Muito obrigado, primo

João Pedro da Costa, um dos fundadores do Aspirina B em 2005, e o mais criativo dos bloggers que eu conheço, repete a sua saída. Ficamos à espera que repita a sua reentrada.

18 thoughts on “Muito obrigado, primo”

  1. Mas, Valupi, como representante lídimo do sector terciário das massas optimistas indistintas, o que é que tu vais fazer se der a morrinha ou o mal na classe operária? Não sabes fazer pão, nem vinho, nem queijo; comes, e de vez quando vendes, o teu peixe, mas apanhá-lo não deve pertencer ao grupo das tuas habilidades inatas, e apascentar animais em relvas potássicas para engorda tem para ti um valor, julgo eu, puramente bucólico, onde não falta os acordes pífareiros e a sombra fresca duma árvore.

    Como é que vais solucionar esse enorme problema? Pegar num grupo de optimistas como tu e pedir um empréstimo ao banco para fundares o teu próprio partido? Parece eu que estou a ouvir banqueiro: Mas, meus filhos, todos os governos já são e sempre foram optimistas! Não invisto nesse negócio!

    Meu caro, se não for patológico, o pessimismo convida à inquirição; onde a Esquerda e a Direita se definham e perdem o assobio progressista é no grandíssimo defeito de repetirem sempre as mesmas perguntas e circunscreverem as suas exigências àquilo que lhes parece aceitável pelos dirigentes dos partidos que as manipulam. O optimismo que me parece estares a defender desemboca na eternização de problemas, isto é, na continuação do Estado da Falperra e na multiplicação incontrolável das várias espécies de Fajardo.

  2. Valupi,

    Como já deves ter reparado, esse meu comentário acima ficava mais bonito como resposta ao teu post sobre pessimismo-optimismo. Devem ser resquícios de álcool da véspera, mas não me lembro de ter tomado nada de especial.

    Por outro lado, aproveito para lamentar a saída do nosso ilustre e muito erudito fundador João Pedro. Espero que não seja nada na área da saúde aquilo que o faz desistir. Não tenho o prazer de o conhecer, mas fico esperançado que um dia ainda nos havemos de encontrar, nem que seja no outro mundo.

  3. val,
    uns diazitos mais afastado destas lides e no regresso já vou abrindo a boca de espanto por tudo e por nada, qual saloio deslumbrado com as luzes da capital. Diz-me, valente amigo: sentes-te só? Queres duas ou três das minhas vidas felinas, que já me sobram? Que posso fazer por ti, ou antes por mim que vai dar no mesmo? E que raio deu nos aspirínicos para se revelarem nesta pobreza? Eu sei que a tua capacidade de produção intimida um nadita, mas tanto assim?

    Não te atrevas à fraqueza, ubiste-me? Tens-me aqui de pedra e cal, seja lá o que isso for. E não, não sou o único. Era só o que faltava.

    Abraço-te, sem dramas. E vivó Benfiquinha, pá.

  4. Criatividade do JPC? Atão não se vê é que ele é o maior no truque do blogger fantasma? Eu sempre afirmei que esse JPC não existe, é um mito urbano…

  5. Primo, sabes bem que és o blogger pródigo.
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    CHICO, tomei a liberdade de reproduzir o teu comentário desalinhado no seu devido lugar. Espero que não vejas nisso um sinal conspirativo.
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    susana, lá isso é.
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    Rui, o JPC é um blogger da geração de ouro. Tu é que chegaste depois da festa (mas sempre em boa hora, nunca é tarde) e já não o apanhaste no seu poiso mítico. Mas podes lá passar e dar uma voltinha pelo armazém.

    Quanto às saídas, são amigos que saem pelas melhores razões. Não há qualquer solidão, só agradecimentos pela sua existência e pela partilha que fizeram aqui connosco.

    Benfica? Por isso é que tu e o shark são amiguinhos… estou feito com eles…
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    Nik, chama-se a isto liberdade, em cascata.

  6. upi, estimado,
    expliquei-me torto, só pode. Vejamos. É tolice falar do que não sei, antes de mais, e não era essa a ideia, obviamente. Depois não seria correcto desvalorizar a capacidade revelada em criações passadas, é certo, deste ou daquele, dando de barato a qualidade já demonstrada, comprovada em tempos que já lá vão. Somos o que já mostrámos, também. Será coisa de raposa aquiliniana, isso de dizer que estão verdes as piruetas dos outros, seja em relação às festas perdidas, ou às gerações de ouro, seja com respeito ao respeito de que se julga merecedor quem quer que faça bengala do sucesso d’ontem para manter o passo no caminhar d’hoje por ruelas mais… discretas, chamemos-lhe assim. Você não era fulano de tal? Sim, sou quem fui, e então? Ninguém tem nada com isso, cada um é como cada qual e acabou-se, só cada um pode saber se lhe apetece e/ou consegue criar, agora ou mais tarde, hoje como ontem, e se mesmo assim espera dos outros o reconhecimento de antes por direito julgado adquirido.

    A minha questão, havendo uma, seria outra e exclusivamente com (e por) respeito à criatividade (aquela tal força de que falávamos há pouco tempo, recordas-te? a tal única força capaz de mudar o mundo, nunca amordaçável, priceless para quem a tem e consegue usar? a marca d’água do talento, o timbre inconfundível do puro cristal? essa mesmo.). E qual seria, então, para ter cabimento e lógica no comentário que fiz a este JPC que pouco conheço (mas que evidentemente prezo e respeito, should go without saying, mas mais pelo que dele vou aprendendo e não por aquilo que possa ter sido ou feito quando a Elsa Raposo era virgem)? Pois a grande questão é que a genialidade do criativo só existe na medida do desempenho, genial ou nem tanto, que seja capaz de oferecer ao público para quem cria. Mais curto: somos apenas tão bons como aquilo que mostramos ser todos os dias, nem mais nem menos, nunca como aquilo que julgamos ser ou que os outros garantem que somos ou, pior, já fomos em tempos. É assim a arte (que, sabe-se, imita a vida), a subjectivíssima, puta, maravilhosa, madrasta arte que temos ou não.

    Pois por mais cruel e pretenciosa que possa parecer esta aparente sentença cagada (excuse my french) não há credenciais de vitórias passadas afixadas na testa que nos garantam para sempre as palminhas fáceis das plateias à mínima gracinha, mesmo vindas dos deslumbrados do costume. Não é que elas não possam até servir para criar aquele barulho das luzes que costuma chegar e sobrar para enganar os outros, vidas inteiras, às vezes, e garantir muitos amigos que por sua vez garantam aos amigos que somos muita bons porque já fomos muita bons. O problema é que isso é manifestamente insuficiente para nos enganar a nós próprios, quando existe de facto uma alma de artista (e acredito, evidentemente, que é esse o caso de que falamos). Só que o espelho dos dias, onde mora a obra feita, e quando mirado por quem a fez, é como o algodão, não engana. Monumentos são monumentos, ruínas são ruínas, mesmo as circulares. Assim morrem as místicas, não alimentadas.

    Falei demais, acho agora que olhei a mancha do escrito. Não vou reler, temo que me escape a vontade de publicar, por receio de mal-entendidos. Pode ser que não, siga. Mas não sem antes deixar registo do pormenor: fica-te bem a postura no episódio (a partilha, blá, agradecimentos, blá, blá, as melhores razões, blá, blá, solidão nada, blá, e assim). Coisa de senhor. O costume, de resto.

    (João, acredita, caríssimo JPC: nada pessoal aqui, a não ser talvez o que do dito se aplique mais a mim do que a ti… Mas não seja por isto que me negas um abraço, homem! E a propósito, quando e onde pensas repegar a marcha, pode-se saber, por manifesto interesse?)

    Sharky,
    ouviste isto, caraças? então nós somos ‘amiguinhos’? eh pá…

  7. Rui, muito obrigado pela tua explicação. No fundo, estás a expressar um lamento, ao qual eu me junto sem reservas. Lamentas que o JPC não esteja a contribuir para o entretenimento das massas. Pois é. Mas ele já contribuiu, e tanto que até deu direito a livro. Para além da privacidade (e do mistério) que nos protege para não enferrujarmos, dimensão onde o nosso amigo faz o que lhe dá na gana, tens de aceitar que haja quem viva dos juros durante um bom tempo. E ainda outra coisa: quem tem talento, tem talento – é o caso do primo.

    Ora curte lá mais um bocadinho:

    http://bde.weblog.com.pt/arquivo/109156.html

  8. sharky,
    pedes-me o três vezes impossível, amiguinho: certezas, sobre mulheres, e logo sobre elsa em particular, que não tive o prazer. E depois há a competência, onde a tenho eu para tanto, não me dizes? Vê que não tenho currículo, é mais triste cadastro no tocante ao sexo fraco, mesmo tocante, como eu dizia.

    (Para já não dizer que isso da virgindidade é muito discutível, tivesses tu conhecido uma Glórinha da minha infância que foi crescendo numa crescente e constante animação com o resto da garotada, que também crescia ao mesmo tempo, (talvez um nadita mais depressa quando estava com a Glorinha), e que veio a casar virgem como sempre disse que iria casar. «Tudo é relativo», acho que foi o Dias Loureiro que disse).

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