality which had been apparent in Britain for more than a century: that the ministers, and not the King, are responsible, and therefore that the King “reigns but does not rule”. This was important for the development of parliamentary government in France and elsewhere. It should be noted, however, that the King was not to be a powerless cipher in Constant’s scheme: he would have many powers, including the power to make judicial appointments, to dissolve the Chamber and call new elections, to appoint the peers, and to dismiss ministers – but he would not be able to govern, make policy, or direct the administration, since that would be the task of the responsible ministers. This theory was literally applied in Portugal (1822) and Brazil (1824), where the King/Emperor was explicitly given “Moderating Powers” rather than executive power. Elsewhere (for example, the 1848 “Statuto albertino” of the Kingdom of Sardinia, which later became the basis of the Italian constitution from 1861) the executive power was notionally vested in the King, but was exercisable only by the responsible ministers.”

  18. Valupi: «O topete do biltre»

    Valupi, o problema de aplicar insultos a torto e a direito a quem não o merece, é que depois escasseiam ou ficam muito atenuados, quando se trata de insultar quem largamente o merece, e isto partindo do princípio que aplicar insultos é moral ou politicamente desejável.

    Além disso, se de facto defender algum conservadorismo oligárquico é o pior dos pecados, quem é que resta para presidir a república valupiana, para além do Tino?

  19. o perfil denominado valupi é, como se pode ver, um perfil canalha. coincidência ou não, este é o argumentário raivoso que ouvi de clara ferreira alves no último eixo do mal.

  20. Porra, mas isto é uma campanha presidencial ou uma campanha contra Marcelo Caetano, digo, Rebelo?

    Eu cá sou pelo Jesus, e pelo Vitória!

    Que merda!

  21. O meu dicionário informa que BILTRE é homem infame, patife, vil, ordinário. Poder parece que se pode, mas não se deve chamar BILTRE a alguém, neste caso a Sampaio da Nóvoa, com a desfaçatez com que Valupi o faz. É condenável topete.

  22. Olhem-me só para isto?!? …”tou completamente passada” com este seu texto, Valupi!

    Creio que é a 1ª vez que estou em completo desacordo consigo… É obra!

    É que, seja por ironia – e acho que o que está em causa nesta eleição não é brincadeira para o país! – seja por demonstração de estilo (?), este texto é uma perda de tempo, quer para nós, quer para si…!

    Sampaio da Nóvoa tem um percurso BRILHANTE DE ACADÉMICO e o “seu mundo” é muito mais “universal” e de esquerda do que o de todos os outros candidatos!

  23. Biltre é uma palavra de escasso uso e de recorte novecentista. É gira. Para além disso, a sua etimologia francesa remete para “mendigo”. Foi por isso que a escolhi, pois o Nóvoa aparece a mendigar o voto, alegando que nos está a fazer muita falta tê-lo em Belém durante 5 ou 10 anos. Ora, é a ele que está a fazer muita falta tal remanso com despesas pagas, viagens à pala para sítios muito fixes e ainda o direito a encher-nos as orelhas com os seus discursos cagões e ocos até à medula.
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    M.G.P.MENDES, no que escrevi reconheço isso mesmo, o seu percurso brilhante na universidade. Só que isso não equivale a reconhecer-lhe qualquer mérito no campo político. Alguém que, para não ir mais longe, considera que Paulo Morais anda a fazer “denúncias certas” não pode ter o meu voto livre. Só o voto do mal menor. Portanto, caso passe à 2ª volta e esteja a concorrer contra Marcelo, votarei nele. Na 1ª volta, nem que me pagassem. Muito.

  24. “Portanto, caso passe à 2ª volta e esteja a concorrer contra Marcelo, votarei nele.”

    eheheh… e se passar à 2ª volta com o paulo morais, votas no morais?

  25. cavaco silva ,pelos vistos, foi escolhido pelo seu cadastro “”democratico”…só uma direita trauliteira o podia levar ao poder.

  26. se continuarmos com hipóteses estúpidas, mas possíveis, chegaremos à lista das prioridades com o nóvoa em primeiro lugar dos defeituosos com menos defeitos. se encurtarmos o processo, vamos parar ao mesmo sítio com a vantagem de aumentar o peso eleitoral do ps e não inflaccionar a votação no pc e bloco, que depois cobram aprovações no parlamento ou mandam o governo abaixo convencidos que é sempre a abrir.

  27. se eu pudesse escolher o candidato a presidente,com toda a certeza o digo, que nenhum dos actuais candidatos estava na minha lista.com este painel disponivel,só me resta votar sem receios em sampaio da nóvoa. não é o caso,mas depois de cavaco,ate´pelo ” tino de rãs” estávamos melhor defendidos.

  28. Aquele ignorante militar do Novoa a dizer que o pai do Marcelo era Ministro do Ultramar.
    O pai do Marcelo era Governador Geral de Moçambique, grande paravalhão!

  29. viva o Tino na calçada e no fogão sem academia como brasão! :-) viva o Val sagaz que se está cagando para o atinadoisso não se faz! :-)

  30. Mas qual é problema de alguém sem passado político proeminente se candidatar a um cargo que na constituição (e na tradição constitucional luso-brasileira) pede justamente uma figura moderadora, de preferência sem adesões partidárias e/ou ideológicas estreitas?

  31. No melhor pano cai a nódoa … no caso foi no Valupi, com a volta da
    mendicidade significar “biltre”! Com efeito, só falta ao Sampaio de
    Nóvoa um cavalo branco, para ser o Sidónio Pais que o bom Povo
    há muito tempo espera para levar o País por outro caminho que,
    não este que, tem sido trilhado pela partidocracia reinante !!!

  32. Tens razão ó ignatz, o homem era mesmo bom, de Governador de Moçambique foi para Ministro do Ultramar, o guloso.
    O homem não perdia uma, não o fazia tão habilidoso.

  33. bonito bonito, governador de mocambique ,ou ministro de qualquer coisa é a mesma merda.eram cargos distribuidos pelos fascistas!

  34. Chamar a alguém, BILTRE, é giro, dado o seu recorte novecentista e significar afrancesadamente mendigo. Ó Valupi, seu fosse Valupi, era caso para lhe dizer: Ó Valupi, olha o vinho.

  35. bil·tre
    (francês bélître, mendigo)
    adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros
    Que ou quem é desprezível.

    “biltre”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,

    (qual vinho, qual quê. água, senhores) :-)

  36. Ó fifi, não abuses das palavras , que é perigoso:
    “Il fascismo è la cosa più bella”
    Não é fascista quem quer.

  37. Tenho que confessar que, por vezes, este Valupi me deixa perplexo e em total confusão!
    Afinal, quais são, bem lá no fundo, os valores que norteiam este senhor?

  38. Caro Valupi, no melhor pano cair a nódoa, é uma expressão popular cujo,
    significado será a constatação de algo desagradável e inesperado! Nem
    todos podem ir às raízes francesas de certas palavras que, acabam detur-
    padas na linguagem corrente dos nossos dias … biltre será tudo, menos
    mendicância de votos !!!

  39. anonimo, e quais são os teus? Vamos começar por aí que é para ver se percebo do que estás a falar.
    __

    J. Madeira, biltre será tudo, incluindo a mendicância de votos. Mas se ficarmos apenas pelo significado de “desprezível”, então considero o discurso e a candidatura de Nóvoa desprezíveis. E então, é proibido desprezar politicamente o Nóvoa político?

  40. Para um dos Post´s, mais comentados que me lembre, o devido aplauso ao seu criador.
    Não concordo com uma linha, mas a vénia pela discussão, é merecida.
    No dia da morte do “Rei Camaleão” , conhecido entre nós, por “David Bowie”, que grande homenagem aos
    que se insurgem, e que ao fazê-lo nos reinventam…
    O Pensamento Centrista, é feito de isto.
    Uns, com escola e boas maneiras…, outros vindos da rua, e com pêlo na venta.
    Depois de cavaco + cavaco, não precisamos de um ventríloco, armado em sabe tudo, a quem seu nariz aponta para onde lhe cheira melhor. Sinceramente, depois de um, outro, “Perro” na presidência seria mau demaís.
    Sampaio bem como Belém, devem assim merecer todas as discussões, de quem se encontra Órfão de Presidencia vai para, DEZ ANOS!

  41. A Matias mais a Catarina e o Jerónimo mais o Padre de Câmara de Lobos andam a dizer aos madeirenses para não votarem em Marcelo.
    Mas não dizem em quem votar, ora que chatice!

  42. Caro Valupi, como vivemos numa democracia, a adjectivação é livre
    assim, cada qual fica com a sua, para lá de ter que a justificar se disso
    for o caso … o que não é, de todo! Pois a nódoa cá ficará sem qualquer
    desprezo, porque a perfeição será sempre uma utopia !!!

  43. A confusão é tão grande que desta não há volta a dar.
    Nem primeira nem segunda.
    O Dr. Costa calado.
    o presidente do ps já fala, o filho do ex-presidente não está de acordo com o ex-presidente e actual pai.

    Gente boa fala em biltres.. (a sério ou a reinar?)

    E, para maior desconcerto José Sócrates diz que é preciso definição:
    – sim mas em quem???
    – não há ninguém que brilhe.
    É demais para uma cabeça normal.

  44. «Biltre!» é uma espécie de «fáxista!» ao contrário: é um insulto antiquado com que um tipo fino e perfumado, ou uma velha tia rica a cheirar a mofo, relegam um semelhante em status à fossa dos proletas a cheirar a suor azedo. No presente contexto resulta um bocado estranho.

  45. Aliás o «topete» está de acordo com o «biltre». «Topete» quer dizer atrevimento de um inferior; não se diz «sua majestade teve o topete de…»; diz-se «o serventuário teve o topete de…».

    É óbvio que este Valupi se considera upper class e upa… upa… Ou pelo menos, pelo menos, lower middle upper, para empregar a classificação ternária que o Orwell tão inteligentemente aplicava à hiper-consciência de classe inglesa. Se bem me lembro considerava ele próprio as suas origens como upper lower middle ou então lower middle middle, um degrau acima dessa (não fui verificar, mas acho que está num ensaio, ou auto-biográfico ou sobre as classes inglesas)…

    Em minha opinião o «biltre» aponta para alguma coisa abaixo do lower upper upper. Ou isso ou velha tia de Cascais armada em carapau de corrida masculino.

  46. A Marisa não porque já lá diz o ditado que presidente com voz de aguardente não apela a boa gente.

  47. De todos os candidatos, só um me suscita pensamentos de luxúria. O Prof. Marcelo, com menos 30. Por isso votarei nele.

  48. De todos os candidatos, só um me suscita pensamentos de luxúria. O Prof. Marcelo, com menos 30 anos. Por isso votarei nele.

    A Marisa tem cara de sopeira, coitadinha não tem culpa mas as coisas são como são. Enfim, o nome diz tudo, Marisa é escolha da plebe. O Prof. Nóvoa em jovem tinha ar de «nerd». Uma pena que dê confiança aos pelintras da foice e do martelo, é assim, as almas mais nobres têm sempre as suas fraquezas. O Tino é o parvo de serviço, serve para transformar as eleições numa espécie de Auto contemporâneo, com um desfilar de figuras típicas da casa. Mal por mal, preferia ver como candidato o actor João Catarré, que numa acção de campanha mergulharia no Sado com uns calções curtos e apertados em nome da defesa dos golfinhos do estuário!

  49. «Ó Valupi o Sócrates precisa bem dos 10 anos para dar a volta por cima. Deixe lá o Professor Doutor Sampaio da Nóvoa ser presidente durante 10 anos. A seguir engata na presidência o Professor Doutor e Engenheiro Sócrates.»

    Não fosse o Sócrates de Esquerda até diria que deixou saudades.

    Não gostei de ver nas revistas um PM que mora em Massamá num mamarracho e passa férias no meio da populaça na Manta Rota. Se gosta da zona, ao menos ficasse numa casa de campo ou no Hotel Quinta da Ria e fosse à praia de Cacela Velha, que por enquanto não tem povinho, embora faça parte de guias LGBT. Mas Mykonos também estás nos guias gays e o Ronaldo e o Mourinho foram lá de férias, não é?

  50. «A propósito de votos em Marisas bloqueiras, leis anti-piropo e políticas demográficas, quando é que alguém dedica alguma atenção a este tipo de observações:
    Códigos de conduta?»

    Se fossem bichas não teria havido nenhuma reclamação, pelo contrário, haveria muito alegria por terem um bando de turcos, sírios e iraquianos a apalpar-lhes o rabo. Mulheres…

  51. Valupi,
    como vai longa a conversa não li por agora os comentários dos aspirinos mas, apesar de saber que, por vezes, tens um jeito que é só teu como canta a Alcione (chama-se assim, …?), confesso que fiquei um bocado surpreendido com o que dizes no post sobre o debate entre o Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa.

    Para veres como andamos em sítios distintos, copio para aqui um mail que fiz para uma série de amigos/as no dia seguinte porque não é nenhum segredo (e que, ao ler o que escreveste, me parece muito mais razoável para um gajo que olha como observador para este “Tempo Novo”… e, que raio!, é o que se esperaria de ti no Aspirina B).

    Depois do que se viu ontem, na SIC N, e mesmo depois dos “comentários” do seboso do Nuno Magalhães do CDS e da nulidade do Brilhante Dias, a seguir, e, em dose dupla, da beata Graça Franco e do Ricardo Costa, depois, ainda há alguém que outrora pertencesse ao clube dos indecisos e que não tenha decidido concentrar o seu voto no Sampaio da Nóvoa?

    No entanto, depois da tareia marceliana em directo, ficaram-me uma ou duas dúvidas, a saber:

    Noto que o Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em 1948, a fonte é a wiki-wiki e é acessível a toda a gente.

    Ora, se o Marcelo disse que, em 1975, esteve ao lado dos militares do 25 de Novembro tinha 27 anos portanto. Além disso sabe-se que, em 1974, foi co-fundador do PPD.

    Mas há perguntas, duas pelo menos.

    1. E entre 1966, quando atingiu os 18 anos, e o ano de 1973 esteve onde?

    2. E de 1958 até 1966 esteve onde?
    (aos 10 anos aderia-se à Mocidade Portuguesa, acho, eis porque escolhi o ano de 1958)

    #EugostavadesaberondeesteveMarceloRebelodeSousaentre1966e1973
    #EugostavadesaberondeesteveMarceloRebelodeSousaentre1958e1966

    Alguém sabe, …?

    Voltarei ao teu post com mais tempo, prometo.

  52. A propósito de presidenciáveis padres de Câmara de Lobos:

    O PCP faz lembrar o PC da Federação da Rússia, que, no seu programa, consegue juntar “tradicionalismo”, “nacionalismo”, “marxismo-leninismo-estalinismo” e “ortodoxia”, esta última no sentido religioso, escreve J. Milhases

  53. Para se perceber melhor a importancia dos “media” …, nespresso online, é ver as fotos, de Marisa, Marcelo+bébé, e M.Belém.
    Quem sabe, sabe! o resto é conversa.

  54. A quem é que Marcelo Rebelo de Sousa virá a dar indultos presidenciais se for eleito Presidente da República? Alguém se importa de lhe perguntar?

  55. Ainda sobre os debates, e noto que depois do presente post do Valupi ninguém dos outros postantes no Aspirina B abordou os seguintes, deixo também umas breves linhas que escrevi algures no caminho que levou ao debate de Maria de Belém com Marcelo Rebelo de Sousa e, ainda, o ponto G (!) do que a senhora manteve com Sampaio da Nóvoa.

    I. Desde o debate com o Sampaio da Nóvoa que as coisas passaram a mexer. Maria de Belém y sus muchachos tentaram entalar o Guterres (excelente entrevista na RTP, a propósito!) com um alegado apoio e o ex-PM demarcou-se claramente na RTP. Nos dias a seguir, o António Costa apela ao povo do PS mas o Carlos César declara apoio ao Sampaio da Nóvoa.

    A Maria de Belém, por outro lado, porque quem não tenho expectativa nenhuma consegue ser ainda pior quando a vejo. Exemplo, claríssimo: numa reportagem do Pedro Coelho na SIC sobre os três principais candidatos, num momento de entrevistas intimistas e “paradas” portanto, foi penoso ver a
    Maria de Belém a tentar explicar que tinha não sei quem na família que chegou a estar preso ou que tinha sido aborrecido pela PIDE. Nem percebi muito bem se se queria diferenciar de alguém, Marcelo?, ou chegar perto do grupo dos advogados oposicionistas como o Soares, Zenha, etc.

    Enfim, vamos ver qual é o sentido do vento mas acho que o Sampaio da Nóvoa vai surgir pouco agressivo e ela a tentar desunhar-se quando é apertada (fez isso com o Henrique Neto por causa do papel que sacou ao Ricardo Salgado, ontem fê-lo com o Marcelo sobre o facto do tipo dormir pouco ou muito, etc.).

    II. Uns dias depois, só queria assinalar a nojice que a Maria de Belém fez explorando a morte do ex-ministro Mariano Gago para entalar o Sampaio da Nóvoa e que marca bem um traço de personalidade. Dizem-me que o que estava em causa, há cerca de 10 anos, era a acumulação de duas áreas complementares (ensino superior/ciência e tecnologia) e que aquilo que o que Sampaio da Nóvoa contestava, e fazia-o enquanto reitor da UL, era uma eventual aposta desmesurada na investigação científica em detrimento do ensino superior. Mais: que essa tinha sido uma discussão tida no interior da universidade na época e que, na opinião de quem me passou a informação, completamente justa para uma série de pessoas.

    Ora, para mais sabendo-se que há actuais reitores que estão na jogada e que estão na origem da candidatura de Maria de Belém, ficam todos mal no nicho dos 1% do eleitorado que se preocupa com a investigação científica portuguesa. Os outros, 20% ou 30% do eleitorado e que a conhecem no PS, já sabem o que a casa gasta e é vê-la a espernear numa campanha miserável e completamente oca de tudo.

    Daniel Oliveira no Eixo do Mal, logo nesse dia, chamou-lhe uma “falsa sonsa” (um apodo que tu utilizas por vezes, Valupi) e que os portugueses estão fartos destas personagens depois de Cavaco Silva. Eu só troco o adjectivo: acho que ele é um velho velhaco (coisas da idade, não há velhacos com 20 anos…) e que se há coisa boa desta campanha é mostrar que o Cavaco e a Maria de Belém nesse aspecto são parecidos.

    III. Em conclusão, e isto pode referir-se à frase que tanto incomodou o Valupi já agora, o Sampaio da Nóvoa pode não dizer algumas vezes o que eu quero ouvir, não tem killer instict político (e até acho que ele é naïf de vez em quando) mas não é um demagogo e é justo que se reconheça que hoje tem um discurso articulado passados estes meses na estrada (longe dos lugares comuns de outrora que o Valupi glosou e que eu subscrevi na altura).

    Como diz o outro, palavra dada é palavra honrada e por mim acabei de cumprir a promessa de ontem.

  56. Anónimo de Alqueva, nota que eu não costumo ser palavroso (estilisticamente palavroso, digo, o que normalmente é desnecessário).

  57. Só mais uma nota porque a letargia parece ter consumido os postantes do Aspirina B (Penélope? Júlio? um link que seja da Isabel Moreira que hoje tem um artigo ou uma entrevista sobre as presidenciais de 2016), depois do post valupiano sobre o Sampaio da Nóvoa.

    Socorro-me de uma reportagem da SIC sobre a campanha da Maria de Belém, a que passou ontem à noite. Estrela da companhia: Jorge Coelho lui-même. Ora, o repórter de imagem do Pedro Coelho, na SIC, foi apanhá-lo durante uma visita à fábrica da Cavalinho acrescentando-lhe uma frase deliciosa: que Jorge Coelho serve para tornar sempre mais «coloridas as campanhas socialistas».

    Apanhado à má-fila pela SIC, direi antes que a mim me pareceu mais que ele personificava ali um “dealer” com o seu blusão de cabedal e que resolvera sair da sua zona de conforto (a aposta empreendedora do agora consultor será uma queijaria tradicional, segundo percebi há dias), a de alguém que me pareceu incomodado com o que o Marcelo Rebelo de Sousa foi dizendo dele, e ele do próprio Marcelo na Quadratura do Círculo, e que, investido nesse novo cargo, me pareceu ser o de novo director de campanha de Maria de Belém (um outro deve ter existido, sabes quem era Valupi?).

    Concluo dizendo que não sei quanto vale eleitoralmente o Jorge Coelho, hoje, mas que estas coisas têm sempre duas faces: a senhora candidata Maria parece que desde ontem se dissolveu na luz escura dos holofotes.

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