Medonho

O Eng. Sócrates governou Portugal condicionando Portugal. Condicionava os meios de comunicação social, condicionava com os subsídios e os prémios que pagava. Era tudo aquilo que nós sabíamos e que foi, ao longo de cinco ou seis anos, a claustrofobia democrática, essa forma de tentar espartilhar e condicionar a sociedade portuguesa.

Este é o homem que é o rosto do medo em Portugal, é o rosto do medo que tem duas faces: o medo que ele criou e o medo que ele nos quer criar.

Paulo Rangel

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Foi esta miséria que o PSD recusou ao eleger Passos em vez do favorito do baronato, Rangel. Na altura do congresso em Carcavelos, em 2010, alguns militantes social-democratas chegaram ao ponto de se lamentarem publicamente por não existir no PSD a unidade que existia no PS, deixando claro que estavam fartos da estratégia difamante e caluniosa seguida por Ferreira Leite, a qual levou a um belo resultado eleitoral. Estava na altura de terem um líder que deixasse a fulanização e as campanhas sujas para voltar a falar de política, voltar a espalhar a esperança, voltar a congregar vontades. Era por esta elevação e carisma que o povo das bases ansiava, exactamente aquilo que reconhecia em Sócrates, porque nas bases os eleitores que votam PSD ou PS têm muito mais características que os aproximam do que aquelas que os separam.

Passos, entretanto, rendeu-se a Cavaco. O derrube do Governo, o ataque aos interesses nacionais pela cupidez do Poder, a influência decadente de Catroga não são acasos, antes a necessária consequência de Cavaco continuar a papar presidentes do PSD ao pequeno-almoço. E cá temos Rangel a explicar que isto da claustrofobia democrática, a Jerusalém celeste do Pacheco, tem 5 ou 6 anos – pouco faltando para dizer que começou na própria noite eleitoral em que o PS atingiu a maioria absoluta depois da humilhante governação de Barroso e Santana.

Nestes 5 ou 6 anos, de facto, o PSD tem sido cada vez mais insistente na tese de que as vitórias eleitorais do PS são ilegítimas, porque os socialistas não prestam, não têm palavra e são criminosos. A continuação deste desprezo pela democracia e pelos portugueses dá-nos a ver um partido verdadeiramente medonho.

16 thoughts on “Medonho”

  1. Valupi, não sei que “bases” do PSD contactas, para afirmares que são “outra coisa” , mais polida, verdadeira, dialogante. Dos que conheço, quase invariavelmente, lamentam que onde se diz “mata!” não se diga “esfola!”. Há um ódio profundo, são que se acentuou muito com o cavaquismo. O cavaquismo desvirtuou o PSD, tornando-o à imagem da figura de Cavaco, um homem de cultura mediocre, pacóvio, foleirode e rancoroso. Esta última faceta ficou exposta na noite da sua vitória e explica o PSD que ele fez medrar à sua volta e se atirou durante seis anos a Sócrates. Cavaco fulanizou a politica e incutiu no PSD esta miserável “filosofia”. O resultado está à vista. Os exemplos de Cavaco Presidente, que não respeitou a dignidade do cargo, são o expoente máximo do cavaquismo. Não tenho dúvidas: ele é o primeiro responsável pela presença da troiKa e da trica em Portugal.
    Hoje bateste ao lado. Penso eu.

  2. agora fazem contramanifestações e esperas ao socras à boa maneira dos comunas para aparecerem na comunicação social como vítimas da repressão e asfixia do governo.

  3. Fico pasmado quando se fala de claustrofobia democrática, mais a mais do lado que vem. É preciso haver desfaçatez para tais argumentos. Não estão saturados desta cassete gasta? Coitados! Quem vento semeia tempestade colhe.
    Ainda ontem na SICN Maria João Avilez lamentava-se que de entre tantas respostas dadas por Passos Coelho, na entrevista à RR, o jornalista – não sabe qual – só se referiu à IVG. Estava à espera de se referir que era como os pentelhos do Catroga.
    Esta senhora defende tanto Passos Coelho que julgo que é a mãe dele, derivado ao não reconhecer os seus defeitos e tiros nos pés. Já dizia a coruja para a águia. Se vires uns filhotes num ninho, muito bonitos, não lhes faça mal por que são meus filhos. Só que a águia não os via assim.
    O mesmo aconteceu com o jornalista. Os acusadores da claustrofobia democrática acham mal que se revele o que foi dito nessa entrevista. Os defeitos que notamos nos outros nos nossos são virtudes.
    Não queria estar na pele do jornalista caso o PSD ganhe as eleições.

  4. a Avilez essa mumia paralitica que transpira odio por todos os poros e não se reforma ou tambem já recebe algumas.

  5. a madama avidddez pensa que os espectadores são estúpidos, conversa de puta em fim de carreira, intimidades com gente importante e canais ao mais alto nível, que óbviamente não pode revelar, garantem a eleição do passos. e não há uma brigada da gnr que lhe casse a carta de jornalista?

  6. Verdadeiramente medonho, tristonho, enfadonho e muito pior do que um sonho: pode vir a ser um autêntico pesadelo. Não, este PSD não tem os “mínimos olímpicos” de decência democrática. Penso que isso está a tornar-se evidente até para os próprios eleitores “laranja”. Que não são as “bases” do PSD, atenção. Nesse aspeto concordo plenamente com o Mário: as bases do PSD nem um pequeno-almoço tomariam de bom grado com as bases do PS, quanto mais irem à bola em conjunto…

    Eu interpreto que o Valupi terá querido referir-se aos eleitorados do PS e do PSD, quando disse que muito os unia, no fundo, e não própriamente às “bases”, que são muito distintas daquilo a que vulgarmente se chama a “base eleitoral” desses Partidos. Acho até que, no PSD, a clivagem social e, sobretudo, mental entre o eleitorado comum e os militantes é porventura das maiores em termos dos Partidos portugueses, não tendo paralelo com nenhum outro (cujas “bases” estão muito mais sintonizadas com os respectivos eleitorados potenciais)…

  7. Caro Val,
    conheço alguns PSD’s com quem me abstenho de falar de política e que nem sequer são militantes de base, mas como os encontro em ocasiões sociais prefiro deixar a política de lado, pois esta como o futebol não estabelece pontes antes pelo contrário.
    As bases do PSD (militantes) que conheço, são regra geral pessoas odientas, com traumas profissionais graves, incultas, videirinhos, sempre dispostos a usar o partido como trampolim, caindo normalmente na subclasse dos novos-ricos ou aspirando a sê-lo.
    Basta olhar para eles, ouvi-los durante um bocado e concluir.
    Olhar o percurso do Cavaco desde a sua mocidade é quase ver a radiografia do protótipo.
    Concordo contigo quando falas na influência de Cavaco e ao período cavaquista que aquele partido atravessa. A memória de Sá-Carneiro apenas serve de fachada e para dar um ar democrático aos discursos. A social-democracia já há muito que não anda por aqueles lados. Por isso é tão importante o ataque cerrado ao PS e às suas cabeças. Não será de estranhar a lisonja que de vez em quando aparece quanto ao Seguro ou ao Assis e até ao António Costa. Para eles, o PS é para destruir e anexar, e quanto mais depressa melhor pois o tempo urge.

  8. Este Rangel é asqueroso e bafiento. Já não posso ouvir o sujeito que me dá logo vontade de vomitar.
    Ele e o Relvas fazem uma bela parelha de cavalos amestrados. Eu diria antes de burros amestrados. Aliás são todos assim. Vejam o Pachecóvio. O Passos de Coelho anda a dizer mal dele e ele sem um pingo de vergonha na cara vem dizer que vai votar no troca-tintas. ~
    Isto é de gente sem escrúpulos. E o xavier não lhes fica atrás. Já viram o sujeito falar dos submarinos? Dos milhares de fotocópias que o outro tirou quando saiu do governo? Do caso dos sobreiros? Não!!! No CDS são todos uns anjinhos. Puta de gente. Para o que nós estávamos guardados.

  9. Os ratos começam a abandonar o navio …. hoje viu-se isso na comunicação social … pessoas com cartão rosa (?) a falar de encerramento de maternidade em LISBOA ….na TV! …. e os boys e girls daqui …………. yeahhhhh, yes!!!!!

  10. Conheço inúmeras pessoas que votam PSD pelas mais diferentes razões e que são cidadãos tão exemplares ou pecadores como aqueles que votam PS ou outra coisa qualquer. Aliás, há centenas de milhares de eleitores que vão variando nas suas preferências, precisamente porque pensam pelas suas cabeças. Assim, o que registei por alturas da eleição de Passos foi algo que jamais ouviríamos de dirigentes e comentadores do PSD: uma inveja pela unidade do PS e sua liderança carismática.

    Como é óbvio, aqueles que estão na oposição (sejam do PSD ou do PS) tenderão a ser muito mais cáusticos e agressivos, por vezes violentos, do que aqueles que calhem estar a apoiar o Governo.

  11. Pois há , acredito …………….. muitos e muitos vira-casacas …………… para um bom emprego vale tudo …………. aí vêm eles …. os ratos do navio …. como fogem, peritos em mudar de discurso consoante a cor política do governo …………uma inveja pela unidade do ps??? o quê??? após o dia 5 de Junho se v erá essa unidade!!!!

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