Esmagador

Santos Silva esmagador é a norma. Ele tem as informações, a boa-fé e a literacia. Não precisa de mais para anular opositores que não comungam destes mínimos. Num Prós & Contras em que estava só contra 4, acabou fresco e a malhar forte e feio em adversários reduzidos à impotência. Desconcertante.

Morais Sarmento é aflitivo. Não faz a menor ideia da imagem de fragilidade e confusão que passa à audiência ao tentar raciocinar em directo. Representa muito bem o PSD pós-Cavaco, e por isso tem feito parte do núcleo duro do partido desde Barroso. É também por comparação com ele, e figuras como Aguiar-Branco, que se louvam as qualidades de Paulo Rangel; ou seja, a suposta excelência da estrela em ascensão nasce, afinal, de não ser politicamente indigente como os colegas de partido.

Luís Fazenda é um tractor ideológico. Inútil conversar com este mecanismo, o seu rumo está traçado e há uma batalha da produção demagógica para vencer. Deve deitar-se todas as noites com o sentimento do dever cumprido. Coloca a cassete com cuidado na mesinha de cabeceira e adormece em paz.

Carlos Carvalhas chocou-me pela sua caducidade. Desconheço se há algum quadro clínico que a explique, ou se é fenómeno natural. Seja como for, o PCP ficou muito mal representado.

Nuno Melo é um bronco. O bronco queque, beto, cagão, armado ao pingarelho, rebentando de vaidade e acinte. Fiel sucessor de Portas, é mais um coveiro do CDS.

9 thoughts on “Esmagador”

  1. Excelente pergunta, João. Embora surja outra questão: haverá alguém na oposição que tenha honestidade intelectual na discussão com o Governo ou PS? É que se não há, venha quem vier vai ser igual.

  2. Eh pá Val, a definição do queque Melo é de antologia. Até me abriu o apetite para os flocos e a certeza que sob a aparente capa de suposta eficiência se esconde a mais profunda vacuidade e cinismo. Decrete-se o fecho da bolaria que faz produtos com base em tais hidratos de carbono que além de enjoativos dão cabo da diabetes. Prefiro a madalena do Proust!!!!!!
    A propósito do Torquemada Melo, que é feito dos outros “mangas” do BPN? Estão ausentes em parte incerta? Esconderam-se debaixo de um banco de jardim da Praça do Império, ali para os lados de Belém? É que eu só ouço falar de um sugeito que dá pelo nome de Constâncio que não é “manga” e não está escondido.

  3. Nuno Melo inventou um novo estilo, a beto-peixeirada. Estridente, barulhenta e brejeira como a dos mercados, mas com uma presunção de superioridade moral e de competência própria dos betos convencidos, que acham que a realidade é que não os merece.

  4. Sempre achei que Santos Silva, quando se trata de rebater Morais Sarmento, é tão desapiedado que nos faz esquecer dever ser a compaixão também uma virtude teologal (caridade), preferivelmente acompanhada por uma virtude cardinal (temperança). Silva é cruel, cínico, quiçá um monstro. Porquê, se nunca se descompõe?
    Por isso mesmo, por lhe bastar falar com suavidade, bondosamente, como quem lê alto (embaladoramente) a cartilha maternal de João de Deus. E dizer a verdade e o óbvio. Há quem considere, erradamente, quanto a mim, que deveria ser louvado pela tanta paciência. Acho que não. O que é demais é moléstia.

    Quando há situações embaraçosas devia era mudar rapidamente de tema (é certo que é o próprio Sarmento, as mais das vezes, que o invectiva), falar da lábil meteorologia, do último best seller da primeira ou da última pivot, por que não da putativa gripe dos porcos (e também feios e também maus). Mas Silva nada diz então e o vermelho é pisado (e repisado). Nunca se desmancha na postura, franzindo apenas, imperceptivelmente, (uma) sobrancelha, quando o dislate (e a lata) atingem proporções tendencialmente abissais.

    Como no célebre caso, tão citado, do per-patético (não sei se nesse caso não deveria antes o neologista usar o termo hiperpatetòide, a não ser que a Walt Disney se melindrasse) como entendimento sarmêntico (ou sarmentòide) para peripatético, o que ocorreu na designada tvi vinte e quatro, tempos atrás.

    Alguém deveria ter a caridade de dizer a s. silva que não é bonito. Que um manual de civilidade para comentadores políticos deveria sempre desaconselhar o desapiedamento, a candura, o uso e abuso da verdade, aos que contendem com quem, do lado dos simples, se não desabituou ainda da frequencia excitante do ringue.

  5. Adorei o retrato de Nuno Mello. E tudo o resto. Só não tenho a certeza que esta tenha sido a interpretação geral do público. Esta foi mais uma sessão de escárnio e maldizer, desesperante, maldosa, destrutiva, caceteira. Uma espanholada, como diria o Vitorino. Ora acontece que os telespectadores distraídos, que são o Povo, não querem saber de quem tem ou não tem razão. O que interessa é a quantidade de murros e dentadas. E aí estas oposições unidas jamais serão vencidas.

  6. Não vi, obrigado. Ainda bem que assim foi. O “Prós e Contras” continua a ser um poderoso meio de esclarecimento político, com grande penetração em diversos estratos sociais.

    Quanto à caridade cristã, nada disso, do que esta Oposição mais precisa neste momento é do tratamento radical dado aos vendilhões do Templo, que é o que eles são!

  7. Tanta tinta derramada para quê? Portugal está hipotecado a entidades estrangeiras. As casas, os carros, as estradas e os hospitais não nos pertencem. Quando isto acontece, os credores sentem-se no direito de nomear alguém para o governo da Nação que lhes garanta que esses créditos não se transformam em mal-parados. Foram eles, os credores, que puseram cá o Sócras e sua equipa. Não batam mais no coitado! A seguir dele virá outro Capataz que será igual ou pior, que continuará a fazer aquilo que for necessário ao pagamento do Capital em dívida. O PSD actual, nem para ser Capataz tem competência. No tempo de M. Soares era o FMI quem mandava. Nesse tempo tornou-se muito claro que a única solução era apertar o cinto. Infelizmente hoje estamos na mesma, mas ninguém ousa dizê-lo.

  8. Quem é esse Santos Silva de que fala? Será algum arquétipo do Santos Silva que gosta de malhar malhar na esquerda da direita e na direita da esquerda, ou seja, a eito, provavelmente por ter sonhado pertencer a alguma força de intervenção?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.