Nova estirpe suína junta-se à gripe A

Foi detectado o primeiro caso de gripe M, uma gripe que se caracteriza por impossibilitar viagens à Madeira por pessoas cujo primeiro nome comece por M. Os investigadores estão perplexos com a sofisticação deste vírus, capaz de cruzar factores geográficos com alfabéticos. Teme-se o pior, podendo chegar ao ponto de se desenvolverem variantes com outras letras, estando já as companhias de aviação e agências de viagens em negociações com milhares de destinos para se adoptar uma nomenclatura numérica. Recorrendo a este estratagema, esperam baralhar o vírus de modo a que nunca mais se repita a infelicidade de vermos um presidente do PSD impossibilitado de assistir in louco ao tiro ao zeppelin, isto é, à bebedeira da Lagoa. Aliás, para a Madeira já há proposta de nova designação: 1978.

11 thoughts on “Nova estirpe suína junta-se à gripe A”

  1. Filipe, andaste por aí tão satisfeito com o silêncio jugular-simplex-cc, mas foi sol de pouca dura. Amanhã também pego nisso, que agora tenho mais que fazer (e, caraças, enquanto a mulher não se desbobinar a coisa não tem o “verdadeiro” sumo).

    Entretanto, e como espero que concordes, há que reconhecer não faltarem temas na actualidade.

    Toma lá outro e votos de bom trabalho criativo.

  2. Ao ouvir via televisão o discurso de AJJ no Chão da Lagoa, não deixei de pensar o que os continentais devia fazer a esta ilustre personalidade. Gosto da Madeira mas, desde que ouço esta criatura tratar-nos como nos trata – principalmente os jornalistas e que a maior parte deles continua a dar-lhe importância e fazer a sua (dele) defesa, são gatos do mesmo saco – nunca mais comprei produtos frutícolas. Para mim a banana da Madeira é uns dos melhores frutos assim como, a anona, a papaia e a pera de abacate.Se fizéssemos um boicote este senhor ia ter problemas com os prudotores e como não escoavam os seus produtos, talvez pensassem duas vezes antes de votar nele. A maioria da população é simpática não tem outro remédio se não em votar nele. Se o não fizer adeus trabalho e como são empregados do estado sentem esse medo, o que não me admira que, pessoas ilustres como o Presidente da Republica e o da Assembleia da Republica, se prestaram ao mesmo servilismo quando lá foram de visita.
    Na altura da visita de Cavaco – aqui trato-o por Cavaco, ele não representou a Nação mas sim a ele, devia de pagar as despesas ou o AJJ – até senti vergonha de dizer que era continental, tal a baixeja que demonstrou. Nas várias visitas que fez às freguesias, AJJ tinha que ir à frente a chamar as populações se não corria risco de não encontrar ninguém quando lá chegasse o Cavaco. Fez-me lembrar os dias de festa na minha terra, os zé-pereiras e gigantones a anunciar o seu início. Era o que fazia AJJ. Como disse gosto da Madeira passei lá bons anos, sei do que falo.
    Deviamos fazer um boicote ou fazermos um referendo para lhes dar a independência. Não custa criticar os continentais e andar a mamar à custa deles. É no IVA, nas viagens de avião para o continente, era subsídio de insularidade, ainda bem que no ano de dois mil o governo acabou com tal mama. Todos os madeirenses e porto-santenses – empregados do estado – recebiam um subsídio de quinze por cento sobre o ordenado base, se estivesse colocado no continente não tinha direito a esse subsídio. Argumentavam que era derivado a estar longe da capital mas os transmontanos, minhotos e algarvios esses estão perto. Demorava menos tempo a chegar da Madeira a casa do que se fosse do Algarve. O subsídio de insularidade foi criado para os continentais que por força maior foram trabalhar por conta do estado para a Madeira e Açores. Por isso ainda o recebem.
    Cumprimentos.

  3. Ai, as Marias e os Manéis…
    Se o vírus sofrer alguma mutação (são danados estes bicharocos), e dá em afectar também quem tem apelidos começados por M, também eu tenho de me abastecer de lenços de papel. :)

  4. Aquilo é, de facto, um remake da Animal Farm, com um porco a «vigiar» e tudo. A data de 1978 tem muito de orwelliano, também.

    O tiro ao zepelim vai ser modalidade olímpica, se voltar a haver um Hitler.

  5. «Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. “Não desista. Todos somos precisos”, reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

    Jordi Joan, La Vanguardia

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