Vinte Linhas 436

«O jogo de Salazar» ou as distracções imperdoáveis de um «mestre»

Como co-autor do livro «Glória e Vida de Três Gigantes» (edição de A BOLA) não posso deixar de manifestar a minha surpresa perante as afirmações de um senhor de nome Ricardo Serrado, «mestre» em História pela Universidade Nova à revista do Diário de Notícias deste domingo. Autor do livro «O jogo de Salazar – a Política e o Futebol no Estado Novo» (editora Casa das Letras), o jovem «mestre» começa por fingir desconhecer que antes das duas Taças dos Campeões ganhas pelo Benfica em 1961 e 1962 já o Sporting tinha sido convidado a inaugurar a Taça dos Campeões Europeus em 1955 num jogo com o Partizan disputado no Estádio Nacional. O jogador «leonino» José Travassos foi seleccionado para alinhar na equipa representativa da UEFA contra o «resto do Mundo». A sua frase infeliz é esta: «O país esquecido que até então nunca tinha tido qualquer expressão internacional nas lides do futebol, vê-se no topo da Europa e nas bocas do Mundo». Mas tão grave como esquecer os antecedentes a 1961-62 é fingir que no ano de 1964 o Sporting não ganhou a Taça dos Vencedores das Taças da Europa depois de um brilhante percurso desportivo. Bateu os frágeis cipriotas do Apoel por 16-1-e 2-0 mas teve árduo trabalho para vencer o italiano Atalanta de Domenghini (0-2, 3-1 e 3-1 no desempate), o inglês Manchester United de Charlton, Law e Best (1-4 e 5-0), o francês Lyon de Combin (0-0, 1-1 e 1-0 no desempate) e por fim o húngaro MTK de Sandor e Kuti em dois jogos terríveis – Bruxelas (3-3) e Antuérpia (1-0) com o golo de Morais em canto directo. Mas não; o «mestre» não sabe isto porque isto não tem a ver com o Benfica. Assim não se faz a História, só a lenda.

18 thoughts on “Vinte Linhas 436”

  1. Não sejas cavalgadura: o livro saiu agora em 2009 e diz que só o Benfica é que levou o nome de Portugal pela Europa do futebol em 1961-62. O livro não foi publicado em 1962 foi publicado este ano, daí o preconceito do «mestre». Não me digas que não percebes uma coisa tão elementar…

  2. Caro JCF,

    O livro não se chamará:
    «O bem fica de Salazar – a Política e o Futebol no Estado Novo», assim estaria correcto. Salazar bem ficou durante quase cinquenta anos, nacionalizou Eusébio… vai ver isso é um livro de História do ponto de vista da agremiação fundada em 1908 que comemorou o centenário em 2004.

  3. Antes de o Benfica ter ganho as taças, quem é que as tinha ganho? É disso que se trata na frase que citaste: «O país esquecido que até então (1961-62) nunca tinha tido qualquer expressão internacional nas lides do futebol, vê-se no topo da Europa e nas bocas do Mundo». Essa do Travassos é cómica. Tu não serás cavalgadura, mas és patético. De pateta.

  4. Caro adepto do Belenenses,

    A data 14 de Dezembro de 1947 diz-lhe algo?
    Vá ver à História do Belenenses… encontrou?
    Então?
    Parece que a «cavalgadura» e o «patético» JCF tem razão naquilo que escreve, não?

  5. Ponto da situação: o livro do «mestre» saiu em 2009 e ignora ostensivamente factos anteriores e posteriores a 1961-62 porque ele só vê o Benfica, coitado do pobre. Para ele Belenenses, Sporting e José Travassos como Zé da Europa não contam. É assim em tudo. Também contam como «campeonatos» os torneios privados, experimentais e onde se entrava por convite entre 1934 e 1938 chamados «Ligas» fingindo que nesses anos não se disputou o campeonato de Portugal. Além de mentirem sobre a sua verdadeira idade pois fingem que foram fundados em 1904 quando foram de facto em 1908. É uma mentira repetida muitas vezes mas não deixa de o ser…

  6. Em 14 de Dezembro de 1947 o Belenenses foi derrotado por 3-1 pelo Real Madrid num jogo amigável, na inauguração do estádio de Chamartin. Todos os jogos internacionais de então eram amigáveis. A Espanha, recorde-se, vivia então num grande isolamento internacional, em virtude de o seu regime fascista ter sobrevivido ao fim da guerra e não ser reconhecido pela maioria dos países democráticos. As taças europeias que o Benfica de Águas e Eusébio conquistou no início dos anos 60 foram, de facto, os primeiros grandes feitos internacionais do futebol português. Quem não reconhece isto é pateta ou doente da pinha. O fanatismo clubista de sportinguistas é igual ao fanatismo clubista de benfiquistas. Podiam sair dos seus clubes e juntar-se com os fanáticos portistas, dando origem a um novo FCP: Fanáticos Clubistas de Portugal.

  7. Tu que te disfarças de estorilista devias perceber os teus «argumentos» mas nem isso percebes. De facto os feitos do Benfica foram importantes mas nem foram os primeiros nem foram os únicos. Isso é que o tal «mestre» não percebeu porque só vê «Benfica», coitado.

  8. E tu disfarças-te de quê? Eu nunca te vi na puta da vida, sei lá se existe alguém com esse nome. Para mim és anónimo. Nem gostaria de te conhecer, de resto.
    Os feitos do Benfica em 61-62 foram os primeiros grandes feitos internacionais do futebol português. Essa é que é essa, nenhum fanático de outro clube pode apagar esse facto. Nem os fanáticos do Benfica que escrevem livros, nem os do Sporting, nem os do Porto.

  9. Se a tua vida é puta é lá contigo – a minha não é nem quero que seja. Tens todo o direito. Não tens é o direito de dizer «sei lá se existe alguem com esse nome». O nome existe, desde logo como co-autor do livro «Glória e Vida de Três Gigantes». Está no Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho. E tu, estás onde?

  10. Os meus direitos não é qualquer nabo que mos lê. O Coelho devia estar xexé para te pôr no dicionário. Pelo que aqui mostras, nem no Seringador terias lugar. Puta da vida é uma expressão portuguesa que qualquer nabo de poeta conhece.
    Então, quem é que em Portugal ganhou uma competição europeia antes do Benfica? O Travassos? O Belenenses? O Matateu? Explica-te.
    Ouve lá, esse livro que citaste sem proveito não fala do Sporting?

  11. Agora vais ficar sem resposta, não passas de um provocador sem ponta de categoria. Estás cheio de moscas e nem tens força para as sacudir.

  12. Tristeza de comentários e comentadores. As pessoas perdem qualquer noção de civilidade quando se vêem confrontadas com estes temas. Pessoalizam comentários pseudo-solidários com institutos futebolísticos em resposta simples a vãs ameaças que nada acrescentam à sua vida senão a sua própria vã estupidez.

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