Isto da decência é para poucos

Quem não está no index do Pacheco não existe no universo da comunicação, e mais além. Eu estou, safei-me, até abri uma garrafa de água com gás para celebrar: superficialidade e ignorância. Só não sei em que categoria profissional fui incluído; mas se ele me deixar escolher, será esta: candidato a político com pseudónimo.

E depois comovi-me com a sua invocação da decência, um valor que associamos ao Pacheco por antonomásia. São muitos os exemplos de decência que lhe recordamos no tratamento dado a certas pessoas e certas questões. O mais recente, e mais eloquente, exemplo do idiossincrático tipo de decência que cultiva ocorreu na censura a um jornal por não gostar de um título. O jornal ousou ser livre, perdeu uma entrevista como represália. Pacheco teve aí a decência de mostrar do que é capaz. Será indecente esquecer.

5 thoughts on “Isto da decência é para poucos”

  1. E a velha pulhice pachequeira conta António Campos quando este denunciou na AdR o caso das “vacas loucas”? Ele, chefe de fila do psd na AdR e o seu ministro chamaram de tudo ao deputado AC por ter colocado a questão da saúde pública perante a já evidente existência de “vacas loucas” em Portugal. A sua defesa era o problema da perda de exportação e venda de carne e por conseguinte a ruina dos criadores de gado. PP estava-se cagando para a saúde e bem estar dos portugueses. E assim continua.

  2. E quantas entrevistas socrates já negou a orgãos de informação por discordar das noticias que neles são publicadas? isto sem falar no prós e prós sobre o aborto que mandou repetir porque o 1º debate não correu bem.
    felizmente esta quadrilha mafiosa que desgoverna vai ser posta na rua dentro de meses.

  3. Jaguar: comeca a juntar receitas de xanax que vais precisar. Ate’ eu, que nunca pensei votar no PS ate’ a’ ultima semana, comeco a ter duvidas em votar no homem… basicamente, quem reune esta quantidade de badalhocos como oposicao nao pode ser tao mau…

  4. Deixo aqui um exemplo esclarecedor da “decência” de Pacheco Pereira. Em 20 de Setembro de 2001 (uma semana após o ataque terrorista às Twin Towers), Pacheco Pereira escreveu um artigo de opinião no Público [“As péssimas ideias”] criticando um artigo de opinião de Maria de Lourdes Pintasilgo publicado na Visão de 12 de Setembro de 2001. Nesse artigo, o historiador não se limitou a opor os seus argumentos aos da ex-Primeiro-Ministro. Num tom insultuoso e achincalhante, escreveu: «Depois de sair do poder – onde esteve por escolha presidencial e não por ter ganho qualquer eleição -, [Maria de Loudes Pintasilgo] criou um movimento “pintasilguista”, ao modelo das reuniões da Tupperware, que mereceu a reverência entusiasmada de tudo quanto era intelectual da esquerda.»

    Escrevi sobre isto há uns anos em: http://thecatscats.blogspot.com/2005/07/pssima-moral-de-jos-pacheco-pereirana.html#links.

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