O regabofe da identidade

É de uma imaculada justiça que seja o PSD a destruir a RTP; e, particularmente, que tal incivilidade fique com a assinatura de Passos e Relvas. Passos é o fulano que por ter feito carreira num partido e num grupo de empresas de um poderoso militante desse mesmo partido se acha no direito de castigar os piegas que lhe estragam a paisagem nacional agora que está no topo da cadeia alimentar. Relvas é o exemplo maior do que a asneira e o ridículo permitem alcançar na vida política portuguesa. Não podia haver mais representativa dupla da decadência da direita partidária para este acto de lesa-pátria.

A RTP, em especial o Canal 2, tem prestado um inestimável serviço à cultura, memória e identidade da comunidade onde somos. Com o desaparecimento desta fonte produtora e agregadora de histórias, reais e fictícias, é a História de Portugal que perde um dos seus mais valiosos cronistas. Os mesmos que tudo fizeram para afundar o País na ganância de irem ao pote só descansarão quando lhe partirem a forma.

11 thoughts on “O regabofe da identidade”

  1. Dois grandessíssimos FDPs. Para estragar o negócio seria engraçado o PS dizer que, logo que fosse governo, nacionalizaria novamente o canal. Era o fiasco total da negociata dos amigos destes vígaros.

  2. Lembro-me que, quando há muitos, muitos anos atrás um qualquer governo da inestimável “direita” deste país tentou avançar com idêntica medida, sucederam-se as manifestações à porta da RTP. O que vai agora acontecer?!

  3. Do DN
    “A RTP2 irá “muito provavelmente” fechar, independentemente do cenário a adotar para o futuro da empresa, em razão do seu avultado custo, para reduzidas audiências, prosseguiu o consultor do executivo, na entrevista à TVI.”
    Valupi
    “A RTP, em especial o Canal 2, tem prestado um inestimável serviço à cultura, memória e identidade da comunidade onde somos”
    Percebem a diferença, senhores da esquerda única, verdadeira e certificada?

  4. Do DN
    A RTP2 irá “muito provavelmente” fechar, independentemente do cenário a adotar para o futuro da empresa, em razão do seu avultado custo, para reduzidas audiências, prosseguiu o consultor do executivo, na entrevista à TVI.
    Valupi
    “A RTP, em especial o Canal 2, tem prestado um inestimável serviço à cultura, memória e identidade da comunidade”
    Fica provado que, à direita da Ordem da Pura Esquerda, é tudo igual, né Frei Louçã?

  5. Nem mais Jorge! Mas anunciar que se trataria de uma nacionalização sem direito a indemnização. O mesmo deveria ser feito com a TAP, ANA, CTT, EPAL, Estaleiros de Viana.

  6. o broges anunciou uma catastrofe para abrir caminho a mais uma aldrabice do relvas, preparem-se para o facto consumado de afinal-podia-ter-sido-pior. tou a estranhar o silêncio ensurdecedor que vem dos lados de carnaxide.

  7. “…só descansarão quando lhe partirem a forma.” Direi: “só descansarão quando lhe partirem as fuças…”
    É inadmissível que neste país um fulano que ajudou a destruir milhares de lares e de empresas nos USA (não esquecer que esse AB foi dos que andou a “esgravatar” – para poder comer uma sopita… – na Golden Sachs), seja o ministro sombra no ativo com maior poderio na destruição dos poucos anéis que temos… não tardará que nos levem os “dedos”! É preciso que reajamos.

  8. @ Eduardo J: “em razão do seu avultado custo”… Qual custo? Sabe quanto é?

    No SOL:

    “Segundo os dados da European Broadcasting Union relativos a 2011, citados peloConselho de Opinião da operadora pública, os 306,6 milhões de euros gastos pela RTP estão 59,4% abaixo da média europeia. Os gastos operacionais da empresa pública cresceram 17 milhões de euros entre 2010 e 2011 para 306,6 milhões de euros, devido sobretudo aos gastos de 11,7 milhões de euros em indemnizações aos trabalhadores que aceitaram rescindir contrato com a empresa pública.

    (…)

    No ano passado os encargos para os contribuintes (despesas menos receitas) do Grupo RTP foram de 222,7 milhões de euros, isto é, de 610,1 mil euros por dia. Este ‘buraco’ é o equivalente a uma despesa de 3,4 euros por cada agregado familiar existente em Portugal, de acordo com a análise efectuada peloConselho de Opinião.

    Em 2011, a RTP arrecadou 151,1 milhões de euros de contribuição audiovisual, o que representou uma média de 2,2 euros por mês a cada família. Deste total, a EDP, que efectua a cobrança através da factura da luz, teve direito a 4,4 milhões de euros.

    O serviço mais dispendioso é o prestado pela RTP 1. O principal canal de televisão doEstado representa 38,6% do custo líquido do serviço público prestado pelo grupo, ou seja, 83,2 milhões de euros. Seguem-se os operadores públicos de rádio (Antena 1, 2 e 3), com um custo líquido em 2011 de 40,3 milhões de euros, que representou 18,7% do total. O terceiro instrumento de prestação do serviço público mais dispendioso foi a RTP 2, que não conta com receitas publicitárias, com um custo líquido anual de 39,7 milhões de euros (18,4% do total).”

    De notar como a conversa é viciada! Custo é chamado de buraco… mas é serviço público ou é o quê? A BBC dá lucro?

    Ou seja vão vender a RTP 2 por umas patacas a quem ficar com a RTP 1 à consigna, porque a RTP2 não tem interesse nenhum, não tem audiências, não tem receita de publicidade, e as infraestruturas estão todas amarradas.

    Ou seja mais uma negociata que é o Zé a pagar para privados explorarem! Só neo-liberais de pacotilha, só sabem é mamar no estado!
    Para poupar 40 milhões de euros? Quanto vão vender? 20 milhões? E o enterro que mandaram de 4 mil milhões este ano? Bem podem vender RTPs!

    “os 306,6 milhões de euros gastos pela RTP estão 59,4% abaixo da média europeia”

  9. Quem serão os ‘amigos’ que vão receber como prenda os 140 milhões da taxa do audiovisual?”

  10. Por mim fechava-se a RTP1, verdadeiro poço de ” jornalistas ” mediocres, pivots patetas e toda uma panóplia de convidados e pimbalhadas , pagos a peso de ouro para nos dar circo.
    Dispenso.

    Fica a RTP2, que gasta bem menos, a RDP e a RTP internacional. Sem publicidade e cobertas pela taxa que este ministro sinistro pretende entregar aos amigalhaços do PPD.Com verdadeiro serviço público.

    Aqui sim está uma solução razoável para o problema.

    Já agora convém saber se , concecionando a RTP1 a privados, o estado também vai assumir os custos de eventuais despedimentos que o privado venha a fazer assim que tomar o leme da coisa. Porque isso implica mais despesa para o país, a tal que este governo diz que não gosta e que está a cortar…

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