Lusco-fusco

Grande português, o nosso Maltez. É de uma outra estirpe, cada vez mais rara. E só a miséria anti-franciscana da actual direita explica a reduzida influência da tradição que ele representa e exprime. Claro, é também um romântico, para além de erudito, o que devia ser visto como vantagem; escusado será dizer.

ESTACA, não faço ideia se és cliente deste senhor, mas ele é uma leitura que tem o que é preciso para te deixar a babar para cima do teclado, todo o santo dia.

6 thoughts on “Lusco-fusco”

  1. Para quem nega a existência de campanhas deixo aqui este mimo de apelo, que alguém que se intitula de esquerda me enviou, e passo a citar:

    Vota à direita ou à esquerda mas não votes PS

    Se isto não é uma campanha negra, o que será?

  2. Valupi,

    Fui “cliente” do Maltez muito antes de ter sido teu, mas nunca mostrou coragem para sair da casca. De modo que achei melhor abandoná-lo com a sua criança regionalista nos braços. Erudito, pois, como todos os professores universitários da democratura. Aposto que ele nunca arranjou espaço no seu blogue para comentar sobre a declaração dum ex-presidente italiano que acredita que o 9-11 foi um “inside job”.

  3. Código de barras népia 0000 – palavroso, retórico, passadista, para citar Gramsci: de erudição do bloco histórico salazaresco, enfim, um homem sem qualidades (para a democracia de bases). Basta o Valupi ter desejos de se envolver em lesbianismos pató(lógicos) com a triste figura, para ela se transfigurar em desprezivel, como o gato que à meia noite perdeu a bota da tropa e foi salvo pelo Kirk Douglas
    Maltezes, maltezes, só mesmo os do Manuel da Fonseca, os silenciosos, de humor corrosivo, daqueles alentejanos que nos transmitem tudo apenas por sinais ficcionados;

  4. Teresa, bem apontado. Mas esses são uns bacanos.
    __

    teofilo m., não será antes um caso de falta de iluminação?
    __

    ESTACA, também apostaria o mesmo.
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    xatoo, estás cada vez melhor. E, há uns meses, a RTP Memória passou uma entrevista com o Manuel da Fonseca, algures nos começos, ou meados, dos anos 80. Foi uma delícia.

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