Lembretes

– A situação do Presidente da República não se explica recorrendo apenas a uma análise política, há factores culturais e psicológicos a influenciar o errático curso dos acontecimentos. Cavaco está rodeado de bajuladores e alucinados, destituídos do mínimo discernimento. Daí o confrangedor e aviltante episódio da suspeita de escutas em Belém. Mas o próprio Cavaco não pode escapar ao juízo mais severo: o seu enriquecimento no BPN e a escolha de Dias Loureiro para conselheiro de Estado são manchas que não têm limpeza possível.

– Quando se calunia o Governo em matérias de comunicação social, acaba-se a falar de um ou dois telefonemas que Sócrates fez a directores de jornais ou de cronómetro na mão a contar os segundos no Jornal da Tarde na RTP 1. Ou seja, não existe qualquer condicionamento do Governo, qualquer. Existe é um mercado, onde o Governo joga de acordo com as regras desse mercado. É a esta dimensão que se resume o papel das agências de comunicação, as quais fazem relações públicas dentro de códigos profissionais. Outra é a história na oposição. O caso mais sórdido é o do Público, bem pior do que o da TVI, porque mais dissimulado, esconso. Este jornal escolheu a via do assassinato de carácter e da cumplicidade com a Presidência, acabando a protagonizar um dos episódios mais degradantes para o prestígio de um Presidente da República Portuguesa de que há memória. Provavelmente, esta aliança de métodos não é um acaso.


– A acção que levou ao furto de uma bandeira propriedade da CML era, afinal, a promoção de um futuro jantar que reuniu alguns compinchas. Mostra-me a tua máscara, dir-te-ei em que filme vais acabar.

– Na entrevista dos caroços, pergunta-se à Carolina se ela já tinha sentido o estigma de pertencer à classe alta. Diz que sim, mas que vive bem com isso e quer é trabalhar, ter uma carreira. Acontece que não se fala deste tipo de discriminação, aquele que certas pessoas sofrem porque são vistas como privilegiadas por alguma razão material, social ou corporal. Mas ela existe, e os discriminadores são em tudo iguais aos outros das discriminações mais populares. Acrescente-se que, neste episódio da suposta falta de ideias (??) da mandatária, estamos também perante uma exibição da clássica agressividade que as mulheres têm de suportar sempre que tentam ocupar o espaço político.

– Santos Silva foi exemplar no malho dado no Programa do PSD: não passa de um plano de estudos.

– Inês Serra Lopes, comentando a entrevista de Sócrates, saiu-se com uma meia confissão já perto do final da discussão. Disse que estava arrependida por ter publicado as notícias do Freeport no Independente, em 2005, mas, acto contínuo, acrescentou que não, pois a história era boa demais para que não fosse publicada e, afinal, o caso até existia, como se via agora. O que espanta não é o desplante com que este ser anuncia a sua moralidade movediça, espantoso é ser paga para dar opiniões.

– 2009 já só tem 4 meses para dar cabo desta merda toda.

7 thoughts on “Lembretes”

  1. E a besta do Medina Carreira, ontem ? “Eu não ouço essa gente” ! “Se eu soubesse não tinha vindo”, em resposta ao convite para ver excertos da entrevista ! O que me faz confusão é a obsessão da SIC com este anormal que diz sempre as mesmas coisas.
    Veio substituir o Herman José ?
    O grande educador parou no tempo e não sai daquele discurso de “sou o único que conhece a verdadeira situação do país, com os meus gráficos”. A melhor agora é a de recomendar um estudo ( 1) para determinar as causas porque Portugal não atrai investimento estrangeiro. Santa mãe! É preciso um estudo ? Já agora que seja com desenhos, para o génio perceber melhor.

  2. Claro que cada um de nós está condicionado pela simpatia ou pelo oposto perante alguém, acontece o mesmo ao Medina Carreira, naturalmente. Mas apreciar ou depreciar é uma coisa, insultar, humilhar ridicularizando é outra, que é o que faz o Dr. Medina Carreira. Resumindo: um velho muito mal criado, quem lhe dá antena quer só ver alguém a ser gozado…

    Coitado do Herman, é um humorista não um irrascível arrogante.

  3. Eu só comparei o Herman no sentido em que quando estava na SIC era “pau para toda a obra”, aproveitavam-no até à exaustão.
    Concordo consigo.
    O Herman é um grande humorista. O Medina Carreira é um pequeno palhaço.

  4. apenas uma palavra – «prestígio» aplicada ao PR. Como diz que disse??? Como se diz no brasil (temos que nos ir habituando) «Essa não!»

  5. O Crespo é q gosta muito de o convidar lá para a sua pocilga! Estão bem um para o outro!Eu a ver a Sic Not qdo o Mário anuncia que vinha aí o Medina. Foi a deixa para mudar de canal e não mais voltar à SIC Not. Não há pachorra para ouvir aquele “anormal que diz sempre as mesmas coisas”!
    Cpmts

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