Mais de 1 milhão de razões para ter vergonha

Votei Alegre nas presidenciais. Por um lado, jamais votaria Cavaco, nem que tal desse o título de campeão ao Sporting. Por outro lado, jamais votaria Soares, havendo ainda a forte motivação para o castigar, bastando ficar atrás de Alegre por 1 voto. O que eu não tinha era o mínimo interesse em Alegre, embora a sua mediocridade, ao tempo, lhe desse uma caução simpática em estrita correspondência com a sua irrelevância. Ter sido herói da luta contra Salazar e Caetano não impedia a constatação de ser agora um tonto balofo, mais um entre tantos.

Acontece que Alegre tem um passado, e ninguém se preocupa mais com ele do que ele próprio enquanto seu protagonista, realizador e projeccionista. O passado é sempre uma qualquer versão alternativa, nunca a definitiva. Ora, é evidente que Alegre está muito satisfeito com a versão que escolheu e publicita. Por isso, e por não ter qualquer ideia política que valesse a pena discutir entre a população, foi para as eleições presidenciais plebiscitar a sua biografia em versão oficial. O resultado obtido fez-lhe muito mal à caixa dos trocos, passou a acreditar que tinha 1 milhão de portugueses (Mais!) a validar a sua pessoa tal como ele a imagina. Essa infecção narcísica tem vindo a gangrenar, e pode levar a uma amputação. As duas últimas entrevistas, SIC e RTP, exibem uma pessoa gravemente fragilizada, sem as mínimas competências para a gestão de cargos de exigência política complexa, incapaz de pensar as questões nos planos teóricos e técnicos, vítima de distorções cognitivas e perversões emocionais. Neste quadro, o seu discurso resume-se ao anedotário do quotidiano (almoçou com este, falou com aquele, ouviu o outro, os apoios na rua, os que lhe pedem para fazer qualquer coisa) e à repetição maníaca de clichés escandalosamente grosseiros, inanes.

É esta pessoa – muito provavelmente até a precisar de ajuda psicológica – que o BE explora com um cinismo assustador. Ver Louçã a colar-se ao seu desvario egóico – em que Alegre fala do PS e da esquerda exactamente como o Toni fala do Benfica e de futebol – e a manipular as debilidades intelectuais do coitado, arrepia-me. Ouvir Rui Tavares a fazer contas a deputados num cenário de fractura do PS pela saída de Alegre – reduzindo a política ao calculismo acéfalo e desbragado – causa-me asco. E se, num milagre, estes dois ninjas vermelhuscos se arrependessem 1 milhão de vezes do mal que andam a tentar fazer à democracia e ao velhote, ainda não seria suficiente: teriam de se arrepender 1.125.077 vezes.

39 thoughts on “Mais de 1 milhão de razões para ter vergonha”

  1. olha o meu amigo zzzzzzangado, com o pêlo no ar! Calma Valupi, sai por cima, independentemente dos actores, que são o que há, filtrados pelo lóbismo gerontocrático dos passos perdidos, é importante haver oposição à esquerda do actual governo.

    Lembra-te que só Louçã falava das offshores, eu nem sabia o que era isso até ele contar. E outras coisas. O mosaico é mais importante que as componentes separadamente. Triste mosaico, feito de carreiristas, que ainda por cima o dissimulam, mas é dentro dele que é preciso jogar, é o que há, e como sabes os partidos blindam a hipótese de candidaturas independentes, embora com a internet isso ainda vá dar que falar um dia. Deve vir a ser possível fazer uma recolha de assinaturas online, devidamente certificada, para apoiar candidaturas de cidadãos independentes, vinculadas a programas de acção e plataforma digital.

    Mas também vai ser uma dordecabeça (o novo acordo permitirá isto?).

    Não votei nas presidênciais, mas a minha última declaração pública um mês antes foi de que talvez votasse Alegre. Aconteceu estar na Bahia e tinha passagem aberta para vir à segunda volta votar, coisa que não houve.

    Entretanto regressei e abandonei o Bloco com uma crítica contra o aparelhismo e os lugares comuns. Eu também enjôo bastante os actuais actores, tem tudo a mania que é grande pai, trauma da esquerda profunda.

    Tens o meu voto para deputado!

  2. Bom dia valupi,

    para inicio de conversa gostaria de lhe solicitar o obséquio de que esclarece-se o seu conceito de:

    – Sempre;
    – Ninguém;

  3. Pois o que se terá passado contigo Valupi, de pessoas a quem votarias passaram a figuras que odeias que que estranho. O que terão eles feito?

  4. o que se terá passado para que figuras em quem o vulupi teria votado nas presidências tenham passado a fazer parte dos seus ódios de estimação?

  5. Ainda bem que explicaste como deste o teu voto a esse odre narcísico.

    Não foste certamente o único. Muita gente não quis votar Cavaco nem Soares (como os compreendo bem). Nem menciono o Louçã ou o Jerónimo. Do tal milhão, acredito que mais de metade votou Alegre por essa razão. As eleições em Portugal são assim. Os candidatos são tão bons ou tão maus, que não se vota em ninguém, vota-se contra os piores. Quando há eleições eu examino as sondagens e destaco os dois candidatos ou partidos com mais intenções de voto. Depois penso: qual deles é que não quero mesmo no poder? Assim voto. E votei bem. Votei contra Alegre.

  6. Como o Nik diz, provavelmente bem, credito que mais de metade votou Alegre por essa razão,

    O problema essa menos de metade que votou em Alegre por achou ser a melhor opção. Admitamos que foram por exemplo 30%, isso dá uma carrada de votos(337.523), os suficientes para tirar a vitória ao PS.

    Mas se dúvidas houver veja-se o fenómeno idêntico ocorrido para a CML, o amigo Costa, teve um votação a rondar o ridículo, também muito à custa da Helena Roseta. Acreditemos que uma parte do PS poderia votar em Alegre. Ignorar que há um grande descontentamento do PS contra o governo e a orientação do partido é muito pouco prudente.
    Estas pseudo viragens à esquerda de nada servirão, Falo porque que conheço alguns militantes de base que pensam assim.

  7. Caro Valupi, este acto de confissão e penitência garante seguramente um camarote no Olimpo.
    Um pouco de pequena história para enquadrar estes “grandes homens” a que temos servido de uma forma ou de outra.
    Nas eleições Legislativas de Outubro de 1991, era Jorge Sampaio SG do PS ouvi um desabafo de Guterres “foi a única vez na vida que pedi um lugar nas listas de deputados para alguém” referia-se ao Jorge Coelho.
    Em Outubro de 1994 já Guterres era SG do PS foi chamado a resolver um imbróglio que a Federação de Coimbra lhe tinha criado: “não queremos o Alegre como candidato, as bases (de Coimbra) não quiseram votar nele”, nem pensar, afirmou. Foi candidato por? Não é importante ou mais importante por onde foi candidato em Março de 2002 ou Fevereiro de 2005.
    A bíblia dos nossos dias (EXPRESSO) de 20 Dez. 08 num texto de Ângela Silva (pag.2) faz um retrato válido das dissidências possíveis do PS. No mínimo é rigorosa na panorâmica, no relato acompanha honestamente, de política nada sabe.
    Da ameaça de Paulo Pedroso convêm recordar que o Presidente da Republica de serviço o foi visitar na estadia que fez nos calabouços, assim como o Eng Guterres.
    Se é amigo deste e daquele, e se isso lhe confere legitimidade para o que quer que seja, é um problema dele, do mandante de serviço, e dos jornais de “referência” da coisa política cá do burgo.
    Ao Manuel Alegre pode convir tudo, é legítimo. O que não lhe convém sei eu: trabalhar para uma candidatura, “mesmo para perder”, no caso a minha, que finge desconhecer, não vá o diabo tecê-las.
    Deste milhão cento e vinte cinco mil e setenta e sete “razões”, não estou dentro, também não confere mérito algum, não era difícil ter uma só jogada de avanço neste tabuleiro cada vez mais raquítico e cambado, as desconfianças confirmaram-se em certezas, é assim que se criam as bases que suportam as enxurradas, como diria Maquiavel, a quem foi dado por “fortuna” um Principado.
    A referência aos “ninjas vermelhuscos” é soberba de “paridade” como é moderno afirmar. O dilema de Alegre é ter a certeza de gastar bem o último cartucho, as coisa são mais como acabam do que como começam. E um poeta sabe bem que assim é.

    Nas eleições Legislativas de Outubro de 1991, era Jorge Sampaio SG do PS ouvi um desabafo de Guterres “foi a única vez na vida que pedi um lugar nas listas de deputados para alguém” referia-se ao Jorge Coelho.

  8. Nas últimas presidenciais votei em branco, pois nenhuma das estrelas da companhia me convenceu.

    Hoje, continuo a não estar arrependido, votaria da mesma maneira, e só tenho pena daqueles que optam por não votar ou que andam a votar noutros para castigar este ou aquele.

    Os votos dão-se a quem merece, por isso devem reflectir a vontado dos votantes, já chega a pouca-vergonhice do branqueamento da CNE a juntar os brancos aos nulos, que são coisas muito diferentes.

    Quanto ao resto é apenas política, não de qualidade, rasteirinha, sem sentido, opotunista.

  9. “Os votos dão-se a quem merece.”

    Bonita frase, vinda de quem não votou.

    Se houver só candidatos muito fracos, mas alguns deles ameaçarem pôr o país a ferro e fogo, como é que faz?

  10. Z, o Louçã faz bem em ser o Louçã. Todo o contributo que venha a dar para a comunidade será bem-vindo, agradecido e aplaudido. Mas isso não lhe dá imunidade contra as evidências. Neste caso do Alegre, estamos perante uma escabrosa manipulação do tontinho pelos esfomeados.
    __

    Boa noite, Ibn. Começo por te esclarecer que “esclarece-se” não é o mesmo que “esclarecesse”. Depois tenho a informar-te de que os meus conceitos são exactamente iguais aos teus. Agora só precisas de descobrir quais são os teus para encontrares os meus.
    __

    Y, larga o vinho.
    __

    Nik, fizeste muito bem. As eleições também são como as colheitas, dependem do ano.
    __

    ramalho santos, continuas a trazer o passado, saboroso e com picante, mesmo esturricado nalgumas partes. Mas não te esqueças de trazer também o futuro, nem que seja como sobremesa ou aperitivo da próxima refeição.
    __

    teofilo m., também acho legítimo o voto em branco, até o nulo. Tudo menos deixar de ir votar. Quanto a teres pena de mim por ter votado Alegre como castigo para Soares, não entendo. E não entendo porque é indiferente qual a explicação relativa à intencionalidade do voto, posto que cada voto é igual e responsabiliza por igual quem o assume. Mas talvez consigas explicar melhor.

  11. Valupi, agora que já esclareceste, dizme, ou será diz-me, bom não importa, quem é ninguém? Ou se tens a arrogância de falar por 1 milhão e tal?

    Que tinhas um discurso arrogante já sabia-mos ;-) agora que eras um troca tintas não.

    A arrogância deve ser fruto da escola!

  12. O que te chateia no Alegre é que ele de facto pode tirar a vitória ao PS do Sócrates do Coelho e do Vara.

    O que te incomoda é que o Alegre tenha um passado de que se possa orgulhar ao contrário de muitos que se olharem para trás a única coisa que fizeram foi assinar uns projectos de mamarrachos e tirar uns canudos com aulas leccionadas por amigos e com exames feitos via fax.

    Como já te disse antes talvez em Outubro tenhas que prestar vassalagem a outros e aí mudas o discurso.

  13. Esta gente pensa como escreve, Valupi.
    Mas que miséria de argumentos estes do tal Ibn
    Mas a continuar a escrever um erro por frase…quem foi que lhes deu o diploma da 4ª classe?
    MFerrer

  14. Caro Valupi,
    Mas que raio de inteligência é essa de votar em Alegre contra Soares? Vinha seguindo com atenção os escritos neste blog e que grande desilusão tive. E só agora descobriu a vacuidade de Alegre quando ela já é patente desde há muito tempo atrás? E não viu logo que Alegre a última coisa que quer é ter um cargo que lhe dê que fazer com trabalho e não com poesia, caça, pesca, declamações, declarações, contar a sua história tronitroantemente e boa vida? E pior ainda votou contra Soares que foi quem deu passado a Alegre e deu futuro a Portugal.
    Ora bolas, há cada uma, a gente pensa num tipo inteligente e sai tamanha burrice. Paciência é a vida.

  15. Mas diz lá o MFERRER o que é que te incomoda? Será mesmo a escrita pouco cuidada? Desconfio!
    Sabias, por ventura, que alguns de nós não tem por obrigação fazer discursos laudatórios e patetas?
    Se não sabias ainda vais bem a tempo de saber que concordar não é o melhor que se pode fazer a quem pretendemos defender. Discordar é ……… O resto digo-te noutra ocasião, não te vá acontecer o mesmo que ao Valupi, “buffer over flow”!!!!!

  16. Ibn, larga o vinho.
    __

    MFerrer, ele não precisa da 4ª Classe. O homem está apostado em criar um dialecto.
    __

    Adolfo Contreiras, folgo em saber que te desiludiste. Quer dizer que te livraste de uma ilusão, bem bom.

    Quanto à vacuidade de Alegre, far-me-ás a justiça de reconhecer no texto essa mesma constatação. Quanto a ter sido ainda pior ter votado contra Soares, discordo, obviamente. Soares é um aristocrata, cujo contributo para a democracia vai a par dos malefícios que trouxe para o regime, por actos e omissões. E, isso sim pior, a soberba de se ter candidatado pela terceira vez, com 82 anos, era algo a merecer castigo. Aliás, todos os que votaram nele e participaram na sua candidatura deviam pagar uma multa pela irresponsabilidade.

    Para a próxima não sejas tão rápido a considerar um tipo inteligente. Dá tempo ao tempo.

  17. Valupi, tenho pena que tenhas votado Alegre, porque segundo dizes não era ele o teu candidato, e por outro lado não tinhas mais nenhum em quem votar, logo o branco era o aconselhado.

    Agora, ele vangloria-se de ter tido uma votação de mais de um milhão, esquecendo que muitos desses só votaram nele como forma de castigar outros.

    O castigo a Soares em forma de voto acabou por dar origem ao fenómeno actual que pode hoje em dia resultar numa grande asneira.

    Para mim o branco, para além de demonstrar que nenhum dos candidatos me serve, é útil também para que todos possam ver que não é por comodismo que o fazemos mas sim por política.

    Nik, votar em branco é bastante diferente de não votar, vê lá se entendes.

  18. Pois, pois valupi, larga lá a cola que isso rebenta-te com os miolos. alguém da tua condição já podia ter mudado para a coca, cola claro e abandonado a cola!

    Que curioso (será curiozo) será que há gentinha que continua atente a forma será porque não tem capacidade para atingir a substância?

    De facto não tenho mais do que a quarta classe, isso porque provavelmente não fui chulo da sociedade como a quem foram pagos os cursos superiores, tive desde cedo que dar o corpo ao manifesto. Mas até disse me orgulho.

    Mas a minha 4ª classe é-me suficiente. Felizmente tenho princípios morais sólidos, não tenho a consciência à venda. Não tenho que escrever discursos laudatórios para agradar a ninguém muito menos a gente de segunda. E tu valupi? “How Can You Sleep?”

  19. Caro Valupi,
    Quanro à ilusão também eu folgo porque era falsa.

    Pois, um dos graves problema dos Valupis é após cada votação corresponder uma constatação e reconhecimento do engano que cometeram. E porquê? Porque votam por calculismo intelectual ou ressentimentos pessoais ou predisposições humorais, etc. Nunca votam por um critério ideológico de medida e valor universal, como seja a questão da liberdade e liberalidade. Em cada momento eleitoral fazem cálculos cruzados mentais sobre qualidades acessórias dos candidatos, quantas vezes de contas de perdas e ganhos pessoais, que é como deitar os dados à sorte e, claro, só por sorte dá certo e daí o posterior arrependimento. E assim contínua e circularmente, sempre à procura da qualidade particular mais indicada do candidato para votar, vão inscrevendo a vida toda num circulo vazio políticamente.

    Aristocrata como sabe é um conceito grego que designava os melhores, os mais capazes, os melhor preparados. Nesse aspecto estou de acordo consigo a respeito de Soares, além de que este também é capaz de ser tudo o mais em política sem nunca deixar de ser bom. Malefícios por actos admito que tenha cometido alguns mas serão sempre infinitésimais perante os actos em prol da liberdade e democracia. Quanto a malefícios por omissões é uma acusação de tão elevado grau de subjectividade que só são verificáveis à posteriori.
    Soberba é uma bela e espantosa mulher e neste caso soberbo também pode ser um nato e espantoso político, mas o problema não se põe na soberba (lá está a procura da justificação pela qualidade particular), põe-se nas qualidades intrínsecas naturais e racionais do candidato e este prova desde jovem que a questão da liberdade é indiscutível, é a pedra de toque de tudo o resto.

    Ter 82 anos em estado de boa saúde física e mental, ser candidato pela 3ªvez quem foi político a vida toda, não é nenhum certificado de incapacidade, antes pelo contrário, e muito menos se percebe porque carga d’água há-de ser motivo de castigo. Na referência a “algo a merecer castigo” esta patente, outra vez, a notória procura intelectuamente rebuscada de uma motivação vingativa pessoal. O sentimento de castigar pensou mais forte que qualquer racionalidade política e determinou o voto no alvo errado, como confessado acima.

    Quem vê caras não vê corações assim como quem lê livros não lê pessoas assim como quem ajuiza sobre leituras não ajuiza sobre actos. O acto de votar duma maneira e passado tempo dizer-se arrependido não abona grandemente a favor de uma formação política estruturada e prova fraca inteligência.
    Eu disse que vinha seguindo este blog, não disse que tinha caído aqui do céu por acaso. Mas não há dúvida que no mais belo estilo cuidado de manipular palavras para construir textos eloquentemente vivaços, mais tarde ou mais cedo, de repente, fica-se conhecendo melhor quem comanda a mão. Foi o caso.

    E dou por terminado.

  20. Caro Valupi,
    Volto porque dei por falta o comentário sobre essa afirmação que denota forte aptidão para polícia eleitoral(mental). Se quem votou em Soares é uma irresponsabilidade, a quem votou em Alegre e passados tempos reconhece que se enganou é o quê? Uma parvoíce, claro. E se quem votou em Soares devia pagar uma multa, quantas multas, ou quão pesada multa, devia ser aplicado a quem votou erradamente? Só é culpado e merecedor de castigo quem errou.
    Mas, aqui, de novo outra vez, vem ao de cimo o espírito vingativo castigador. O espírito de tal modo dogmático que mesmo confessando o erro próprio quer castigar o outro, não prque cometeu erro, mas porque não seguiu o seu erro: isto é porque o outro não pensa como ele acha que deve pensar, isto é, pela sua cabeça.
    Um verdadeiro polícia mental.

    Agora sim, dou por terminado de vez.

  21. teofilo m, se eu votei Alegre, ele era o meu candidato. É isso que significa o voto, a delegação do poder democrático num candidato. Eu até poderia invocar um poema seu, ou as suas barbas, como a causa da escolha, seria igual. Seria igual em democracia, onde se elege pelo voto.

    O voto em branco não era o aconselhado para mim, pois ao tempo via Alegre como mal menor face aos restantes candidatos. Alegre seria menos mau do que Cavaco, prognosticava eu. E nunca o saberemos, mas sabemos que Cavaco está a ser um desastre.

    O fenómeno actual não tem qualquer relação com o meu “castigo”, pois a enorme maioria dos que votaram Alegre estavam convictos do seu mérito. De resto, era impossível prever o que viria a acontecer com Alegre dois anos depois, como é óbvio.
    __

    Ibn, estás de parabéns.
    __

    Adolfo Contreiras, muito obrigado pela bem desenvolvida explicação. Vamos lá:

    – Antes de mais, estás completamente enganado: eu não estou arrependido do voto em Alegre. Não leste em lado algum que renego a decisão, bem pelo contrário.

    – Soares é um aristocrata à portuguesa, não ao modo da Grécia clássica. Isso quer dizer que ele nasceu em berço de ouro e sempre se alambazou com o conforto e luxo do poder. Tem mérito? Claro que sim, Portugal está-lhe agradecido. Porém, Soares é parte do sistema que substituiu o regime salazarista pelo regime democrático-corrupto. De Soares não conhecemos uma única acção contra a corrupção. Não é um acaso.

    – Os seus 82 anos, sob qualquer ponto de vista, não correspondem a um indivíduo com saúde para o cargo. E o facto de ser candidato pela 3ª vez é um crime de lesa-renovação na política portuguesa. Fez muito bem Alegre em ter afrontado o PS, pois foi ao encontro do desejo de grande parte dos cidadãos: renovação. Claro que o Alegre era apenas o Alegre, não a renovação desejada, mas essa é outra história.

    – Todas as ilusões são falsas. É por isso que se chamam ilusões, lá está.

    – Concordo contigo em como o que escrevo prova a minha fraca inteligência. Mas não tem mal sabermo-nos com a inteligência fraca. Não o saber é que pode ser um sarilho.

  22. Valupi acho que devias ver o que significa Delegação até eu da minha singela 4ª classe sei o que isso quer dizer, não deveria um doutor saber também?

    Pois é Valupi, não delega através do voto, delegar é outra coisa. Quando se tenta embrulhar a falta de ideias num discurso cheio de figuras de estilo é o que dá!

    Enfim….. Larga os barbitúricos que isso já não anda bem!

  23. Valupi acho que devias ver o que significa delegar, até eu da minha singela 4ª classe sei o que isso quer dizer, não o deveria um doutor saber também?

    Pois é Valupi, não delega através do voto, delegar é outra coisa. Quando se tenta embrulhar a falta de ideias num discurso cheio de figuras de estilo é o que dá!

    Enfim….. Larga os barbitúricos que isso já não anda bem!

  24. Porreiro pá! o valupi fala pela maioria dos que votaram Alegre! Falou com essa maioria para saber o que eles pensam? Um pouco de humildade não lhe ficava nada mal.

  25. Valupi,
    O alegre sempre foi o que e hoje:um lirico e um tonto.
    Para votar nele tem que se ser ou cego ou pateta.A julgar pelos teus argumentos para votar no Alegre, es a excepcao que confirma a regra.Isto e, es uma besta quadrada(e quando tiveres consciencia disto pode ser que facas um favor ao pais e a ti mesmo e deixes de ir votar).

  26. Meu caro Valupi sobre o Alegre só li disparates, nada de consistente, aparece aí uma personagem engraçada um tal Ferrer, bom para se ter em cima do frigorífico, do banco detrás do automóvel ou em cima de uma televisão

  27. Valupi tu não aprendes nada com ninguém, gente arrogante não aprende, é necessário ter a humildade necessária para aceitar ideias novas, sabes aquela do Sócrates, não do teu padrinho, do grego!

    Nem sequer consegues reconhecer que metestes os pés! Será que te deram o diploma da 4ª classe porque o professor era um amigo? E fizestes o exames por fax?

    Será que ainda não percebeste que sempre que sais do discurso redondo te esticas ao cumprimento?

  28. Desculpem a intromissão na vossa “tertúlia”, mas esclareçam-me por favor. Logo no segundo comentário é “se esclareça; esclareça-se” ou “esclarecesse”?
    Desculpem qualquer coisinha…
    :))))

  29. Ibn, tens de fazer um esforço para te explicares melhor. Começo a desconfiar que nem tu entendes aquilo que escreves.
    __

    mdsol, devia ter sido “esclarecesse”.

  30. Oh valupi, esperávamos, (ou será espera-mos ;-) , é que com tanto dicionário ambulante nunca sabemos, ou será sabe-mos)

    Bom Valupi, Vamos ao cerne da questão,tu, regra geral, comportas-te como o animal do presépio e olha que não é a vaca. Arranjas uns comentário a fugir para o <bfait diver como se isso desviasse a atenção dos assuntos. Não me digas que disso ainda não tinhas desconfiado?

    Eh pá de facto, os barbitúricos já te deixaram a moleirinha num estado deplorável, isto se alguma ela funcionou!

    Tens argumentos redondos quando tentas concretizar és apanhado na curva por por alguém que de facto sabe do que fala!!

    Eh pá não sabias o que significava delegar, foste traído pela tua pseudo cultura geral, mas me “caro” nem sempre o que parece é!

    Ah Bom Natal e um Ano novo cheio de propriedades!

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