15 thoughts on “Melhor filme em 2010”

  1. Mas nem por sombras. That’s a chiclete movie made for the masses. Ainda por cima com ilusões de grandeza. :p

    Adoro o David Fincher, que ganhe individualmente, agora o filme? Bech, seria um mau ano para a academia.

  2. Então, se adoras o Fincher, como é que podes dizer que é um “chiclete movie”? Que foi feito “for de masses”, é inevitável e… muito bom!

  3. Alhos não implicam bugalhos. Adoro o Fincher do Fight Club, do Seven, do EC de Benjamin Button, até mesmo do Zodiac ou The Game. É um homem que faz filmes de culto, na minha opinião. Mas este não é um deles certamente. Se desligares temporariamente a conexão ao íman Facebook (imagina que é o mesmo filme mas sobre o Hi5 por ex.), consegues aperceber-te que uma grande parte do seu interesse seria como que arrancada bruscamente.

    Desculpa, claro que tod@s temos direito à nossa opinião, mas dizer que TSN é o melhor filme de 2010, implicando com isso que é superior a Black Swan, King’s Speech ou mesmo a The Fighter (este é um gosto pessoal meu, admito) é no mínimo questionável.

    PS. Já agora, isso de ser feito “for the masses” ser inevitável é tanga. A história está repleta de exemplos de fabulosos filmes que não o foram… ;)

  4. Paula Antunes, não me peças desculpa, eu é que te agradeço a opinião. Com a qual não posso discordar mais, aliás. Retirar o Facebook do filme foi o que o argumentista começou por fazer e o realizador cumpriu com a sua arte. Aquele filme serve-se do Facebook para contar uma história que nos leva para os territórios do “Citizen Kane” e de Shakespeare. É um fresco acerca da solidão do poder (entre outros assuntos de interesse sociológico e antropológico, até histórico ou jornalístico, inevitavelmente).

    Já agora, como é que concilias uma cinematografia onde aprecias a sua maior parte, senão a totalidade anterior, com um filme que consideras subitamente vendido a propósitos menores, mesmo desgostosos? Achas que o homem perdeu o juízo ou a sua ética? Todo o cinema – todo, mesmo o mais retinto independente e artesanal – é para as massas, tal como o foram os seus filmes considerados de culto. De resto, sempre com grande produções, estrelas consagradas, a indústria a carburar em pleno. É que o cinema é popular, tal como o foi o teatro na Grécia antiga.
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    edie, achei esse filme um falhanço surpreendente. Mas defende lá o bicho, please.

  5. Para mim, é um filme de história simples que transporta uma alma maior, aquela que se revela mesmo nos seres aparentemente mais endurecidos e mesmo corrompidos. Comoveeu-me, mesmo, a forma como os Coen mostram isso (já para não falar do Bridges).Provavelmente andei a ver westerns a mais…

    Em contrapartida, a Rede Social é que me desapontou, chegou a entediar-me…aqui, ao contrário, história grande, com muitas pontas shakespeareanas, realmente, por onde pegar, de facto, mas senti-me quase sempre como se estivesse a ler um artigo ilustrado sobre o tema.

  6. desse não posso falar porque não vi, a única coisa que sei é que o godard fez questão de colocar as legendas numa linguagem inventada, isto para o mercado anglosaxónico, não fossem ter pretensões de perceber alguma coia da (não)narrativa.

  7. Este True Grit foi uma desilusão. Os Cohen colocaram uma folha de papel vegetal sobre o primeiro, o “verdadeiro”, e quase se limitaram a limar arestas, tirando uma coisinha aqui, mudando acolá, sem acrescentarem nada que valesse a pena. De interessante só a ideia de enterrar o velho Oeste com o circo de Buffalo Bill.

  8. edie, fiquei com a impressão de que os manos se limitaram a despachar o filme com competência técnica, mas em momento algum conseguiram fazer cinema. Por cinema, entendo a capacidade de surpreenderem o espectador e deixar-lhe uma marcada memória afectiva. Várias razões poderiam ser detalhadas, como o falhanço na construção das personagens, as quais não saem do registo caricatural, ou uma realização que perde tempo com o acessório (a cena do índio que leva o corpo do enforcado, por exemplo) e não dá tempo ao essencial (a relação da mulher que perde o braço com o seu passado).

  9. espera aí, a cena do índio dá a saída do estranho que passa a cúmplice (é ele que dá os alertas quando o inimigo se aproxima)- solidariedades do “deserto”. E olha que as relações entre as personagens – o ranger, o Cogan e a miúda – não me pareceram nada lineares, nem os personagens tão pobres. Mas pronto, como me deixou uma marcada memória afectiva, acho que vi cinema onde tu não.
    (com isto, não acho que seja do melhor dos Cogan, mas o menos bom deles é extraordinário…)

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