Já não mora aqui

Estou numa área profissional que me permite contactar com o mundo empresarial por dentro, pessoas e realidades comerciais. De um lado e do outro da minha actividade, vive-se o dia-a-dia no máximo da capacidade. Trabalha-se com entusiasmo, generosidade e sacrifícios. O profissionalismo mais apurado é a regra, não a excepção. A competitividade estimula, atrai, alimenta, tanto nas agências por onde passei como nos clientes que conheci. E damos por nós a constatar que conseguimos fazer o mesmo, ou melhor, do que os nossos colegas internacionais quando participamos em concursos.

O Portugal dos decadentes mudou-se para a oposição, é para lá que lhe devem enviar o correio.

18 thoughts on “Já não mora aqui”

  1. Quando a mesquinhez não impera e, pelo contrário, se relevam os aspectos mais importantes da inteligência humana (aproveitamento das capacidades de cada um, profissionalismo, interesse e incentivos, entre outros atributos), teremos de, forçosamente, ser iguais – no mínimo – aos demais. Tudo terá de passar pela organização e pela capacidade dos empresários/empregadores. Não por aqueles que querem enriquecer em dois ou três anos e “sacar” o mais que podem. É preciso que a atitude de progresso e de optimismo (realista) seja a pedra de toque e não o tremendismo e a baixeza de carácter que se vem a verificar nestes últimos tempos, em que os “velhos do Restelo” sempre querem empurrar para baixo. É triste pensar que cada acção que se faça e que, no futuro, haverá de ser bem apreciada, é, no imediato, rotulada de “manobra eleitoralista”, ou “acção de propaganda”, em que são exímios esses caquéticos “comentadores” da nossa praça…
    Há muito trabalho a fazer na persuasão dos mais cépticos e posts como os do Valupi, serão, por certo, um grande contributo para tal. Continua.

  2. Ligo a televisão e farto-me de ver “glopeadores”.

    “Glopeadores” ? Eu explico.

    Quando eu era miúdo, já lá vai muito tempo, havia um programa na rádio (salvo erro no RCP) com uma personagem muito engraçada e muito popular: o Senhor Messias!
    Um dia apareceu ca contar a história de um indivíduo que se apresentava com a profissão de glopeador. E pelos vistos ganhava bom dinheiro.
    Toda a gente ficava intrigada por não conhecer essa profissão e , às tantas, pediram-lhe para modtrasse qual era o seu trabalho. Ele prontificou-se a fazer uma demonstração.
    Fez os preparativos: pediu uma pequena mesa e mandou trazer um alguidar com água.
    Quando tudo estava pronto, retirou do bolso duas argolas de metal. Mostrou-as às pessoas que observavam com atenção e segurou-as sobre o alguidar. Cuidadosamente, deixou cair uma argola de cada vez para dentro da água. Quando as argolas entravam na água, emitiam o som característico: glop! glop!.
    Ficou-se a saber finalmente em que consistia a profissão de glopeador.

    Digam-me lá quantos “glopeadores” políticos e económicos vêem diàriamente nas TVs e nos jornais?

  3. Discordo do que dizes, Val. Penso mais, há coisa de uma década para cá, temos vivido períodos difíceis em matéria de técnica publicitária, e os departamentos de Marketing da maior parte das empresas, não executa aquela que seria a sua função, centrando a sua actuação no desenvolvimento da mediocridade consciente dos amiguismos.

    A Publicidade, tal como outras técnicas de comunicação (por exemplo: o Jornalismo) vivem no aprisionamento de interesses obscuros e de manipulações frívolas, que, conduzem inevitavelmente ao descrédito das técnicas em causa.

    Esta situação não é exclusivamente portuguesa. De resto, uma importante fatia da publicidade que passa em Portugal vem de mercados estrangeiros, com adaptações pindéricas, quando as Há.

    É preciso algum cuidado com os deslumbramentos pontuais e consequente generalização.

  4. Mandei prá oposição como pediu, mas de lá disseram-me que de decadência e snobismo pateta púbere

    (“Trabalha-se com entusiasmo, generosidade e sacrifícios. O profissionalismo mais apurado é a regra, não a excepção. A competitividade estimula, atrai, alimenta, tanto nas agências por onde passei como nos clientes que conheci”…. blá, blá, blá, etc, etc, vejam lá como eu sou tão competente e optimista, blá, blá, …..blá, …. não sou como as alcoviteiras e queixinhas como os 10% de desempregados da população activa portuguesa, ou os desgraçados dos reformados que já não se podem ouvir a pedinchar, blá, blá, blá, … porque isto não é um estado de espírito é um modo de vida que não se compadece com decadentes que não vivem no meu país-cor-de-rosa-armani )

    quem percebia mesmo da coisa, com estatuto de mestres inigualáveis, com gabarito mundial e sem concorrência (perto da nossa capacidade só na grécia, islândia, irlanda, coreia norte, etc.) era mesmo aquela malta que você idolatra religiosamente e que, para mal dos nossos pecados, dirige o governo do país. É visível, que ao contrário da sua elevada categoria e competência (não lhes podia dar uma mãozinha para os ajudar a limpar a colossal cagada que fizeram?) nestes seus amigos o profissionalismo mais apurado é a excepção, e não a regra. E que se deprada e destrói com entusiasmo, generosidade e sacrifícios. Portanto, espero que não seja contagiado por esta energia prevertida e decadente e que continue a ser um exemplo de virtudes e proficiência ao mais alto nível, porque bem precisamos de uma parte dos seus rendimentos para pagar o monstro de juros que os seus amigalhaços produziram apenas nos últimos meses.

    PS – Só agora é que deu pela existência de uma realidade competitiva que estimula, atrai, e alimenta? Deduzo que tem trabalhado para o Governo, Partido ou alguma Fundação para boys para ter sentido um contraste tão grande. Isso já cá existe há muito, ainda você andava – a avaliar pelo naco de prosa com tiques de adolescente petulante – de cueiros.

    Trabalhe muito, rapaz …

  5. Carmen, estás a falar de um outro assunto, a publicidade. A qual, pelo que dizes, te é desconhecida por dentro, pois repetes clichés erróneos.

    Do que falo é de uma vasta amostra do tecido empresarial português, de Norte a Sul e passando pelas Ilhas, a que tenho acesso fruto da minha actividade. E o que constato desde 1998, altura em que troquei de profissão, é o maior profissionalismo. Claro que há excepções, como em todo o lado e ramos laborais, mas não há decadência – há vitalidade e dedicação.

  6. 1- Não falei apenas em publicidade.
    2- Tenho uma mão cheia de exemplos para ter dar (que de resto estão ao alcance de qualquer um, basta querer e saber observar) e das mais distintas empresas portuguesas,
    3- Não alimento palpites.

  7. Carmen, só falaste de publicidade. E disseste que os departamentos de marketing se norteiam, “há coisa de uma década para cá” (??), pelo amiguismo. Ora, tal opinião pode nascer de casos reais, mas não faz o retrato da actividade. E segundo contam os mais velhos, a publicidade nos anos 70 e 80 era muito mais amadora e manhosa do que passou a ser com a crescente competitividade que resultou do crescimento económico desde que entrámos na União Europeia.

    Dizes que tens uma mão cheia de exemplos, venham eles. Quero ver e observar essas maleitas.

  8. Val,

    Se calhar vivemos em paralelos opostos. Mas torço um pouco do meu braço, dado ambos fomos genéricos e não conhecemos todos os sectores de actividade.

    Agora, se observares o que se tem feito, por exemplo na área financeira, ou na área da telecomunicações, nos últimos 10 anos, verás a extensão de produção medíocre, sustentada em estratégias de Marketing inadequadas, com alterações de rumo, por vezes inferiores a 6 meses, impossibilitando qualquer avaliação de resultados.

    Eu também conheço profissionais que já o eram nos anos oitenta, e acredita, apenas lhes oiço um profundo lamento pela generalizada deterioração profissional que se vive neste momento. Está claro que se se falar em tecnologia, sem dúvida, as melhorias são enormes, em matéria de capital humano e de saber houve regressão. Os amadores de 80 emprenhavam-se em saber e fazer correctamente. Hoje não só existe desconhecimento, como não estão a ser formados profissionais com qualidade.

  9. FUNDAÇÂO CEFA: A Incompetência e as Mentiras do Sr. Secretário de Estado da Administração Local Dr. José Junqueiro.

    Uma das suas artimanhas que a todos apanhou desprevenidos trabalhadores e dirigentes do CEFA e outros convidados:
    O Senhor Secretário de Estado da Administração Local em 22 de Setembro em sessão solene de apresentação do curso de “AUDITORIA INTERNA NAS AUTARQUIAS LOCAIS” no CEFA Coimbra, que contou com a presença de muitos convidados.
    Entre os convidados estava o senhor Presidente do Tribunal de contas Dr. Guilherme de Oliveira Martins, Dr. Fernando Ruas em representação da ANMP entre outros. Quando inesperadamente e para espanto de todos, sem ninguém contar nem o próprio presidente do CEFA Dr. Rui Leal Marqueiro, nem os trabalhadores do quadro que antes tinham andado em “guerra” pelos seus direitos na fundação algo que tinha já sido salvaguardado pela tutela, portanto todos estavam de acordo e, quanto a mim a Fundação é a melhor solução, até perante está má fase que o país atravessa.
    Mas naquele momento no auditório do CEFA, todos estavam à espera de tudo, o que possa acontecer numa sessão solene, menos desta monstruosidade, falta de respeito pelos seres humanos, acho que muita incompetência. Isto porque não é num discurso sobre auditoria que se acaba com o sonho dos trabalhadores do CEFA até porque o CEFA é um organismo que tem pernas para andar, com todos os seus colaboradores, contado com os trabalhadores precários que tem muitos anos de trabalho CEFA e são dos mais qualificados e não querem saber se é público ou privado querem é o trabalho, trabalho que gostam de fazer e que tem feito há mais de uma década sempre sem saber o dia de amanhã.
    Desculpa val, mas tinha de deixar este recado aqui deste Junqueiro, um incompetente que brinca com a vida das pessoas que trabalham, que são pais, outros estão em vésperas de o ser tem casa para pagar e fica tudo sem emprego. Eu que sou até militante deste partido estou desolada e como eu muito mais gente na minha situação não quero favores quero justiça…

  10. Carmen, estás a citar terceiros que, por não termos acesso ao seu percurso e situação, ficam como meros testemunhos de passadismo. Se eles tiverem sido afastados, por exemplo, é natural que maldigam o presente. Ou se eles estiverem gastos, é natural que mitifiquem a época em que estavam exuberantes de actividade profissional. Em suma, isso que trazes pode não passar do universal lamento de quem chegou ao fim da linha ou não obteve o que ambicionava. Em suma, não sei (e aposto que também não sabes…) que deterioração é essa a que aludes.

    Quanto à produção medíocre e estratégias inadequadas, estás mesmo a navegar em águas que não conheces. Por acaso, conheço particularmente bem o sector da comunicação em telecomunicações, por isso desafio-te a ilustrares a tua avaliação com exemplos. Só assim poderemos levar a conversa para um território minimamente objectivo. Estou interessado em conhecer os critérios pelos quais tu aferes a qualidade das produções e das estratégias. Não é que não possas ter razão, até porque em cada cabeça há um gosto e uma opinião, é só para saber do que falas.
    __

    L*, muito obrigado.

  11. Eu nem queria acreditar nesta infame notícia … pois como membro do PS e desde que o Sócrates dirige o nosso glorioso partido sinto que não é preciso mais nenhum debate pois estamos a perder tempo com questiúnculas e conversa de chacha. Temos de confiar no nosso líder e deixá-lo desenvolver a sua política sem medos. Este carrilho é mesmo uma ave rara que só está bem a morder na mão de quem lhe dá de comer. Deviam expulsá-lo! Não acham?

    Carrilho diz que não há debate no PS desde que Sócrates é líder

    O ainda embaixador português na UNESCO Manuel Maria Carrilho afirmou hoje que, desde 2004, quando José Sócrates assumiu a liderança do PS, que no partido “não há nenhum debate sobre coisa nenhuma”.

    Carrilho culpa Sócrates pelo seu afastamento da Unesco (Carlos Lopes (arquivo))

    Na apresentação do seu livro “E agora? Por uma Nova República, em Lisboa, o antigo ministro da Cultura defendeu que é preciso “credibilizar os partidos”, o que só se faz se eles forem “laboratórios de ideias” e “antena da sociedade”, considerando que tal não acontece no PS.

    “No meu partido [PS] não há nenhum debate sobre coisa nenhuma, desde a actual liderança”, acusou.

    Na conferência de apresentação do livro, Carrilho diz que este é o momento de fazer “um inventário dos últimos anos”, tecendo críticas também “ao deslumbramento do betão e agora da tecnologia”.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou no final de Setembro uma rotação diplomática que incluía a substituição de Manuel Maria Carrilho na organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura pelo embaixador Luís de Castro Mendes.

    Carrilho considerou-se “demitido” e afirmou ter sabido da sua saída pela imprensa, versão contrariada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, segundo o qual a decisão foi tomada em Abril e comunicada ao ex-ministro da Cultura.

    Na altura, Manuel Maria Carrilho responsabilizou o primeiro-ministro, José Sócrates, pelo seu afastamento e atribuiu-o a posições políticas que assumiu numa entrevista ao jornal Expresso, publicada dois dias antes de conhecida a decisão.

  12. As conversas, ou prestam para alguma coisa ou não prestam para nada. A ti, quando te faltam os argumentos fazes conversa que não presta para nada.

    Quer dizer tu podes falar das pessoas que conheces e que te falam do passado comparando-o com o presente. Um comentário utilizando os mesmos tempos é descredibilizado.

    Até mais ver!

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