O Ministério Público tem delegados em tudo o que é pasquim

No jornal i, o advogado de José Sócrates diz que a venda da casa do ex-primeiro ministro paga integralmente a dívida a Santos Silva. Confesso que tentei fazer a conta mas não percebi bem como é que menos de 700 mil euros pagam €1,5 milhões. Mas os caminhos do direito são insondáveis.


RICARDO COSTA

41 thoughts on “O Ministério Público tem delegados em tudo o que é pasquim”

  1. O que te deveria chamar a atenção são os delegados por omissão, que o MP tem no PS e que, por omissão, fazem muito mais pela acusação abjeta a Sócrates do que todos esses jornalistas, comentadores, procuradores e juízes a soldo da direita. sobre o que é realmente vergonhoso, o valerico entra mudo e sai calado.

  2. Mas diga lá, então, como é que os “delegados por omissão do PS” podem alterar – sózinhos – este “estado das coisas” na Justiça, se enfrentam “os psds e cds em coligação (vergonhosa !) com os pcps e outras “esquerdas verdadeiras” , que preferem o caos a uma mudança radical da politica no nosso país!?!

    É que a situação na justiça não mudou nada desde o 25 de Abril…Et pour cause…

  3. Tem razão RC: os caminhos do direito são insondáveis ! Já os caminhos da direita estão bem à vista de todos; só não os vê quem não quiser.

  4. que história que já mete nojo. principalmente a defesa que se mostra, a cada dia que ele passa na prisão, competentíssima. o resto, opiniões que pululam em tudo o que é pasquim, vale nada.

  5. «Mas os caminhos do direito são insondáveis.»
    De facto, são. De facto são. Mas saiba V. Ex.ª que os gajos de Direito não sabem fazer contas. Porém, como estamos em época de saldos, sendo certo que as amnistias privadas são fruto da autonomia da vontade privada…

    Só não entendo, como é que a alegada liquidação da dívida, ainda que PROFUNDAMENTE reduzida, pode INFLUENCIAR o curso da INVESTIGAÇÃO.O homem foi detido por ter pedido dinheiro emprestado ao amigo, foi? Mas este não lho deu? E ele não desconfiava do sistema bancário?
    Que se discute então? LOL.

  6. ENAPA, pá, és tu que andas a usurpar-me a identidade outra vez?

    Conta aí, ó douto – « acusação abjeta a Sócrates ». Que queres dizer com isso?

    Já há acusação? Mas o ILUSTRE ESTAGIÁRIO que anda a ver montras, diz que já pagou a dívida ao amigo. Achas que vale a pena preocupares-te com a dita acusação? Está tudo arquivado.
    Pagou, extinguiu o procedimento. Por analogia, tão a ver. É que há casos em que quando se paga no decurso da investigação, a coisa é arquivada. Será este um deles?
    Esperemos pelo asnodiscurso dos que bêemtudo.

  7. «É que a situação na justiça não mudou nada desde o 25 de Abril…Et pour cause…»

    Disse o M.G.P.Mendes.

    Então, manteve-se foi? E os XUXAS nada fizeram? Será que foi por andarem a fazer comícios na rua, gritando pregões e armados em alentenjanos com o Grândola Vila Morena, hum?

    Mande aí.

  8. Este é apenas +1 que diz saber o que está no processo. O pior é que há muita gente a acreditar, pois quem devia desmentir prefere esconder-se atrás do ‘segredo de justiça’…

  9. É lamentável que os advogados de defesa de Sócrates não tenham aproveitado a oportunidade para informar qual o valor real dos empréstimos de Sócrates junto do seu amigo, desmascarando os trafulhas com o o Ricardo Costa. Os advogados, por mera aselhice, deixam tudo envolto na nebulosa da acusação. Aqueles dois advogados parecem duas baratas tontas e a contribuir para que Sócrates seja imolado como um cordeirinho. O próprio Sócrates dá a impressão de ter aterrado ontem no meio deste lodaçal que é a nossa justiça. Já o disse várias vezes: Sócrates está a pagar com a própria vida o facto de ter fechado os olhos ao lodaçal reinante na justiça, já claramente notório durante a sua governação, ou sobretudo durante a sua governação. Os magistrados há muito que andam em andado em roda livre e, tanto ele como os seus ministros da justiça, não exigiram o respeito pela Instituição da Justiça. Sócrates deve ter pensado que era assunto da periferia da República. Agora assiste, impotente e enjaulado, ao domínio total da máfia sobre a a fundamental Instituição da da República. Nos casos mais graves e mediáticos, a justiça só acusa e pune aqueles que a máfia consente.

  10. Maria Abril,

    Discordo em absoluto do que diz sobre a publicitação das relações privadas entre JS e quem quer que seja.
    Acho de total mau gosto qualquer deriva para o puritanismo moralista que caracteriza a baixa politica. Mais: JS a mim não tem de provar nada, rigorosamente nada ! O MP que o acusa de corrupção é que tem tudo para provar : tem de provar que a culpa existe, tem de provar que este processo não está encharcado de motivações politicas, tem de provar que a justiça não está refém das agendas corporativas dos seus agentes. E para isso a retórica processual não basta, as inferências não servem. É preciso o MP provar preto no branco quem, quando, onde e como, corrompeu o PM de Portugal. JS não tem de provar nada.

  11. Ai, ai, tanta asneira, ai! Ó gente por favor, não digam DISPARATES. O que é que O PAGAMENTO INTERESSA?! DESDE O COMEÇO que digo que a defesa do 44 está ERRADA! ERRADA. A culpa não é da MAGISTRATURA envolvida nos autos! O MAGISTRADO APRECIA o que lhe chega, DE ACORDO COM A LEI. O ACÓRDÃO QUE O VALUPI AQUI PUBLICOU di-lo bem.

    BORRIFEM -SE para quem te de provar o que quer que seja, AVENTESMAS. O 44 é que DEVE PROVAR PARA SALVAR o COIRO. Pode ou não? Não pode, espera pela prova do MP. Retira consequência. Se PODE, AVANCE. CAMBADA. o juíz cinge-se ao que lhe aparece no PROCESSO.

  12. Pois sim, jurisconsulto !
    Quando me aparece em casa uma multa de estacionamento em Chaves, também eu tinha de provar que nunca lá fui, e como não conseguia, paguei, pois o juiz cinge-se ao processo, e no processo estava a matricula do meu carro. Será preciso ser-se sobredotado para entender que algo está infinitamente mal resolvido na relação da justiça com a cidade quando funcionamos sob primado da desconfiança na honorabilidade de todos e de cada um ?

  13. “O 44 é que DEVE PROVAR PARA SALVAR o COIRO. Pode ou não? Não pode, espera pela prova do MP. Retira consequência. Se PODE, AVANCE. CAMBADA. o juíz cinge-se ao que lhe aparece no PROCESSO.”

    tradução: confessas aquilo que o mp quer ou vais dentro enquanto não esgotarmos os prazos todos. se colaborares com a justiça, lamberes as botas e entrares com algum para a investigação, poderemos tornar isto mais fácil para ti. se cometeste algum crime? isso agora não interessa para nada, se queres sair em liberdade tens que confessar as fortes convicções do juíz e se não souberes quais são, lê o correio da manhã.

  14. Muito bem, ponham -se em linha para eu vos partir a cabeça e enfiar as coisas lá dentro.

    Quem quer ser o primeiro?

    IGNATZ, cala-te. As tuas traduções são boas para as melgas do PRUNES. Vai dar uma curva. Mas também podes ficar em fila, que também te racho a cabaça, pá.

  15. «Quando me aparece em casa uma multa de estacionamento em Chaves, também eu tinha de provar que nunca lá fui, e como não conseguia, paguei, pois o juiz cinge-se ao processo, e no processo estava a matricula do meu carro.»

    Ó Rodrigues, Ó Rodrigues, e então, pede ao PRUNES que ele explica-te o in dubio pro reo. Tás a ver? Hum? Tás mesmo a ver a coisa? LOL. Pelos vistos não viste pá. Manda aí a matricula da carroça, pá. Quando te apanhar a dormir vou fazer corridas na auto – estrada e não pago…

    TAPADO!

  16. Quem esteve detido mais de oito meses sem acusação, só por “fundadas”
    suspeitas de um procurador e de um juíz que, se julga justiceiro … a ser ver-
    dade o que dizem constar nalguns autos, suporta mais dois ou três na pri-
    são de Évora, onde goza de “especiais” atenções!
    Creio que, são injustificadas as críticas feitas por alguns comentadores aos
    advogados de José Sócrates pois, não lhes é dado conhecimento integral do
    processo logo, estão limitados a recursos baseados nos despachos do JIC e
    do procurador que, são liminarmente recusados com as mais diversas argu-
    mentações excepto, a caso do relator da Relação que votou vencido por nada
    ter visto que justificasse a prisão do ex. P. Ministro de Portugal!
    Alguma razão terá o António Costa na posição que tem defendido, não es-
    quecer que também já foi ministro da Justiça, apesar das coincidências verifi-
    cadas nas actuações da investigação e do juíz de instrução, com eventos de
    importância para o PS, já se fala no dia 9 de Setembro e no debate maior!
    Em qualquer dos casos, para avançar com uma acusação o M. Público deverá
    ter sólidas provas (não serve o convencimento ou convicção) para ir a julga-
    mento e, cada vez há menos tempo … se em mais de 10 anos de investigação
    não arranjam qualquer prova é caso para uma grande vassourada no DCIAP!
    Nada adianta a muita especulação e bocarras que debitam aqui no Aspirina B!!!

  17. JRodrigues, teria toda a razão, se a nossa justiça não estivesse encharcada de inquisidores do pior que o nosso passado já nos deu em perseguições político religiosas. A meu ver, pelo que se vai percebendo, este processo Marquês é filho legítimo de inquisidores. Também não me custa nada aceitar, JRodrigues, que nada adiantaria Sócrates divulgar o montante que pediu emprestado ao seu amigo, porque nada disto interessa aos responsáveis do processo. Estou a recordar-me que Carlos Cruz provou com documentos que não podia estar naqueles dias, naqueles lugares e àquelas horas a cometer os crimes os acusadores lhe imputavam. Adiantou alguma coisa? Disseram-lhe na cara que teria emprestado o carro, o telemóvel e os cartões de crédito!
    Veja o paralelo: o dinheiro e os apartamentos estão em nome de Santos Silva e os beneficários finais de todos os seus bens são os seus herdeiros. Apesar da evidência, é tudo do Sócrates e fruto de corrupção. Se não se provar a corrupção, porque é muito dificil obter provas (dizem os comentadores) presume-se que houve corrupção, E pronto, faz-se a justiça que o povo, devidamente instruído no processo pelos magistrados e a sua caixa de ressonância jornalística, há muito fez.
    A não ser que haja um sobressalto cívico (e não estou a ver como) a Sócrates vai acontecer como ao Carlos Cruz: condenado por “ressonância de verdade”, uma ressonância que ecoa todos os dias, de uma forma ou de outra, em toda a comunicação social. O episódio nojento da última “homilia” do Professor Dr Marcelo e da Judite é já uma prévia condenação por “ressonância de verdade”. Não tenho dúvidas de que o processo Casa Pia fez jurisprudência para perseguir e condenar sem provas. Também fez jurisprudência a absolvição sistemática de tudo quanto é figurão da direita ou gira na sua órbita. Acredite, JRodrigues, que ficarei muito espantada se estiver enganada, porque acho muito improvável o fim próximo do poder dos fdp (filhos da pide).

  18. «Creio que, são injustificadas as críticas feitas por alguns comentadores aos
    advogados de José Sócrates pois, não lhes é dado conhecimento integral do
    processo logo, estão limitados a recursos baseados nos despachos do JIC e
    do procurador que, são liminarmente recusados com as mais diversas argu-
    mentações excepto, a caso do relator da Relação que votou vencido por nada
    ter visto que justificasse a prisão do ex. P. Ministro de Portugal!» J. Madeira

    No que me respeita, as minhas «críticas» reportam-se ao que aqui é dito JUSTAMENTE sem se conhecer o PROCESSO. Sempre disse e digo que não adianta especular.
    Todavia, o teor do acórdão do TC diz-nos MUITO do que tem sido a DEFESA do arguido. Essa defesa não aproveitou a oportunidade processual e pretendeu a apreciação do TC sobre matérias que não só não foram suscitadas previamente na instância adequada, como visam sindicar DECISÃO e não a fiscalização prevista na lei constitucional. Ora quando isso não é cumprido, a pretensão do arguido está votada ao insucesso, para além de prejudicar aquele, sobretudo quando se misturam matérias que levam o TC e, antes deste, a Relação a pronunciar-se com recurso a adágios. Evidentemente que houve estudo exaustivo do processo, com tudo o que até ali o enformava, pelas instâncias recursivas. Isso é mau, se atentarmos que o arguido se diz perseguido e indevidamente investigado.

  19. Depois é incrivelmente ABUSIVO, ESTRANHO, que aqueles que tanto defendem a inocência do arguido, CRITIQUEM com recurso a invetivas, comentadores que se pronunciam com base nos elementos que têm à sua disposição neste espaço. A discussão devia cingir-se ao que se conhece, porém, verifica-se o culto dos que ADORAM politizar a causa. Dá-lhes jeito ao seu sentido de discussão. Não sabem, não conseguem sequer ler o acórdão mas ei-los que criticam a JUSTIÇA do caso concreto até aqui feita. Apenas porque se trata de Sócrates. Ora se não entendem o discurso (fático e jurídico) que leva a decisões, como podem criticar a decisão sem entenderem a motivação ( jurídica – a única) daquela?!

  20. Entraste agora num caminho sinuoso, a saltar de pedra em pedra, para veres se a manha pega.
    Leste o que escrevi em comentário ao post anterior e vens agora distorcer ligeiramente, para justificares a escorregadela do TC para foros do delírio com um certo delírio da defesa recorrente.
    Gosto quando tu sais da cassete e apareces por aqui com linguajar doutoral.
    Diz-me uma coisa para avançarmos nesta coisa de trás para a frente.
    Que quis o juiz Carlos Alexandre dizer quando escreveu num despacho que a medida de prisão preventiva pecava por defeito?
    Que se passaria na cabeça do juiz quando decretou a medida de prisão preventiva para se convencer que, por si, não era adequada aos fins enunciados? Obstar aos perigos de fuga, de perturbação do inquérito e da ordem pública?
    Em que outra medida de excesso estaria a pensar?

  21. PRUNES,

    Já te disse hoje que um parvo não tem categoria suficiente para ser bom. Tu não entendeste. Nota: eu não me desvio de assuntos. Tu é que és o perito em ziguezagues.
    Quanto ao que questionas, nota, também, o seguinte: consegues perceber isto: PROCESSO? Sabes o que está no mesmo? Conheces o seu conteúdo tal qual existe? É que todos os magistrados que o lidaram com a causa, já o LERAM NA ÍNTEGRA. Se fosses inteletualmente honesto nem questionavas o que acabas de alarvar.
    Se tu que és o MANUEL CASTRO NUNES, cidadão que dá as «COORDENADAS» ao PÚBLICO, e como sabes TANTO sobre CIDADANIA, PERGUNTA AO JUÌZ. Aliás, faz um requerimento e coloca-lhe essa EXATA questão. És cidadão, não és? Fá-lo, então. Sugestão: pensa, porém, no teor. É que à conta de conferências e esclarecimento públicos levados a cabo pelos advogados do arguido, este está grandemente prejudicado. A prova faz-se nos autos, não fora destes.E, portanto, podes apanhar com o desenvolvimento dos ADÁGIOS.

  22. Mas ó cegueta anormal!
    Quem quer fazer a prova fora dos autos és tu! Tu, o juiz e o procurador!
    Tu conheces os autos?
    O que o juiz escreveu a propósito da prisão preventiva foi lavrado num despacho parcialmente transcrito fora dos autos.
    Mas tu queres convencer quem?

  23. «O que o juiz escreveu a propósito da prisão preventiva foi lavrado num despacho parcialmente transcrito fora dos autos.»

    PRUNES. Cala-te.

  24. O cegueta já provou aqui que não passa de um sendeiro.
    Já não convence ninguém que é doutor de leis!
    E muito menos que é um dos violadores do processo do Socrates que está em segredo de Justiça.
    E ainda bem para ele senão um dia ainda podia ficar com o rabiosque entalado na porta como o Martim Moniz.

  25. E, esqueci-me de te dizer: ANORMAL e CEGUETA és tu. Vai albardar a BURRA da tua derivativa. Aqui, meu caro, ficas ao canto, esperando que eu te ensine. COMUNA. XUXA desertor.

  26. SENDEIRA, és simplesmente BURRA. Muito BURRA. Grosseiramente BURRA. Ofensivamente BURRA. Real BURRA. Entalada andas tu com as bisnagas retais, por isso, não pensas nem articulas. BURRA.

  27. ”numbejonada
    19 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 0:33
    E, esqueci-me de te dizer: ANORMAL e CEGUETA és tu. Vai albardar a BURRA da tua derivativa. Aqui, meu caro, ficas ao canto, esperando que eu te ensine. COMUNA. XUXA desertor.
    numbejonada
    19 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 0:35
    SENDEIRA, és simplesmente BURRA. Muito BURRA. Grosseiramente BURRA. Ofensivamente BURRA. Real BURRA. Entalada andas tu com as bisnagas retais, por isso, não pensas nem articulas. BURRA.”

    Já perdeu o fio à meada outra vez!
    Ia tão bem encarreirado na prosápia… Pum!
    Ai… cegueta…

  28. Maria Abril, José Sócrates jâ mostrou que está menos preocupado com a provação física do que com a dignidade da sua pessoa. Não serão os ferros nas janelas que a beliscarão. Estará de facto preso se alguém demonstrar de forma objectiva e inequívoca ter cometido crimes. Se a decisão de o condenar fôr fundamentada em ressonâncias de verdade, presunções de culpabilidade e rodriguinhos jurídicos a mal disfarçar arbitrariedade, má fé ou vontade maliciosa isso engrandecerá a sua condição. A história não esquece aqueles cujo sacrifício lança a luz que encandeia os déspotas de sua época.

  29. PRUNES,

    O licor de «M» tão consumido neste dispensário, fez-te e faz-te mal. Manda aí umas lições de latim, parece que são essas que desvendam o gongorismo dos acórdãos judiciais…

  30. Fui eu que desfoquei o pobre cegueta!
    O desgraçado marra como os mansos marram no vermelho.
    Eu vou ficar só a assistir para ver se o homem consegue encarreirar o raciocínio!

  31. Calma aí, Amigo Nunes!

    O “habitualmente bem disciplinado (…) exército que tens aquartelado entre as gâmbias” é apenas alusão ao aquartelamento que certamente tens no mesmo sítio em que tenho o meu, com duas casernas para abrigar as tropas e uma mangueira extensível para lavar a parada.

    Quando desresponsabilizo o ingénuo praça que se desenfiou desse “habitualmente bem disciplinado (…) exército” aludo apenas à possibilidade académica de uma ou outra incursão de elementos indisciplinados dessa bendita tropa em pacíficas confraternizações que não constem da ordem de operações oficial. Digo “possibilidade académica”, repara bem, e não “probabilidade”, pois de modo nenhum quero perturbar eventuais harmonias conjugais, uniõesdefactais ou outras que tais.

    Quanto à paternidade dos ceguetas, recuso liminarmente qualquer responsabilidade! Os cagalhotos que diariamente produzo saem daqui e chegam ao Tejo, com passagem pela reciclagem de Alcântara, todos com os olhinhos bem abertos – todos eles, todinhos mesmo! E pago um balúrdio por uma avença à MultiOpticas para garantir que chegam ao destino sem problemas, com visão perfeita durante todo o trajecto. Juro, sem figas nem pernas cruzadas!

    Quanto ao ter-te deixado sozinho com os ceguetas todos, Amigo Nunes, pois isso, pela parte que me toca, sempre estiveste. Uma coisa é puxar de vez em quando o autoclismo, quando o vento é fraco e o fedor é muito; outra, bem diferente, é dialogar com a merda, conversar com a poia, argumentar com o cagalhão. Já te expliquei porque não o faço.

    O cabrão do Joaquim Camacho vem aqui por muitas (felizmente ainda muitas) e boas razões, que, pedindo perdão por eventuais omissões, passo a nomear: Valupi, Penélope, Vega9000, Júlio, Maria Abril, Tatas, fifi, Antero do Quintal, Jasmim, Corvo Negro, Lucas Galuxo, Gungunhana Meirelles, primaveraverão, JRodrigues, jpferra, MRocha, enapa, M.G.P.Mendes e, last but not least, Manuel de Castro Nunes. Quanto ao resto, nem a costela alquimista do cabrão do Joaquim Camacho consegue convencê-lo da possibilidade de transformação da trampa que por aqui desaguou noutra coisa qualquer. Como arqueólogo que és, Amigo Nunes, não creio que alguma vez te tenha passado pela cabeça tentar transformar em ouro os coprólitos em que certamente já encalhaste.

    Como vamos resolver o problema? Bueno, não te vou dizer como, nem quando, mas alguma coisa se arranjará. A História não nos ensina, ao contrário do que reza o lugar-comum, mas pelo menos mostra-nos o que acontece à sacanagem quando, de vez em quando, o maralhal se lembra de que a janela é serventia da casa. Deixa-os poisar.

    Absolutamente grátis, aqui fica de novo o conselho de Mark Twain:

    “Never argue with stupid people, they will drag you down to their level and then beat you with experience.”

    ———————-

    P.S. – Beijinhos das massas populares.

  32. Amigo Camacho!

    Eu cheguei aqui há dois meses, mais coisa menos coisa, coisa e tal.
    Cheguei à porta e pus-me a espreitar a brincadeira. Todos a brincarem com o boneco.
    O boneco andava pelo ar, uns atiravam p’aqui, outros p’racolá, volteava, esventrava-se, coziam de novo os trapos, era uma fartazana de brincadeira. Tardes inteiras de brincadeira que entrava pela noite fora até o sol raiar.
    E eu pensei: também quero brincar com aquele boneco. Mas o boneco pertencia aos meninos que lá estavam dentro. Entrei de mansinho a apanhar as deixas. Os meninos não gostaram, o boneco era deles.
    E agora vem o Camacho citar a sabedoria de Mark Twain para me excluir da brincadeira, porque os meninos querem enterrar o boneco e o Nunes é que quer continuar a brincadeira.
    Vai-te catar, Camacho! Agora é a minha vez!

    Já agora, em nota breve.
    Essa ideia peregrina da defenestração tem autoria. É um alarde dos monárquicos e seus acólitos salazaristas. A defenestração é um episódio épico da casa de bragança, um duque que, com os seus esbirros, todos armados, apanharam um traidor sozinho e por trás, ao estilo do cegueta, e o deitaram pela janela. E assim se anteciparam às tuas queridas massas populares.
    Na voz dos monárquicos, esta nova defenestração de que falam é a defenestração da República, está mesmo a ver-se. E os comandantes dela são o Paulo de Morais, o Mendo Castro Henriques e outros que tais. Tens que inventar outro nome para o teu propósito.

  33. Maria Abril,

    Eu entendo perfeitamente o seu ponto. A minha questão é outra: se cedermos ao famigerado principio de que os fins justificam os meios, entramos no jogo de todos quantos em nome do que quer que seja atentam contra o valor da liberdade. Quando em nome da segurança aceitamos ser tratados como criminosos potenciais apenas para fazer uma simples viagem de avião, damos de bandeja a vitória aos terrorismos . Quando em nome da segurança aceitamos ter a nossa vida devassada 24 h por dia por câmaras de vigilancia e outros artefactos, abrimos uma caixa de Pandora na devassa das nossas vidas cuja dimensão só percebemos realmente quando ela nos cai sobre a cabeça com a violência de um tornado. Se me perguntar qual a alternativa, talvez lhe responda que não sei. Mas, como dizia o poeta, posso não saber por onde vou, mas sei que não vou por aí.

    Saudações.

  34. O CAPIM CAGALHACHO chegou e logo demonstrou a sua vasta experiência em escatologia. Corre-lhe nas veias. Sabe tudo sobre ETARES, e a sua função é arregimentar as póias pois disso vive. Identificou bem as póias do dispensário, as de estimação, seguindo-se-lhe soltura descontrolada.
    Esqueceu-se de mencionar a PÓIA que representa todos – CAGIGNATZ – maior produtor de TRAMPA da bloga. Tem agora um assessor no assumpto – «MANUEL DE CASTRO NUNES». Por isso, o Calracho do CAPIM CAGALHAÇO tenta desesperadamente arregimentá-lo na sua ÉTAR. Há, porém uma resistência assaz considerável e humanitária – o PRUNES, por aquilo que significa, seja, ar e vento, é crucial para desentupir a tripa. Assim que o gajo aqui aparece, a minha tripa avisa-me e diz-me: poupa na água – que é recurso escasso. Em vez disso, ri-te com as baboseiras do PRUNES e descarrega regiamente…

  35. Sócrates devia ter negociado com a Tróika. Ele devia ter negociado com a Tróika. Olha só «pa» redução da dívida ao amigo, ai, que matemática. Tão boa quanto a de Guterres, o da Humanidade.

  36. Amigo Nunes,

    Essa ideia de que a defenestração é “um alarde dos monárquicos e seus acólitos salazaristas”, uma invenção dos braganças com direito de autoria, equivale a dizer que a língua que falamos é uma invenção monárquica e por isso o melhor é começarmos todos a falar latim, por ser a língua dos que inventaram a república. Mas se a defenestração te provoca comichão, pois problema não teremos não. Republicano irremediável que sou, não me importo que, quando chegar a hora, escolhas métodos alternativos, seja a paulada nos cornos, a empalação, o candeeiro ou o Baygon.

    Quanto ao coprólito invisual, andas a perceber mal o filme. O conselho da Maria Abril, de o ignorar completamente, é talvez o mais avisado, mas a verdade é que também eu não me abstenho de, ocasionalmente, empalar o porcalhoto. Faço-o porque é fácil perceber que ele não gosta e porque para o meu método não tem o verme defesas eficazes, por mais que se peide na tentativa de resposta. O que não faço, porém, é dar-lhe aquilo de que gosta mais, que é contraditá-lo, argumentar com ele, tentar convencê-lo seja do que for ou provar que os meus pontos de vista são melhores. Para quê? Já reparaste que é isso que ele faz? Ainda não percebeste que o porcalhão está sinceramente convencido de que os esquerdelhos que aqui vêm mastigar uns salgadinhos e engolir uns penáltis ficam absolutamente esmagados com a sua argumentação bafienta de cagalhão vaidoso? Eu quero mesmo é que o gajo se foda! Se queres conversar com a poia, porém, força nisso, fica à vontade.

    As queridas massas populares continuam a mandar-te beijinhos.

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