No mundo do Mascarenhas

Paulo Pinto Mascarenhas considera elevada a probabilidade de eu ser o mais cobarde dos anónimos. É uma afirmação legítima no que à cobardia diz respeito (somos todos cobardes até prova em contrário, como qualquer herói poderá atestar), mas problemática no que ao anonimato concerne.

Da última vez que pensei no assunto, o anonimato era aquela condição em que não se podia nomear um autor ou indivíduo. Como Valupi cumpre essa função identificadora, o anonimato que o Mascarenhas invoca remete para o nome que consta no meu BI, pelo menos. Ora, acontece que esse nome não é secreto, e os meus familiares, amigos, colegas e conhecidos sabem qual é. Sendo assim, tenho é um excesso nominativo, pois aos nomes de baptismo vieram acrescentar-se alcunhas e pseudónimos.

Então, porque raio se gastam caracteres a deturpar o sentido da utilização de um pseudónimo? A resposta só pode ser uma: porque este Mascarenhas nem sequer o meu nome é capaz de me perguntar – ele não quer saber quem eu sou, gosta mais dos meus textos se puder catalogá-los como anónimos. Obviamente, se quisesse descobrir algo acerca do autor, falaria comigo. Por escrito, pelo telefone ou ao vivo. Ou será que no teu mundo, Mascarenhas, saem todos à rua com placa identificadora pendurada no pescoço, código de barras na lombada e matrícula na peidola?

64 thoughts on “No mundo do Mascarenhas”

  1. O problema desse, e dos demais que tentam apoucar quem escreve sob anonimato, é que acreditam menos naquilo que escrevem do que naquilo que lêm. Isso sim, é um incómodo.
    Convém não esquecer o universo de cidadãos que têm os seus direitos, liberdades e garantias legalmente restringidos,sendo essa, certamente entre muitas outras, uma das razões para se optar pelo anonimato.É este o caso.

  2. Valupi da Silva, a liberdade que queres para ti, também te reserva o dever de receberes respostas como a do PPM.

    ou só tu é que podes chamar cobarde, a quem te apetece?

    e não me mandes beber vinho, que só gosto de beber um tintol durante e depois do almoço…

  3. luis eme, a quem foi que chamei cobarde? Faz o favor de me avivar a memória para vermos a que te referes.

    Quanto ao resto, e como terás reparado, não creio que haja problema com a percepção de cobardia que o Mascarenhas tenha a respeito do “Valupi”. O que me começa cada vez mais a enfastiar é este fenómeno de não se perguntar o nome a quem passa, pressupondo que temos de trazer o BI colado na casaca. Não é assim que nos comportamos uns com os outros na vida social, pelo menos no meu mundo.

    E, já agora, diz lá tu que sabes: se o meu pseudónimo fosse “António Silva”, e ninguém soubesse que era um pseudónimo, que tipo de informações estariam os Mascarenhas a exigir a quem escreve na Internet num espaço de expressão pessoal? Qual é, exactamente, o soviético plano para acabar com os “anónimos”?

  4. nós percebemos as coisas sempre como nos dá jeito, Valupi.

    no “post” chamas cobardes a várias pessoas do lado “laranja”, com razão, mas com a possibilidade de receberes troco.

    em relação ao resto, continuo a não perceber porque insistes em “afinar” quando te chamam anónimo. na realidade, embora uses um pseudónimo, continuas a ser um anónimo para a maior parte dos frequentadores do “aspirina”, que não fazem ideia de quem sejas, nem querem saber (como é o meu caso).

    a única coisa que devias aceitar, é que se escrevesses com o teu nome real, muita da tua prosa seria “auto-censurada”. sei do que falo, pois durante um ano e picos escrevi uma crónica num semanário, com dois dos meus nomes do BI que habitualmente não uso, e podes crer, que escrevi coisas que não escreveria se assinasse com o nome com a qual sou mais conhecido. ou seja escrevi com muito mais liberdade, sem me preocupar com segundos e terceiros.

  5. Talvez, na senda do que propõe o nosso presidente do Supremo, uma comissão composta por representantes do governo e dos bloggers? Ou obrigar a apresentar o nº de BI (perdão, de CC) quando se abre um blog? Talvez uma carteira profissional e um sindicato?
    Há realmente quem ainda não tenha acordado para a nova realidade dos média, e que sonhe com os bons velhos tempos de meia dúzia de jornais e dois canais de televisão, com peças devidamente assinadas. Quem pensa que é só na China ou irão que as novas tecnologias fazem brechas anda enganado…

  6. Somos assim:

    Mais um dia se passa e, a certeza que tenho desse dia ter passado é a de que venho à blogosfera e os comentários não são diferentes, sendo que a sua maioria, são insultos, vocabulário obsceno, um sem número de coisas.

    Não se respeita ninguém, se não se concorda vem logo o insulto e não o desacordo, parece que andamos todos de mal uns com os outros. A concórdia e a discórdia existem e são para se usar nos temas a que nos propomos discutir. Sempre ouvi pelos mais velhos que a agressividade verbal é o único recurso dos imbecis.

    Se o governo decretasse um imposto para certo tipo de imbecilidade de certeza não estávamos tão mal de finanças como se diz.

    Somos um País com tradições de dar lições ao Mundo. Porque não aproveitamos o ensinamento que Camões nos deixou de dizer a este Mundo que, fomos pioneiros em desbravar os mares e nos descobrimentos (achamentos como agora se diz).

    Não temos auto estima no que nos foi dado e conquistado, não respeitamos os nossos governantes como queremos que nos respeitem a nós.

    Já passei por várias vezes com a situação de dirigir e o que presenciei passado esse tempo era que, a partir daí quando retomava as minhas novas funções, era que devia colaborar mais e sempre mais. Passei a saber dar valor às dificuldades que muitas vezes essas pessoas depararam. Quantas vezes se quer dormir comodamente e certas situações não o permitem. Só quem passou por certos lugares de responsabilidade é que sabe dar valor ao que aqui escrevo.

    Opinião, qualquer um as dá, agora resoluções são cada vez mais difíceis. Se fosse possível sou de ideia que os lugares de chefia deviam ser rotativos, assim os mais reivindicativos, não voltariam a terem as mesmas atitudes.

    Num Mundo em que cada vez há mais falta de líderes em Portugal temo-los aos montes. Pena serem só de blogues.

  7. luis eme, estás a inverter a responsabilidade. Eu não considero anónimo o indivíduo do qual desconheço o nome. Isto devia ser simples de entender: a minha ignorância não confere anonimato. Se pretendo conhecer o nome de alguém, ou qualquer outra informação a seu respeito, pergunto. Serás tu diferente? Esclarece, por favor.

    O anonimato diz respeito à circunstância de não ser possível atribuir uma identidade ao autor. É o que acontece na “carta anónima”, onde nenhuma pista é dada quanto à sua autoria. Assim, o “Valupi” não é um anónimo, pois seria contraditório que um anónimo tivesse nome. Para além disso, este “Valupi” está associado ao “Aspirina B”, outra fonte identificadora. Que resta saber? Para quem se interessar, o que quiser: nome, morada, idade, profissão, características físicas, conta bancária, o que quiser. Mas, então, que pergunte.

    Eu não chamei cobarde a ninguém, eu elaborei acerca de um país de cobardes, no qual me incluo pois nele nasci e vivo. Para além disso, apontei a natureza medrosa que foi explorada por um partido e que está presente numa reacção ridícula a uma frase inócua escrita num blogue. Para chamar cobarde a alguém teria de ter suficiente informação pessoal para tal, por isso não encontras esse tipo de afirmações no que escrevo.

    Sim, claro que um pseudónimo, qual máscara, pode levar uma maior apetência para excessos de linguagem ou de expressão. Como não escrevo com o meu nome de registo civil, não posso saber se me iria conter. Seja como for, coloco a questão de outra forma: que há nos escritos do pseudónimo “Valupi” que seja ofensivo? Que cada um se possa considerar insultado, ou aborrecido, ou incomodado, eis algo que não é um problema meu. Se acaso ofender alguém, aí, sim, terei um problema e de nada valerá o pseudónimo, pois não tenho como escapar à responsabilização – precisamente porque não sou anónimo.

  8. ora vamos lá pôr ordem nisto. não queres, não queres mas igual, igual, não é, val

    (se, assim, valupado, não respondes à maior parte das questões que te coloco – nem às que tu próprio colocas – fará desvalupado). :-)

  9. Eu até sei quem é o Valupi pois conheço alguém que conhece quem o conhece.

    O que me parece é que entre os agora pegados um faz assessoria por convicção e não me parece que lhe paguem para isso; já o outro também faz assessoria por convicção e tem feito sempre assessoria mesmo quando lhe pagam para fazer outras coisas.

    E mais não digo pois se denuncio o meu pseudónimo tenho sérias dúvidas de que me não façam a vida negra.

  10. olá Valupão. :-) olha, sei lá,vão sendo aqui e acolá

    (ainda ontem, por exemplo, te armaste em cara d’aço comigo).:-)

    (é a assessoria da prensa, carago) :-D

  11. val, os posts daqui do aspirina sempre tão laudatórios para o governo, mesmo quando se trata de tropeções governamentais, tornam-se nisso mesmo, em assessoria, relações públicas. mesmo que não seja combinada com ninguém tal como aliás acredito. é apenas convicção, apreço e gosto, mas lá está, os gostos lamentam-se.

    tenho uma familiar que também embadeira em arco com tudo que política feita pelo sócrates que aproveita para em contínuo gabar e não é por isso que lhe pagam ou que combinam como os deve assessorar tanto.

    Sinhã, isso de ter vidas lilases tem de perguntar a quem sabe. No caso experimente um dos moços que assessora e que terá uma vida em tons de azul, amarelo e laranja. negra não é.

  12. Sinhã, what?
    __

    nm, creio que terás dificuldade em encontrar elogios para as políticas do Governo neste blogue, por esta simples razão: eu não as discuto ou promovo. O que me interessa são as condições da governabilidade e o papel da oposição. Acima de tudo, a política tem captado mais o meu interesse desde o momento em que o combate ao Governo começou a ser feito de forma perversa (as pulhices) – forma essa que considero lesiva dos meus interesses como cidadão.

    Assim, calhando o Governo ser do PSD (ou do CDS, BE ou PCP, tanto faz), o mais certo será que me repita calhando repetirem-se as manobras a que temos assistido desde 2007.

  13. Valupi, acho que misturas tudo no mesmo saco. As pulhices, condições de governabilidade e o papel da oposição existem. Mas nem sempre são o que fazes delas e muitas vezes vêm dos que defendes. E aí nicles da tua parte…Há muitas respostas que Sócrates e o Governo deviam dar e muita falta de transparência nas acções.

    Acho que o caso da licenciatura não tem pernas para andar, acho estranho que o que objectivamente existe contra Sócrates no caso fripór sirva para tanto ruído mas também há muitas mais coisas estranhas e muita má governação (lá está, a questão da governabilidade), mas pronto isso é outro assunto, longe deste post.

  14. Sinhã, ok!
    __

    nm, dá lá exemplos dessas respostas que Sócrates e Governo deviam dar e não dão, tal como exemplos da muito má governação. E, acima de tudo, dá lá exemplos de pulhices que venham dos que defendo. Não digo que não existam, apenas te peço que ilumines a questão com factos, de modo a poderem ser discutidos (e eu aprender qualquer coisa, é a minha esperança).

  15. (tu gostas de Valupão) :-D

    olha, queres aprender o fluxograma da produção de chocolate?

    (sabias que com a crise o preço do cacau em pó disparou tanto que originou a reengenharia do processo?):-)

  16. Todos sabemos que o ser humano apareceu cheio de defeitos (mas o que são defeitos?) – relativo, claro! Mas os piores defeitos, que são o prejudicar as pessoas, fazer políticas só a pensar nos seus interesses e nos dos seus apaniguados dentro de um círculo ganancioso até ao infinito, trair (aqui acho que o modelo se chama Durão Barroso e… por defeito…), enriquecer ilicita e escandalosamente (aqui temos o BPN e sequazes como mod. máximo) – Estes defeitos, quanto a mim, avolumam-se exponencialmente nos partidos de direita, vulgo CDS/PP, PPD/PSD, por isso, (e já não é pouco) estou também na onda da contra-corrente da maior campanha de propaganda desonesta contra um homem, de que tenho memória e a minha memória já é de muito antes do 25, ou seja, estou a favor do Sócrates, que não conheço de lado nenhum e que sei que tão humano quanto os outros, quanto nós, mas… há limites para tudo (Já se esqueceram das medidas dos governos presididos pelo PSD pós 25Abril?). Claro, que até os patifes têm aliados, é normal

  17. sim, o cacau é muito amargo mas eu falei em produção de chocolate. ora a maior matéria prima/componente para a sua produção é, precisamente, o açucar. os dois contrates geram uma doçura única

    (mas a minha doçura não se escreve, Valupão).:-D

  18. Eu, por exemnplo não sei quem o senhor(a) é.

    Mas uma coisa sei: só escreve disparates !

    Coisas do género, provocação, e desinformação.

    Passar bem!

  19. Bem, Valupi, já só falta, um destes dias, aparecer alguém (uma dessas corajosas pessoas que assina com o nome completo) a acusar-te de seres extraterrestre. E que o Sócrates, esse bandido, com a tua ajuda e a dos teus semelhantes (sim, deve haver mais de onde vieste) se prepara para dominar, não o país nem o Mundo, mas sim o Universo. :)

  20. com licença: é encostar, é encostar à vox.:-D

    olha, como diz o meu amigo saramelga, “ter diarreia ou caganeira, se gostares mais desta palavra, significa que não consegues reter a merda que levas dentro de ti.” :-D

    eu não sou uma persocção, daniel santos, sou igualzinha a mim ficas a saber.:-)

    eita, guidinha, que era tão giro o Valupão ter fãs verduscos. :-D

  21. Daniel Santos, acertaste.
    __

    Vox, ok.
    __

    guida, eu e o Sócrates já combinámos dar cabo deste planeta em 2012. Daí a nervoseira dos nervosos.

  22. Sinhã, tu também não te podes rir. Diz lá, vens de um planeta distaaante e lilás, não é? :)

    O Valupi tem fãs de todas as cores, como se tem visto por aqui. A questão é ser ele próprio verdusco e não estou a falar do facto de ser sportinguista. Aliás, os sportinguistas nesta altura do campeonato também já andam de todas as cores. :)

  23. Ah, então é por isso que não aparecem candidatos para liderar o PSD. Bem informados como como costumam andar, já sabem dos vossos planos e se é só até 2012 não compensa o esforço.
    Com tanta nervoseira, alguns ainda implodem antes da fatídica data. :)

  24. Não está nada morta!

    Adoro chocolate e tenciono comer toneladas até 2012. Explica lá o fluxograma. Espero que essa reengenharia de que falaste não me estrague os planos e não seja mais açúcar e menos cacau, é que não gosto de chocolate muito doce. :)

  25. boa.:-)

    abstract: as matérias primas recepcionadas são armazenadas e, de seguida, misturadas, refinadas e conchadas. nas operações seguintes procede-se ao tempero, moldação e embalagem para respectivo armazenamento e/ou transporte.

    a reengenharia é para poupar uns trocos e é segredo

    (depois não me dão fantasias (figuras ocas)nem tabletes para me consolar quando conduzo muito).:-)

  26. Uma espécie de poio, como é que não pensei nisso?

    Desde que não estraguem o chocolate, podem fazer as reengenharias que quiserem. :)

  27. não, são operações paralelas (o que antes compravam, agora produzem). :-)

    esta fábrica é, quase que aposto, a que produz a tua marca preferida. :-)

  28. é-me igual que sejas anónimo ou que uses pseudónimo. mas , no meu mundo todos levam , a não ser que andem encapuçados , a matrícula em cima , que é o rosto. e outras características físicas. ora , nunca ouviste falar em retratos robot que apanham montes de criminosos?

  29. Edie,

    o Agora deu cabo de mim mas o Avatar regenerou-me, aliás vou ver outra vez, hoje travei-me que até chiei mas amanhã não sei. Como tu és de TI espero que gostes muito.

    Se viveres com o coração aos pinchos como eu é melhor primeiro ver 2D e só depois 3D mas como és mulher e vcs são bem mais sensatas que nós talvez dê 3D à primeira, a mim dava-me um aneurisma esclanifobético na barba molhada.

    Mas já tenho ali os óculos na mochila.

    Bem, agora vou ler o Viva o Povo Brasileiro com a cauda de fora do edredon.

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