Marcelino ensina como se faz

A rubrica Gente que Conta, da autoria de João Marcelino na TSF, chamou Rui Vilar e António Saraiva para dizerem de sua justiça em período de campanha. Numa incrível coincidência, ambos comungavam no mesmo diagnóstico: Sócrates tinha pedido a ajuda externa tarde demais. E numa ainda mais incrível coincidência, em ambas as situações Marcelino não os questionou acerca das consequências do derrube do Governo ou da censura europeia (Barroso, instituições económicas e financeiras, Merkel) ao chumbo do PEC 4. António foi ainda mais longe, alinhando na crítica às Novas Oportunidades e promovendo o slogan de campanha do PSD perante o agrado do Marcelino.

Os destaques destas entrevistas são depois replicados na comunicação social e entram como elementos de campanha. E é assim que elas se fazem em Portugal quando o jornalismo supostamente de referência ambiciona ter influência eleitoral: de pantufas.

11 thoughts on “Marcelino ensina como se faz”

  1. Sim é estranho. E nem sei p que pensar quando constato que a mesma ideia é partilhada pelo Banco de Portugal e pelos membros da troika. Vai-se a ver e são capazes de ser eles que estão certos, não?

  2. Há muito que ele calçou as pantufas, e é capaz de não ser difícil saber desde quando. Talvez depois da sua intervenção caso das escutas ao PR.

  3. Não admira. Para a comunicação social, desde que seja favorável ao PSD, entra tudo para a campanha. Até uma corrida de caracóis…

  4. Penso que tanto o Marcelino como o Paulo Baldaia apanharam nas orelhas por terem saído ‘fora dos carris’ . O primeiro aquando das escutas a Belém e o segundo aquando da ida de Sócrates ao Forum da TSF. Um e outro parecem , agora , aqueles árbitros que sabendo-se serem simpatizantes de um determinado clube, prejudicam-no para que se diga que são isentos. Estão a defender o ‘job’. Sejamos compreensivos! Devem ter família para sustentar!

  5. O mais dificil do futuro 1º ministro, Passos evideentemente, vão ser os sindicatos dos comboios e dos hospitais, que são os únicos que teem trabalho garantido.
    Essa mafia ninguem a põe na ordem.

  6. A TSF-……QUE DESILUSÂO!
    A TSF, do Rangel, do David Borges, do Carlos Andrade…!
    Era a minha rádio.
    Baldaia…baldou-se! Virou a casaca e obrigou a estaçao a mudar de rumo.
    Mas daqui para a frente será uma radio de discos pedidos do PPD!
    TSF – Telefonia Sem Futuro

  7. A TSF também era a minha rádio até há poucos dias . A cobertura da campanha é vergonhosamente facciosa . Saudosos tempos da isenção jornalistica de todos estes jornalistas que o Passostrocados refere e aos quais eu acrescento , todos os outros espalhados pelas delegações.

  8. Felizmente há muito que deixei de alimentar esses escroques da comunicação social. Que fechem os jornais, que fechem as rádios. Comigo não ganham nem um cêntimo. E se pago para a RDP e RTP é porque sou obrigado e me vêm buscar o dinheiro ao bolso.

  9. Ha um conceito que desapareceu da prática jornalistica escrita,radiofónica e televisiva no nosso país: seriedade profissional.
    Se lhe juntarmos, em muitos casos, o da pura incompetencia temos completo o panorama
    da informação que nos é servida.
    Também não contribuo para a subsitencia deles, e quanto a RTP e RDP, tal como Manteigas, é porque me sacam o dinheiro que os sustenta.

  10. Esqueci um apontamento : o dito Marcelino foi convidado durante a semana para, no final do telejornal da RTP 1, apresentado pelo indescritivel José Rodrigues dos Santos,comentar a campanha eleitoral.
    È preciso que se tenha perdido na RTP a vergonha !

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